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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Culto dos Gatos nas Mitologias e Folclores Europeus

Segue mais um artigo que mostra a ligação do homem com os felinos, que durante o passar das eras os gatos exibiam um fascinio sobre os homens a ponto de tê-los em suas mitologias e contos folclóricos.

Mitologia Germânica:
Freya: Era a mais renomada das Deusas, irmã gêmea de Frey, chamada de “a noiva dos Vanirs”. Freya tinha muitos nomes, sendo conhecida como a Deusa do amor, da sexualidade e da beleza, também é a Deusa da guerra que recebe os heróis que morrem nos campos de batalha, juntamente com Odin. Podia assumir a forma de um falcão e viajar grandes distâncias. Associada a um tipo especial de feitiçaria conhecida como Seidr, às jornadas xamânicas e à adivinhação, geralmente chamada de Volva. Freya viajava numa carruagem puxada por gatos, que sugere que os gatos também estavam entre os espíritos de animais que a auxiliavam em sua viagem sobrenatural.
 Mitologia Romana:
Quando surgiu o Império Romano, vários gatos foram contrabandeados do Egito por comerciantes fenícios, e tornaram-se em pouco tempo bastante queridos, por seu auxílio na caça aos animais daninhos.
Na medida em que o Império Romano se expandia, o gato se difundia, tornando-se cada vez mais manso.
Há rumores de que tanto os romanos quanto os gauleses teriam adotado o hábito de enterrarem os gatos com seus donos, como comprovam algumas pedras funerárias encontradas em vários países da Europa.
Mitologia Celta:
Existem muitas referências aos gatos na mitologia celta. Algumas das funções míticas que mais representaram este animal é o serviço de tramitar entre mundos e a de guardião ao qual ajuda a guardar as portas do Outro Mundo.
Segundo a tradição celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que numa das suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.
Diz à lenda que no País de Gales, a Deusa Brigit tinha o gato como companheiro.
Mitologia Grega:
Ártemis ou Artemisa é a patrona dos animais, é a virgem caçadora do Olimpo. Ela tem uma estrutura atlética e é uma arqueira exímia. Irmã gêmea de Apolo. Seus símbolos são: o arco e flecha; tocha; animais em geral, principalmente o cão, gato, leão, corsa e urso.
Folclore Inglês:
Na Inglaterra de 936, os gatos haviam se tornado tão valiosos que a lei estabelecia penas severas para quem os matasse, baseadas nas suas qualidades de caçador.
Assim sendo, um gato adulto tinha um enorme valor.
Ainda teremos Grimalkin, um gato cinza com poderes mágicos. Muitas obras de arte têm sido dedicados ao Grimalkin. É um fato comum ligar os gatos a magia, é interessante notar que mesmo o Grande Bardo (Poeta) Shakespeare recitou sobre Graymalkin em Macbeth. 
Folclore Polonês:
A planta "Willow Cona" deriva seu nome de um mito antigo de um gato polonês. O mito é o seguinte: Um dia, a mãe gato estava sentada em um banco perto de um rio, chorando porque seus gatinhos tinham caído na água e mesmo correndo ela não conseguia chegar até eles. Os juncos ouviam os lamentos da mãe gato e sentiram pena que se dobraram para que os filhotes pudessem se agarrar em seus longos caules, salvando-os e dando a gata mãe de volta seus bebês preciosos.
Desde então, dos juncos receberam belas flores aveludadas sobre suas hastes, tanto como uma recompensa e como um lembrete dos gatinhos que se apegaram a eles, a fim de salvar suas vidas. A Willow Cona fazem referencia ao mito dos gatinhos salvos.
Folclore Escoces:
Muitos clãs escoceses adotaram o gato doméstico como seu animal totem, e o clã MacBain utilizava o gato selvagem. Os gatos estavam encarregados pela educação e pelos seus tesouros. Os escoceses contam a lenda do Poderoso Rei dos Gatos que poderia responder a qualquer pergunta, e a dos Sith Cath, o Gato das fadas, com os olhos verde-escuros e as orelhas extremamente longas.
Cordialmente,

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Críticas Positivas e a Inexistência da "Bruxaria Tradicional"

Recebemos um recado de um leitor com alguns pontos interessantes sobre as definições apontadas aqui no Conselho de Bruxaria Tradicional, também nos parabenizou pelo ótimo trabalho que fazemos além de fazer as pessoas pensarem, algumas não gostam muito, de refletirem, porém um dos objetivos comuns entre os conselheiros é trazer conceitos e a oportunidade de cada magista obter uma amplitude de visão sobre os cultos praticados na Idade Antiga.

