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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

BRUXARIA TRADICIONAL: Fotos de Beltane 2013

E fechamos o ano de 2013 com o termino da Roda em Beltane.

Agradecemos a todos que puderam participar de nossas atividades durante o ano e que venha 2014 com mais tantas outras oportunidades em conhecimento e vivências.

Agradecemos com uma prece sigilosa aos nossos deuses vivos e próximos que sempre estão a nos acolher em nossa caminhada pelos mundos.










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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CONVITE: Festival Celta de Prelúdio de Verão / Beltane

O Conselho de Bruxaria Tradicional tem o prazer de divulgar o convite da CLÁN Dragones, Círculo Mágico de Bruxaria Tradicional Ibero-Celta, para o seu Festival das Fogueiras de Belenos, um final de semana em Juquitiba/ SP ao lado de nossa Casa Sede.


A CLÁN Dragones é uma das casas FUNDADORAS e GESTORAS do Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil.

Segue o convite e maiores informações através do email: cursos.bruxariatradicional@gmail.com





* O evento do dia 23 e 24 de novembro esta lotado, houve necessidade de abrir um novo evento que será nos dias 07 e 08 de dezembro (próximo final de semana).

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BELTANE – Os Senhores da Terra part.1




“Bem vindos a minha Casa de Verão, dizia ele, o Senhor dos grandes Cascos!”

E chegamos aos portais de verão, depois de passarmos pela transmutação do inverno, do nascimento das flores na primavera, e diante de outros processos ao qual sempre me dediquei com a alma aberta, preparei mais um festival de nossa roda, o nosso belo Beltane, que foi dedicado a duas grandes divindades que foram responsáveis por nos ensinarem a transitar por este ciclo, ao Deus Belenos, senhor da comemoração, consagrador do período que clareou a nossa peregrinação com sua luz e despejou sobre nos as bênçãos de sua verdade ao qual nada se esconde e dá aos merecedores peregrinos um caminhar iluminado e prospero. Já a segunda divindade, pré-céltica e senhorio da floresta, onde seus chifres tocam o solo e o torna fértil e ordena sobre quem é digno de tomar a terra, aquele que anda pela floresta e integra tudo perante sua divindade, tocando aos filhos da natureza, coroando suas cabeças com coroas de chifres de caça e nas folhas verdes sacramentadas pelo toque dos elementais da mata. Saudamos a ti Cernunnos!

O INÍCIO
E o pré-ritual alcançava 1 mês de preparo, seguimos pela clareza do sol, e lá bebíamos da água fresca e do alimento acertado, sonhos e mais sonhos de verão, conectados estávamos aos mundos espirituais e ao lado dos deuses que passaram muitos conhecimentos e promoviam profecias e promessas que se concretizaram ao longo do mês, com grandes veracidade física!

Nossa casa novamente abençoada por peregrinos vívidos e interessados, cada um com suas buscas pessoais em uma fraternidade sincera e com objetivos comuns, alguns saiam de seus estados e cidades para se encontrarem previamente e poderem estar juntos pelo simples fato de vivenciarem um caminho belo e divino em sua essência. Alguns chegaram na quinta-feira em busca do conhecimento e interação e os trabalhos começavam antes mesmo do festival do final de semana! Grandes aprendizados, grandes vivências e direcionamentos.

A minha bela caverna, hoje renovada de energias, as estrelas brilhavam em seu teto como nunca e a estrela de prata se fazia presente em cada canto, o altar ao norte, o chão revelava em suas cores as águas primordiais de nossa essência, cultuada em diversas culturas como o nascimento de tudo, o som, o perfume dos elementais, e tudo estava equilibrado, claro e aconchegante!

E aos poucos eles chegavam com suas mochilas na quinta, outros na sexta e outros no sábado, entretanto todas as pessoas traziam em seus rostos o sorriso, a alegria de compartilhar com verdade este caminho tradicionalista, não usavam títulos, não se mostravam melhores que os outros, e no clima de liberdade e nos abraços sinceros nos reunimos em uma grande caravana para um novo sítio na cidade de Juquitiba. Seguimos em vários carros a pegar a belíssima estrada com paisagens arborizadas, ansiosos por chegar ao local!

