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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: Magia e os Elementos da Natureza


As maiorias das pessoas que começam a conhecer magia esbarram em um conceito quádruplo, esse conceito é baseado na terra, água, fogo e ar e veremos em muitas crenças e operações mágicas, contudo esta sumarização pode limitar a visão magista quando o assunto é Magia Natural, um apanhado mágico diversificado de essências e de maneiras pluralistas, onde tudo é aprendizado, diria que comparado com a arte da culinária, através dos diversos pratos, condimentos, formas de preparo e claro uma grande sensibilidade para juntar carnes, grãos, vegetais e massas.

Na Bruxaria Tradicional, em específico, na Bruxaria Tradicional Ibérica não é muito diferente, onde o mestre é o cozinheiro chefe que prepara ao sabor do vento os diversos pratos conforme os eventos comemorados, dando a eles um toque mágico ao cardápio principal e as diversas outras operações dentro deste festival de elementos.

Sendo assim, um bruxo tradicional não irá se contentar simplesmente em conhecer apenas quatro elementos, ele pode admirar sua simetria, pode refletir e até filosofar, mas ele não ficará preso apenas a terra, ele penetrará no campo das diversas formas de terra, nas plantações, nas ervas e irá conhecer as plantas que vivem nos penhascos e aquelas que vivem sobre os lagos, irá conhecer as algas, e este mundo tão vasto é o grande caminhar de um bruxo dentro deste segmento. Gosto muito de enfatizar o segmento do Paganismo Tradicionalista, para que não confundam com outras coisas, com outras linhas mágicas, mesmo que pareça que o nome bruxo possa dar significado às muitas necessidades pessoais, mas definindo que estamos dentro de um caminho tradicionalista, e que os textos focam nesse segmento, me sinto mais a vontade para escrever sobre esta corrente religiosa.

E então me perguntam – Qual o meu elemento? E eu te direi, observe! A observação é uma grande ferramenta de aprendizado, aprenda a ver magicamente! Veja onde se sente mais a vontade, teste o que o calor lhe promove, o que o frio lhe faz, o que o molhado e o seco afetam ao teu espírito e no mundo destas sensações e autoconhecimento você irá encontrar o seu elemento, e mais do que isso! Irá se encontrar também.
E quais são os elementos da Bruxaria Tradicional Ibérica? Tantos quantos você pode lembrar, desde trovões até vulcões, das ondas do mar até o espelho d água, lembrando que estamos falando de diversidade, e se um ser humano é diferente de outro é normal que no mundo dos elementos existam “n” possibilidades também.

Encontrando o meu elemento mágico (continua)


Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco

Cordialmente,



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como lidar com o Egô Magista em 7 Dicas!

Observando e comparando indivíduos por duas décadas no segmento ocultista de diferentes locais e revendo alguns materiais sobre o tema, resolvemos colocar aqui algumas dicas vindas de um site e adaptadas em nossos jargões, e assim, contribuir com alguns processos de auto análise.
1. Não se sinta ofendido por qualquer coisa.

O comportamento de outras pessoas não é motivo para se sentir imobilizado. Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se em equilibrio. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.

2. Abandone a competitividade exacerbada.

O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. A busca pela vitória é a forma infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque basicamente é impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas.

Você não se resume as suas conquistas e vitórias. Uma coisa é gostar de competir e se divertir num mundo onde vencer é tudo, mas não precisa ser assim em seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Pare com essa necessidade de vencer, não aceite o conceito de que o contrário de vencer é perder. Esse é o medo do ego. Se seu corpo não está respondendo de forma vencedora, não importa, significa que você não está se identificando unicamente com seu ego. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e alinhe-se com a energia da intenção. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.

3. Abandone o querer estar certo.

O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder do equilibrio. O eu superior é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; “Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão”. Dê a oportunidade de se sentir bem dizendo a outra pessoa que ela está certa, e agradeça-a por lhe direcionar a novos pontos de vista”.

Ao deixar de querer ter razão, você fortalece a observação. Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Preste atenção à vontade controlada pelo ego. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; “Quero estar certo ou ser feliz?” Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente.
4. Abandone o complexo de superioridade.

A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. Ao projetar sentimentos de superioridade retorna a você sentimentos de ressentimentos e até hostilidade.

5. Deixe de querer ter mais.

O mantra do ego é “mais”. Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz.

Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: “É dando que se recebe”. Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com o Universo e deixa essa energia fluir.

 6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos.

É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais conectado estará e mais livre será para realizar. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão.

7. Deixe sua reputação de lado.

Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está fragmentado e sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. É uma ilusão que se levanta entre você e o mundo exterior. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Deixe os outros discutirem sobre a sua reputação, isso não interessa. Ou como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
 



Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil