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terça-feira, 10 de abril de 2012

COMBATENDO A PICARETAGEM NA BRUXARIA TRADICIONAL


A vida é um grande teste para o discernimento daquele que procura viver em paz consigo e com os outros. Luz e sombra, verdade e mentira, joio e trigo se misturam a cada instante no agitado mundo humano. Em conseqüência, a confiança cega raramente é uma boa base para as relações humanas e sociais. A qualidade dos relacionamentos só tem a ganhar quando eles se guiam por princípios como a transparência, o controle democrático e o livre acesso à informação. A abertura ao diálogo e ao questionamento é um gesto preventivo que impede o surgimento da hipocrisia, das maldades açucaradas e das mentiras que parecem verdades.
Nenhum grupo ou instituição está livre de enfrentar o desafio da desonestidade. Nem sempre há um grau absoluto de sinceridade na relação de casal, entre amigos, irmãos ou colegas de trabalho. Em qualquer profissão, país ou religião, há gente honesta e boa, mas, ao mesmo tempo, há outras pessoas que se julgam muito espertas. A possibilidade de picaretagem está presente em todas as atividades humanas.

Há também, ilusões e falsidades que envolvem a busca de ideais, a prática espiritual e a vivência do sagrado. Elas afetam diretamente a relação da pessoa com sua alma imortal. Por isso, os líderes comunitários ou espirituais e todos os grupos voltados para o bem comum deveriam ser especialmente cuidadosos com questões como a capacidade de aprender com os próprios erros, a aceitação de opiniões divergentes, a liberdade de pensamento e a coerência entre discurso e prática.

Sempre que a ilusão envolve mais de uma pessoa, a velha lei da oferta e da demanda entra em vigor. Se alguém engana, é porque outra pessoa está aceitando ser enganada, ou, às vezes, até buscando isto inconscientemente. A pessoa que procura desesperadamente um alívio para os seus sofrimentos, mas prefere não assumir responsabilidade direta sobre sua vida acaba criando uma grande oportunidade para a picaretagem.

Uma tarefa dos líderes do século 21 é eliminar da cultura humana aquele messianismo pelo qual se cria a ilusão de que algum salvador providencial principalmente político, religioso, etc. Fará, sozinho, a tarefa que é de todos e de cada um. Não há muletas no processo da libertação, seja ela política, social ou espiritual. O salvador todo-poderoso e o picareta espertalhão são, quase sempre, as duas faces da mesma moeda falsa, aceitada por aquele que pretende alcançar a libertação sem esforço próprio.

A escritora Helena Blavatsky conta que há cerca de 2500 anos o grande rei Prasenajit, amigo e protetor de Gautama Buda, sugeriu ao mestre que ele fizesse milagres públicos. Assim, ele iria demonstrar a todos a força da sua sabedoria. Gautama respondeu: “Grande rei, eu não ensino a Lei aos meus discípulos dizendo-lhes que usem os seus poderes sobrenaturais para fazer, diante dos brâmanes e dos notáveis, os maiores milagres que o homem já viu. Eu lhes digo, quando ensino a Lei: ‘Vivam, ó santos, ocultando suas grandes obras e exibindo seus pecados’.” Este ensinamento não é exclusividade do budismo. No Novo Testamento, Jesus Cristo dá um exemplo de completa humildade pessoal e, em momentos decisivos do evangelho, recusa-se a fazer milagres ou demonstrar os seus poderes, mesmo sabendo que, por isso, será torturado até a morte. Francisco de Assis sempre falou de si como de um pecador: os outros é que o reconheciam como santo. A vida dos grandes místicos das várias religiões mostra atitude semelhante, e não por acaso.

A cura da alma humana é um processo natural: a boa cicatrização ocorre de dentro para fora e só é possível quando a ferida está em contato com o ar livre da verdade. O hipócrita pensa que é esperto e tapa suas feridas, mas isto o faz apodrecer por dentro. Os sentimentos negativos têm o mau costume de esconder sua face, mas quanto mais disfarçado estiver o egoísmo na alma do praticante religioso, maior é o perigo que o ameaça.

