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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CONVITE: Festival Celta de Prelúdio de Verão / Beltane

O Conselho de Bruxaria Tradicional tem o prazer de divulgar o convite da CLÁN Dragones, Círculo Mágico de Bruxaria Tradicional Ibero-Celta, para o seu Festival das Fogueiras de Belenos, um final de semana em Juquitiba/ SP ao lado de nossa Casa Sede.


A CLÁN Dragones é uma das casas FUNDADORAS e GESTORAS do Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil.

Segue o convite e maiores informações através do email: cursos.bruxariatradicional@gmail.com





* O evento do dia 23 e 24 de novembro esta lotado, houve necessidade de abrir um novo evento que será nos dias 07 e 08 de dezembro (próximo final de semana).

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sábado, 14 de setembro de 2013

BRUXARIA TRADICIONAL: Fotos de Oimelc 2013

Gostaríamos de agradecer aos deuses pelas bênçãos, pois hoje mantemos perfeita sintonia com nossos fraternos em busca de conhecimento, concretização de projetos, com a alegria de estar perto de pessoas comprometidas, dedicadas e focadas em seguirem com verdade por este caminho ancestral, mágico e de grande beleza e sabedoria.

Queremos agradecer aos membros atuais de nossa casa que nos doaram uma roçadeira no valor aproximado de R$ 2.000,00 para manutenção de nossas obras. Queremos agradecer a Morrighan que limpou o terreno da CLÁN Dragones, nos deixando árvores frutíferas e que hoje são abençoadas não apenas com um caminhar belo e em sabedoria, mas por colherem infinitas possibilidades em suas vidas, em suas casas.

Seguem algumas fotos de nosso Ritual Celta de Oimelc, realizado pela CLÁN Dragones, fundadora e casa dedicante ao Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil, mais fotos no site: http://www.bruxariatradicional.com.br














Palavras de interesse: Curso VirtualCurso PresencialEventos BruxosVídeos de Bruxaria.




Cordialmente,
Ricardo DRaco - Fundador e Conselheiro do CBT



quinta-feira, 11 de julho de 2013

BRUXAS e CELTAS – Desvendando o Facebookanismo



“Havia um tempo em que nós nos reuníamos a céu aberto, nas quintas, nas praias, nos bosques. Cada um trazia sua bebida e alimento. Trocávamos experiências, conhecimento, dançávamos e ouvíamos os Bardos. Ouvíamos os anciões também, com suas longas historias sobre as tribos e seus rituais. Ai veio Roma e tudo mudou. A mesma Roma que abraçou o Cristianismo por lucro e política, que nos perseguiu e matou. Séculos mais tarde, Roma retorna. Justamente no momento que achávamos que estávamos livres, Roma retorna com nosso nome e nossa bandeira. E exige seu tributo, disfarçado em ajuda de custo, aluguel, sítios, cursos...mas sempre a mesma águia vermelha. Nestas horas, olho para uma das faces da grande mãe e fico muito feliz por saber seu significado.” Autor: Perfil Falso do Facebook

Esta é uma visão romantizada de como era o mundo perfeito e uma critica ao modelo de sociedade que temos hoje, também é o entendimento da maioria das pessoas que provavelmente não tiveram uma instrução mais erudita nas questões históricas e utilizam da literatura mística para se iludirem um pouco mais sobre a realidade dos povos antigos ao qual é recheada de lutas e poucos indivíduos chegavam a se tornarem anciões!

Vamos começar a esclarecer alguns pontos, então tirem as crianças do computador, pois não serei eu que quero desfazer a ilusão delas, sobre as fábulas e o encanto das estórias, mas quando entramos na fase adulta saber o que é real do que é ilusão é necessário, contudo também não tenho a arrogância de tentar mostrar aos cegos outros pontos de vista e assim basta que cada um busque obter mais conhecimento para sua jornada.

