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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Novas Inscrições: Círculo Mágico da Clán Dragones

SAUDAÇÕES!!! 

O Círculo Mágico da Clán Dragones, fundado em 1999 em SP, o mais antigo e atuante grupo dedicado aos estudos e práticas da Bruxaria Tradicional na Linha Celta Ibérica, abre suas inscrições para membros.
As atividades são estudos online e as práticas ficam em Juquitiba/ SP sede do Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil e também a Instituição Árvore Sagrada.

INSCRIÇÃO:
- Critérios:
+ Ser pagão ou simpatizante
+ Maior de 18 anos
+ Interessado nesta linha em específico (não é Wicca)
+ E tiver recursos para custear seu aprendizado = 100 reais o TRIMESTRE.

Abraços Fraternos!

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

INICIAÇÃO NA BRUXARIA TRADICIONAL







Depois de décadas de discussões intermináveis sobre o assunto, Ricardo DRaco, fundador e conselheiro do Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil, escreve, conforme a visão tradicionalista, o que é uma iniciação bruxa e revela pontos interessantes para desmistificar a sociedade ocultista sobre o tema.

Vejam o artigo em seu blog:
http://ricardo-draco.blogspot.com.br/2014/02/iniciacao-na-bruxaria-tradicional-por.html



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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

BRUXARIA - Doces e Travessuras? E o Halloween

O Conselho de Bruxaria Tradicional contribui para sociedade divulgando matérias de esclarecimento sobre nossa religiosidade, desta vez o assunto é com relação a Festa Folclórica Americana chamada de Halloween, veja a pauta do Jornal A TARDE sobre o tema!

Parabéns a jornalista Paula Morais, os historiadores, folcloristas e membros do CBT pela matéria.







quinta-feira, 11 de julho de 2013

BRUXAS e CELTAS – Desvendando o Facebookanismo



“Havia um tempo em que nós nos reuníamos a céu aberto, nas quintas, nas praias, nos bosques. Cada um trazia sua bebida e alimento. Trocávamos experiências, conhecimento, dançávamos e ouvíamos os Bardos. Ouvíamos os anciões também, com suas longas historias sobre as tribos e seus rituais. Ai veio Roma e tudo mudou. A mesma Roma que abraçou o Cristianismo por lucro e política, que nos perseguiu e matou. Séculos mais tarde, Roma retorna. Justamente no momento que achávamos que estávamos livres, Roma retorna com nosso nome e nossa bandeira. E exige seu tributo, disfarçado em ajuda de custo, aluguel, sítios, cursos...mas sempre a mesma águia vermelha. Nestas horas, olho para uma das faces da grande mãe e fico muito feliz por saber seu significado.” Autor: Perfil Falso do Facebook

Esta é uma visão romantizada de como era o mundo perfeito e uma critica ao modelo de sociedade que temos hoje, também é o entendimento da maioria das pessoas que provavelmente não tiveram uma instrução mais erudita nas questões históricas e utilizam da literatura mística para se iludirem um pouco mais sobre a realidade dos povos antigos ao qual é recheada de lutas e poucos indivíduos chegavam a se tornarem anciões!

Vamos começar a esclarecer alguns pontos, então tirem as crianças do computador, pois não serei eu que quero desfazer a ilusão delas, sobre as fábulas e o encanto das estórias, mas quando entramos na fase adulta saber o que é real do que é ilusão é necessário, contudo também não tenho a arrogância de tentar mostrar aos cegos outros pontos de vista e assim basta que cada um busque obter mais conhecimento para sua jornada.

Vamos a primeira quebra de dogma, nem todos os bruxos descendiam de celtas e nem todo aquele que desenvolvia uma aptidão a magia era bruxo. Os celtas tinham o Druidismo como religião e os druidas não eram bruxos! Então quem eram os bruxos?

Aqui temos duas teses muito interessantes, uma etimológica ao qual liga os primeiros indícios do nome a península ibérica, sendo assim, seria uma religião ou expressão religiosa ao qual exercia uma crença campesina, voltada ao culto da natureza e de base politeísta. A segunda tese, advém de um conceito base comparativo de religiosidade para toda a região conhecida como Europa, fruto das diversas estórias e mitos que a princípio ligava o bruxo as questões do trato religioso nos vilarejos e a prática de culto ancestral, nativo e politeísta, como era em sua maioria na idade antiga nesta região.