Ao abordar o tema da sinceridade em seu livro Meditação Taoísta, Thomas Cleary cita uma antiga escritura chinesa: “Não há nada no mundo que não tenha duas versões, a verdadeira e a falsa”.

A prática do Caminho na Bruxaria também pode ser verdadeira ou falsa, portanto, os estudantes devem primeiro, distinguir as diferenças. A verdadeira prática é a sinceridade total. Não é evitar o mundo ou recitar os versos medievais para abertura de portais. O falso é antagônico ao verdadeiro, assim, se não for eliminado, prejudicará o verdadeiro. Deve-se achar a maneira adequada de adentrar a peregrinação de forma consciente e realista. Se não achar esta maneira o falso não poderá ser eliminado e o verdadeiro certamente ficará prejudicado.

Para a BRUXARIA TRADICIONAL, o POSTULANTE A INICIAÇÃO deve se purificar por dentro antes de se purificar por fora. As religiões autênticas ensinam o desprezo pelas aparências. Partindo do bom senso, discernimento e resistência as fantasias.
O (a) estudante da Bruxaria Tradicional atento, (a) percebe que não existe uma linha divisória clara separando o mundo espiritual do mundo material. Fazer algo “em nome dos Deuses” não lhe dá garantia alguma de que sua ação seja boa ou correta: a história humana está cheia de comprovações deste fato. Também não basta crer em alguma coisa divina para que as causas da dor, dos anseios do ego desapareçam. É necessário que o (a) Iniciado (a) compreenda gradualmente o modo como funciona o egoísmo em sua vida cotidiana, para que possa eliminar aos poucos o egoísmo da sua prática religiosa, da sua militância social ou atividade espiritualista.

A purificação das motivações pessoais é um processo fascinante e sagrado. Tudo depende das intenções, porque elas é que definem o nosso rumo. Mas a mudança para melhor é gradual. Durante muito tempo uma forte devoção espiritual pode servir de fachada para propósitos inconscientemente egoístas. Há pessoas que adoram o objeto da sua devoção com o objetivo de obter algo em troca. Muitas vezes, depois de algum tempo se decepcionam e repetem a tentativa com outro objeto de devoção. Este tipo de praticante existe em todas as grandes religiões do mundo, também nos círculos esotéricos e espiritualistas.

Na Bruxaria Tradicional esse é um processo constante no caminho de alguns iniciados. Os ingênuos e os desinformados buscam estabelecer uma relação de troca comercial com as divindades, com os ancestrais e com os Deuses. Eles desejam um investimento seguro. Querem garantir vantagens materiais, ou lucros espirituais como êxtase, santidade e prestígio. Assim, abrem as portas para os picaretas tirarem proveito da sua ignorância.

Por isso nós Bruxas (o), desenvolvemos ao longo dos séculos a certeza consciente que é preciso eliminar o processo de auto-ilusão. Só a honestidade consigo mesmo dá a alguém o discernimento necessário para identificar corretamente a falsidade no mundo externo. Portanto, uma das principais tarefas do iniciado na BRUXARIA TRADICIONAL é destruir as sementes da ilusão e da hipocrisia dentro de si. É claro que ele só pode fazer isto observando serenamente os seus erros. Mas para manter a serenidade há uma condição prévia central. Todos os sábios tiveram que passar pelo desafio. Ele deve ser indiferente aos desejos do ego em ralação ao “poder da magia”.

A fuga automática e instintiva da própria realidade leva muitos a falsear a verdade, a aceitar a mentira e assim abrir espaço para diferentes formas de desonestidade, consciente e inconsciente. Por este motivo, os grandes sábios e filósofos de todos os tempos têm sido indiferentes as necessidades pessoais de poder induzidas pelo ego. Eles sabem que a graça divina surge de dentro para fora na alma que renuncia a manipular a vida. A bem-aventurança procura fielmente aquele que não foge da sua própria verdade.