Vamos a primeira quebra de dogma, nem todos os bruxos descendiam de celtas e nem todo aquele que desenvolvia uma aptidão a magia era bruxo. Os celtas tinham o Druidismo como religião e os druidas não eram bruxos! Então quem eram os bruxos?

Aqui temos duas teses muito interessantes, uma etimológica ao qual liga os primeiros indícios do nome a península ibérica, sendo assim, seria uma religião ou expressão religiosa ao qual exercia uma crença campesina, voltada ao culto da natureza e de base politeísta. A segunda tese, advém de um conceito base comparativo de religiosidade para toda a região conhecida como Europa, fruto das diversas estórias e mitos que a princípio ligava o bruxo as questões do trato religioso nos vilarejos e a prática de culto ancestral, nativo e politeísta, como era em sua maioria na idade antiga nesta região.

Os bruxos se reuniam a noite e ritualizavam? Muito do que temos hoje é uma visão romantizada da idade média, aos quais os bruxos se reuniam no sabath negro e praticavam orgias e dançavam com o diabo manuseando feitiços e realizando sacrifícios, esta visão fantasiosa eram, em sua maioria, vindos dos tribunais da Santa Inquisição, relatos baseados em torturas, fora este contexto também temos os relatos romanos com a visão do conquistador que misturava fatos com visões muito pessoais e até fictícias para tornar a literatura mais emocionante! (Na opinião de quem escreve).

Então se reunir é uma prática comum até hoje, até uns 60 anos atrás, quando ainda não existia televisão, muitas pessoas se reunião após o trabalho, sentavam suas cadeirinhas e banquinhos na calçada e ficavam ali contando coisas do cotidiano, histórias e algumas até poderiam socializar com seus quitutes... e olha! Ninguém se dizia celta, ninguém incendiava ruas e bancava o palhaço fazendo um ritual, pelo menos não sem estar bem calibrado na bebida alcoólica!


Será que foi Roma que mudou as coisas? Ah coitado dos romanos! Se eles soubessem o quanto são odiados pelos reconstrucionistas celtas juvenis! Estava pensando nisso um dia quando postei um material arqueológico de base pagã.... e pensar que os romanos invadiram a Península Ibérica e lá também construíram os seus lares, e levaram a sua cultura, a sua tecnologia, fizeram aquedutos para tudo quanto é canto, levando água para as cidades e que nós que nos dizemos descendente de celtas e que com certeza também devemos ter um pezinho lá em Roma, pois quem conhece a história da Europa sabe que houveram muitas miscigenações, que povos eram inimigos e depois ficavam amigos e depois brigavam e depois se uniam, que comercializavam entre eles... puxa! Difícil tomar partido e saber quem era vítima e quem era o vilão....

E hoje se exige tributo! E ainda bem, pois antes o pessoal pilhava mesmo, violentava e matava sem dó, mas alguém poderia dizer... "ah mas existia liberdade!" Pode ser... mas o sistema monetário deu certo e todo mundo aderiu, deu tão certo que até hoje recebemos, graças aos deuses em dinheiro e não mais com escambo, imaginou ter que levar todo dia um porco, um carneiro e um carrinho de repolho para casa?

Ah sim... temos leis, imagina se todo maluco tivesse a liberdade de fazer sua fogueirinha no mato o quanto de incêndio teríamos? E toda a lenha queimada, e os efeitos do CO2 em nossa atmosfera, e tudo isso pela liberdade do sujeito que quer viver na era antiga!

E claro o protesto comercial! Pois tem gente que cobra para ensinar! É religião? Então não pode! Se fosse qualquer coisa daí poderia.... Isso me faz lembrar em qual religião não pede sua contribuição, qual que vive iluminada por Deus ou Deuses e que faça os credores esquecerem de quem deve! Puxa seria tão bom que o cara da água, da luz, do governo, do incenso, das flores não cobrasse! E imagine você trabalhando de graça e no final feliz, pois você não precisa de nada do mundo real, apenas de sonho! Não é lindo e não lembra aquelas fábulas do “viveram felizes para sempre”, saibam que até os druidas cobravam, tanto que não era qualquer um que poderia ser aprendiz, geralmente eram pessoas privilegiadas dentro da sociedade celta.

