segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Bruxas de Brasília estão em guerra após relatos de orgias e extorsão

Bruxas de Brasília estão em guerra após relatos de orgias e extorsão
Praticantes de Wicca na capital acusam líder de forçá-los a fazer sexo. Mulher se defende e fala em disputa “de mercado”

LEILANE MENEZES
03/12/2017

Fonte e texto na integra:



mundo nasceu do gozo feminino. Frequentadores do Templo da Deusa, uma vila de bruxas seguidoras da religião Wicca, em São Sebastião (DF), acreditam nessa versão. “O big bang é um orgasmo da Deusa”, explica a fundadora da comunidade e servidora da Câmara dos Deputados Márcia Maria Bianchi Prates – também conhecida como Mavesper Cy Ceridwen, seu nome místico.
Não é apenas o universo, porém, que gravita ao redor da energia sexual. Os conflitos que motivaram uma guerra de bruxas em Brasília também circundam esse tema. São dignos de um roteiro de ficção: envolvem sexo, supostas orgias, magias, feitiços, rituais de prazer e opiniões muito diferentes sobre o trabalho desenvolvido no Templo da Deusa, onde se pratica a religião Wicca nos arredores da capital do país há 13 anos.
Márcia Bianchi é fundadora do Templo da Deusa, uma vila Wicca, em São Sebastião

Desavenças
Mas nem só de contato com a natureza, feitiços, vassouras, caldeirões e tarô vivem as bruxas brasilienses. Elas também lidam com problemas dentro da religião. Quem pratica Wicca enxerga o corpo como parte da Deusa, algo sagrado e que, portanto, deve ser reverenciado em rituais.
Os momentos de prazer sexual são comuns, mas não podem ser uma obrigação. “No Templo da Deusa, participar dos Rituais de Afrodite, que incluíam transar com as pessoas, era obrigatório para quem quisesse fazer parte do coven [um grupo fechado]”, alega Luana*, uma ex-participante, que ainda é bruxa e praticante de Wicca, mas, agora, sozinha.
Ela e outras quatro pessoas acusam a líder do Templo da Deusa, Márcia Bianchi, de coagir e manipular os integrantes da religião a participarem de rituais abusivos. Luana conheceu o marido na propriedade Wicca em São Sebastião, onde celebraram a união. A ex-participante diz ter sofrido pressão para morar no local e fazer parte de uma família poliamorosa com a criadora do coven.
Em 2009, deixou a comunidade e tornou-se inimiga do grupo. “Sofri assédio, inclusive enquanto estava grávida. A pressão em cima de quem não queria se envolver sexualmente com ninguém era absurda”, relata.
Demorei para entender que a posição de liderança da Márcia e as constantes investidas dela em mim configuravam um quadro onde eu não fui totalmente autônoma. É muito doloroso lembrar de tudo e vergonhoso também"Luana
João*, um homem gay, morou no templo por oito anos. Conheceu o local aos 17, na mesma época em que lidava com a dificuldade de entender e assumir sua própria sexualidade. “Encontrei na Márcia uma mãe acolhedora e, na Wicca, um espaço de aceitação. O problema veio com a instituição dos rituais sexuais. Quem não participava era massacrado. Transei com várias mulheres, mesmo sendo gay”, relata.
Ele também alega ter tido um prejuízo de R$ 10 mil. “Minha mãe morreu e me deixou o dinheiro como herança. Emprestei para a Márcia, pois o templo passava por dificuldades quando ela comprou a chácara. Achei que teria o valor de volta um dia, mas isso jamais ocorreu”, conta.
João diz que trabalhou como motorista do templo, em troca de comida e moradia, quando o pai dele o expulsou de casa, após a morte da mãe. “Estava muito frágil e vulnerável. O Templo da Deusa é onde pessoas nessa situação são exploradas”, dispara.
João relata que, semanalmente, os integrantes da religião eram obrigados a enviar para a líder relatórios sobre a própria vida com detalhes minuciosos sobre carreira, família, relacionamentos e práticas relacionadas ao culto.
“A gente era instruído a dedurar os outros colegas que não estavam contando tudo. Ao entrar na religião, se faz um pacto de Perfeito Amor e Perfeita Confiança, além de jurar sigilo. Era muito invasivo, mas quem está dentro não consegue perceber a manipulação”, afirma.
Outra ex-participante da comunidade, Lótus, admite que todos sabem e concordam com a existência dos rituais sexuais antes de entrar no grupo, mas ela também fala em manipulação psicológica. “A explicação é que se tratam de conexões profundas com deuses e com os processos de autoconhecimento”, diz.
Lótus relata como sua vida mudou após ser iniciada na Wicca. “Tudo virou de ponta-cabeça. Márcia e o marido começaram a investir em mim sexualmente. Eu, casada com alguém fora da religião, comecei a viver dilemas”, detalha.
Se eu me recusasse, ouvia sermões de horas e broncas da Márcia. Aquilo estava me consumindo"
Lótus
Lótus diz ter presenciado cenas de abuso de poder, intimidação, discursos racistas e pessoas gays sendo forçadas a se relacionarem com heterossexuais. “A maioria cedia em função das práticas que julgavam sagradas. As consequências psicológicas eram nefastas e quem não se submetia era tido como fraco diante da Deusa”, alega.
O perfil das pessoas que fazem parte da TDB é de gente muito maltratada e enfraquecida por questões econômicas, sociais ou com ausências familiares importantes, como a mãe (meu caso, que acabara de perder tanto mãe quanto pai)"
Lótus
Perseguição
Lótus alega ter sido perseguida quando resolveu deixar a tradição. “Márcia até hoje me deve R$ 4.500. Dinheiro que ela me pediu emprestado e não pretende pagar. E me ameaçou com feitiços caso eu abrisse a boca para contar o que aconteceu lá”, diz a ex-seguidora.
Carol, que também deixou o grupo após brigas, conheceu Márcia no Parque da Cidade, durante um ritual público. “Quando entrei para a tradição, em 2000, tudo era normal. Em 2008, mais ou menos, começou essa história dos rituais de Afrodite. Aquilo não é uma comunidade, é uma prisão”, resume.
Como mulher e negra, Carol não se sentia à vontade com a suposta obrigatoriedade dos ritos sexuais. “Tudo sempre acabava com você tendo que conversar com um Deus tal, que sempre vai querer te beijar, acariciar e você tem que deixar. A mulher negra já é sexualizada, luta por liberdade, não fazia sentido estar em um lugar onde eu não podia dizer não”, explica.
O último encontro do qual Carol participou foi um Festival de Lúcifer – que na Wicca não é visto como demônio, como para os cristãos. “Diziam que eu precisava quebrar a barreira de não pegar ninguém, que precisava evoluir. Queriam colocar uma venda nos meus olhos e quem quisesse poderia ficar comigo. Só não movi processo porque sou uma mulher preta, pobre e da periferia. Não tenho condições”, resume.
Carol também afirma ter sofrido racismo dentro do grupo. “Negros eram tratados diferente. As filhas da empregada não podiam comer com todo mundo, por exemplo”, alega.
O outro ladoNão há, entretanto, ocorrências policiais nem processos judiciais que respaldem os relatos dos ex-participantes da comunidade. “Ninguém tem coragem de ir à polícia. A bruxaria já é muito estigmatizada, sofremos preconceito, e dizer o que acontece de errado em um dos templos pode piorar essa imagem”, relata uma ex-frequentadora do Templo da Deusa que não quis se identificar.
Márcia nega todas as acusações e se diz ultrajada por elas. “Ritos sexuais são como uma oração, são normais na Wicca, mas poucos grupos tornam isso público pelo medo do preconceito. Por ignorância, acham que se trata de orgia. Quem quer festa deve procurar uma casa de swing, não a nossa religião”, defende.
Rituais de Afrodite são uma parte muito pequena do que fazemos, ocorrem uma ou duas vezes por ano e só para iniciados que se sentem confortáveis em participar. Não são momentos abertos ao público"
Márcia Bianchi
Márcia é uma das bruxas mais conhecidas do país, criadora da Associação Brasileira de Arte e Filosofia da Religião Wicca (Abrawicca) e um forte nome na defesa da diversidade religiosa. “Nunca obrigamos ninguém a nada. Isso iria contra toda a nossa filosofia, é o avesso do que pregamos”, garante.
Devido ao tamanho da reportagem, colocamos apenas um resumo. 
Reportagem na integra em:
O Conselho de Bruxaria Tradicional tem como base os estudos e práticas da Bruxaria, observando as questões religiosas e culturais e no apoio de instituições e pessoas comprometidas com a fraternidade, bons projetos e com foco no conhecimento.
O nosso objetivo é trazer a sociedade informações, bons valores e uma espiritualidade voltada a Natureza, retirando sobre nós as intolerâncias, desrespeitos e preconceitos.
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* O Conselho de Bruxaria Tradicional não compactua com nenhuma forma de violência ou desrespeito as leis brasileiras.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CURSO APROFUNDADO DE PLANTAS DE PODER

 O Conselho de Bruxaria Tradicional tem o privilégio de lançar em primeira mão o curso aprofundado de Plantas de Poder (enteógenos) .



DATA DO CURSO:
Data: 23 a 27/10/2017
Envio a partir das 19h00

RESUMO:
O estudo é observado pelo ponto de vista mágico (crenças, rituais e feituras); e será ministrado em cinco dias cinco dias ao qual será desvendado as questões religiosas, os procedimentos, cuidados e como é realizada a consagração.

INSCRIÇÃO:
Até dia 09/10 = R$ 200,00
Do dia 10 até 20/10 = R$ 300,00


FORMA DE PAGAMENTO
Depósito em Conta Corrente

OBSERVAÇÕES:
Curso com o intuito de estudos, não recomendamos e não fazemos apologia ao consumo.
Curso somente para maiores de idade!
O curso é pelo Whatsapp, vc recebe o audio e escuta a qualquer hora em qualquer lugar.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PALESTRA GRATUITA: Bruxaria Tradicional e Enteogenia (Plantas de Poder)

Bruxaria Tradicional e Enteogenia (Plantas de Ampliação de Consciência Espiritual)
Palestra Gratuita 


Favor adicionar e fornecer nome completo para cadastro!





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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Ervas de A a Z

Propriedades Medicinais


Abacateiro - Persea gratissima Polpa, folhas, sementes e casca. Polpa do fruto : anti-raquitismo e afrodisíaco. Infusão das folhas : diurético, digestivo, rins e bexiga, dores de cabeça, febre, bronquite e tuberculose. Sementes em cataplasma : abscessos. Cascas : vermífugo.

Abacaxi - Ananas sativus Polpa e casca. Suco: diurético, vermífugo, calmante da tosse e expectorante. Polpa : digestivo; em aplicação externa: aftas.
Abóbora - Cucurbita pepo Polpa e sementes secas e tostadas com sal. Decocção da polpa: diarréia e gases. Sumo da polpa: prisão de ventre. Cataplasma das folhas: queimaduras, inflamações e dores de ouvido. Sementes : vermífuga.
Agrião - Nasturtium officinale Folhas e flores. Saladas cruas : excitante, combate o escorbuto, anemia, digestivo e diurético. Contra febre e dores de dentes. Infusão : bronquite, depurativo, diurético, febre, icterícia.
Aipo - Aipum graveolens Caule, folhas e raiz. Decocção das folhas e raízes : diurético, depurativo e carminativo. Artrite, reumatismo, cálculos biliares. Infusão das sementes: gases, má digestão.
Alcachofra - Cynara scolymus Folhas e raiz. Decocção e cápsulas: cálculos biliares e distúrbios hepáticos, diurético, combate a anemia, raquitismo, hemorróidas, varizes e reumatismo, auxiliar nos regimes de emagrecimento.
Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis Folhas e flores - aromática. Compressas: abscessos. Fumaça de alecrim (vapor): tosse, bronquite, asma e gripe. Óleo: queda de cabelo. Vinho de alecrim: diurético, hidropisia, exaustão física e intelectual. Decocção e tintura: digestivo, gases, febre, cansaço. Banhos: reumatismo.
Alface - Lactuca sativa Folhas frescas. Cataplasma: contusões e inchaços. Decocções: insônia e intestino.
Alfavaca - Ocimum basilicum Folhas frescas ou secas. Infusão: mau-hálito, debilidade, cólicas e vômitos. Decocção: boca e garganta.
Alfazema - Lavandula officinalis Flores secas. Decocção e infusão: asma, faringite, laringite, coqueluche, tosse, reumatismo, nervosismo, insônia, nevralgias, digestiva. Óleo: cansaço, contusões, estômago, vertigens, hemicrania.
Alho - Allium sativum Bulbo e caule. Unguento: calos. Óleo e Infusão: insônia, hipertensão, tuberculose, resfriados, feridas infecciosas. Cataplasma: reumatismo. Decocção: vermes.
Ameixeira - Prunus domestica Folhas frescas e frutos maduros. Licor de ameixa: digestivo. Polpa do fruto: laxante. Infusão das folhas e frutos secos: resfriado, tosse, rouquidão. Cataplasma das folhas: vermífugo.
Amoreira - Morus celsa Frutos, folhas, casca e raiz. Gargarejo com infusão do fruto: boca, aftas. Decocção da casca e raízes: dor de dente, estômago, intestino. Infusão das folhas: diurético, hipertensão. Xarope: tosse, garganta. Cataplasma das folhas: eczemas, erupções cutâneas.
Angelica - Angelica officinalis Raiz, folhas, flores e sementes. Infusão: digestivo, diurético, depurativo, histeria. Decocção: diarréia. Cuidado: as folhas da angelica são muito semelhantes às da venenosíssima cicuta.
Arnica - Arnica montana - Tabacode Savóia Raízes e flores. Pomada: acne, furúnculos. Infusão das flores: tônico estomacal. Tintura: contusões, quedas, distensões. Atenção: A arnica é uma planta venenosa, assim a administração de medicamentos à base de arnica deve ser feita sob prescrição médica.
Arroz - Oryza sativa Decocção para lavagens: hemorróidas. Decocção: colite, enterite, infecção intestinal.
Arruda - Ruta graveolens - Ruta Sativa Folhas frescas. Cataplasma das folhas: abscessos. Infusão das folhas: gases, nevralgias, vermes. Decocção das folhas para lavagens: inflamação nos olhos. Obs.: Não usar na gravidez.
Artemísia - Artemisia vulgaris Folhas, flores e raízes. Pó: convulsões infantis, epilepsia. Infusão das folhas e flores : menstruação dolorosa, dismenorréia, febre, gota, reumatismo, vermes. Folhas: "moxa" utilizada no tratamento de acupuntura. Sumo: doenças femininas.
Assa - Peixe Folhas, flores e frutos. Infusão: gripe, bronquite, asma, tosse.
Avenca - Adianthum capillus veneris Folhas. Decocção e infusão: gripe, tosse, rouquidão, bronquite. Uso externo: caspa e queda de cabelos.
Babosa - Aloe vera Uso interno: estomáquica e laxante Sumo - uso externo : anticaspa, antifúngico, antibacteriano, cicatrizante, repelente
Beldroega - Portulaca oleracea Folhas e sementes. Infusão das folhas: diurética, inflamação dos olhos. Saladas e sementes: vermífugo. Uso externo: feridas.
Boldo-do-Chile - Peumus boldus Folhas. Decocção: cálculos biliares, distúrbios estomacais e hepáticos. Chá: tranquilizante, insônia.
Cabelo de Milho - Barba de Milho Cabelo do milho. Chá: diurético, cálculos renais, infecções urinárias, ácido úrico, albuminúria.
Calêndula officinalis - Calendula officinalis - Mal-me-quer - Verrucária Flores e folhas. Infusão: gripe, escorbuto, icterícia, inflamação dos olhos, artrite. Uso externo: inflamações cutâneas. Sabonetes: queimaduras. Folhas : calos e verrugas.
Cambará - Lantana camará - camará Flores e folhas. Chá: tosse, resfriados, gripes, bronquite, asma, coqueluche.
Camomila comum - Matricaria chamomilla Flores. Infusão: febre, insônia, nevralgias, cólicas, gases, indigestão, dispepsia, falta de apetite, infecções intestinais. Compressas e lavagens : conjuntivite e inflamações nos olhos.
Camomila Romana - Anthemis nobilis Mesmas propriedades da camomila comum, porém mais fortes.
Carqueja - Baccharis trimera Folhas. Infusão e cápsulas: fraqueza orgânica, fígado, indigestão, diarréia, falta de apetite, diabetes, reumatismo, gota, dietas para emagrecimento.
Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana Casca. Decocção e cápsulas: fígado, estômago, intestino, laxante, hemorróidas. Chapéu-de-Couro Folhas. Decocção: reumatismo, infecções urinárias, dores, artrite, arteriosclerose, diurético, sífilis, depurativo. Uso externo e chá : dermatites.
Chá Preto - Thea sinensis- Chá da Índia - Chá da China - Chá Pekoe Folhas. Infusão: estomatites, má digestão, resfriado, excitante, diurético, analgésico, sudorífico, estimulante nervoso.
Cebola - Allium cepa Bulbos. Infusão de vinho: calos, diurético. Tintura: diurético. Unguento: hemorróidas, frieiras. Decocção: infecções intestinais, prisão de ventre. Bulbo: hemorragia nasal, picada de abelhas. Infusão: resfriado, tosse, vermes.
Cenoura - Daucus carota Raízes e sementes. Cataplasma: queimaduras. Decocção: rouquidão, tosse. Confrey - Symphytum officinalis Folhas, raiz. Chá: infecções, hemorragia, úlceras. Cataplasma: fraturas ósseas, varizes, cicatrizante, úlceras, feridas, queimaduras.
Copaíba Resina - óleo. Óleo: sífilis, bronquite, tosse, dermatite, urticária, cicatrizante, úlcera, feridas, anti-séptico, leucorréia, infecções urinárias.
Cravo-da-Índia - Eugenia caryophyllata Flores. Chá e pó: excitante, dores de dente, digestivo, afrodisíaco, depurativo. Infusão de vinho: bronquite, gripe, tosse, resfriado.
Dente-de-Leão - Taraxacum officinale Flores, folhas e raiz. Salada: depurativo do sangue, fígado. Decocção e infusão: depurativo, hidropisia, afecções do fígado, acidose, icterícia, diabetes. Sumo das folhas: cálculos renais e fígado.
Erva-Cidreira - Cymbopogon citratus Flores e folhas. Infusão e tintura: ansiedade, histeria, hemicrania, gases, má digestão. Compressas: feridas. Banho: calmante.
Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides - Vomiqueira - Erva formigueira Folhas e sementes. Infusão e tintura: bronquite, tosse, diurético, calmante, tuberculose. Sumo: vermífuga .
Erva-Doce - Pimpinella anisum -Funcho - Anis Sementes. Infusão: intestino, obesidade, caimbra, reumatismo, diabetes, olhos, memória, depurativa, mordedura de cobras e escorpiões, estimula a secreção láctea.
Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis Folhas. Infusão: excitante, tonificante, ativa a circulação, diurético, digestivo, laxante, dispepsia, distúrbios estomacais e hepáticos.
Erva-de-São-João - Catinga de Bode Folhas. Infusão: diarréia, desinteria, cólicas e gases, reumatismo.
Espinheira Santa - Maytenus hicifolia- Salva-vidas - Espinho de Deus Folhas. Infusão e cápsulas: analgésica, desinfetante, cicatrizante, dores, gastrite, úlcera, laxante, diurética. Sumo : feridas, acne, eczemas. Obs.: Não utilizar durante a amamentação.
Eucalipto - Eucalyptus globulus Folhas. Inalação - óleo: asma, bronquite, cicatrizante, desinfetante. Decocção das Folhas: bronquite, febre, estomatite, faringite, gripe, resfriado, tosse, sedativo, desinfetante, sudorífero.
Gengibre - Zingiber officinalis Raiz e casca. Infusão, raiz mascada e cristais: excitante, dispepsia, gases, diarréia, gripe, tosse, bronquite, resfriado, asma, cólera, gota, infecções, mau-hálito, tártaros, inflamações gengivais, reduz o colesterol, estimula a imunidade, afrodisíaco.
Ginseng - Panax quinquefolium Raiz. Infusão e raiz mascada: tonificante, resfriado, tosse, estomatite, prisão de ventre, inflamações urinárias e pulmonares, distúrbios nervosos, fadiga, úlceras gástricas.
Girassol - Helianthus annuus Folhas e sementes tostadas. Tintura das folhas: febre, malária, resfriado, estomatite, hematúria. Infusão das sementes: excitação nervosa. Uso externo tintura: chagas, contusões, feridas.
Guaraná - Paullinia cupana Sementes reduzidas a pó. Pó, refresco, suco, cápsula: revigorante, estimulante, infecções, diarréia, prisão de ventre, gases, desinfetante, arteriosclerose, depressão, hemorragia, tonificante do coração. Uso externo: cicatrizante. Obs.: crianças, mulheres gestantes ou que amamentem, cardíacos e hipertensos devem evitá-lo.
Guiné - Petiveria alliacea Folhas. Infusão: antiespasmódica, abortiva, diurética, doenças venéreas, vermífugo, reumatismo, protetor espiritual.
Hamamélis - Hamamelis virginiana Casca e folhas. Água de hamamélis: desinfetante. Decocção: diarréia. Pomada e tintura: hemorróidas, disenteria, gonorréia, leucorréia, tumores, inflamações externas, pústulas, inflamação dos olhos, picadas de insetos, veias varicosas, menstruação em excesso, hemorragia pulmonar.
Hissopo - Hyssopus officinalis Flores e folhas secas. Óleo e infusão: asma, bronquite, inflamações da boca e garganta, depurativo, digestivo. Óleo e uso externo de infusão: chagas e úlceras, erupções cutâneas. Compressa: contusões.
Hortelã - Monarda punctata Toda a planta. Infusão e salada: amenorréia, náuseas, vômitos, gases, analgésica, estimulante, diurética.