Como Detectar a Picaretagem
Em qualquer movimento religioso ou espiritualista, e principalmente nos dias atuais em relação aos muitos "Sacerdotes" da Bruxaria, há de se observar que, quanto mais espírito crítico houver em relação aos processos de liderança, menor será o perigo da vaidade e do amor pelo poder. Os padrões de liderança corretos surgem junto com toda uma nova cultura da solidariedade. Não existe um método infalível para detectar picaretagens. No entanto, aqui estão alguns pontos básicos que permitem avaliar melhor um líder espiritual e aumentar a autenticidade de nossos movimentos e instituições. 

1)O uso da transparência.
O (a) verdadeiro Sacerdote (a) da BRUXARIA TRADICIONAL faz da sua vida um processo aberto e transforma os outros em fiscais do que faz. Ele (a) nunca considera como inimigo quem o (a) questiona de modo sério e leal. Ele (a) aprende, com as críticas a melhorar-se cada vez mais. O (a) picareta (a), por outro lado, é escravo da sua própria esperteza. Ele (a) abusa da astúcia, constrói uma imagem falsa de si e é um (a) manipulador (a) de aparências – até que o feitiço se volta contra ele (a).

2) Os mecanismos de poder.
Os mecanismos de tomada de decisão do grupo ou instituição que se quer avaliar são abertos, ou fechados?
A comunhão espiritual significa, entre outras coisas, confiança na assembléia, livre acesso à informação, avaliação crítica e autocrítica, escolha democrática dos rumos a seguir. O (a) Sacerdote (a) verdadeiro (a) saberá apontar o melhor caminho de modo que todos o reconheçam como legítimo. Já o (a) picareta fará segredo de muitas coisas, alegará que está em contato direto com alguma inteligência divina e inventará desculpas variadas para decidir tudo sozinho (a).

3) A administração do dinheiro.
Para manter a boa saúde ética e espiritual de um grupo humano as questões materiais e que envolvem dinheiro devem ser abertamente discutidas, anotadas e resolvidas com toda clareza. As eventuais doações contribuições à instituição ou ao grupo devem ser feitas de modo claro e impessoal. Mesmo quando há uma liderança fortemente estabelecida, deve haver transparência e controle democrático em relação a tudo o que envolve dinheiro e poder de decisão.

4) A relação entre palavra e ação.
Observe se o (a) Sacerdote (a) tenta honestamente vivenciar o ideal que ele (a) colocou diante de si. O (a) Sacerdote (a) maduro (a) luta consigo mesmo. Cai e levanta inúmeras vezes até unir sentimento, pensamento, ação e palavras com o fio sólido da coerência e da lealdade a si próprio. Como confia em si, não teme o aparecimento dos seus erros. O (a) picareta não acredita no seu próprio don e, por isso, procura viver das aparências. Em alguns casos diz uma coisa, pensa outra, deseja uma terceira coisa e faz algo que nada tem a ver com os itens anteriores. Ou então diz uma coisa para cada pessoa, tentando agradar a todos e causando, assim, grande confusão.

5) O método de tentativa e erro.
Se o (a) Sacerdote (a) se comportar como se fosse infalível ou superior aos demais, mau sinal. Caso coloque a Tradição que segue como única portadora da luz e da sabedoria, o caso é grave. O (a) Sacerdote (a) verdadeiro (a) se protege das suas próprias ilusões estimulando o espírito crítico nos demais. Assim testa os possíveis pontos fracos da sua estratégia.

6) A questão pedagógica.
Para os esquemas de picaretagem, é fundamental vender a ilusão de que alguns sabem e outros não sabem. Assim os (a) picaretas transformam os (a) postulantes a iniciação na BRUXARIA em meros consumidores e ouvintes. O fato é que ninguém sabe tanto que necessite falar o tempo todo, e ninguém sabe tão pouco que não tenha nada de importante a ensinar.
O (a) Sacerdote (a) é apenas um (a) auxiliar do processo autônomo de aprendizagem. Ele (a) se coloca a serviço do aprendiz. Não colocar o aprendiz a seu serviço.

7) Sacerdotisas e Sacerdotes na Bruxaria.
Para a Guiança Sacerdotal na Bruxaria Tradicional é necessário que as mesmas (o) deixem bem claro que são Missionárias (o), e como tais, não são gurus, nem lideres espirituais, são facilitadores dos caminhos, podendo com a prática da Guiança se tornarem bons mestres.