É.... eu sei, hoje existem exploradores da fé, imagina pedir contribuição pelo sagrado? Para que custear um professor? Eu sou auto-ditada, aprendo sozinho, afinal tem internet, né? Ninguém precisa gastar com livros...

Hoje me perguntaram o que eu era, fiquei pensando em como dizer de um modo que fosse natural, mas 
quando se fala bruxo tenho receio de ser comparado com esse povo muito “místico” que tem por ai do mesmo modo que quero passar longe da visão de satanista e pessoa que faz “magia negra” e dança com o diabo, repensei na visão distorcida do que as pessoas entendem por sacerdote e mestre e fechei a questão com um simples professor de uma matéria teológica e que faz vivências para que as pessoas possam se conhecer melhor e me senti bem com esse rótulo.

Sim.. hoje existe workshop, cursos virtuais, rituais de faz de conta, existem diversas opções que vão de encontro a sua busca por profundidade. E custa? Custa pakas! Custa sangue, suor e lágrimas e fique despreocupado, pois a questão financeira vai ser a última que você vai pensar!

Ah mas o senhor defende quem cobra e portanto é um picareta! Bom.... o que dizer? Se picareta for àquela ferramenta que os presos usam para quebrar pedras eu me sinto feliz em ser pelo menos útil, então mil vezes picareta do que privada!

Abraços Fraternos,




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Museu da Imigração


Museu da Imigração

Museu da Imigração de São Paulo disponibiliza um dos mais ricos acervos históricos online do país, com milhares de imagens e documentos disponíveis para consulta e download

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo reformulou recentemente o seu site para melhor atender os seus usuários na internet. O projeto "Memória da Imigração" - carro chefe do museu - conta um banco de dados on-line com mais de 87 mil imagens disponíveis para consulta e download gratuito, em uma ferramenta que ajuda a contar parte importante da história paulista e brasileira.

O trabalho teve início em janeiro de 2011, coordenado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, e envolveu etapas de organização documental, intervenções de conservação e preservação, digitalização e tratamento das imagens digitais. Como resultado, o banco de dados desenvolvido oferece acesso amplo, público, democrático e organizado a um acervo de inestimável valor material e imaterial relacionado à memória da imigração no Brasil, garantindo ainda a preservação dos documentos originais.

A ferramenta permite buscas baseadas em diferentes parâmetros, disponibilizando resultados organizados entre os critérios:

Cartas de chamada: Cerca de 32 mil documentos que declaravam garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à família já instalada no Brasil. Os formulários e cartas facilitavam a entrada do imigrante que viesse trabalhar no país, pois comprovavam a existência de um responsável pelos gastos com passagens e alimentação.

Registro de matrícula: Documentação que comprova a passagem do imigrante pela Hospedaria. Por meio do sobrenome é possível encontrar informações referentes à data de chegada, idade, familiares, entre outras. A página do livro em que consta o registro pode ser visualizada em formato digital.

Cartográfico: Conjunto de mapas e plantas de núcleos coloniais, loteamentos, fazendas, edificações e da Hospedaria de Imigrantes, contabilizando mais de 2.800 arquivos.

Iconográficos: Pesquisa que disponibiliza cerca de oito mil documentos que compõe o acervo de imagens. Entre os materiais, estão retratos de imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e da antiga Hospedaria.

Requerimentos da Secretária da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (SACOP): Documentos formulados pelos imigrantes buscando obter a restituição de despesas de transporte até a chegada ao Brasil. Alguns desses requerimentos solicitavam antecipadamente passagens ou serviam para prestar contas de adiantamentos.