Entramos em uma estrada de terra e não demorou muito a adentrarmos em um paradisíaco sítio, bem cuidado e com belas paisagens, alguns não viam a hora de entrar na piscina, outros estavam desejosos de sentarem a mesa diante da quantidade de alimentos ofertados, diversos pães, tortas, doces, sucos e chocolates digno das refeições hoteleiras! Nos quartos estavam camas com colchões confortáveis! A beleza do local geraram diversos elogios! Fiquei bastante contente com o local, mas mais contente ainda com a energia das pessoas e da interação que sentimos verdadeiramente que estávamos em casa.

Chegando ao local dividimos as pessoas nos cômodos, arrumamos os alimentos na cozinha e nos prontificamos a fazer a fogueira, toda a madeira já estava recolhida, troncos e mais troncos o que facilitou nosso trabalho, era tanta madeira que subia até o peito de um homem de estatura mediana! Ficamos imensamente agradecidos, a noite prometia!

E todas as pessoas interagiam com as funções sem precisarem ser "reconhecidas", elas simplesmente faziam com carinho e muito amor e conseguimos fazer tudo com tamanha sinergia que tínhamos muito mais tempo para realizar a transmissão do conhecimento, tirando dúvidas, entrando nas questões profundas, ah não posso esquecer-me do altar que maravilhosamente se concretizou de um modo tão belo e simples que não era necessário tantos adornos, a energia emanava tudo o que se pode esperar de um altar abençoado e diante dele fizemos nossas preces, nossas contemplações e nossas rodas de conversas conscientes e espiritualizadas! A lareira que aquece era provedora da luz de Belenos.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: BELTANE O Ritual


Sobre Beltane





Por fim chegamos aos portais do verão, a luz do Sol e sua vitalidade para com a madre Terra em nosso hemisfério, aquecendo o clima, deixando as coisas mais belas e claras, as folhas mais verdes, os animais mais inquietos, é hora de gerar a vida, da troca, da exteriorização, da plenitude, e este processo também invade o nosso psicológico nos tornando mais plenos em nossas realizações, mais vivos e até mesmo mais expostos ao nosso meio, o calor nos deixa com menos roupas! Como diriam àqueles que observam um calor de 30 graus ou mais. 



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Ritual de Beltane - Final - DRaco

...perante o beijo do vento e fogo, e as montanhas nos observavam ao longe, tal como se nos vigiassem, e atrás delas raios vinham e iluminavam a escuridão.

Não relatarei mais profundamente tantas belezas e vivências sendo essa transmissão de sabedoria uma dádiva de peregrinos, mas tenham em mente que um bruxo é um filho da natureza, ele repousa sua mente tal como vislumbra os tempos com seu observar, o olhar do bruxo, a visão que rompe com a ilusão, é o fogo que renasce ao ser transpassado, é o caminho que torneia a montanha é o cheiro que surge dos ventos soprados entre as árvores, é o mundo ancestral e tradicional, é o culto das divindades, o grande e festivo bailado, sem isso não se mergulha na Bruxaria, não se pode renegar as origens, a sabedoria dos antigos.
E assim, no alto da casa da montanha, todos sentaram em círculo, fumaram do bom tabaco bruxo, e os ventos se manifestaram, eles dançavam ao som do trovão e eles dançavam entre as luzes dos raios.



Abraços Fraternos!
DRaco

terça-feira, 25 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Celebremos Beltane

BEL (BELENOS)
O deus-pai da luz, cura e o Outro Mundo

Bel é uma das deidades mais antigas, com muitas contrapartes em outras culturas. Apartir do momento em que as tradições desenvolveram-se independentemente.

Em um resumo simples, Bel é o deus do Outro Mundo, talvez o marido de Danu, e portanto o pai titular das Tuatha Dé Dannan. Em algumas tradições, ele é chamado "o Pai dos Deuses e dos Homens". Bel, escrito também Bile, pode ser um deus-sol, e é ligado à cura, quentura, e luz. Ele também é um deus da morte, e acompanha as almas para o Outro Mundo, onde ele rege. Ele é o deus de Bealtainne, ou "Os Fogos de Bel".

Esta visão geral provavelmente é suficiente para a maioria dos Pagãos ou historiadores. A próxima seção deste texto é um estudo mais acadêmico.

Aqueles que desejam estudar Bel em mais detalhe tem uma tarefa formidável.
Um dos primeiros textos a serem considerados quando estudando Bel, é o do historiador Gaélico Keating, o qual escreveu o livro "Foras Feasa Ar Eirinn".
Alguns, tais como os historiadores Michael Dames e Peter Alderson Smith, acreditam que Keating elaborou o nome "Beil" (ou Bel) para explicar o festival de Bealtainne/ Beltane.
 