Hortelã Pimenta - Mentha piperita Toda a planta. Óleo e infusão: coração, má digestão, insônia, cólicas hepáticas e abdominais, dores de cabeça, vermífugo, vômito, resfriado, afrodisíaco. Uso externo: reumatismo. Inalação: asma, tosse, resfriado. Unguento: amamentação: impede a secreção láctea. Cataplasma das folhas: pele.
Laranjeira - Citrus aurantium Casca, folhas, flores e suco. Óleo e infusão de flores: estomatite, insônia, febre.
Limão - Citrus limonum Suco e casca do fruto, folhas. Suco: gota, reumatismo, arteriosclerose, hipertensão, artrite, depurativo do sangue, febre, feridas (externo). Gargarejo: inflamações na boca e garganta. Infusão: má digestão, gases, diarréia, insônia, conjuntivite. Decocção: malária. Fricção: nevralgia, reumatismo.
Losna - Artemisia absinthium - Absíntio- Erva dos Vermes Folhas e flores secas. Tintura das flores e folhas: tônico, distúrbios biliares e hepáticos, flatulência, má digestão, calmante, reumatismo, gota, febre. Infusão das flores: vermífugo.
Maçã - Pirus malus Casca do tronco e frutos. Água de maçãs: inflamações urinárias, má digestão, acidez, febre, resfriado, rouquidão, diarréia, prisão de ventre. Banho de assento: leucorréia. Vinho de maçãs: má digestão, acidez.
Malva - Malva sylvestris Flores e folhas secas. Infusão e decocção de folhas e flores: infecção urinária, prisão de ventre, inflamação intestinal, obesidade, tosse. Infusão das flores - bochechos: inflamações na boca, gengiva e garganta. Cataplasma das folhas: artrite, gota, abscessos, dentes. Banho de flores e folhas: nervosismo.
Mamona - Ricinus communis Óleo de rícino e folhas. Óleo: cabelos, frieiras, prisão de ventre, vermífugo. Banho com decocção das folhas: hemorróidas.
Manjerona - Origanum majorana Flores secas. Óleo e infusão: antiespasmódica, dilatação do estômago, insônia, gases. Infusão para Inalação: resfriado.
Melissa - Melissa officinalis Flores e folhas. Infusão e tintura: ansiedade, histeria, hemicrania, gases, má digestão. Compressas: feridas. Banho: calmante .
Mil-Folhas - Achillea millefolium- Milefólia Toda a planta. Infusão das folhas e flores: diarréia, incontinência urinária, hemorragia, preventivo de aborto, gases. Infusão das folhas e flores para cataplasma: chagas, feridas, fissuras nos seios, hemorróidas, ulcerações, reumatismo, febre, varizes.
Morango - Fragaria vesca Folhas, raiz e frutos secos Decocção da raiz: inflamações na boca e garganta, intestino, diurético, vermífugo. Compressas: chagas, feridas, úlceras, pequenas queimaduras. Suco: dor de dentes, febre, gota, cálculos. Obs.: não usar em caso de alergia e diabetes.
Poejo - Erva de São Lourenço Folhas. Infusão: tosse, rouquidão, afecções gástricas, gases, bronquite, asma. Quebra-Pedra - Phyllanthus niruri Folhas. Infusão e cápsulas: infecções urinárias, dores lombares, anúria, albuminúria, hidropisia, cálculos renais e biliares, corrimentos.
Romã - Punica granatum Raiz, casca, folhas, flores, polpa e casca das romãs. Infusão: gengiva, inflamações na garganta, diurético. Decocção da casca: cólicas, diarréia, tênia.
Rosa - Rosa canina, centifolia e gallica Flor. Infusão: estomatite, inflamações na boca e garganta ( gargarejos), má digestão, diarréia, prisão de ventre, mau-hálito, vermes. Infusão para compressas: olhos. Vinagre de rosas para lavagens: urticária, picada de abelhas, queimaduras. Lavagens: leucorréia. Banhos: energético.
Sabugueiro - Sambucus nigra Raiz e flores. Cataplasma das folhas: abscessos, hemorróidas. Infusão das flores: amamentação: aumenta a secreção láctea, bronquite, gripe, olhos (lavagens), sudorífero, sarampo. Decocção da casca e flores: gota, ácido úrico, depurativo, diurético, hidropisia, obesidade, resfriado, rins, prisão de ventre.
Sálvia - Salvia officinalis Folhas e flores. Fumo: asma. Decocção: estomatite, inflamações na boca, coqueluche, coração, gengivas, suores frios, tosse. Infusão: esgotamento nervoso, má digestão, cálculos renais e hepáticos, garganta (gargarejos). Banhos: cansaço.
Stevia - Stevia rebaudiena Folhas Infusão: diabetes, diurético, tonificante, reumatismo, hipertensão, calmante, insônia, tensão, digestivo, inflamações, febre, obesidade - adoçante.
Tanchagem - Plantago lanceolata - Trançagem Folhas e sementes. Cataplasma: chagas, úlceras. Infusão e decocção: depurativo, estomatite, reconstituinte, gripes, ulcerações da garganta e língua, febre, diarréia, bronquite. Infusão para lavagens: conjuntivite, inflamações nos olhos. Gargarejos: inflamações na boca, gengiva, garganta.
Urtiga - Urtica dioica Folhas, hastes e sementes. Infusão: artrite, caspa (uso externo), epistaxe, hemorróidas, hemorragia uterina. Decocção: depurativo, furúnculos, gota, queda de cabelos (uso externo), diarréia, hemorragia. Infusões para uso externo: urticária, erupções, coceiras. Urucu Sementes. Coração, prisão de ventre, hemorragia e afecções do estômago, tosse e bronquite.
Violeta - Viola odorata - Viola alba Raízes, folhas, flores secas. Infusão e decocção: tosse, bronquite, sarampo, dores de garganta, vômitos. Cataplasma: contusões.
Zimbro - Juniperus communis - Junípero Madeira e bagas. Infusão, decocção e óleo: asma, bronquite, acidez, má digestão, hidropisia, diurético. Alcoolato: reumatismo.

Atenção! as informações contidas no site são apenas educacionais não fazemos apologia ao uso como também não nos responsabilizamos pelo indevido manuseio das informações e práticas.


Nome cientifico


Abacateiro - Persea gratissima 
Abacaxi - Ananas sativus 
Abóbora - Cucurbita pepo 
Agrião - Nasturtium officinale 
Aipo - Aipum graveolens 
Alcachofra - Cynara scolymus 
Alecrim de Jardim - Rosmarinus officinalis 
Alface - Lactuca sativa 
Alfavaca - Ocimum basilicum 
Alfazema - Lavandula officinalis 
Alho - Allium sativum 
Ameixeira - Prunus domestica 
Amoreira - Morus celsa 
Angelica - Angelica officinalis 
Arnica - Arnica montana - Tabaco de Savóia 
Arroz - Oryza sativa 
Arruda - Ruta graveolens - Ruta Sativa 
Artemísia - Artemisia vulgaris
Assa - Peixe 
Avenca - Adianthum capillus veneris 
Babosa - Aloe vera 
Beldroega - Portulaca oleracea 
Boldo-do-Chile - Peumus boldus 
Cabelo de Milho - Barba de Milho Calendula officinalis 
Cambará - Lantana camará - camará 
Camomila comum - Matricaria chamomilla 
Camomila Romana - Anthemis nobilis 
Carqueja - Baccharis trimera 
Cáscara Sagrada - Rhammus purshiana 
Chapéu-de-Couro 
Chá Preto - Thea sinensis
Cebola - Allium cepa 
Cenoura - Daucus carota 
Confrey - Symphytum officinalis 
Cravo-da-Índia - Eugenia caryophyllata 
Dente-de-Leão - Taraxacum officinale 
Erva-Cidreira - Cymbopogon citratus 
Erva-de-Santa-Maria - Chenopodium ambrosioides 
Erva-Doce - Pimpinella anisum
Erva-Mate - Ilex paraguayensis / brasiliensis 
Erva-de-São-João - Catinga de Bode 
Espinheira Santa - Maytenus hicifolia
Eucalipto - Eucalyptus globulus 
Gengibre - Zingiber officinalis 
Ginseng - Panax quinquefolium 
Girassol - Helianthus annuus 
Guaraná - Paullinia cupana 
Guiné - Petiveria alliacea 
Hamamélis - Hamamelis virginiana 
Hissopo - Hyssopus officinalis 
Hortelã - Monarda punctata 
Hortelã Pimenta - Menthapiperita 
Laranjeira - Citrus aurantium 
Limão - Citrus limonum 
Losna - Artemisia absinthium
Maçã - Pirus malus 
Malva - Malva sylvestris 
Mamona - Ricinus communis 
Manjerona - Origanum majorana 
Melissa - Melissa officinalis 
Mil-Folhas - Achillea millefolium
Morango - Fragaria vesca 
Poejo - Erva de São Lourenço 
Quebra-Pedra - Phyllanthus niruri 
Romã - Punica granatum 
Rosa - Rosa canina, centifoliae gallica 
Sabugueiro - Sambucus nigra 
Sálvia - Salvia officinalis 
Stevia - Stevia rebaudiena 
Tanchagem - Plantago lanceolata -Trançagem 
Urtiga - Urtica dioica 
Urucu Violeta - Viola odorata - Viola alba 
Zimbro - Juniperus communis - Junípero


terça-feira, 25 de abril de 2017

Palestra Estudos e Formação de Grupos na Bruxaria

COMUNICADO: ESTUDOS 2017


O Conselho de Bruxaria Tradicional divulga que haverá amanhã, dia 26/04/2017, uma palestra informativa de qual será o funcionamento das próximas turmas.