Jornais: Disponibiliza mais de duas mil edições de jornais de colônias de imigrantes no Brasil, publicadas entre os anos de 1886 e 1987. A maior parte dos títulos está na língua materna do grupo de imigrantes ao qual a publicação era dirigida. As edições pertencem ao acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, Instituto Italiano di Cultura de São Paulo e Instituto Histórico Geográfico de São Pauo.



Museu da Imigração do Estado de São Paulo

O novo Museu da Imigração do Estado de São Paulo herda do Memorial do Imigrante toda a história de preservação da memória das pessoas que chegaram ao Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes, e o relacionamento construído, ao longo dos anos, com as diversas comunidades representativas da cidade e do Estado.

É no entrelaçamento dessas memórias que se encontra a oportunidade única de compreender e refletir o processo migratório.

Em seu novo projeto museológico, o Museu da Imigração pretende valorizar ainda mais o encontro das múltiplas histórias e origens e propor ao público o contato com as lembranças daquelas pessoas que vieram de terras distantes, suas condições de viagem, adaptação aos novos trabalhos e contribuição para a formação do que hoje chamamos de identidade paulista.

Fonte: Museu da Imigração de São Paulo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Músicas Ritualísticas Tradicionalistas

Estamos realizando algumas pesquisas sobre músicas regionais com ligações com o paganismo e com as ligações com a terra. Suas sugestões são sempre bem vindas!

Seguem três dicas de links para que você tenha acesso ao mundo tradicionalista:

                            MÚSICAS

                            IMAGENS

                            RITUAIS



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

IBGE: Dados do Paganismo e Jovens


Seguindo a pesquisa de entendermos melhor o segmento pagão, com dados do IBGE, desenvolvemos algumas projeções estatísticas, gostaríamos de passar a vocês alguns dados bem interessantes.

TOTAL DE PESSOAS PESQUISADAS - 190.755.799 (Brasil - Censo 2010)
Católica Apostólica Romana 123.280.172
Evangélicos 42.275.440
Tradições Esotéricas 74.013

Portanto temos aqui qual o nosso peso na sociedade, é de 0,04% (?), ou seja, não chegamos a nem 1%, e isto se entendermos que tradições esotéricas são todas as linhas místicas incluindo o paganismo.

Com relação ao mundo dos jovens segue artigo da Revista Veja:

"Boa parte dos teens está olhando para a religião como se estivesse diante de uma prateleira de supermercado. "É como um serviço self-service, em que a pessoa escolhe a que mais a atrai", define Mário Sérgio Cortella, professor do departamento de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Os teens sentem-se à vontade para experimentar. Eles acreditam em Cristo, nos orixás e até em duendes, tudo ao mesmo tempo. Sobra ainda espaço para a proliferação de crenças alternativas, cujo maior atrativo é o inusitado, como cura por cristais, invocação de anjos e bruxaria.”.
Fonte: Revista Veja - Julho de 2003


Analisando os fatos estatísticos qual projeção faremos para a próxima década? Historicamente não muito, pois há de ser compreendido a pouca expressão do movimento, a exclusão de conscientização política mesmo que esta implique na conquista de direitos de igual forma a individualidade e não comprometimento para as questões mais profundas da sociedade.

Fonte: Estudos e Pesquisas da CLÁN Dragones.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Em Busca do "Mestre Interior" e a Bruxaria

Um dos grandes tabus que encontramos em nossa sociedade é o medo de aparentar ser menos que alguém, verdade seja dita, existe rivalidade entre irmãos, depois passam a rivalidade na escola em busca de ser melhor que o coleguinha do lado e se ele não pode ser o melhor em matemática ele vai tentar ser melhor em português ou vai sentar no fundo e vai ser o atormentador de coleguinhas, dai o sujeito cresce e quer ser o melhor profissional ele quer ser gerente e como não é melhor que o seu gerente ele passa a tentar puxar o tapete, quem nunca viu isso? Essa rivalidade eu chamaria de processo desequilibrado da humanidade, a humanidade é autodestrutiva, convenhamos! Sim existem os que escrevem bonito fazendo parábolas, mas quando estão descontentes se tornam iguais a qualquer tolo, apenas escondendo sua frustação em uma aparência superior espiritualizada.