Queremos colocar, antes de qualquer coisa, que não discutimos crenças, portanto não esperem que ficaremos debatendo conceitos em comunidades, nosso tempo como conselheiros se aplica a criação de possibilidades reais de aprendizado, além de nossas atividades como sacerdotes, lideranças em projetos sociais entre outras atividades pessoais.

Com relação ao conceito Bruxaria ser um específico culto de base pré-cristã na Europa, acreditamos que esta informação é de senso comum aos historiadores que lidam em específico com as questões religiosas e mais profundamente com o paganismo. Esta é a visão oficial do CBT e de seus conselheiros e afiliados, contudo devemos deixar claro que estes "Cultos Pré-Cristãos" se restringem em origem ao continente Europeu, e mesmo assim, iremos encontrar outras formas de culto, tal como exemplo os cultos semitas (migratórios), contudo as nossas funções como estudiosos e praticantes sejam, a cada momento, dar mais subsídios para esclarecer o conceito de Bruxaria e a sua ligação com o tradicionalismo. Por estas questões acreditamos que saindo do generalismo encontraremos uma visão muito coerente e determinante de nossos cultos, pois o generalismo só tem nos trazido confusões de crença, ecletismo esotérico e debates sem fundamento que acabam no direito de crença. Nós do CBT buscamos ir além da crença incontestável redigida pela fé, para o comprometimento histórico e fundamentado em origem, em dados que nos tragam respostas não dogmáticas, mas de base esclarecedora acadêmica.

A Bruxaria esta inserida dentro do contexto paganismo, o tradicionalismo que trazemos esta inserido nas questões culturais, folclóricas, de costume, hereditárias, trazidas aos nossos tempos em grande parte por famílias que chamamos de clãs e a união destes é o que chamamos de Bruxaria Tradicional, ou seja, a preservação das Tradições dentro da Bruxaria.

Com relação ao termo witchcraft para Bruxaria Tradicional, devemos entender a origem da palavra e a sua representação no tempo e se acreditamos ser viável trazer o mesmo significado de origem via campanha de esclarecimento; atualmente o termo witchcraft tem nos dado o significado de feitiçaria genérica, pois basta entrar nos mecanismos de busca na internet e observar que o termo "witchcraft" se tornou complementar, tal como: "ordem X de feitiçaria", pois as questões cristãs ou antagônicas ao cristianismo/ judaísmo são atributos que não pertencem a Bruxaria Tradicional, nem do passado e nem do cotidiano.

Sobre a questão do termo "cunning folk/ man" um termo inglês para dizer "homem sábio", nós acreditamos que a sabedoria faz parte dos anseios da humanidade, é um termo genérico, e novamente termos genéricos causam mais confusão do que esclarecimento, temos sim, o homem sábio campesino, mas o nosso foco não é propriamente apenas a sabedoria campesina, mas o conhecimento ancestral antes mesmo das influências cristãs dentro da Europa, até por entendermos que este fenômeno religioso é específico e o que encontraremos em outros continentes é uma influência de migração continental (colonialismo), tal como a visão cristã para qualquer culto que trabalhe com feitiçaria ou até mesmo com sincretismos (Catolicismo influênciando religiões étnicas).

Sobre a tese de Bruxaria Tradicional não existir, colocaremos um ponto de indagação, o fato de não se ter informações sobre o tema facilmente a todos, o problema do desconhecimento, de não estar inserido dentro do contexto, ou seja,  faltar elementos não pode ser base/ referencial para uma colocação de inexistência. Para muitos de nós, que praticamos e recebemos estes conhecimentos, é um caminho muito vivo e presente, não nos chegou por modismo, de livros, veio de uma tradição oral com uma base específica de entendimento sobre as questões da espiritualidade.

Resumindo a questão, a Bruxaria Tradicional esta aberta a peregrinos que possuem olhos e ouvidos perspicazes, para quem entende os seus preceitos, o seu caminho e a peregrinação que ela exige como uma senda.

Esperamos que a leitura de nossos artigos possam trazer sempre a reflexão, que possa dar oportunidade de muitos andarilhos seguirem por um caminho pagão, apreciando as tradições, os mitos, a natureza, os ciclos da vida.

Cordialmente,



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Definições de Cultos e a Feitiçaria

Encontramos diversas formas de feitiçaria pelo mundo e não apenas na Europa, mas no tocante ao que temos na Europa existem diversas ordens iniciáticas, diversos grupos de magia, alguns focados no paganismo, outros focados na mescla entre paganismo e cristianismo, alguns magos dedicados à magia cristã e alguns que são até ateus.

E o que tem isso de ruim? Podemos dizer sinceramente que nada, viva a diversidade! O fato da Bruxaria estar envolvida com o paganismo ela não a torna o único meio de se cultuar a magia ou desenvolver os trabalhos/ ofícios de feitiçaria.

A Bruxaria em sua forma mais Tradicional nasceu bem antes de movimentos da década de 60/ 70 e muito anterior aos processos constituídos por Robert Cochrane em sua "Traditional Craft", e que alguns insistem em dar o mesmo significado errôneo para a tradução de Craft para Bruxaria. Tal como temos dito "A Bruxaria é mais que a Arte Feiticeira" ela engloba inúmeros valores culturais, folclóricos e de crença.

Quais pontos são comuns à feitiçaria? Uso de conjuros, bênçãos, maldições, aconselhamentos, trabalhos de curas, contato com divindades diversas (elementais, espíritos, deuses, santos, demônios, etc...), entre outras manifestações de prática e crença e isto vai realmente variar conforme o entendimento do grupo, do povo, do magista, ou seja, as manifestações individuais e as coletivas.

Sendo assim encontraremos diversos grupos com suas visões, com seus atributos folclóricos alguns se aproximando mais da visão da Bruxaria Tradicional (Paganismo Tradicionalista) outros até mesmo de religiões conservadoras como o próprio Catolicismo, e diante da diversidade humana mesclas totalmente ecléticas que fogem aos conceitos tradicionais na Bruxaria, porém optando pelo mesmo nome, o que torna tudo mais confuso e ai sim "A Arte se torna sem nome" fica constituída, pois seria impossível conceituar um aglomerado de práticas com um mesmo rótulo.

O que objetivamos dentro do Conselho de Bruxaria Tradicional?
Com certeza não será dizer o que cada um deva fazer de sua visão religiosa e nem regulamentar os ofícios dedicados à feitiçaria. O nosso foco é Bruxaria, não é craft, não é arte, não é apenas feitiçaria simplesmente.

E claro, temos a maior consideração por nossos irmãos magistas feiticeiros, independente se estão na Itália ou na Inglaterra, entretanto a Bruxaria é uma manifestação nascida do Paganismo, e o termo tradição em sua total propriedade se coloca como uma ênfase específica que aborda identidade cultural, crença e um modus operandi próprio.

Sobre a questão do uso witchcraft, a tradução para "Arte Bruxa", isto se tornou mais um termo genérico, tal como é xamanismo, tanto é que teremos tantas e tantas formas feiticeiras que se apropriaram do rótulo que não seria possível termos um significado específico seja para uma prática ou religiosidade.

A grande sacada quem sabe seja identificar o que um bruxo é, pois até então, será muito mais fácil entender as tradições que um bruxo segue, este provavelmente seja o primeiro passo para uma maior contribuição ao termo Bruxaria Tradicional.
Como podemos analisar os termos "Arte sem Nome", "Antiga Arte", "Arte Feiticeira", "Witchcraft" são termos fascinantes, contudo estes termos são representações genéricas, contemplam a Bruxaria Tradicional tal como poderiam servir as feitiçarias de qualquer vertente, de qualquer parte do mundo.

Para nós pagãos tradicionalistas, bruxos com o foco no tradicional, o culto aos santos deveria ficar na Igreja Católica, e se hoje a Stregharia, por exemplo, não tiver o cuidado de conservação, de fazer esse recuo em essência, de realmente manter suas crenças campesinas ela corre o grande risco de se tornar o mesmo processo de extinção que temos com nossas benzedeiras, ser apenas uma expressão católica sem muita relevância, uma sombra do que foi um dia dentro do paganismo, da ancestral religiosidade da Bruxaria na Itália.



Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Tradições e Folclore

 
Folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições, e festas populares transmitidos por imitação e via oral de geração em geração.

Todos os povos possuem suas tradições, crendices e supertições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios e canções.
 
O termo folclore aparece pela primeira vez cunhado por Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Johh Thoms - em uma carta endereçada à revista The athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa FOLK e LORE (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo. Esse termo passou a ser utilizado então para se referir as tradições,costumes e supertições das classes populares. Posteriormente, o termo passa a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao folclore o status de hístoria não escrita de um povo. À medida que a ciência e a tecnologia se desenvolveram, todas essas tradições passaram a ser consideradas frutos da ignorância popular.Entretanto, o estudo do folclore é fundamental de modo a caracterizar a formação cultural de um povo e seu passado, além de detectar a cultura popular vigente, pois o fato folclórico é influenciado por sua época.
 
No século XIX , a pesquisa folclórica se espalha por toda a Europa, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao modo de vida urbano. O folclore passa então a ser usado como principal elemento nas obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos.

CARACTERÍSTICAS DO FATO FOLCLÓRICO:
Para se determinar se um acontecimento é folclórico, ele deve apresentar as seguintes características:
TRADICIONALIDADE: vem se transmitindo geracionalmente.
ORALIDADE: é transmitido pela palavra falada.
ANONIMATO: não tem autoria.
FUNCIONALIDADE: existe uma razão para o fato acontecer.
ACEITAÇÃO COLETIVA: há uma identificação de todos com o fato.
VULGARIDADE: acontece nas classes populares e não há apropriação pelas elites.
ESPONTANEIDADE: não pode ser oficial nem institucionalizado.

ENLOGAÇÃO FOLCLÓRICA:
música, danças e festas, linguagem, usos e costumes, brinquedos e brincadeiras, lendas, mitos e contos, crenças e supertições, arte e artesanato.
 
 
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A Carta do Folclore Brasileiro, em sintonia com as definições da UNESCO, declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação.
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Cordialmente,
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - CONTOS DE MAGIA POPULAR

Repassamos um conto interessante sobre as crenças populares da bruxaria e suas tradicionalidades.

"E mesmo havendo um adivinho conhecido em sua aldeia, ele não precaveu a sensibilidade que havia da caçula e nem mesmo o padre e seus batismos a fizeram cristã em essência, ela sim era pagã em alma, mesmo com as roupas, véus e crucifixo, não havia nada que rompesse o seu aprendizado familiar, ela conheceu o aprendizado e o trabalho de erveira das mulheres de sua família e não apenas isso, tinha o dom da "simpatia" em suas preces a natureza, rezava aos mentores de onde morava e tinha a capacidade de entrar nos sonhos das pessoas e cura-las de malefícios, este poder também fazia a se conhecer mais e mais tal como descobrir os desejos, medos mais íntimos daqueles que a consultavam, era conhecedora da natureza de tudo e de todos."

As estórias envolvendo a magia popular se tornaram tão escassas e cada dia mais se extingue em meio aos nossos dias, mas que ainda se encontra em terras afastadas do velho continente europeu, estórias estas guardadas e contadas por nossos avós e familiares, encontradas nos povoados, aldeias e nas crenças populares para aqueles a quem o futuro não avança como um trator destruidor de tudo que vive e respira e que esta para além do "outro lado da montanha", mas que contêm em si os conhecimentos e o saber de sempre. E esta ainda em nossa busca e trabalho como estudiosos dessas crenças e pelas quais tentamos preservar é que incentivamos os trabalhos dado a tradicionalistas sérios e de boa vontade.

Cordialmente,

terça-feira, 12 de abril de 2011

Crenças Nativas- Povo Sábio - Magia Européia


Fazendo algumas pesquisas, achamos um texto bem interessante sobre práticas mágicas na Europa, segue abaixo o texto.

Cunning Folk seria algo como povo astuto ou hábil, que numa interpretação seria dito como gente sábia, algo muito próxima à base da Bruxaria Tradicional de raiz ou campesina.

O termo direciona a pessoas ligadas a práticas magistas populares entre o século XV até o começo do século XX.

Em Portugal e Espanha são conhecidos como benzedeiras e curandeiros. Temos autores como Willem de Blécourt, Katherine Briggs e Owen Davies têm focado seus estudos nas práticas e crenças populares, divulgadas e aceitas por historiadores e folcloristas.

Na Escandinávia e Suécia eram conhecidos por serem pessoas mais idosas geralmente membros da comunidade, que atuavam com fitoterapias, medicina alternativa, parteiras e utilizavam de magia popular tal conhecemos como simpatias e o uso de rezas e rimas mágicas.

Tal como em 1600 com os julgamentos por bruxaria, hoje ainda encontramos julgamentos e preconceito dessas técnicas, julgadas como superstições ou charlatanismo. Citamos Brita Biörn de Gotland, disse no tribunal que aprendeu a curar os doentes, quando ela passou algum tempo no submundo , e ela foi condenada à prisão de 1722 e 1737. Apensar da punição de "curandeiros" na Suécia só parecia ter o efeito oposto; cada vez mais pessoas buscam desta medicina popular e mágica.

Existem muitos exemplos conhecidos de "curandeiros", muito além de suas fronteiras regionais de atuação, como Ingeborg de Mjärhult em 1700 e Kisamor e Gota-Lena 1800, na Noruega, algumas mulheres como Sæther Mor (1793-1851), Anna Brandfjeld (1810-1905) e Valborg Valland (1821-1903) alcançaram fama nacional.

No século 19 na Noruega tinham pelo menos um curandeiro por região, tal era a credibilidade nas crenças tradicionais nativas, porém os conhecimentos das mesmas entraram em declínio devido a fatores diversos da sociedade, que vão da falta de pessoas interessadas até a globalização e erradicação cultural/ folclórica.

Na Grã-Bretanha o termo "sábio" ou "esperto" é muito utilizado no sul da Inglaterra, como no País de Gales, outros nomes que são usados em língua nativa são "hysbys dyn" (galês) e "Pellars" (Cornualha) alguns etimologistas mencionam a origem em "expellers", referindo-se à prática de banimento de espíritos malignos.

Algumas práticas magistas e encantos nasceram do politeísmo anglo-saxão e continuaram a serem usadas mesmo após o período de cristianização.

A Lei de Bruxaria em 1542, promulgada sob o reinado de Henrique VIII, que visava tanto bruxas e curandeiros, e que previa a pena de morte para crimes como o uso de invocações e conjurações foi revogada em 1547 aproximadamente, sob o reinado do filho de Henry Edward VI e novamente restabelecida sob Elizabeth I. Em 1563, após a devolução do poder aos anglicanos, um projeto de lei foi aprovado pelo parlamento projetado para ilegalizar "Conjurações, Encantos e BruxariaS", mais uma vez sendo destinadas a ambos os supostos feiticeiros e curandeiros, entretanto esta lei não foi tão dura como a sua antecessora, com a pena de morte.

Com o declínio da caça às bruxas no final do século XVII, em parte devido ao Iluminismo, entra uma nova lei em 1736, diferentemente da legislação anterior, esta não aceitava a existência da magia, e tomou a opinião de que nunca houvera qualquer bruxas retratando como práticas fraudulentas expressamente concebidos para enganar os crédulos a fim de ganhar dinheiro com eles.

Já na Itália estas crenças tradicionais variam de região para região, utilizando nomes que incluem praticos (sábios), guaritori (curandeiros), fattucchiere (bruxas), donne che aiutano (mulheres que ajudam) e mago maga, ou maghiardzha (feiticeiros) e Streghe (bruxas).

A crença folclórica italiana sobrevive até hoje, assim relata a socióloga Sabina Magliocco.

Como no resto da Europa, o principal papel destas pessoas é ligada à cura, tanto através do uso de ervas como também da cura espiritual.

Estas antigas crenças continuam a prevalecer dentro do Catolicismo Romano, que é evidente a partir do uso de amuletos e orações que, muitas vezes apelar à ajuda dos santos.

As ferramentas mágicas geralmente incluem cordas ou cordões para amarrar, facas ou tesouras para cortar a doença, e os espelhos e as armas para refletir ou afastar os espíritos malévolos.

Cordialmente
Conselho de Bruxaria Tradicional