Os bruxos se reuniam a noite e ritualizavam? Muito do que temos hoje é uma visão romantizada da idade média, aos quais os bruxos se reuniam no sabath negro e praticavam orgias e dançavam com o diabo manuseando feitiços e realizando sacrifícios, esta visão fantasiosa eram, em sua maioria, vindos dos tribunais da Santa Inquisição, relatos baseados em torturas, fora este contexto também temos os relatos romanos com a visão do conquistador que misturava fatos com visões muito pessoais e até fictícias para tornar a literatura mais emocionante! (Na opinião de quem escreve).

Então se reunir é uma prática comum até hoje, até uns 60 anos atrás, quando ainda não existia televisão, muitas pessoas se reunião após o trabalho, sentavam suas cadeirinhas e banquinhos na calçada e ficavam ali contando coisas do cotidiano, histórias e algumas até poderiam socializar com seus quitutes... e olha! Ninguém se dizia celta, ninguém incendiava ruas e bancava o palhaço fazendo um ritual, pelo menos não sem estar bem calibrado na bebida alcoólica!


Será que foi Roma que mudou as coisas? Ah coitado dos romanos! Se eles soubessem o quanto são odiados pelos reconstrucionistas celtas juvenis! Estava pensando nisso um dia quando postei um material arqueológico de base pagã.... e pensar que os romanos invadiram a Península Ibérica e lá também construíram os seus lares, e levaram a sua cultura, a sua tecnologia, fizeram aquedutos para tudo quanto é canto, levando água para as cidades e que nós que nos dizemos descendente de celtas e que com certeza também devemos ter um pezinho lá em Roma, pois quem conhece a história da Europa sabe que houveram muitas miscigenações, que povos eram inimigos e depois ficavam amigos e depois brigavam e depois se uniam, que comercializavam entre eles... puxa! Difícil tomar partido e saber quem era vítima e quem era o vilão....

E hoje se exige tributo! E ainda bem, pois antes o pessoal pilhava mesmo, violentava e matava sem dó, mas alguém poderia dizer... "ah mas existia liberdade!" Pode ser... mas o sistema monetário deu certo e todo mundo aderiu, deu tão certo que até hoje recebemos, graças aos deuses em dinheiro e não mais com escambo, imaginou ter que levar todo dia um porco, um carneiro e um carrinho de repolho para casa?

Ah sim... temos leis, imagina se todo maluco tivesse a liberdade de fazer sua fogueirinha no mato o quanto de incêndio teríamos? E toda a lenha queimada, e os efeitos do CO2 em nossa atmosfera, e tudo isso pela liberdade do sujeito que quer viver na era antiga!

E claro o protesto comercial! Pois tem gente que cobra para ensinar! É religião? Então não pode! Se fosse qualquer coisa daí poderia.... Isso me faz lembrar em qual religião não pede sua contribuição, qual que vive iluminada por Deus ou Deuses e que faça os credores esquecerem de quem deve! Puxa seria tão bom que o cara da água, da luz, do governo, do incenso, das flores não cobrasse! E imagine você trabalhando de graça e no final feliz, pois você não precisa de nada do mundo real, apenas de sonho! Não é lindo e não lembra aquelas fábulas do “viveram felizes para sempre”, saibam que até os druidas cobravam, tanto que não era qualquer um que poderia ser aprendiz, geralmente eram pessoas privilegiadas dentro da sociedade celta.

É.... eu sei, hoje existem exploradores da fé, imagina pedir contribuição pelo sagrado? Para que custear um professor? Eu sou auto-ditada, aprendo sozinho, afinal tem internet, né? Ninguém precisa gastar com livros...

Hoje me perguntaram o que eu era, fiquei pensando em como dizer de um modo que fosse natural, mas 
quando se fala bruxo tenho receio de ser comparado com esse povo muito “místico” que tem por ai do mesmo modo que quero passar longe da visão de satanista e pessoa que faz “magia negra” e dança com o diabo, repensei na visão distorcida do que as pessoas entendem por sacerdote e mestre e fechei a questão com um simples professor de uma matéria teológica e que faz vivências para que as pessoas possam se conhecer melhor e me senti bem com esse rótulo.