A Bruxaria Tradicional é um caminho entre vários, não existe um caminho melhor que outro e sim um caminho que se adequa melhor a sua crença interior, mesmo que inutilmente se queira alterar o mesmo, que por sinal é um modelo coletivo, as suas necessidades pessoais de crença.

Aposto que já escutaram por ai sobre o "Mestre Interior" para mim o mestre interior tem um nome ele se chama "bom senso", por vezes podemos chamar de "consciência espiritualizada", contudo esse tal mestre não mora em qualquer morada, por vezes o termo é usado para substituir o modelo "não aceito alguém que saiba mais do que eu sei" e "não convivo bem em grupos", ha muito tempo esse termo se tornou desculpa!

Caro leitor, todo mundo precisa de um mestre, um orientador e na vida teremos muitos seres que em algum momento iluminado irão nos apoiar, nos ensinar, nos abrir portas, nossos pais são nossos mestres, nossos avós, nosso chefe e até nossos opositores, se tivermos entendimento real sobre a vida poderemos facilmente entender o quanto o conhecimento pode ser acessado e por vezes é preciso apenas esticar o braço.

Sim é verdade, existe a ilusão, não uma, mas várias. Confundem a função de mestre com salvador, com ser ascencionado, com o iluminador eterno, e ai muitos são obrigados a cair na realidade, mestres são pessoas, pessoas que destinaram um tempo de suas vidas a ensinar uma matéria, mas apenas isso, eles vão continuar a serem humanos, erram e acertam, são por vezes carinhosos, por vezes duros, mas assim é a vida, a vida não são rosas, se o são contem espinhos doloridos.

Sempre digo àqueles que tento ensinar, que apenas passo o conhecimento, as atitudes, as escolhas, as verdades cabe a cada um descobrir, não quero bajuladores, quero gente pensante, ativa, motivada e com objetivo. Quero pessoas idealistas, que acreditam e seguem o que se propõem a seguir, se falam apenas e não fazem já estão fora do caminho, senão usam o seu poder pessoal para criar o seu trajeto e sim atrapalhar o outro o que lhe valeu o conhecimento? Viver na ignorância pode ser o objetivo para alguns, mas não acredito que isto faça parte do caminho da Bruxaria Tradicional.

Por que as pessoas se juntam em grupos? Pelo simples fato de compartilhar as visões e perceber que unidas conseguem construir pontes mais rapidamente para a outra margem do conhecimento, contudo todos sabem que o caminhar é solitário, pelo motivo que quem deve dar os passos somos nós como peregrinos, por estas questões conselhos, grupos, clãs existem, não pelo fato egoíco, mas pelo fato fraterno.

Ah sim, temos a crítica mal feita, já pararam para pensar àqueles que geralmente criticam a figura do mestre são os que não tem um mestre, a não ser a desculpa do "mestre interior"? E a crítica com agrupamento de pessoas (coventículo, conselho, grupo, etc...)? Aqui podemos pensar que o sujeito não esta em um clã e critica quem esteja ou realmente esta muito descontente com o clã que segue, isto é se o sujeito não cometeu um "suicídio social" perante seu grupo.

Temos que entender e sermos honestos com nós mesmos, é preciso um despertar, não tratamos aqui de poesia, tratamos de o seu caminhar, de sua vida, não adianta termos belíssimos artigos se o sujeito não consegue interpretar e seu único objetivo é pegar pêlo em ovo, não adianta ser orientado se o sujeito não ouve, não adianta mostrar um caminho se a única coisa que o sujeito vê é o seu próprio umbigo.

Eu não acredito em mestres eternos, nossos mestres são mestres na medida em que nos damos o direito de escutar, do mesmo jeito que conhecimento é eficaz quando nos permitimos a captá-lo com seriedade, não são arquivos, listas, blogs, comunidades e livros que nos farão melhores e sim a necessidade de compreensão que somos responsáveis por tudo de bom ou ruim que nos acontece, devemos assumir as consequências de atos impensáveis e tortos que cometemos sem culpar pessoas ou associações.

Somos rotulados pelos nossos atos, e porquê haveria de ser diferente? Que sejamos francos, se teus atos são medíocres você se torna medíocre, Ahhhhh mas você me chamou de medíocre, NÃO! Seus atos são medíocres, seu caminhar é medíocre e é por isso que foi chamado de medíocre, mude suas ações e será avaliado de outra maneira do mesmo modo que não acredito que alguém que se prontifique a ser um mestre por toda a vida, somos mestres na medida que ensinamos, acabado o momento de ensinar iremos ser o fruto de nossos atos em outros ofícios.

No mais, nós conselheiros do CBT, não estamos aqui para negar o que você assumiu como verdade absoluta, as suas verdades são de sua custódia, nós como um grupo unido por fraternidade e projetos sociais estamos em outro caminho que em nada se baseia no ego, se assim o fosse não estaríamos nesse trabalho árduo e por muitas vezes ingrato.

Segue uma frase inspiradora:

Não cobre a colheita se você não plantou.

Abraços Fraternos,

A.F.
Ricardo DRaco
CLÁN DRAGONES - Círculo de Bruxaria Tradicional Ibero-Celta

terça-feira, 15 de maio de 2012

Bruxaria Tradicional e o Entendimento de Caminho

Durante nossa caminhada percebemos que não seria apenas difícil ter que divulgar a Bruxaria Tradicional, mas além dessa divulgação informar e até quebrar muitos dogmas que as pessoas estavam habituadas a escreverem diante do que ouviam sem mesmo refletirem sobre o que elas estavam lendo, ou seja, sem muito filtro, para elas as únicas leituras que tinham acesso eram alguns artigos muito mal traduzidos de feitiçaria inglesa, que logo foram rotulados como Bruxaria Tradicional, sem nenhuma análise mais profunda sobre a questão.

Embora o Conselho de Bruxaria Tradicional tenha mostrado muitos outros conceitos e esclarecido muitas questões e colhido bons frutos com seu trabalho, além logicamente de dar aos sinceros peregrinos, mais elementos para suas reflexões, tivemos que cruzar com interesses econômicos e pessoas errantes e difamadoras, entretanto temos ciência que nosso trabalho agrega a sociedade pagã e nos distancia de grande parte de pais e mães de poste, do público juvenil rebelde e das outras visões baseadas nas práticas de malefício e anti-cristianismo.

Vejo com muito bons olhos os trabalhos realizados por nossos conselheiros que são praticantes e acadêmicos, hoje as pessoas conseguem separar o que é Bruxaria de Feitiçaria, conseguimos esclarecer coisas básicas, por exemplo, que um maçom não é um bruxo e sim um magista, que lidar com magia não é exclusividade da Bruxaria e que temos uma diversidade ocultista de muitas linhas, com isso abrimos um leque de oportunidades para as pessoas se encontrarem!

Isso faz uma grande diferença! Não perdemos tempo em mostrar "verdades" mostramos caminhos para que as pessoas encontrem suas verdades! Do mesmo modo que não nutrimos sentimentos negativos, lamentamos que ainda existam pessoas que continuam a agredir as outras por intolerância religiosa, em agredir instituições e se envenenando com o sucesso dos outros, isto não esta apenas em nosso discurso, esta em nossos atos também.

O Conselho de Bruxaria Tradicional não reconhece o Voodoo, o Catimbó e a Feitiçaria Católica como práticas de Bruxaria, embora todas contenham em si a tradicionalidade de seus povos.

Para maiores informações acessem o nosso site e obtenha um conhecimento de valor.


Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

Esta casa segue pelo caminho do Paganismo Tradicionalista, caso não concorde com nossa religiosidade procure um local que corresponda com suas crenças ou práticas.