Que assim seja e assim se faça para o bem de todos!
Graça Azevedo / Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama
http://www.bruxariatradicional.com.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL

NOTA INFORMATIVA - O Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil parabeniza a Casa Telucama por mais um passo em nome de nossa religião, conquistando assim mais direitos e liberdade religiosa para o Paganismo em território nacional.
 
O TEMPLO CASA TELUCAMA REALIZOU O PRIMEIRO CASAMENTO NA BRUXARIA TRADICIONAL CELTA COM EFEITO CIVIL, CELEBRADO PELA SUMA SACERDOTISA GRAÇA AZEVEDO/ SENHORA TELUCAMA, NO DIA 3 DE FEVEREIRO DE 2012, EM SALVADOR – BAHIA.
Esse foi o 32º casamento oficial realizado no Templo Casa Telucama e o primeiro com efeito civil.


http://casatelucama.blogspot.com.br/2012_03_11_archive.html
Parabéns aos noivos!
Cordialmente,

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: Especialidade em Bruxaria ?

NÃO SOU ESPECIALISTA EM NADA, MUITO MENOS EM BRUXARIA...

                                        
Não sou especialista em nada, muito menos em BRUXARIA
Adestrei minhas mãos na Universidade Mágica da sensibilidade e minha alma nos livros das (o) antepassadas (o).
Vejo tanta gente que se autodenomina especialista nisso ou naquilo na Bruxaria. Gente que deseja ter mais “PODER” que os outros. Mais e mais CONHECIMENTO.
Calma lá Pessoas!
Não existe especialista melhor do que a (o) Bruxa (o) que sabe “se” procurar e consegue se achar, e se perder e se achar, e se perder e se achar...
Não estou, assim, afirmando que não existem especialistas em várias Mitologias e Tradições. Existem.
São aqueles que vão além das grandes idéias. E que conseguem provar.
Mas por que essa necessidade de se autodenominar?
De ser mais que os demais?

Já ouvi tantos especialistas vomitar besteira e mais besteiras. Ou não falar nada para não se queimar, não se comprometer, não confundir as próprias idéias.
Mas também ouvi tantas (o) Bruxinhas (o) jovens terem grandes sacadas. E o que é pior, ninguém sequer parar para escutar.

Quando comecei a compreender e a me preocupar com alguns especialistas que não são humildes, e acham que sabem tudo de Bruxaria, aí eu resolvi que era hora de parar de aprender e buscar me encontrar para verdadeiramente “APREENDER” BRUXARIA.
Muitos desses seres que os Deuses insistem em colocar no meu caminho foram, e continuam sendo excelentes mestres de “conhecimentos” do que eu não devo jamais entender como Bruxaria. São como os mais belos castelos de areia na praia. Até que uma onda de novidades atinja o castelo e ele se desmanche sem deixar um rastro sequer...

Já aprendi com muitos e verdadeiros Mestres que nada sabiam, mas que procuraram a profundidade dos mistérios até encontrar.
Apreendi com Gente que me ajudou de verdade, sem se colocar no Pedestal de “sábia” (o) ou muito menos de LIDER ESPIRITUAL.
Compreendi meu serpentear de Peregrina com alguém que não era especialista, mas que “magia” era seu respirar. E tentava, tentava, tentava, sem parar. Até conseguir.
E as dicas de magia que tanto gostam de distribuir? Histórias e experiências de vida mágica pessoal, Esquecendo que cada um tem seu próprio “serpentear” para aprender a Peregrinar.
Dedos que teimam apontar...

Todos especialistas...

Particularmente gosto de me aprofundar nos assuntos mais estranhos no que diz respeito à Bruxaria, principalmente a Tradicional. Simplesmente por que gosto de estudar. Já estudei por conta própria uma infinidade de “ias”: Filosofia, Teosofia. Mitologia (s), etc...
Hoje a minha “especialidade” é não ser especialista em nada, tudo que faço e repasso está na teoria da relatividade.
E quem sou eu? Uma especialista às avessas... Uma generalista... Tanto faz.
Aquela que busca ser feliz louvando e reverenciando seus Deuses. E ponto.

O mal do século, com certeza é o senso comum mal colocado, conceitos mal elaborados, pensamentos empacotados, rotulados.

Conhecimento é aquele Maná, que é apreendido e que se tem uma base firme para julgar e raciocinar algo que é real e verdadeiramente nosso.

Bruxas (o) existem às pencas. Existem também aquelas especialistas em porcarias, que vivem de teatrinhos e sensacionalismo. Montam um site, colocam um texto, uma foto de alguém celebrando com algum instrumento mágico, e acham que estão ensinando e oferecendo informação suficiente para iniciar alguém. Ou anunciam cursos disso ou daquilo, onde acham que vai render o maior lucro. E esses são apenas simples exemplos, das milhares de barbaridades de vemos por ai.
Isso é Bruxaria? Não. São apenas pessoas medíocres que querem viver da ignorância dos ingênuos, que acreditam em tudo que lêem na internet.
Bruxaria sem conhecimento é areia. Construir um castelo sem o conhecimento verdadeiro, sem a busca que é a base do “apreender”, qualquer onda pode levar.
 
Existem sim, Bruxas (o) que não são especialistas em tudo, nem nisso, ou naquilo. São aquelas pessoas que se dedicaram ao CAMINHO RELIGIOSO QUE É A BRUXARIA, e que não aceitam ser chamadas de especialistas. São Sacerdotisas (o) Tradicionais ou não, historiadoras (o), estudiosas (o) e pesquisadoras (o) que cumprem seu papel na sociedade de passar uma informação concreta, comprovada, com um índice de confiabilidade indiscutível. Pessoas que sabem viver com simplicidade a sua fé, e que têm como missão iniciar aqueles que queiram serpentear juntos.
A rotina na vida da (o) Bruxa (o) é ditada pelo desconhecido, a dinâmica do seu dia é distribuída pela surpresa, tendo em vista a sua obvia conecção com os Deuses. E são para essas (o) Bruxas (o) que eu empresto meu “verbo”, porque sei que dali sairá algo que terei orgulho de ter peregrinado junto um dia.
Se acreditar que ser livre de pensamento e de ação nos conceitos das Tradições, compromete o currículo de Bruxa (o) intelectual engajada (o), é melhor trocar por outra religião urgente, mas não cuspa neste prato jamais, pois a Bruxaria é uma Religião sem retorno. Não existe ex-Bruxa (o).
 
Entretanto, se permitirmos nos embriagar de satisfação íntima, da pureza sedutora de viver com entusiasmo e nos justificar dizendo que somos uma (o) louca (o), simples, apenas isso, será suficiente para sermos felizes genuinamente sem necessidade de    “ especializações”.
Como sabemos as loucas (o) não são especialistas em nada, pois vivificam tudo e sempre encontramos os portais abertos.
 
Rita Lee, a Grande rainha do rock Brasileiro, que já passou por poucas e boas, mas nunca se queixou de não ter uma vida interessante, anos atrás musicou com Arnaldo Batista estes versos:
"Se eles são bonitos, sou Alain Delon/ se eles são famosos/ sou Napoleão/se eles têm três carros/ eu posso voar". Também faço da Balada do Louco meu hino, que assim encerra: "Mais louco é quem me diz que não é feliz".
Por tudo isso, não sou especialista em nada...
Graça Azevedo / \Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Comemorações da Casa Telucama - Lammas

  LAMMAS

“Se dizes que sabes discernir a face do céu, as fases da lua, a roda das estações, e não conhece os sinais dos tempos? 
Então conheces o momento de colher?” –Graça Azevedo/Senhora Telucama
                   

O lavrador experiente conhece as leis da sua lida, quando diz: “Não se pode pretender colher nas chuvas e nem semear na seca.”
Por isto, Aqueles que sabem, afirmam: o tempo da procura acabou! O mundo hoje precisa conhecer todas as Respostas para as mais banais Perguntas.
 