Teremos 2 formatos de estudos:

1 - Estudos semi presenciais (1 ou 2 reuniões mensais);
2 - Estudos online (feitos via whatsapp) - 1 palestra e 1 artigo por semana.

Objetivo:

1 - Formação de suporte a lideres que desejam abrir seus grupos de estudo e precisam de um apoio na organização e compartilhamento de informações.
2 - Praticantes solitários

Maiores informações:
26/04/2017
às 21h00

Favor informar nome e sobrenome para cadastro

terça-feira, 28 de março de 2017

RITUAL DA LUA NA BRUXARIA TRADICIONAL

RITUAL DA LUA NA BRUXARIA TRADICIONAL
 

A Lua sempre exerceu influência sobre a psique humana, suas influências vão além dos fenômenos naturais como as marés, como a influência dos períodos de fertilidade, ela também exerce um poder magnético e por consequência um poder espiritual para todos os seres de nossa dimensão e influência os portais para os Outros Mundos.

Desde a antiguidade até os dias de hoje sentimos a necessidade de entrar em comunhão com essa energia, em que no anoitecer, onde nossos sentidos se tornam mais amplos, o Ritual da Lua envolve proporções enigmáticas e atraentes para processos introspectivos como também para as práticas de magia.

*A começar pelos gregos que, não contentes com uma única deusa lunar, criaram três: Ártemis, para o Quarto Crescente, Selene, para a Lua Cheia, e Hécate, para as luas Nova e Minguante. Os romanos foram mais modestos: chamavam a Lua de Diana, protetora da caça e da noite. Entre os povos da Mesopotâmia, ela era a deusa Sin, que mais tarde foi substituída por Ishtar, na Babilônia. Para os chineses, era Kwan-Yin e, para os índios brasileiros, Cairê ou Jaci.

A Lua também foi adorada como um deus andrógino, que reúne características masculinas e femininas — como Shiva, o deus transformador do hinduísmo, que carrega a Lua Crescente como um de seus símbolos. Temperamental, instável e misterioso como a loucura, o satélite podia trazer fartura e saúde, ou miséria e doenças. Suas fases — Nova, Crescente, Cheia e Minguante ajudaram decisivamente para essa reputação. Para os antigos, o próprio astro parecia nascer, crescer, atingir a plenitude e desaparecer, como a barriga de uma gestante. Por isso, ela foi associada à fertilidade da terra, dos animais e das mulheres. Era a senhora absoluta dos ritmos de vida e morte.

Essa marca aparece na cultura de muitos povos, mesmo naquelas em que a Lua não adquiriu uma personalidade divina. No Corão dos árabes, ela é Qatar, símbolo do poder transformador de Alá. Entre os judeus, seu aspecto mutante transformou-a na representação do judeu nômade.* 

É nesse momento auspicioso em que sentimos tanta pressão do cotidiano nos envolvermos com essa prática meditativa e assim, de um pensamento comum, abrimos mais uma vez o nosso processo de trazer a comunidade rituais que sejam agregadores e simpáticos as necessidades não somente de Bruxos, mas de toda a comunidade simpatizante.

A Bruxaria Tradicional como uma das mais fascinantes religiosidades da Era Antiga, dança com seus segredos pela luz da Lua, como uma serpente ela transita pela floresta, flui como o vento e compartilha seu agregado com seus filhos.

Esses segredos não são escritos, não podem ser vistos por leigos ou interrogado por inquisidores, eles estão presentes apenas àqueles que têm olhos para absorver todo o conhecimento, em sua roda que gira em torno de uma fogueira e lá o sentido para a vida se torna mais simples e prazeroso.


Autor: Ricardo DRaco
Cedido os direitos de divulgação ao Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

* Interessou? Saiba que dia 08/04/2017 teremos um Ritual Lunar na Bruxaria Tradicional em Juquitiba/SP na Casa Sede do CBT, mais informações envie um email para: ricardo.draco@gmail.com 


 *Trecho da Revista Super Interessante