Sim.. hoje existe workshop, cursos virtuais, rituais de faz de conta, existem diversas opções que vão de encontro a sua busca por profundidade. E custa? Custa pakas! Custa sangue, suor e lágrimas e fique despreocupado, pois a questão financeira vai ser a última que você vai pensar!

Ah mas o senhor defende quem cobra e portanto é um picareta! Bom.... o que dizer? Se picareta for àquela ferramenta que os presos usam para quebrar pedras eu me sinto feliz em ser pelo menos útil, então mil vezes picareta do que privada!

Abraços Fraternos,




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Visões Bruxas sobre o Samhain de 2013 part 3


Nós da CLÁN sempre nos direcionamos para a busca da sabedoria e do êxtase da vida, contudo nesse ritual ficou firmado dois tipos de trabalhos importantes e que antes nunca houve a necessidade e intenção de realizá-los, sendo assim abrimos a frente de trabalhos de cura, bem como de trabalhos de banimento, não que eles já não existissem, mas consideramos um tempo oficial em nossas atividades neste plano.

Mais um giro na roda e lá a girar em frente à fogueira, os pés subiam sobre o ar e levitavam e os elementais da fogueira faziam desenhos de animais a dançar em coro sob o céu estrelado, ao som do ranger dos galhos e do bater de folhas, os iniciados em pleno êxtase de olhos fechados sentiam leves e cambaleavam pelo girar das eras em minutos e assim retornamos a nossa casa e colocamos lenha na lareira, e lá estava a mesa dos ancestrais, fizemos nossas preces com respeito, um a um e cada um com seus pensamentos e lá ficamos em um trabalho fortíssimo em pleno êxtase.



Onde tu esta madre Ayahuasca?

Tomei minha dose de uma ayahuasca doce e desmerecida por um bode tolo, ah como tu minha senhora é doce e esquenta ao tocar meus lábios perdidos no além deste pequeno e ínfimo mundo, no começo não a senti, não me importei, pois como sempre meus olhares estavam sobre o funcionamento do ritual, mas em um estralar de dedos tive a surpresa da doce voz que ha tempos tinha me dito que eu sabia demais e por isso não mais teria nada a me falar, ah saudades me vieram daquele encontro, me sentei sobre os pés da bondosa senhora e lá acariciado por suas folhas fiquei a sentir sua familiar energia que me dizia grandes alegrias, dessa vez eu tinha dúvidas as quais ela respondeu carinhosamente me deixando feliz e em paz, ah sim tinha limpeza, ah como escolhi mal minhas companhias, ah como triste eu estava, mas passou, passou pois joguei para fora como um gato o faz com as bolas de pêlo, as joga para fora e isto me deu um sublime alívio.

Por que você se preocupa tanto? Assim ela me dizia: - Tudo tem de ser como realmente é, e cada um tem que ser o que é, palavras doces e de grande ensinamento, tirei um peso das costas e minha alma ficou tão mais leve, deixe os ignorantes com sua ignorância e entenda que o mundo dos humanos é desconectado, é um mundo surdo cheio de “eus”, você duvida?

Eu sorri e disse que sim, que de forma descontraída dizia que não era bem assim e ela me disse então VEJA! Pedi para um rapaz do grupo se aproximar da lareira, ele olhou para mim meio como senão me enxergasse e foi para o fundo da sala e se acomodou ao seu gosto, é claro... que uma pessoa esperançosa na humanidade ainda coloquei mais uma prova e uma senhora do meu grupo estava lá inconformada com as brasas que pularam da lareira e estavam no chão, eu dizia a ela... – Não precisa pegar, deixa... a senhora vai se machucar. Ela olhou para mim e disse: Não vou não, eu tenho certeza que não vou me queimar.
E a querida senhora das folhas olhou para mim e eu a olhei e rimos... é verdade, tudo o que faço ou peço não tem importância, cada qual esta em seu mundo, diante de suas necessidades, de suas visões, eu só estou aqui de passagem e agradeço por isso.