Outros, incluindo a historiadora Caitlin Matthews em "The Elements of Celtic Tradition" (Os Elementos da Tradição Celta), usam os textos de Keating como material fonte. Desde que os textos de Keating foram utilizados como uma fonte primaria por muitos historiadores, a validade das conclusões destes historiadores dependerá na consideração da história de Keating como verdadeira.
 
Realmente sabemos que César referiu-se ao equivalente Romano-Celta Gaulês do deus da cura, Apollo, como Belenus. Havia um templo de Belenus em Bordeaux, França. Sua face aparecia em muitas moedas Gaulesas. Seu portal em Londres (Portal de Belenos ou Portal de Bile) é conhecido hoje como Billingsgate.
 
No norte da Grã-Bretanha, a arqueologista Miranda Green relata que as inscrições de Belatucadrus foram encontradas, e o nome significa "Fair Shining One" ou "Belo Brilhante", o qual é consistente com a lenda de que Bel é o deus da luz e cura, talvez até do próprio sol. Entretanto, Green também nota que Belatucadrus era associado com o deus da guerra Marte, e não Apollo.
Ela relata que o deus sol Celta era Apollo Belenus na Gálica, norte da Itália, e Noricum (parte da Áustria). Entretanto, ela não mostra qualquer ligação com a história mitológica Irlandesa, particularmente com o deus Bile.
Ainda mais confuso, Green registra a palavra Bile como significando "árvore sagrada" em Gaélico, embora ela não insinue qualquer ligação com o festival de Bealtainne.

Em contraste, em "Celtic Gods, Celtic Goddesses" (Deuses Celtas, Deusas Celtas), R. J. Stewart verifica que o deus Romano-Celta Belenos era conhecido na Grã-Bretanha e Irlanda, apontando que a palavra "Bel" significa "luminoso" ou "brilhante". Entretanto, enquanto ele liga o deus Bel/Belenos com a Gálea e a Bretanha, ele adverte que este é um deus da luz, não inevitavelmente parte da adoração solar.

Referências Druídicas sugerem que Bel é o deus responsável pela "centelha" (de luz, inteligência ou talvez energia) a qual resulta na criatividade.

De acordo com Margot Alder em seu livro "Drawing Down the Moon", o Druida Isaac Bonewits refere-se a um deus, Be'al, o qual ele descreve como uma personificação masculina de Essência. Isto reflete no conceito de Keating de Beil ou Bel como um deus chefe ou deus-pai.
 
Este é um paralelo estreito com Beli, também chamado de Beli o Grande e Beli Mawr, filho de Mynogian. Em "The Mabinogion", Beli é associado com a luz, e ele é o pai de Bran o Abençoado, e avô de Llud, a contraparte Britânica do Lugh Irlandês. De acordo com o historiador Druida Peter Barresford Ellis, este Beli é o mesmo do portal de Billingsgate em Londres; O portal de Lludd em Londres é chamado de Ludgate.
 
Ligações a Bel na lenda e literatura podem ser em si mesmas um estudo. Por exemplo, em "Le Morte de Arthur" de Mallory, ambos Balin e Balan são ligados ao deus-sol, Belinus. A peça de Shakespeare "Cymbelline", também narra as tradições Britânicas e Galesas de Beli Mawr.
 
Com tamanha história e inumeráveis elementos nas tradições, Bel pode ser um candidato ideal para pesquisa.
 

Fonte:
Livros utilizados para preparar este artigo, e recomendados para futura pesquisa:
Dicionary of Celtic Mythology, by Peter Barresford Ellis
Celtic Gods, Celtic Goddesses, por R. J. Stewart
W.B. Yeats and the Tribes of Danu, by Peter Barresford Ellis
Celtic Myth and Legend, by Mike Dixon-Kennedy
Dicionary of Celtic Myth and Legend, by Miranda J. Green
Mythic Ireland, by Michael Dames
Glamoury, by Steve Blamires
Celtic Mythology, by Ward Rutherford
Celtic Inheritance, by Peter Barresford Ellis
The Mabinogion
Drawing Down the Moon, by Margot Alder
The World of the Druids, by Miranda Green
The elements of: The Celtic Tradition, by Caitlin Matthews
Texto Original (c) 2001 FIONNABROOME.COM

Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional