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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O que você faria se fosse perseguido?

Um grupo de amigos refletia sobre a questão, observando a idade média, onde qualquer pessoa fora dos padrões era chamado de bruxo e as perseguições do Santo Ofício criando livros e atas com invenções do imaginário cristão, com a ligação de bruxas com o Diabo, que também é uma invenção da Igreja Católica para arrebatar mais fieis, ao qual chamaremos da indústria do medo! É como diria uma amiga o Diabo é Cristão.

Por estas questões bruxos tradicionais não cultuam o diabo, nem mitologicamente como também nem na psicologia de arquétipos, mas ai irão perguntar: "Mas o diabo é a derivação dos cultos pagãos!" e devemos pensar se isto é realmente uma verdade, pois a palavra "Diabo" vem do latim diabolus que significa acusador ou opositor, sendo assim tudo o que era contrário a Santa Igreja deveria ser "acusado" ou estar em "oposição" aos seus dogmas.

A idade medieval é chamada também de idade das trevas, NÃO por conta do ocultismo, mas sim por conta da ignorância, isto parece continuar em termos de ignorância, visto que ainda existem pessoas que voltam suas pesquisas sobre os estudos teológicos sobre a Bruxaria, num período restrito a Igreja Católica e sua visão sobre outras religiões e pessoas que não se adequavam em crença, aparência física e sanidade mental.

As teses mais prováveis sobre a criação do Diabo não é a ligação simples com os deuses pagãos e sim criar uma entidade espiritual baseada no declínio das Leis de Deus, onde perder este caminho resultaria no abandono como também na degradação do homem para animal, visto que os animais são, conforme cristianismo, inferiores. Sendo assim um homem meio animal, seria alguém inferior e que deveria ser excomungado.

Mas não seria algo tão simples, deveria ter uma entidade que comandaria a perdição visto que Deus na figura paternal daria a salvação através do seu filho, e por coincidência meio homem meio deus!

Nesse momento surge a figura de Lúcifer, o portador da Luz, o anjo mais belo, que perde a sua luz, cai, vira opositor e se transforma no Diabo, um ser animalesco e inferior, deformado e na cor vermelha das fogueiras, lugar que queimariam os hereges (os seres inferiores)!

O número da besta, o famoso 666, tem sido usado extra oficialmente como código não para A Besta, mas para um conjunto de bestas, seres inferiores e não pensantes que são comandados pelo Diabo (a), visto que ainda se discute o sexo dos anjos!

Queremos agradecer aos nossos leitores e diabolus que acessam o Dignow e que continuem a clicar em nossos textos, positivando ou negativando(666), seguramente nossos artigos irão ter sempre grande audiência! Parabéns aos editores dos blogs parceiros, sempre focados em trazer bons textos, redirecionando seu tempo e dedicação à sabedoria!

Gratidão!
Membros do Conselho de Bruxaria Tradicional
A favor da paz e do conhecimento Tradicional no Culto da Bruxaria!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - A Caveira do Crânio Rachado

Caro leitor curioso! Este título é mais um dos diversos que temos visto quando o assunto é Bruxaria Tradicional, outro dia lendo alguns artigos sobre o tema, mais um texto falando que o Diabo é o pilar central de muitas vertentes da Bruxaria Tradicional (?).

Nesse clima de sangue jorrando, caveiras soltas, demônios, vampiros e lobisomens traçamos o perfil dos filmes de entretenimento do gênero terror, não meu caro leitor! Nenhum bruxo de carne e osso tem isso como filosofia de vida, alguns tem como entretenimento, seja por gosto da indústria cinematográfica outros da bibliográfica, mas sem dúvidas esse faz de contas esta bem longe de uma peregrinação de um caminho sábio e ancestral.

Nós não acreditamos em Diabo, nem em Lúcifer (anjo caído do Deus Católico), não temos ligação com o judaísmo, não acreditamos em "vertentes diabólicas de Bruxaria Tradicional" ou derivações da Bruxaria Tradicional ecléticas, pois as diferenças que existem de culto estão baseadas exclusivamente na regionalidade e na linha de tempo, fora disto temos apenas inspirações, algumas mais fantasiosas outras estranhamente desconectas, entretanto como o nome é genérico não existem restrições, tal como os confusos termos, "antigo", "ofício", "arte", entre outros.

Na maioria do que temos visto em torno das últimas décadas não passam de contos literários, algo como H. P. Lovecraft (1) e seu gênero de terror místico, pouco ou nada há de se levar a sério, afinal nenhum magista iria escrever e divulgar sobre algo realmente precioso ou ligado a magia diretamente, por sentimentos óbvios de preservação, de propriedade ou responsabilidade.

É fato que o marketing do proibido e oculto sempre vendeu muito bem, das sociedades secretas, que não são nada anônimas, tem norteado muitos aprendizes pela busca curiosa e chegando lá encontra as mesmas situações antagônicas e comuns das diversas redes místicas.

E para quem busca algo realmente plausível qual o caminho a se tomar? Primeiramente não existe peregrinação sem o primeiro "ato" que chamamos de auto-conhecimento, este final de semana, depois de algumas palestras sobre o tema Bruxaria Tradicional obtive uma resposta que me surpreendeu, o expectador sabia quem era! Sim, confesso que fiquei surpreendido, afinal de contas, a maioria vem com seus zilhões de títulos iniciáticos e cada um mais antigo que o outro, até que enfim uma resposta simples e coesa!

Então acreditem, saber quem se é demanda tempo de reflexão, não se inicia nenhuma jornada sem o auto conhecimento! Depois disto se deve partir para o trabalho das matérias acadêmicas, a reconstrução da árvore genealógica, e claro, procurar pessoas e instituições sérias! Eu sei, você não encontrou nada que pudesse fazer sentido em meio ao rebuscado mundo esotérico, entre neo-paganismo e demonologia, então vai a dica de algo criado recentemente e que pode ser uma frente para suas pesquisas, estamos falando do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional) crescendo cada vez mais em terras brasileiras, gerando oportunidades e promovendo uma visão alternativa no quesito crenças tradicionais.


(1) Howard Phillips Lovecraft escritor norte-americano celebrizado pelas suas obras de fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.
http://www.sitelovecraft.com


Cordialmente,