Depois de um tempo uma peregrina sentou-se ao meu lado, sofrendo diante do poder da batida dos tambores da alma, ah como estava frio, eu lembro! Geava na alma, e ela tremia a me lado, a tranquilizei, mas o racional, ah sempre o racional a nos pregar tantas peças e a nos promover tantas dúvidas, seria tão mais fácil fluir nesse amor em ondas tranquilas desta nossa viagem chamada vida, eu sabia todos os passos daquela dança, dos questionamentos passados na mente dela, das inquietações, das debilidades e limitações do corpo, um passo igual a um quilometro, eu entendo e tentei ajudar, quando a mão da rainha se colocou ao meu ombro e disse fique, cada um com seu crescimento, e lá fiquei tal como um advogado a tentar ajudar ao próximo, mas aquele era o meu momento e como é bom ser cuidado de vez em quando!

Sentei no sofazinho e lá fiquei e.... amanhã te conto mais! (Parte Final).

quinta-feira, 13 de junho de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Falando sério sobre Pluralidade Religiosa



Na semana passada um aprendiz me ligou indignado diante de um artigo que, segundo ele, defendia, de modo desconcertante e confuso, uma declaração mesclando Respeito à Religião com Direito de Crença Eclética ou “Universalista” termos mais comuns para segmentos de base esotérica.

Eu disse a ele, onde tinha visto o tal artigo, e ele disse no Facebook! A segunda pergunta foi se havia alguma imagem bonita na divulgação, e ele me disse que sim! Então conclui o óbvio, as pessoas curtiram a imagem e nem leram o artigo. O mundo esta se acostumando com a mensagem rápida, a mensagem visual, provavelmente exista uma diferença gritante entre ler o artigo e curtir/ compartilhar a imagem, quem é leigo e sem base teológica não entenderia esta questão e muito menos os danos que uma “misturancia” causam ao trabalho de conservação e respeito a cultura nativa das religiões, como é possível buscar TOLERÂNCIA RELIGIOSA, se as pessoas que apoiam este movimento, desrespeitam a INSTITUIÇÃO RELIGIOSA em favor de suas CRENÇAS PESSOAIS?

Hoje o termo Bruxaria virou muitas coisas, algumas indefinidas e absurdas e devemos respeitar a todas as pessoas, não simplesmente por que elas acreditam em coisas diferentes, mas dentro de um sentido mais profundo, devemos respeitar a vida das pessoas, por mais que não concordemos com elas, não precisamos ser inimigos, bem como também, não é obrigação RECONHECER como igual frente a nossa RELIGIÃO, somos todos irmãos de uma grande espiritualidade, é verdade, contudo não somos fraternos de um mesmo caminho religioso.

O Brasil é um país eclético? Eu diria que o Brasil é um local onde temos diversas religiões, onde existe certa liberdade, mas dizer que no Brasil reina o ECLETISMO RELIGIOSO, seria um passo muito largo, se assim o fosse, não haveria tantas bandeiras defendendo a RELIGIÃO em específico e sim o DIREITO de Liberdade de Crença, o que já é previsto pela constituição federal. O que lutamos aqui é por igualdade de direitos religiosos, ou seja, benefícios comparativos a outras religiões aceitas naturalmente pela nossa sociedade, uma contribuição previdenciária, por exemplo, a um sacerdote de fundamento pagão ou neo-pagão de igual forma que é cedido a um sacerdote de fundamento cristão.


No mais, tranquilizo a todos, que mesmo seguindo uma linha TRADICIONALISTA, digo que acho bonitinho as pessoas se chamarem de “bruxinhas”, de ver movimentos com plaquinhas afirmando ser bruxo, pagão e até fada, isto enriquece o nosso folclore, é um contexto lúdico que nos traz leveza frente à visão radical cristã com relação a sermos destruidores de vidas e fazermos mal as pessoas.

O que devemos compreender esta além da questão de tolerância da convivência religiosa, mas sim de respeito de forma geral! Pessoas, costumes, visões, objetos sagrados, e com isso as questões do direito à preservação das religiões, a conservação de valores e costumes, a identidade cultural, os ensinamentos, a pureza de rito, e assim por diante.

Um grande abraço,

Ricardo DRaco













terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BRUXARIA TRADICIONAL: O Pentagrama

Atualmente reconhecido como um simbolo ou um aparato que serve para dar estilo a mundo bruxesco, saiba que nem sempre foi assim! Antes da Era Moderna, mais especificamente, antes da década de 50, o pentagrama era pouco conhecido dentro do mundo leigo, e um objeto comum entre outros símbolos representativos da magia, contudo devemos levar em consideração que uma ordem em específico tinha esse simbolo com grande relevância, citamos aqui a Irmandade Pitagórica que faz referência clara ao filósofo grego Pitágoras (582 a.C.). 

Segue um resumo interessante sobre o Pentagrama e Pitágoras.


Em Crotona ele se tornou o centro de uma organização, largamente difundida, que era, em sua origem, uma irmandade ou uma associação voltada muito mais para a reforma moral da sociedade do que uma escola de filosofia. Embora o seu objetivo inicial tenha sido muito mais fundar uma ordem religiosa do que um partido político, a Escola de Pitágoras apoiou ativamente os governos aristocratas. 

A ESCOLA PITAGÓRICA
Parece que, por volta da metade do séc. V a.C., houve uma divisão, de um lado, estavam os “matemáticos”, que estavam interessados nos estudos científicos, especialmente em matemática e na teoria musical; de outro lado estavam os membros mais conservadores da Escola, que se concentravam nos conceitos morais e religiosos, e que eram chamados de akousmatikoi (plural de akousmata, os adeptos das tradições orais). Estes elementos – religiosos e científicos – estavam já presentes nos ensinamentos de Pitágoras.

As doutrinas ensinadas por Pitágoras são as seguintes:
1. - A existência da alma, acreditava na transmigração das almas dos indivíduos, mesmo entre diferentes espécies. Esta transmigração poderia ocorrer em seres mais ou menos evoluídos. Se um indivíduo tivesse uma vida virtuosa, o seu espírito poderia inclusive se libertar da carne, isto é, deixaria de reencarnar.

2. - Levar uma vida virtuosa consistia em obedecer a certos preceitos, muitos deles vistos hoje como tabus primitivos, como, por exemplo, não comer feijão ou não remexer no fogo com um pedaço de ferro. Estritamente morais eram as três perguntas que cada um devia se fazer ao final do dia, e que eram: Em que é que eu falhei hoje? O que de bom eu deveria ter feito hoje? O que é que eu não fiz hoje e deveria ter feito? Um dos principais meios externos que ajudavam a purificar o espírito era a música.

3. - A fascinação da Escola pelos números deve-se ao seu fundador. A maior descoberta de Pitágoras foi a dependência dos intervalos musicais de certas razões aritméticas existentes entre cordas de comprimentos diferentes, igualmente esticadas. Por exemplo, uma corda com o dobro do comprimento de outra emite a mesma nota musical, mas uma oitava acima, isto é, mais aguda.
Tal fato contribuiu decisivamente para cristalizar a idéia de que “todas as coisas são números, ou podem ser representadas por números”. Este princípio foi a pedra de toque da filosofia de Pitágoras. Em sua obra Metafísica, Aristóteles afirma que os números representavam na filosofia de Pitágoras o que os quatro elementos – Terra/Ar/Fogo/Água representaram no simbolismo de outros sistemas religiosos. De acordo com este princípio, todo o universo poderia ser reduzido a uma ”escala musical e a um número”. Assim, coisas como a razão, a justiça e o casamento, poderiam ser identificadas com diferentes números. Os próprios números, sendo ímpares e pares, ou limitados e ilimitados, de acordo com Aristóteles, se constituíam na primeira definição das noções de forma e de matéria. 

Os números um e dois encabeçavam a lista dos dez primeiros pares de opostos fundamentais, dos quais os oito pares seguintes eram “um” e “muitos”, “direita e esquerda”, “masculino e feminino”, “repouso e movimento”, “reto e curvo”, “luz e escuridão”, “bom e mau” e “quadrado e oblongo”. Esta era a filosofia do dualismo metafísico e moral, através da qual se chegou ao princípio que via o universo como a harmonia dos opostos, no qual “o um” gerou toda a serie de números existentes.

Também formularam a teoria das proporções e descobriram as médias aritmética, geométrica e harmônica. Foi ainda Pitágoras quem descobriu a construção geométrica dos cinco sólidos regulares, isto é, o tetraedro ou pirâmide de quatro lados, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. A construção do dodecaedro requer a construção de um pentágono regular, também conhecida dos Pitagóricos, que usavam o Pentagrama ou Estrela Pentagonal ou Flamígera, como símbolo de reconhecimento entre os seus membros. 


BIBLIOGRAFIA
Pitágoras – Amante da Sabedoria - Ward Rutherford - Editora Mercúrio - São Paulo
Pitágoras – Uma Vida - Peter Gorman - Editora Pensamento - São Paulo
A Doutrina Secreta -Volumes II e V - H.P.Blavatsky - Editora Pensamento - São Paulo
Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia – Nicola Aslan – Artenova - Rio
A Simbólica Maçônica - Jules Boucher - Editora Pensamento - São Paulo
Maçonnerie Occulte et L’Initiation Hermétique – J.M.Ragon - Cahiers Astrologiques - Paris 
Diálogos - Platão - Abril Cultural - São Paulo
Autor: ANTÓNIO ROCHA FADISTA




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bruxaria - uma árvore com muitos frutos

Bruxaria - uma árvore com muitos frutos
Por Og Sperle (Conselheiro da UWB e parceiro do CBT)

Muito se tem falado sobre Bruxaria Tradicional e Bruxaria Moderna, ecletismo ou tradicionalismo, conservadorismo ou modernismo... Ismo para cá e ismo para lá.

Pode até ser uma questão de interpretação, mas só para exemplificar, vamos utilizar a palavra homossexualismo, que para alguns é pejorativa, pelo fato de entenderem que o uso do sufixo “ismo” designa doenças. Contudo, muitas outras palavras utilizam o referido sufixo, tais como: realismo, budismo, heroísmo, neologismo, enfim... Assim como algumas terminologias científicas também, como: daltonismo, reumatismo e outras.
De acordo com o dicionário, “ismo” é um sufixo de origem grega e indica origem, crença, escola, sistema, conformação. Ou seja, palavras com essa terminação indicam que uma ideologia é seguida, que existe algo consolidado como regra ou, pelo menos, que se acredita ser uma regra. Assim temos o positivismo, catolicismo, presidencialismo, helenismo, jornalismo, etc..

E porque toquei neste assunto, já que estamos falando de Bruxaria Tradicional e Bruxaria Moderna? Pelo simples fato de estarmos falando sobre terminologia ou interpretação da mesma.

Segundo a antropóloga inglesa Margaret Murray, a bruxaria seria resíduo de uma religião pré-histórica, um culto da fertilidade que sobreviveu à cristianização, sobretudo no meio rural e nas populações descendentes de raças submetidas, como os celtas, o que explica a forte divulgação do culto nas ilhas britânicas. O culto teria sido ressuscitado sobretudo em tempos de enfraquecimento da igreja, como aconteceu no período da Reforma, nos séculos XVI e XVII.

A palavra bruxaria, segundo o uso corrente da Língua Portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção que ultrapassa os conceitos "morais" da época. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria.

Por se tratar de algo conceitual, há uma grande confusão acerca do que é bruxaria ou quem pode se considerar um bruxo ou uma bruxa. Contudo, percebemos que em diversas culturas e religiões de origem antiga, encontramos o termo bruxo, bruxa, feiticeira e feiticeiro, assim como bruxaria e feitiçaria.

Vejo a bruxaria como uma árvore frondosa, que possui suas raízes em tempos onde o tempo não era contado, a vida era vivida e a natureza era sagrada. Esta árvore deu origem a vários frutos, alguns não vingaram e apodreceram e outros vingaram. Destes, uns foram retirados antes de amadurecerem e outros foram retirados na época certa de sua colheita.

E a questão de que uma coisa atual não é ou não pode ser tradicional, eu digo que, tradição é um conjunto de costumes e crenças que remonta tempos antigos, praticados por nossos antepassados e transmitidos de geração em geração com o objetivo de serem preservados. Variam da cultura de cada povo e região e fazem parte de um contexto histórico-temporal, onde são aceitos e praticados pelo senso comum da sociedade. Fazem parte das tradições: lendas, mitos, práticas religiosas, danças, músicas, vestimentas, pratos típicos, brinquedos, jogos, artesanatos, decorações, histórias, valores e comportamentos. Tais conhecimentos são transmitidos de forma oral e/ou escrita.

FONTE: http://uniaowiccadobrasil.com.br/imprensa/artigos/406-bruxaria-uma-arvore-com-muitos-frutos

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cultos Pré-Cristãos e a Bruxaria Tradicional

Cultos Pré-Cristãos e a Bruxaria Tradicional
Um tema polêmico que se mistura a credibilidade, fatos históricos e entendimento teologico. Podemos criar diversas teses sobre o tema, entretanto a origem da Bruxaria é de comum senso a qualquer estudioso dedicado a estas crenças.
Para praticantes que buscam a preservação e também realizam trabalhos envolvendo matérias acadêmicas como história, antropologia, arqueologia entre outras fica claro o foco sobre a visão tradicionalista, no entendimento da origem dos cultos, ou seja, seguem pela Bruxaria Tradicional e não tentam a modernizá-la ou distorcê-la.
A busca pelas origens e a conservação destas práticas é uma das grandes “chaves” que muitos dizem ter conhecimento, mas diferente do discurso, seus atos revelam apenas a sua orientação modernista e por assim dizer eclética, colocando conceitos que nunca existiram na Bruxaria Familiar/ hereditária tal como nunca estariam presentes na Bruxaria de base Tradicional, algumas delas de caráter luciferiano que estariam muito melhores conceituadas no próprio Satanismo e não na Bruxaria.
Para quem segue a linha de crença nativa e tradicional entendem que estas crenças antigas adentraram em outros períodos da história, porém sem nunca perder a sua essência, mesmo diante da grande influência cristã na Europa, elas continuam lá embaixo do verniz dos tempos e das influências, porém para o sábio peregrino é fácil a sua compreensão, sem deixar que estes resquícios se tornem uma nova visão.
É fato que muito se perdeu durante as diversas fases de nossa história pelos séculos, porém cabe a um coeso praticante de Bruxaria Tradicional preservar o que lhe chegou, todo o material advindo das famílias pagãs, das crenças hereditárias e repassá-las conforme fora feito de geração em geração. Quem não entende este princípio nunca foi um praticante deste caminho e provavelmente nunca se quer esteve presente em um círculo de Bruxos Tradicionais.
Temos visto muitos equívocos no uso do termo "Bruxaria Tradicional", alguns colocam em seus livros Modern Witchcraft e traduzem para Bruxaria Tradicional (?), inserem conceitos que nunca existiram e se existem são apenas uma criação da era moderna, uma mescla baseadas em magistas reconhecidos e que muitos nunca se auto proclamaram bruxos ou bruxos tradicionais.
Ao peregrino sincero desejamos que consiga ver além das aparências, temos visto diversos livros, algumas cópias de outros que dão sua opinião/ sugestão do que seria Bruxaria Tradicional e utilizam de forma pouco responsável causando um desserviço para aprendizes que buscam um caminho nativo, ancestral e tradicional.
O que cada vez mais percebemos é um novo caminho chamado de Modern Witchcraft uma tentativa de desvincular o conceito "bruxaria moderna" da própria Wicca, uma visão moderna da feitiçaria que traz em sua origem não a bruxaria e nem mesmo a sua forma tradicionalista e sim os princípios modernos já apresentados pela religião Wicca.

Cordialmente,


quarta-feira, 6 de julho de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Quem Manda? Cadê o Papa?


Nesta semana conversando com algumas pessoas interessadas em Bruxaria Tradicional, veio um questionamento - Quem criou a Bruxaria Tradicional? Existe alguma espécie de "Papa"?

Eu e alguns bruxos tradicionais chegamos ao consenso que a Bruxaria Tradicional veio se constituindo ao longo do tempo, na medida em que grupos familiares foram criando estruturas mais organizadas, isto pode ter acontecido em diversos momentos da história, entretanto a base do conhecimento são o agregado familiar dentro do paganismo.

Não existe um criador da Bruxaria Tradicional, existem expoentes que se manifestam conforme suas percepções e pode ser que estas percepções sejam antagônicas a muitas linhagens tradicionalistas, um bom exemplo é dar sua opinião em depreciar cultos campesinos, ou seja, a base primordial de crença do mundo tradicional (?).

Existem pessoas que se moldam a estas visões individuais, intimas e acreditam que lendo e conduzindo suas vidas por elas, se tornam bruxos tradicionais, e passam a criticar e se imporem de maneira pouco amistosa. Por estas questões devemos dizer, sigo Bruxaria Tradicional na linha de X, Y ou Z.

Por exemplo, Bruxaria Tradicional Gaélica, linha Celta, origem? Irlanda, esta é a linha étnica, a raiz, a ancestralidade e esta visão é fonte de um culto/ conhecimento tradicional, é diferente do conceito da era moderna Bruxaria Tradicional da "Adidas", qual a origem da "Adidas"? Qual o povo da "Adidas", a fonte de aprendizado da "Adidas"? Ou seja, não esta explícito, cabe entendendimento, que a Tradição Adidas é alemã, vem da cidade de Herzogenaurach, nasceu em 1920, que o seu fundador foi Adolf Andi Dassler, etc... Cabe ao peregrino questionar o seu caminho/ clã.

Sobre Robert Cochrane

Algumas pessoas me perguntam se tenho algo contra o Robert Cochrane? Não tenho nada contra, ele coloca sua visão de Traditional Craft com base nos seus ensinamentos da Wicca Gardneriana, e depois na oposição a Gerald Gardner em que sabemos existir algumas cartas e utilizando de críticas, algumas ofensivas. Criou o seu sistema baseado em crenças tradicionais, seja cigana, seja campesina, entre outras o que pouco difere da visão do seu iniciador Gardner, entretanto encontramos também elementos judaico/ cristãos, visto que essa formulação foi feita já na era moderna, e tal como algumas sociedades ocultistas, gostam de levar seus ensinamentos ao vínculo com a antiguidade. E recebeu diversas críticas de Ronald Hutton da Universidade de Bristol (Reino Unido).

Sobre as Obras e Temas Religiosos

Acredito que o grande problema da escrita esta em gerar duplicidades e visões que por vezes não correspondem ao que o autor tenta expressar, uma vírgula já promove uma grande polêmica, por esta e por outras que escrever em parábolas, ao meu modo de entender, gera mais confusão e distorção do que promove o conhecimento para àqueles que são tidos como "escolhidos e sábios".

Outro grande problema é que alguns autores morrem jovens e suas obras não podem ser melhoradas, ou atualizadas conforme o momento, algumas viram livros sagrados e consequentemente teremos um rebanho fundamentalista que se limita apenas ao que tem em mãos.

Sobre a Wicca.

Escrevendo para uma associação de Wiccanos, um aprendiz comentou da minha oposição a Wicca, devo dizer que não tenho nada contra a Wicca, tenho contra alguns wiccanos, principalmente àqueles que são iniciados na Wicca e se dizem igualmente Budistas, ou seja, quem é muitas coisas acaba não sendo nada!

Um outro exemplo que mostra bem a falta de coesão: O sacerdote é wiccano iniciado na linha gardeniana e também é bruxo tradicional da ordem iniciática de Tubal Caim, mesmo sabendo dos combates entre Gerald Gardner e Robert Cochrane. Isto é no mínimo antagônico, é o mesmo que ser católico protestante, mas como tenho dito cada um deve levar sua vida de forma mais tranqüila e coesa, eu não inicio wiccanos no meu grupo do mesmo modo que não inicio protestantes, a não ser que o sujeito queira realmente seguir por outro caminho, acho que esta atitude é coesa e a mesma é praticada a qualquer culto tradicionalista.

Crescimento da Bruxaria Tradicional

Temos visto algumas reclamações "ciumentas" que "agora tem muitos Bruxos Tradicionais", concordo! Em torno de duas décadas atrás veremos pouquíssimos textos, alguns meus, outros textos do Aengus - Bruxaria Tradicional Irlandesa, algumas traduções do Quíron, mas ao contrário do que alguns pensam, nós que somos conselheiros do CBT, não acreditamos em donos de caminhos religiosos, a Bruxaria Tradicional já existia bem antes de autores e praticantes deste século. Estamos aqui para dar oportunidade de mostrar um caminho e que este caminho seja seguido de forma respeitosa, verdadeira, sincera e cada um procure o local ou pessoa que se identifique.

Outro dia vi um dos diversos palpiteiros, dos muitos que existem, falar que condena o sistema de reconhecimento religioso, bom acho melhor o reconhecimento por base de crença do que ver gente se matando por uma guerra santa, sei disso, pois já fomos muito atacados, muitos destes cresceram lendo nossos textos! É a ironia da vida, mas como disse, na hora de falar com os deuses, o que vai valer é o que você tem na alma e não o que você carrega no ego.

Mais um artigo para se refletir!

Abraços Fraternos

Ricardo DRaco