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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: O Casal Evangélico

Saiu mais um novo artigo da CLÁN Dragones, sobre pontos além da percepção comum, será que devemos seguir por este caminho? Vejam o artigo na integra em:
http://clan-dos-dragones.blogspot.com.br/2012/10/bruxaria-tradicional-o-casal-evangelico.html




Um dia estava andando pelas ruas próximas da Av. Santo Amaro em São Paulo e vivia um momento meio tenso, procurava um local para tomar um suco e quem conhece aquela região sabe o quanto é complicado ter um local legal para dar uma relaxada, na maioria é boteco mesmo, daqueles que vendem ovos em conserva e torresmo com pinga, estava afim de ficar num local mais tranquilo e numa pequena rua vi um modesto Café Book, achei interessante e adentrei no local, algo naquele local era diferente, tinha alguns jovens lendo livros, um computador desligado, duas senhoras bem simpáticas no balcão e quando fui ao banheiro o senhor que estava preste a entrar me deu a vez.... Bom... meus caros leitores, devo confessar que não estou acostumado a ver gente tão educada normalmente, pois em uma metrópole, vive todo mundo correndo como se fosse uma competição de patins, e ainda por cima juntaram todos os educados em apenas um local!


CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

quarta-feira, 25 de maio de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - O Evangelho do Enforcado

Imagem

Título: O Evangelho do Enforcado
Autor: David Soares
Páginas: 365
Editora: Saída de Emergência

Sinopse:
Nuno Gonçalves, nascido com um dom quase sobrenatural para a pintura, desvia-se dos ensinamentos do mestre flamengo Jan Van Eyck quando perigosas obsessões tomam conta de si. Ao mesmo tempo, na sequência de uma cruzada falhada contra a cidade de Tânger, o Infante D. Henrique deixa para trás o seu irmão D. Fernando, um acto polémico que dividirá a nobreza e inspirará o regente D. Pedro a conceber uma obra única. E que melhor artista para a pintar que Nuno Gonçalves, estrela emergente no círculo artístico da corte? Mas o pintor louco tem outras intenções, e o quadro que sairá das suas mãos manchadas de sangue irá mudar o futuro de Portugal. Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. Pleno de descrições vívidas como pinturas, torna-se numa viagem poderosa ao luminoso mundo da arte e aos tenebrosos abismos da alienação, servida por uma riquíssima galeria de personagens.


Opinião:
O Evangelho do Enforcado é a simbiose perfeita do romance histórico com o Fantástico! O início da leitura foi atribulado.Caí na Idade Média portuguesa e fui atingida pela sua brutalidade, pela ignorância das gentes, pela superstição reinante e pela vida paupérrima. As cores e os cheiros do século XV causam estranheza e até repulsa porém, houve algo que me impeliu a continuar. O estilo muito próprio de David Soares. Uma escrita fabulosa que narra a história do provável autor dos chamados Painéis de S. Vicente, Nuno Gonçalves. O pintor é retratado como um psicopata. Maravilha-se com a morte e com tudo o que a rodeia desde da infância. Todavia, um encontro com uma identidade "sobrenatural" enchê-lo-á de terror. Abandona Embraçadura, a aldeia onde nasceu e segue para Lisboa. Além de Nuno Gonçalves, outras figuras históricas da época são abordadas de maneira pouco convencional como por exemplo, a Ínclita Geração composta por Eduarte, Pedro, Henrique, Isabel e Fernando. David Soares destrói a imagem ideal e torna-os mais humanos, cruéis, ávidos, são desnudados de tudo o que é perfeito na realeza. A transformação do infante D. Henrique num homem preverso e manipulador pode chocar e revoltar alguns.Porém, esta dinâmica crua é estranhamente cativante. No centro, continua a estar o famoso painel que influenciará o rumo da História. A arte é a única coisa que é capaz de vencer de morte. Capaz de vencer a morte e de imortalizar o autor, Nuno Gonçalves. A par desta famosa obra, ele dedica-se a outro trabalho que acredita ser o seu melhor. É um livro duro que quebra as linhas outrora, certas da História. Dogmas, previamente estabelecidos, são estilhaçados e tudo o que julgávamos ser verdade, é mentira. Aquela repugnância inicial que senti, desapareceu à medida que avançava e acabei por adorar este registo diferente do Evangelho do Enforcado. Até na última página do romance, foi surpreendida com o surgir de um rapazinho chamado Diogo Boytac que Nuno Gonçalves aconselha.Um encontro entre dois personagens que ficaram imortalizados pela sua arte!