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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conselho na Mídia - O Reconhecimento

Queremos agradecer a imprensa e notificar o seu acompanhento perante nossa reunião na Bahia, um evento de reconhecimento da sociedade para com os trabalhos realizados no Conselho de Bruxaria Tradicional.

Todos os conselheiros ficaram contentes diante da valorização de nossas atividades ao qual temos o prazer de compartilhar com todos os nossos leitores, amigos e fraternos.

* Errata: Ricardo DRaco esta envolvido a 32 anos com Bruxaria e faz um trabalho de orientação desde Maio de 1993.

Casas de Bruxaria Tradicional:

http://casatelucama.blogspot.com.br/
http://clan-dos-dragones.blogspot.com.br/

Cordialmente,
CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CONSELHO BRUXARIA TRADICIONAL: Druidismo e BT na Cultura Celta

 Como esses dois caminhos, Druidismo e Bruxaria Tradicional Ibero-Celta, que prestam reverência às divindades celtas, são vistos atualmente?

Primeiro precisamos entender o que significa a etimologia da palavra bruxaria - que deriva de bruxa - cuja origem até hoje não foi determinada e muito menos compreendida.

Alguns autores alegam que esse vocábulo vem do latim, mas há indícios da sua origem na Península Ibérica antes da chegada dos romanos, essa hipótese é comprovada pelo fato das línguas ibéricas reconhecerem as palavras: bruxa (português), a bruja (espanhol) e a bruixa (catalão). Caso derivasse do latim ela também estaria presente no francês, que usa a palavra sorcière e no italiano que usa strega. E que nos dias atuais tornou-se uma forma pejorativa para designar as pessoas "místicas".

A Bruxaria Tradicional ou Bruxaria tem suas origens nas diversas crenças vindas do Paganismo - que é um nome genérico dado às religiões politeístas, panteístas e animistas - e sua essência está nos cultos pré-cristãos originário do Continente Europeu.

Como seguimos o Paganismo Celta - que engloba o Druidismo e o Reconstrucionismo Celta - buscamos fontes de pesquisa desta cultura para os nossos estudos, através da História, Antropologia e Arqueologia, sob uma ótica reconstrucionista, principalmente, anterior à cristianização, levando-se em consideração que os celtas não deixaram ensinamentos escritos dos seus cultos, lendas ou mitos, apenas ensinamentos orais que, posteriormente, foram registrados por historiadores greco-romanos.


Dentro da nossa crença não há o conceito de "bem" e "mal", há apenas o comprometimento com a verdade, a honra, a justiça, a lealdade e o respeito para com a natureza e todos os seres.

Infelizmente, este conceito de que a bruxaria é algo do "mal", veio através do domínio da igreja católica, aliada ao poder dos soberanos, para subjugar e aniquilar as crenças politeístas dos pagãos, ou seja, das pessoas que viviam nos campos, na Europa Antiga.

As práticas ligadas ao Druidismo e a Bruxaria Tradicional, no caso com foco celtibero, que são religiões naturais da terra, que nos trazem um maior centramento interno através da reconexão com a nossa ancestralidade, com a terra onde vivemos e os elementos que a cercam, em conformidade aos Três Reinos Celtas e a sua visão do mundo: a Terra, o Céu e o Mar.

"A existência de algo que se pode fazer a ponte entre dois pólos fundamentais, leva-nos a um terceiro elemento de importância igual aos dois pólos e, assim, há uma valorização da estrutura ternária do universo. O terceiro elemento pode ser: o pôr-do-sol, entre o dia claro e a noite escura; entre o Céu e a Terra, o Submundo; um Deus que se move livremente entre dois grupos aparentemente opostos de divindades, etc. Como regra, é o elemento de transição que proporciona movimento e mudança. Por extensão, três torna-se um número perfeito, que fornece a conclusão - como, por exemplo, com o início, meio e fim de uma história ou de qualquer outro processo a decorrer no tempo. Por este motivo poderes divinos são vistos frequentemente, como sendo triplo na natureza, indicando que eles estão atuando em toda parte e em todos os momentos. O significado do número três pode ser intensificado, aumentando para nove (três vezes três), ou mesmo 27 (três vezes nove - o número de mansões lunares na astrologia védica, por exemplo). Os celtas, como um povo indo-europeu, partilham esta herança: suas crenças e práticas estavam enraizadas nas tradições que receberam dos antepassados, que tinham em comum com outros indo-europeus." Por Alexei Kondratiev.

Este modo de pensar jamais prega o proselitismo, apenas indica um caminho mais condizente com as verdades da alma, proporcionado assim, um maior equilíbrio físico, mental e espiritual, evocando a consciência que somos os responsáveis por curar nós mesmos, a família e o planeta. Que assim seja!


Rowena Arnehoy Seneween 
Conselheira do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Nascimento da Bruxaria

Temos colocado em nosso blog pesquisas que vão além de autores contemporâneos, deste século, como da era moderna (Sec. XVI), porém existe confusão ao termo modernismo, ele não implica na data de criação dos livros ou menciona a data de nascimento dos autores, por assim dizer, todos nós vivemos em uma Era Contemporânea (Sec. XXI), o que se coloca é a visão, o enfoque do estudo e se ele é conservador ou liberal. Dizemos por conservadores, àqueles praticantes que não são ecléticos, que buscam manter as tradições da terra/ raiz, que preservam o conhecimento de origem, que focam na Era Antiga, no politeísmo histórico, a esses estudos/ práticas chamamos de tradicionais, aos liberais ou de forma comum modernistas, são aqueles que não prezam por uma visão conservadora, seguem por um ecletismo baseado na diversidade esotérica, buscando na leitura autores magistas para criarem um conjunto de práticas sem a necessidade de união de crença, de linha ancestral/ regional, portanto um segmento individualista e sem um caminho específico. Exemplo do ecletismo: Andrew D. Chumbley (Seu trabalho mágico, trouxe as influências do Sufismo, Tantra, Chöd e Cristianismo!)

Algumas obras literárias de historiadores refletem o período medieval como base de estudos, esta facilidade em adquirir materiais é justamente por se tratar de um período em que o clero católico e a elite são letrados, com isso houve a expansão do termo "bruxariaS", entretanto fugindo ao contexto religioso pré-cristão, indo de encontro às necessidades cristãs, do poder de ampliação da igreja, devastando qualquer crença contrária a sua doutrina (Ex: Tribunal do Santo Ofício).

Fica muito claro estas questões a quem se preocupa em estudar história e teologia, pois como sabemos até hoje existem movimentos missionários invadindo sociedades tribais, sociedades estas que encontram crenças tradicionais e por vezes milenares.

A Bruxaria nasceu da religiosidade nativa européia, com toda a veracidade nos cultos pré-cristãos, pois a partir da era medieval acabou por se distorcer simploriamente para "atos/ crenças maléficas" surgindo assim grande influência do maniqueísmo, a luta entre Deus e o Diabo, o Bem contra o Mal e todas as questões e princípios que bruxos e bruxos tradicionalistas não possuem devido a usufruírem de uma religiosidade mais fluídica e natural.
 
Para quem desejar conhecer mais sobre a etimologia do nome bruxaria, poderá ler este texto: ACESSE!


Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional
http://www.bruxariatradicional.com.BR

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bruxaria Tradicional e Instituições Religiosas

Bruxaria Tradicional e Instituições Religiosas


Atualmente pessoas estão mais em busca pela religiosidade alternativa, por locais/ grupos, que promovam ferramentas que lhe proporcionem respostas, para que elas questionem suas verdades, questionem seus objetivos, questionem suas crenças e caminhos; se traçarmos a raiz da questão, muitos não sabem o que realmente buscam, quem são em essência, não conseguem entender a sua espiritualidade solitariamente, não diferenciam o que é um caminho e acreditam por estarem insatisfeitos a partir de uma busca sem frutos, pois nem todos estão dispostos a romper limites, partem para o uso generalista de rótulos devido a falta de especialidade no estudo de crença, algumas destas pessoas partem para a rebeldia, partem para as críticas e reclamações, acham que o pouco que sabem é o suficiente para entender qualquer benefício que uma coletividade pode oferecer ou quaisquer outros benefícios do partilhar.

Temos percebido o imenso mar de erros em definições, da falta de cultura histórica, arqueológica, antropológica, cronológica e tantas outras cadeiras acadêmicas, que são substituídas pela ignorância de ego, dos ditos “especialistas no assunto” que começaram ontem, e que hoje falam da tradicionalidade como se isso fosse apenas um verbete para Ordem Iniciática ou baseados em livros que embora tratem do tema, são totalmente desconectados do princípio de crença tradicional, livros escritos por autores que viveram numa época de disputas de ego sem qualquer relação com a essência da Bruxaria Tradicional; temos até autores que pagam com recursos próprios para que seus livros sejam publicados, ou seja, sem interesse das editoras, tamanha a oferta por livros esotéricos.

É claro o descontentamento com as religiões neo-pagãs, a causa pode estar baseada na pseudo auto suficiência, deixando muitos em caminhos solitários, como se bruxaria realmente fosse um prêmio para rebeldia, para ofensa a sociedade, como se bruxaria fosse um faz de conta, onde se junta conceitos da Wicca já tão distorcidos pelos auto iniciados, que juntam conceitos de Thelema, de Satanismo, criam uma religião “monista” voltada ao “bode preto” e se enganam como também confundem àqueles que buscam um caminho sincero.

Existe muita ilusão no termo “Sangue de Bruxo”, que um bruxo já nasce bruxo, e tantos e tantos conceitos debatidos por mais de três décadas, logicamente estas pessoas não entendem a diferença de vocação e conhecimento, não entendem que aprender é melhor do que ser um pleno ignorante, e ainda mais, que o universo vai se abrir, e muitos outros mundos vão surgir, pelo simples fato do tal hereditário ter sangue de bruxo, esquecendo logicamente do conhecimento e da vivência, do treino, das caminhadas incessantes, é simples! Sangue de bruxo igual a Pó de Piripimpim, se assim o fosse também deveríamos adquirir os famosos “dons” de profissão, teríamos muitos engenheiros, advogados, matemáticos, etc. formados todos no além.

Reparamos no grande desserviço dado pelos atuais textos sobre Bruxaria Tradicional, pois além da crítica e do total desconhecimento do fundamento básico da crença, cruzam com informações de outras linhas religiosas, com termos filosóficos clássicos que cabem dentro da religiosidade do mundo antigo europeu, e com isso fica claro a mescla de conceitos modernos para antigas religiões, ou seja, mera distorção.


A desinformação é crescente, e ela não invade somente a internet, ela também se alastra por livros, visto que tão pouco se investe em pesquisa acadêmica, tão pouco se é levado a sério pois se trata unicamente de pessoas ligadas ao esoterismo e sua preocupação é apenas o comercio, entretanto não estamos preocupados com o certo ou com o errado, não estamos focados nos que se dizem bruxos ou nos que se dizem hereditários, o foco religioso e prático acontece fora do virtual, como filosofia de vida, cultuando a natureza na Natureza, conservando o conhecimento muito além da década de 50, entendemos que tradicionalidade é muito diferente de Ordem Iniciática, como muito além de qualquer fator genético, e que este conhecimento é ancestral e não atemporal, como também não advém de pesquisas dos tais mecanismos “sérios” da internet e TV a Cabo ou das ilusões astrais que muitos sonham em tramitar e que não passa de uma fantasia egóica.

Cabe falarmos de peregrinação, de sangue de bruxo, de aperfeiçoamento? Onde fica o ponto de partida? A resposta é clara! Com uma busca sincera, por conhecermos as nossas crenças com propriedade, buscando conceitos que lhe ajudem em sua caminhada, e aonde se encontra isso? Nas ditas ordens, instituições e conselhos que alguns criticam sem terem a devida vivência.
  
  
O ponto sempre continuará a ser dito, o que é Bruxaria Tradicional?

Alguns acreditam que seja um apanhado de crendices sem nenhuma relação ou sistema ligado a costumes e folclores de um povo e sim uma famosa mistura eclética, confundindo Bruxaria Tradicional com Crenças Tradicionais, unindo o Egito com a Dinamarca, logicamente remetendo aos delírios esquizotéricos sem fundamentos acrescentando dados do período medieval já encharcado da depreciação cristã e os circuitos voltados ao famoso beijo no traseiro do bode preto, essa dita “cosmo visão” bagunçada é apenas uma forma leviana e simplória dos resquícios da santa inquisição, que foi basicamente um filme de terror para assustar àqueles que desafiavam o poder, que era a Igreja Católica.

Pois bem, queremos esclarecer ao leitor, que nesse período, a era trevosa do período medieval, é a designação grotesca que o catolicismo rotula bruxaria como satanismo, se assim não o fosse, não teríamos tantos relatos e escritores que se dizem tradicionais usando preto e vermelho e colocando tantos simbolismos com o famoso bode preto, de bruxas deformadas com roupas negras ou que utilizasse de uma origem remota na babilônia, berço dos famosos contos de demônios.

Para os que não conhecem o termo tradição, é o conhecimento transmitido de geração a geração, um bruxo tradicional é aquele que conserva o conhecimento ancestral e esse conhecimento está impregnado de filosofia, costumes, folclore, crença, sem isso não se tem tradicionalidade, ela não vem do sangue corpóreo e sim do vínculo da transmissão de conhecimento. Sem tradicionalidade não se torna um bruxo tradicional, e para ser um dentro desse segmento não basta a mão de alguém na cabeça o nomeando, é preciso muito entendimento, muita dedicação.

Acreditamos que para falar de uma religião você deva ser praticante, deva ter um idealismo bem maior que seu próprio umbigo, por isso a existência de federações, associações e conselhos, mas não  para discutirmos simplesmente crenças ou práticas, para dentro de ideais conquistarmos muito mais que textos em blogs e propagandas pessoais.

A visão tradicionalista prega a conservação de valores, entre eles o termo familiar, um termo que remete a fraternidade, para o que faltam conceitos, bruxaria tradicional sempre foi institucionalizada, muito diferente do termo bruxaria familiar ou hereditária, por esta e outras questões se faz necessário, não para unir a todos, mas somente aqueles que são propriamente peregrinos e que desejam ir a fundo e com seriedade.
Aos que desejam caminhar com seriedade, nós do Conselho de Bruxaria Tradicional, viemos para unir praticantes e grupos, não estamos aqui para coibir crenças, mas para dar suporte aos nossos iguais, que desejam um caminho pagão, politeísta tal como os povos que habitaram a Antiga Europa, tal como as crenças pré cristãs longe de qualquer depreciação católica, retirando qualquer ranço de outras religiões, sejam elas ocidentais a partir do cristianismo na Europa, sejam estas de origem oriental.

Um caminho claro em que todos podem aprender independente de sangue de bruxo ou títulos para engrandecer egos, buscamos de forma fraterna ajudar àqueles que desejam ser auxiliados,  compartilhando e multiplicando ações, desenvolvendo potenciais, estimulando e reconhecendo nossos iguais.

Fonte: Conselho de Bruxaria Tradicional (CBT)
Autor - Ricardo DRaco