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terça-feira, 16 de agosto de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Deus/ Santo de Devoção e a Religião

Sobre a devoção; ser devoto é prestar culto, definição dada a religião que além do termo religação também menciona prestar culto à divindade, por um deus ou posteriormente na figura de um santo (divindade).

Existem diversas categorias profissionais que utilizam da devoção, tal como a polícia militar que homenageia a São Jorge, santo guerreiro, enaltecendo qualidades específicas, tal como pedir proteção e demonstrar valores de um guerreiro. Temos com isso inúmeros santos, cada um com suas particularidades, tal como as "causas impossíveis" por São Judas Tadeu, e assim por diante. Cultuar santos é tradição/ crença católica, quem reza, é devoto, tem fé, presta homenagem é um praticante do catolicismo, esta inserido em sua religiosidade, entretanto ser devoto não quer dizer ser padre, ser praticante não quer dizer ser sacerdote, e esta divisão têm se tornado cada vez mais clara aos movimentos eruditos magistas/ paganismo.

De certo os santos de hoje compatibilizam com as funções de crença dos deuses de ontem, bem como os deuses africanos se tornaram santos aqui no Brasil, em torno de quinhentos anos, isto aconteceu anteriormente na Europa na expansão do Catolicismo, entretanto, como sabemos a Igreja de Roma, nasceu de um império de pagãos politeístas, adquirindo  o culto a divindades (santos), mas também os costumes festivos pagãos.

A oficialidade do culto dos santos  é algo bem fascinante, pois não precisamos ir muito longe para entender o processo, os nossos próprios santos brasileiros foram canonizados há pouco tempo, temos o padrinho Cícero que antes de se tornar santo já possuia muitos devotos e acredito que os adoradores de um padre são católicos tendo ou não a sua canonização. O que estamos dizendo com isso? A crença foca na religiosidade, não é simplesmente um ofício sindicalizado por profissões, não existem santos fora do contexto católico, tal como não existem deuses fora de suas crenças pagãs, entretanto não existe obrigação de se cultuar tudo quanto é deus ou santo, como é natural em nossas vidas, somos direcionados as manifestações que nos fortalecem a alma, que vão de encontro as nossas necessidades, pensar em um santo guerreiro nós promove a fé no poder divino da proteção e no poder do combate, tal como seria a mesma devoção a Marte, a mesma devoção a Lugh, a mesma devoção em outras crenças tradicionais tal como no Candomblé a Ogum, quem é filho de Ogum o cultua especificamente, muito embora entenda e respeite os outros orixás, tal como entende que as práticas pertencem à religião Afro.

Encontraremos em algumas crenças familiares (bruxaria familiar) o culto a um santo específico, entretanto dentro da Bruxaria Tradicional, cuja mesma tem um olhar de estudos para o entendimento do passado, veremos que esse santo é equivalente a um deus, e que geralmente esse deus era muito cultuado naquela região/ aldeia em específico.

Esperamos com este artigo dar a nossa visão como bruxos tradicionais e aos que simpatizam com nossa visão tradicionalista que fiquem atentos aos próximos textos!


Att.

Conselho de Bruxaria Tradicional