Não há mais tempo para recomeçar alguma coisa que diz respeito ao semear, sem saber o tempo de colher,  nem para pretender pisar nas pegadas dos antepassados, mesmo da geração anterior, sem conhecer a terra a ser semeada, e que a espera da colheita seja "Lammas", por ordem e por respeito as leis que regem o universo.
É chegado o momento de colher...

Realizamos no Sábado passado o nosso LAMMAS, A NOSSA GRANDE COLETA.
A Família Telucama mais uma vez vibrou em celebração aos nossos Deuses  pela nossa primeira colheita. HEYA!




                                                                  
                                                      
               

                                                                   



                                                                                   




                                                                      

                                                                    

                                                                   



                                                                              


                                                                      



                                                                             

                                                                              
                                                                     









                                                                               
                                                                               


                                                                             
                                                                               

                                                       
Conheça mais sobre a Conselheira Graça Azevedo (Senhora Telucama) no blog: http://casatelucama.blogspot.com/

Cordialmente,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

FESTIVAL DE MACHA - Por Senhora Telucama

FESTIVAL DE MACHA
ESTADO DE GRAÇA
                                 
                                              

Em momento de total estado de graça refletimos: "Nós, da Tradição Telucama mais uma vez permitimos que a nossa divindade interna nos levasse acima da escuridão do nada perceber e do nada “ser”...
 
No nosso FESTIVAL DE MACHA fomos conduzidas (o) pelo LABIRINTO DA NOSSA PRÓPRIA LUZ, e então conhecemos a “nós mesmas (o”) através da escuridão produzida por nossa sombra externa. Isto é permitir que a luz interior tenha a liberdade de estar no estado natural de ser, libertando-a das pressões e decisões próprias de ser um humano. É voltar às nossas raízes naturais. É um estado em que confia no universo e aceita que o que quer que esteja sendo emitido como um decreto emocional, um decreto espiritual, um decreto energético, um decreto pessoal. É um “todo” sendo emitido pela divindade interior. Nesse estado de graça, nos permitimos substitui a negatividade e relaxar na nossa própria luz. Buscamos abandonar tudo aquilo que nos sobrecarrega, tudo que  entristece, e permitir que as feridas sejam curadas, e nos concentramos na viagem de volta ao amor.  
 
Nessa noite em que celebramos a nossa SENHORA DAS GRANDES BATALHAS INTERNAS, tudo  que enxergávamos como bloqueio e negatividade, percebemos que é apenas uma essência molecular que ainda não se mudou para um estado de graça através do amor. 
 
Entendemos que as moléculas de amor podem dissolver obstáculos e mover montanhas. Nada é impossível quando vibramos com a energia viva do amor. E em perfeito amor e perfeita confiança nos entregamos à nossa divindade interior e a mesma criou a conecção com a divindade coletiva com a presença dos nossos Deuses. A GRAÇA FOI ALCANÇADA!
A graça é a energia mais leve que nos faz sentir imediatamente uma elevação. E invocamos a mudança molecular através da introdução da essência do amor – a graça – a PAZ.  
Transformamos tudo que nos parecia ser obstáculos. Buscamos focar as energias da transformação, com os sons dos nossos corações e os sons do amor. É nosso dever e nossa missão manter uma vibração de sintonia afetiva para desenvolver a amorosa – tudo que traga um sorriso, tudo que traga uma risada e uma gargalhada ao nosso coração, e tudo que suavize a nossa tão difícil caminhada.
Nesse FESTIVAL DE MACHA tomamos real consciência da mudança da nossa vida em estado de amor coletivo. Invocamos o estado de graça em tudo que nos cerca: A TERRA.
 
Tudo na nossa vida é projetado com divindade e pela divindade. É uma expressão divina de um aspecto divino do ser, que está pedindo para ser curado, que está pedindo para ser abraçado, que está pedindo amor. Senão não teríamos obstáculos e bloqueios no nosso caminhar. Quando estamos observando a tristeza na Terra e nos sentimos impotentes para mudá-la, é dado o momento de vencer mais essa batalha e viver o amor coletivo. Mas é preciso um ponto de referência. Precisamos lembrar as doações constantes e continuas de amor que a Grande Mãe a Natureza nos dá a todo o momento.
Quando mudamos a nós mesmas (o), mudamos o resultado das batalhas internas. O nosso estado de graça diz: "Confio no que tenho diante de mim. Confio nas minhas escolhas. Confio em meus Deuses, confio no mundo, confio na Mãe Natureza."
O que vive no nosso interior é a essência da nossa Deusa (o) Guia.  
Observemos as palavras do nosso mundo interno. Observemos nossos pensamentos. Somos absolutamente responsáveis pelas nossas próprias Batalhas Internas e pelo resultado delas.

Ao invocar o estado de graça, precisamos compreender também que dentro do conteúdo molecular da graça estão situadas todas as moléculas de Luz. Simplesmente por usar a palavra graça, dizer graça, falar graça, conhecer uma pessoa chamada Graça, já se invoca a presença da Luz. 
 
Cada vez que um coração se abre, é como se milhões de arco-íris e milhões de rosas se abrissem simultaneamente. Na nossa imaginação, não se pode conceber quanto amor se é capaz de manter, quanto amor se é capaz de sentir. Ainda estamos apenas entrando numa essência de amor contável e mensurável.
Quando o ideal será a infinita lucidez dessa essência.

Nós somos um. Nossos corações são pequenos e sensíveis. Alguns deles estão murchos. Mas nós os seguramos como passarinhos que caíram do ninho da vida. Nós cuidaremos de nós, nos levando de volta à plenitude do amor. 
 
Graça Azevedo / Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama
Conselheira do CBT
Mais informações em: http://casatelucama.blogspot.com/                                                               

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: MOMENTO DA LIBERDADE

NESSE MOMENTO A PALAVRA É LIBERDADE…
                          
                  

Nesse momento de início de um novo ano gregoriano, em meu sagrado momento de reflexão, estive pensando em um texto que Rama de Oliveira, a minha Divina e saudosa Sacerdotisa nos presenteou em seus magnificos momentos de reflexão:

“Não estou aqui nesse momento para apontar o dedo. Não estou aqui para julgar, não estou aqui para condenar... Estou aqui para empunhar a balança do equilíbrio, estou aqui para empunhar a  varinha mágica da lucidez que abre caminhos, estou aqui para usar palavras de amor e renovação, estou aqui para viver e permitir que os outros vivam, estou aqui para ser e fazer com que outros seres despertam para ser, se assim o desejarem. HEYA! “...

                                                                 
                                            

Então, eu fui mais adiante, - Eu estou aqui nesse momento para caminhar serenamente entre os que ignoram a PAZ, a HARMONIA, e o AMOR que envolve o meu caminhar, e com aqueles que simplesmente caminham comigo, para juntas (o) conhecermos a beleza e a intensidade da LIBERDADE DE SER UMA (O) BRUXA (O).
Nesse momento, buscamos peregrinar por trilhas que nos permitam ver as pedras do caminho com leveza e lucidez, para perceber a coloração de cada uma, a que estado mineral pertence e porque “eu” precisei tropeçar exato nela...
Nesse momento, quero apenas caminhar junto aos meus muitos filhos, sim filhos e netos, pois a minha idade cronológica já me permite chamar assim todos aqueles que escolheram peregrinar comigo por esse tão sedutor caminho da Bruxaria Tradicional.

Nesse momento já não estou nem um pouquinho interessada com aqueles que pensam e até expressam criticas negativas a nossa Tradição. Entendo que assim o fazem por ignorância de quem sou, porque ignoram as estradas difíceis, perigosas, amargas e sofridas que precisei “andar” para chegar aqui, nessa Estação, nesse Porto Seguro que conhecemos por TEMPLO CASA TELUCAMA. 
Hoje, graças a minha Deusa Macha e a todos aqueles que me guiam, essa estação TEMPLO CASA TELUCAMA É UM OÁSIS para todos aqueles que vivem ou passam por esse espaço sagrado.
E com a certeza de que só valeu a pena toda envergadura dos 37 anos como guiança nesse serpentear, pelo peso da bagagem que precisei carregar, minhas e de todos que um dia resolvi acolher no meu caminhar, aqui estou, em absoluta PAZ, para continuar caminhando e acolhendo todos aqueles que buscam junto a mim, conhecer a LIBERDADE DE SER UMA (O) BRUXA (O).

Buscamos ser livres na essência, na amplitude que essa palavra que denominamos liberdade, significa. A Bruxaria pode ser a escolha mais complexa e a mais difícil que poderia ter sido, considerando não somente os recursos que dispomos, e o condicionamento cultural religioso que nos oprime e violenta. Mas em essência a alma da (o) Bruxa (o) é livre, e também possui uma ética dominante, no que diz respeito às coisas da Grande Mãe Gaia.
Assim, a BRUXARIA TRADICIONAL É A PRÓPRIA EXPRESSÃO DE LIBERDADE, que se expressa através da criatividade, arte, fé e devoção de quem É...
A liberdade é isso! Uma fantasia, é um mundo lírico dos sonhos, do lúdico, das BELAS ARTES, e de certa forma da loucura. E isso não tem nada a ver com nossa vidinha prática, pragmática e calculada. Nós Bruxas (o) buscamos interagir com o TODO naturalmente. Assim estamos sempre despertas (o) para a beleza de toda arte natural que a Grande Mãe, a Natureza nos dá.

Quando todas (o), que se dizem seguidoras (o) dos Deuses, perceberam que não basta conhecer todos os Caminhos Mitológicos, todos os princípios filosóficos das Tradições, se essa ou aquela tradição está realizando certo ou errado seus rituais, se, se, se, deixar de ser a condição para se afirmar enquanto Bruxa (o), ai então conhecerão a  verdadeira essência da LIBERDADE DE SER UMA (O) BRUXA (O).

Quando uma (o) Bruxa (o)  se impõe condições para exercer a sua fé de liberdade, já não pode ser livre, porque se limita, se escraviza ao cumprimento das condições. E ser livre é estar solta para criar e absorver o conhecimento que se adquire com a própria vivência e experimentos mágicos.
Geralmente a grande maioria confunde liberdade com poder, como se ser livre fosse algo para ser conquistado, mas não dá para conquistarmos o que já somos. Digamos que liberdade é uma questão de descoberta e de autodisciplina.
Liberdade é algo que se descobre ao dar de cara consigo mesma (o), sem a interferência da opinião dos outros, sem os papéis socialmente impostos ou até escolhidos. O que conquistamos é a independência, a capacidade, o poder de fazer coisas por si e de cuidar de si. LIBERDADE não é poder: é ser.
Claro que para sentir-se livre é fundamental ter o domínio de si mesmo, não ser dominável. Mandar em si mesma (o), e não ser mandada (o). Mas isso é algo que depende de exercício, de prática. Já está dentro de todos nós esperando apenas para ser desenvolvido.
A grande maioria de nós pensa que liberdade é conquistar bens, conquistar posição, colecionar pessoas… Esse é o caminho mais certo para a prisão da essência e o domínio do ego!
Liberdade é não precisar de nada para ser livre, apenas da autodisciplina. Consciência do espaço limitado que ocupa no Planeta Terra, e o respeito pelo espaço do outro.

Liberdade é abandonar o castelo da presunção de que sabe tudo do seu caminhar e do caminhar do outro. 
Liberdade é andar descalço pela vida, e conhecer as pegadas do outro. É olhar com doçura para tudo; até para a dor, sem se deixar prender, lembrando sempre que a MÃE DOR TAMBÉM É PROVEDORA DA LIBERDADE.

Liberdade é dar asas ao coração, soltar o amar sem medo. É seguir em frente de olhos abertos e alma sem segredos, sem dissimulações.

NESSE MOMENTO, quero apenas a LIBERDADE de seguir peregrinando e serpenteando pelos bosques que estabelecem a comunicação com os Deuses. Exercendo cada vez mais a criatividade do belo e da fé, afinal sou uma velha Bruxa e ...
Graça Azevedo/Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama