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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Awen /l\


Awen

Awen é uma palavra galesa (do País de Galês), usada historicamente para descrever a inspiração divina presente na literatura dos bardos atribuída às vezes aos músicos e aos poetas. A primeira referência ao termo ocorre na literatura inglesa em Nennius' Historia Brittonum, um texto em latin datado em 796.

O substantivo feminino, Awen, foi traduzido como 'a inspiração', 'musa', ' gênios' ou transe poético.

'Awen' deriva-se da raiz indo-European * - uel, significando ' fundir ', é a mesma raiz que significa 'brisa de Awel ' da palavra vinda do Galês. Awen é a respiração da inspiração, do vento do espírito, ou da respiração do divino que dá a inspiração. Há uma palavra paralela a ' awen ' no irlandês, 'ai', significando também 'a inspiração poética' que se deriva da mesma raiz antiga.

veja: Jarman, A.o. H ' um guia da literatura Galêsa, Vol. 1, capítulo 1, por Lewis, para uma explanação fácil. também metricamente indo-European de Calvert-Watkins ' e verso em irlandês antigo', para complexo, ou Ford, p.k ' os poetas celtas: canções e contos da Irlanda e de Gales.

O termo é simbolizado por este emblema /|\

Muitos grupos modernos diferentes têm sua própria interpretação do Awen. As três linhas relacionam-se à terra, ao mar e ao ar; corpo, mente e espírito; ou amor, sabedoria e verdade. Diz-se também que o Awen não esta para ser simplesmente uma inspiração, mas para a inspiração da verdade; sem Awen não se pode proclamar a verdade. As três fundações de Awen são a compreensão da verdade, o amor da verdade, e manter da verdade. Os raios estão também para as letras de que todos os outros evoluíram: I, O, e U.

A.F (Abraços Fraternos)
DR (Ricardo DRaco)

terça-feira, 7 de junho de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Fluindo em Harmonia entre os Mundos

Ao cair do entardecer o fogo é acesso.

Lampejos de luzes resplandecentes que brilham no céu, irradiam os últimos raios solares do dia que se finda.

Seres feéricos se aproximam da hora mágica, num leve rodopiar sob um fino véu diáfano no ar.

Ventos gélidos da estação que nos enrijecem os ossos, anunciam o frio da alma que está por vir.

Começa a celebração aos ancestrais. A ancestralidade presente em nós através das três famílias: Deuses, antepassados e espíritos da natureza.

Os portais são abertos e os mundos outra vez se encontram.

Chegou o momento tão esperado... Os poderes do Outro Mundo nos são ofertados com a chegada da erva sagrada, um líquido viscoso que desce suave, tal como o vinho com um toque amargo no fim, suavizado juntamente com uma pequena uva, que acaricia o paladar.

Ao som envolvente de músicas que nos remetem à celticidade de nossas almas, uma orquestra de cores brilhantes sob as pupilas dilatadas, no recinto iluminado pelas chamas das velas.

Aromas que se misturam ao incenso dançam no ar, num vai e vem de seres que circulam através dos portais.

A voz se apresenta firme e cada participante ouve, nitidamente, seu anunciar breve, profundo e sincero. Sem rodeios, ela comanda por onde cada um deverá caminhar.
A limpeza também se processa naqueles que precisam, imediatamente, expurgar seus medos e suas angústias. Nada fica escondido.

O frio chega cortante e a alma gela, estremece, encolhe e retorna ao útero materno.
Mas o amor aquece e liberta!

Finalmente, as amarras são desfeitas e a alegria inunda as mansões da lua escura no céu.
Os pés teimam em dançar a música do coração, o chamado que toca forte num pulsar de vibrações multicoloridas. A luz se expande e a voz anuncia que o velho ciclo findou.

E ainda há mais, há o transe ascendente que nos leva aos outros reinos...

A segunda dose chega de surpresa, bem menos, mas muito mais rápida. A voz sagrada do Mestre nos conduz, ainda mais, ao Outro Mundo, não há mais o que pensar, não há como voltar... O vôo começa tão alto como nunca antes imaginado, tão mágico como sempre foi.
A sensação familiar de outros tempos, agora está em plenitude com o Todo, não há mais o que temer.

A limpeza se processa no meu ser e o formigamento me faz perceber que estou livre, novamente. Posso flutuar suavemente e fluir em harmonia por entre os mundos.

E, assim como iniciamos, encerramos mais um rito em profunda gratidão a tudo e a todos! 
Festival de Samhain com o CBT e a CLAN em Ibiúna - 04/06/2011 



Cordialmente,