O Conselho é uma Instituição que objetiva a fraternidade entre grupos que buscam interação, cooperação e conservação das crenças anteriores ao cristianismo na Europa, chamadas assim de Crenças da Floresta. Suas bases são o paganismo, o politeísmo, a conservação e resgate de tradições e consequentemente a ancestralidade. O Conselho não visa lucros, sendo assim uma Sociedade de Mistérios e Filantropia.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL - Culto ao Pênis/ Falo na Antiguidade
O culto ao falo não é em específico um culto ao patriarcado podendo gerar diversas visões conforme a cultura local, o falo além do símbolo do homem é também o representante do desejo sexual tal como simboliza a prosperidade, fertilidade e proteção.
No Mundo Grego
As primeiras "imagens" do deus Hermes consistiam em montões de pedras, chamados herms, completados por uma pedra maior, que serviam como montes, mais adiante, o herm foi se transformando em um bloco quadrado, com um falo e dois testículos talhados frontalmente.
Entre as suas imagens de culto as mais comuns eram as hermas, colocadas em todas as estradas para delimitar fronteiras ou assinalar distâncias, nas entradas das casas, nas divisões de bairros e nas praças do mercado. As hermas eram pilares quadrangulares com apenas a cabeça do deus esculpida no topo; muitas vezes aparecia também um falo, reforçando sua associação com a fertilidade e seu poder contra o mau-olhado e os espíritos malignos, uma vez que o símbolo da virilidade era também considerado protetor, estando ligado à força guerreira. Heródoto afirmou que as hermas itifálicas eram tão antigas quanto os pelasgos, o povo pré-helênico que ensinara os atenienses a esculpi-las. Pausânias disse que em Eléia a principal imagem de culto de Hermes era um pênis ereto, sobre um pedestal. As hermas também eram comuns nos ginásios, nos estádios e nos hipódromos gregos, além de serem instaladas no Circo Máximo romano. Sua sacralidade era protegida em mistérios que se tornaram parte dos Mistérios da Samotrácia. Era também um dos deuses patronos dos Mistérios de Elêusis, pois era o deus que escoltava Perséfone para o submundo, e a cada primavera a trazia para a superfície.
Devido, possivelmente por que os mastros e montes se encontrassem nas margens das fronteiras, muitos deuses fálicos se transformaram em espíritos guardiões. Todavia existem milhares destas figuras talhadas nas pedras, geralmente colocadas nos campos onde asseguram a fertilidade da colheita e atuam como divindades guardiãs que protegem os campos dos intrusos e dos maus espíritos.
No Mundo Grego
As primeiras "imagens" do deus Hermes consistiam em montões de pedras, chamados herms, completados por uma pedra maior, que serviam como montes, mais adiante, o herm foi se transformando em um bloco quadrado, com um falo e dois testículos talhados frontalmente.
Entre as suas imagens de culto as mais comuns eram as hermas, colocadas em todas as estradas para delimitar fronteiras ou assinalar distâncias, nas entradas das casas, nas divisões de bairros e nas praças do mercado. As hermas eram pilares quadrangulares com apenas a cabeça do deus esculpida no topo; muitas vezes aparecia também um falo, reforçando sua associação com a fertilidade e seu poder contra o mau-olhado e os espíritos malignos, uma vez que o símbolo da virilidade era também considerado protetor, estando ligado à força guerreira. Heródoto afirmou que as hermas itifálicas eram tão antigas quanto os pelasgos, o povo pré-helênico que ensinara os atenienses a esculpi-las. Pausânias disse que em Eléia a principal imagem de culto de Hermes era um pênis ereto, sobre um pedestal. As hermas também eram comuns nos ginásios, nos estádios e nos hipódromos gregos, além de serem instaladas no Circo Máximo romano. Sua sacralidade era protegida em mistérios que se tornaram parte dos Mistérios da Samotrácia. Era também um dos deuses patronos dos Mistérios de Elêusis, pois era o deus que escoltava Perséfone para o submundo, e a cada primavera a trazia para a superfície.
Devido, possivelmente por que os mastros e montes se encontrassem nas margens das fronteiras, muitos deuses fálicos se transformaram em espíritos guardiões. Todavia existem milhares destas figuras talhadas nas pedras, geralmente colocadas nos campos onde asseguram a fertilidade da colheita e atuam como divindades guardiãs que protegem os campos dos intrusos e dos maus espíritos.
A Religiosidade e o Falo
Todas as religiões têm conservado ao menos alguma reminiscência dos cultos fálicos. Os conquistadores e missionários, nas Américas, Ásia e Oceania, substituíram os antigos deuses locais por figuras equivalentes de seus panteões, porém muitos deuses originais sobreviveram a essa usurpação.
Há elementos fálicos nas tradições populares referentes a árvores sagradas, e muitas homenagens sobretudo na Grã Bretanha e Paises do continente Europeu. Em uma carta datada de 30 de Dezembro de 1781 Sir William Hamilton, K.B., ministro de sua majestade na Corte de Nápoles a Sir Joseph Banks, Bart., presidente da Royal Society, fala sobre similitudes entre o Catolicismo e as religiões Pagãs:
A carta fala da devoção popular a Priapus, "divindade obscena" dos antigos. As provas seriam evidentes e disponíveis a qualquer um que visitasse o British Museum.
Segundo Sir Hamilton:
"Mulheres e crianças, em Nápoles e vizinhanças, frequentemente usam nas roupas um tipo de amuleto, que elas imaginam ser protetor contra o mau olhado e encantamentos.
Esses amuletos que têm evidente relação com o Culto de Príapus são normalmente feitos em prata, mas também de marfim, coral, âmbar, cristal e outras gemas...
Na cidade de Isernia, uma das mais antigas do Reino de Nápoles, uma festa celebra, desde 1780, o moderno Príapus, São Cosmo. Sir William chama a atenção para a "indecência da cerimônia!"
No percurso da romaria, falos símiles de cera - os votos, representando as partes masculinas e de vários tamanhos, são publicamente colocados à venda.
No cristianismo, o culto fálico sobreviveu com as figuras dos santos priápicos, quase sempre inventados. Por exemplo, São Guignole, primeiro abade de Landevenec (França), se converteu numa figura fálica por confusão de seu nome com o verbo gignere, gerar. Sua capela se manteve até 1740. As estátuas destes santos apresentavam membros exagerados, que as vezes se ungiam e veneravam separadamente e também eram utilizados para fecundar mulheres que desejavam engravidar.
Há elementos fálicos nas tradições populares referentes a árvores sagradas, e muitas homenagens sobretudo na Grã Bretanha e Paises do continente Europeu. Em uma carta datada de 30 de Dezembro de 1781 Sir William Hamilton, K.B., ministro de sua majestade na Corte de Nápoles a Sir Joseph Banks, Bart., presidente da Royal Society, fala sobre similitudes entre o Catolicismo e as religiões Pagãs:
A carta fala da devoção popular a Priapus, "divindade obscena" dos antigos. As provas seriam evidentes e disponíveis a qualquer um que visitasse o British Museum.
Segundo Sir Hamilton:
"Mulheres e crianças, em Nápoles e vizinhanças, frequentemente usam nas roupas um tipo de amuleto, que elas imaginam ser protetor contra o mau olhado e encantamentos.
Esses amuletos que têm evidente relação com o Culto de Príapus são normalmente feitos em prata, mas também de marfim, coral, âmbar, cristal e outras gemas...
Na cidade de Isernia, uma das mais antigas do Reino de Nápoles, uma festa celebra, desde 1780, o moderno Príapus, São Cosmo. Sir William chama a atenção para a "indecência da cerimônia!"
No percurso da romaria, falos símiles de cera - os votos, representando as partes masculinas e de vários tamanhos, são publicamente colocados à venda.
No cristianismo, o culto fálico sobreviveu com as figuras dos santos priápicos, quase sempre inventados. Por exemplo, São Guignole, primeiro abade de Landevenec (França), se converteu numa figura fálica por confusão de seu nome com o verbo gignere, gerar. Sua capela se manteve até 1740. As estátuas destes santos apresentavam membros exagerados, que as vezes se ungiam e veneravam separadamente e também eram utilizados para fecundar mulheres que desejavam engravidar.
O Culto a Priapo
O culto a Priapo, deus da fertilidade, surgiu por volta do século IV a.C., de onde se difundiu pelo mundo grego e, mais tarde, pelo romano. Ele era representado normalmente com o pênis ereto e enorme, o que lhe conferia um caráter risível.
Deus fálico, ele não tinha a mesma beleza e imponência dos olímpicos, mas ganhou popularidade, pois o consideravam protetor da fecundidade vegetal e animal. Sua imagem (como homem ou somente o falo) era colocada em jardins, dessa maneira, acreditava-se que Priapo seria capaz de afastar malefícios e maus-olhados que pudessem prejudicar a virilidade dos homens e a fertilidade do solo. Para os invasores e ladrões restava o castigo: supersticiosamente, acreditava-se que Priapo puniria com a ausência daquilo que ele representava - fertilidade e potência sexual.
"Para os antigos o desenho do falo servia como amuleto e era colocado em toda parte", disse João Angelo Oliva Neto, professor de Língua e Literatura Latina da Universidade de São Paulo (USP). Tradutor de poesia grega e romana, ele traduziu poemas anônimos sobre Priapo (priapeias) que resultou no livro Falo no Jardim: Priapeia Grega, Priapeia Latina (Ateliê Editorial/Editora da Unicamp).
Segundo João Angelo, diferente dos cristãos e judeus, os gregos e romanos aceitavam um deus engraçado. Assim os poetas se apropriaram do caráter risível de Priapo e fizeram dele um personagem. Esses poemas, portanto, personificam a própria natureza do deus? Zombeteiro e obsceno.
O Culto ao Falo na Tradição Saxônica
Uma grande referência é o Mastro de Maypole, May Pole vem do Inglês e quer dizer Mastro de Maio.
O May pole é um tronco que é utilizado como uma festividade popular no qual se prendem fitas coloridas e simbólicas da celebração e realizam danças em torno do mesmo (geralmente mulheres num sentido e homens no oposto), trançando assim as fitas nele. O mastro torna-se um símbolo masculino (o falo) enquanto a terra é aquela que deve ser fecundada. Durante a dança além da simbologia da mesma os seus praticantes costumam realizar os seus pedidos.
O Culto ao Falo na Tradição Celta
A maior expressão da sexualidade encontramos na festividade de Beltane, é a comemoração dos dias quentes que chegarão, com isso teremos a demonstração do apice da vida, da sexualidade, da prosperidade.
Mas não falaremos apenas do Deus Brilhante (Belenos), mas de Dagda, um deus que possuia um tacape e um caldeirão, alguns estudiosos fazem a ligação com o próprio rito sexual, onde o tacape seria o falo, o mesmo tinha poderes de dar a vida ou a morte e o caldeirão como simbolo de prover a fartura, alimentando os nobres e honrados.
Estes são breves relatos, pois teremos um universo de cultos que dariam um livro e um campo muito amplo de pesquisa, tanto nos campos da mitologia, teologia, costumes populares quanto na arte. Sabendo do passado podemos revelar os costumes do presente e notar que um simples gesto com o dedo, pode também quando observado pelo entendimento do passado um ato não apenas de contradição, mas um ato de proteção! Para os que nos perseguem com seus atos de malevolência um simbolismo ancestral!Cordialmente,
CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL
http://www.bruxariatradicional.com.br
terça-feira, 25 de outubro de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL - Celebremos Beltane
BEL (BELENOS)
O deus-pai da luz, cura e o Outro Mundo
Bel é uma das deidades mais antigas, com muitas contrapartes em outras culturas. Apartir do momento em que as tradições desenvolveram-se independentemente.
Em um resumo simples, Bel é o deus do Outro Mundo, talvez o marido de Danu, e portanto o pai titular das Tuatha Dé Dannan. Em algumas tradições, ele é chamado "o Pai dos Deuses e dos Homens". Bel, escrito também Bile, pode ser um deus-sol, e é ligado à cura, quentura, e luz. Ele também é um deus da morte, e acompanha as almas para o Outro Mundo, onde ele rege. Ele é o deus de Bealtainne, ou "Os Fogos de Bel".
Esta visão geral provavelmente é suficiente para a maioria dos Pagãos ou historiadores. A próxima seção deste texto é um estudo mais acadêmico.
Bel é uma das deidades mais antigas, com muitas contrapartes em outras culturas. Apartir do momento em que as tradições desenvolveram-se independentemente.
Em um resumo simples, Bel é o deus do Outro Mundo, talvez o marido de Danu, e portanto o pai titular das Tuatha Dé Dannan. Em algumas tradições, ele é chamado "o Pai dos Deuses e dos Homens". Bel, escrito também Bile, pode ser um deus-sol, e é ligado à cura, quentura, e luz. Ele também é um deus da morte, e acompanha as almas para o Outro Mundo, onde ele rege. Ele é o deus de Bealtainne, ou "Os Fogos de Bel".
Esta visão geral provavelmente é suficiente para a maioria dos Pagãos ou historiadores. A próxima seção deste texto é um estudo mais acadêmico.
Aqueles que desejam estudar Bel em mais detalhe tem uma tarefa formidável.
Um dos primeiros textos a serem considerados quando estudando Bel, é o do historiador Gaélico Keating, o qual escreveu o livro "Foras Feasa Ar Eirinn".
Alguns, tais como os historiadores Michael Dames e Peter Alderson Smith, acreditam que Keating elaborou o nome "Beil" (ou Bel) para explicar o festival de Bealtainne/ Beltane.
Outros, incluindo a historiadora Caitlin Matthews em "The Elements of Celtic Tradition" (Os Elementos da Tradição Celta), usam os textos de Keating como material fonte. Desde que os textos de Keating foram utilizados como uma fonte primaria por muitos historiadores, a validade das conclusões destes historiadores dependerá na consideração da história de Keating como verdadeira.
Realmente sabemos que César referiu-se ao equivalente Romano-Celta Gaulês do deus da cura, Apollo, como Belenus. Havia um templo de Belenus em Bordeaux, França. Sua face aparecia em muitas moedas Gaulesas. Seu portal em Londres (Portal de Belenos ou Portal de Bile) é conhecido hoje como Billingsgate.
No norte da Grã-Bretanha, a arqueologista Miranda Green relata que as inscrições de Belatucadrus foram encontradas, e o nome significa "Fair Shining One" ou "Belo Brilhante", o qual é consistente com a lenda de que Bel é o deus da luz e cura, talvez até do próprio sol. Entretanto, Green também nota que Belatucadrus era associado com o deus da guerra Marte, e não Apollo.
Ela relata que o deus sol Celta era Apollo Belenus na Gálica, norte da Itália, e Noricum (parte da Áustria). Entretanto, ela não mostra qualquer ligação com a história mitológica Irlandesa, particularmente com o deus Bile.
Ainda mais confuso, Green registra a palavra Bile como significando "árvore sagrada" em Gaélico, embora ela não insinue qualquer ligação com o festival de Bealtainne.
Em contraste, em "Celtic Gods, Celtic Goddesses" (Deuses Celtas, Deusas Celtas), R. J. Stewart verifica que o deus Romano-Celta Belenos era conhecido na Grã-Bretanha e Irlanda, apontando que a palavra "Bel" significa "luminoso" ou "brilhante". Entretanto, enquanto ele liga o deus Bel/Belenos com a Gálea e a Bretanha, ele adverte que este é um deus da luz, não inevitavelmente parte da adoração solar.
Referências Druídicas sugerem que Bel é o deus responsável pela "centelha" (de luz, inteligência ou talvez energia) a qual resulta na criatividade.
De acordo com Margot Alder em seu livro "Drawing Down the Moon", o Druida Isaac Bonewits refere-se a um deus, Be'al, o qual ele descreve como uma personificação masculina de Essência. Isto reflete no conceito de Keating de Beil ou Bel como um deus chefe ou deus-pai.
Este é um paralelo estreito com Beli, também chamado de Beli o Grande e Beli Mawr, filho de Mynogian. Em "The Mabinogion", Beli é associado com a luz, e ele é o pai de Bran o Abençoado, e avô de Llud, a contraparte Britânica do Lugh Irlandês. De acordo com o historiador Druida Peter Barresford Ellis, este Beli é o mesmo do portal de Billingsgate em Londres; O portal de Lludd em Londres é chamado de Ludgate.
Ligações a Bel na lenda e literatura podem ser em si mesmas um estudo. Por exemplo, em "Le Morte de Arthur" de Mallory, ambos Balin e Balan são ligados ao deus-sol, Belinus. A peça de Shakespeare "Cymbelline", também narra as tradições Britânicas e Galesas de Beli Mawr.
Com tamanha história e inumeráveis elementos nas tradições, Bel pode ser um candidato ideal para pesquisa.
Fonte:
Livros utilizados para preparar este artigo, e recomendados para futura pesquisa:
Dicionary of Celtic Mythology, by Peter Barresford Ellis
Celtic Gods, Celtic Goddesses, por R. J. Stewart
W.B. Yeats and the Tribes of Danu, by Peter Barresford Ellis
Celtic Myth and Legend, by Mike Dixon-Kennedy
Dicionary of Celtic Myth and Legend, by Miranda J. Green
Mythic Ireland, by Michael Dames
Glamoury, by Steve Blamires
Celtic Mythology, by Ward Rutherford
Celtic Inheritance, by Peter Barresford Ellis
The Mabinogion
Drawing Down the Moon, by Margot Alder
The World of the Druids, by Miranda Green
The elements of: The Celtic Tradition, by Caitlin Matthews
Texto Original (c) 2001 FIONNABROOME.COM
Cordialmente,Dicionary of Celtic Mythology, by Peter Barresford Ellis
Celtic Gods, Celtic Goddesses, por R. J. Stewart
W.B. Yeats and the Tribes of Danu, by Peter Barresford Ellis
Celtic Myth and Legend, by Mike Dixon-Kennedy
Dicionary of Celtic Myth and Legend, by Miranda J. Green
Mythic Ireland, by Michael Dames
Glamoury, by Steve Blamires
Celtic Mythology, by Ward Rutherford
Celtic Inheritance, by Peter Barresford Ellis
The Mabinogion
Drawing Down the Moon, by Margot Alder
The World of the Druids, by Miranda Green
The elements of: The Celtic Tradition, by Caitlin Matthews
Texto Original (c) 2001 FIONNABROOME.COM
Conselho de Bruxaria Tradicional
domingo, 23 de outubro de 2011
Bruxaria Tradicional analisando o Movimento de Reconstrução
O movimento de reconstrução no Brasil tem se tornado um movimento fragmentado, existem aqueles que se prontificam a criar dispositivos acadêmicos para entender as particulariedades dos povos antigos, observando como estudantes dedicados, contudo também existe uma minoria isolada que desfoca das matérias acadêmicas e se tornam um movimento fundamentalistas esotérico/ religiosos, porém devemos lembrar que a origem e a essência da Reconstrução nasceu com o propósito de reunir matérias de história, antropologia, ciências sociais e demonstrar com humildade teses e não uma visão proselitista religiosa ou mesmo lançar as necessidades pessoais de aceitação ou ego, desalinhando de quem realmente se aplica unicamente a um respaldo sincero acadêmico.
Para alguns de nós, Bruxos Tradicionais, as matérias acadêmicas encontradas dentro do Reconstrucionismo são utilizadas como referência no entendimento dos povos, pois trazem matérias e estudos que venham a favor de uma maior compreensão histórica, portanto tratamos apenas de uma área, de uma matéria e não um segmento religioso, contudo acreditamos que as espiritualidades desses povos possam gerar interesses individuais, mas nunca deveriam desviar do princípio pelo qual foi criado, um movimento de estudo e não um círculo esotérico/ religioso sectario.
Estas manifestações equivocadas tem direcionado seus esforços em tentar depreciar segmentos religiosos, bem como projetos ideológicos pagãos, ou tentam encontrar fama na polêmica anti-ética com críticas e agressões a pessoas e entidades já que não conseguem gerar projetos por estarem limitados em seus dogmas.
Contudo, ainda existem reconstrucionistas que fazem um trabalho benéfico e coeso, pois não fundamentam os seus estudos em religião e sim em matérias academicas deixando que os próprios leitores recebam informações e não induções moldadas a interpretações e criações pessoais.
O Conselho de Bruxaria Tradicional tem uma área dedicada à reconstrução que tem realizado um excelente trabalho em mostrar aos interessados uma linha equilibrada, sincera e humilde, sem distorção de valores, com ética e tem aproximado muitas pessoas pela qualidade de seus trabalhos, projetos e idealismo, fato pelo qual foi convidada e aceita a estar entre outros conselheiros.
Queremos trazer aos peregrinos sinceros e apaixonados pela espiritualidade dos povos antigos o caminho da Bruxaria Tradicional, um caminho pagão, ancestral, mágico baseado no conhecimento popular e campesino, onde existem matérias de reconstrução, contudo aproximando com o culto familiar, com o folclore, com uma espiritualidade verdadeira, clara e dedicada a um caminho de beleza e entendimento sobre a vida.
A Bruxaria Tradicional, os valores pagãos só podem ser compreendidos em eficácia perante àqueles que seguem por este caminho, somente quem vive e recebe esta visão de mundo pode compartilha-la com maestria, portanto opiniões de "entendidos" devem ser relevadas pelo carater simplório e limitado.
Atenciosamente,
Ricardo DRaco
Conselheiro do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional)
CLÁN - Bruxaria Tradicional Ibero-Celta
"Legalize Já a Bruxaria! - Por um culto desmarginalizado, pela tolerância religiosa, pela oficialização religiosa!"
sábado, 22 de outubro de 2011
Diferença entre as Religiões Comuns e a Bruxaria Tradicional
Diferenças entre a maioria das Religiões e a Bruxaria Tradicional.
Religião não é apenas uma, são centenas.
A Bruxaria Tradicional é mais uma Religião.
A Bruxaria Tradicional é mais uma Religião.
As outras Religiões conduzem os que dormem.
A Bruxaria Tradicional interage com os que estão despertos.
As outras religiões são para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e que querem ser guiados.
A Bruxaria Tradicional é para os que prestam atenção àVoz Interior.
As outras religiões têm um conjunto de regras dogmáticas.
A Bruxaria Tradicional convida a raciocinar sobre tudo, e a questionar tudo, para criar as próprias regras de existir.
As outras Religiões ameaçam e amedrontam sob a forma do Pecado.
As outras Religiões ameaçam e amedrontam sob a forma do Pecado.
A Bruxaria Tradicional ensina encontrar a Paz Interior, para renascer com outras atitudes dentro da lucidez da própria liberdade limitada pela autodisciplina.
As outras Religiões falam de pecado e de culpa.
A Bruxaria Tradicional diz: "aprenda com o erro".
A Bruxaria Tradicional diz: "aprenda com o erro".
As outras Religiões reprimem tudo, tornando as pessoas falsas e obrigadas a usar de Hipocrisias.
A Bruxaria Tradicional transcende tudo, permitindo que as pessoas se tornem verdadeiras!
As outras Religiões têm o Deus único que está em lugar inatingível.
As outras Religiões têm o Deus único que está em lugar inatingível.
A Bruxaria Tradicional desenvolve a sensibilidade de sentir Deuses em Tudo que ocupa espaço no Grande útero, o Planeta Terra e, portanto são Deuses/Deusas.
As outras Religiões inventam e recriam a história da humanidade de acordo com seus interesses em cada momento e época.
A Bruxaria Tradicional descobre, pesquisa, busca em campo a trajetória da humanidade.
As outras Religiões não levam seus seguidores a indagar nem questionar filosoficamente a vida do homem no Planeta Terra.
A Bruxaria Tradicional questiona tudo, seja cientificamente, seja filosoficamente e principalmente espiritualmente.
As outras Religiões formam organizações com regras.
A Bruxaria Tradicional se permite regras para formar organizações.
A Bruxaria Tradicional se permite regras para formar organizações.
As outras Religiões causam divisões de grupos étnicos.
A Bruxaria Tradicional tem como um dos princípios a União desses grupos.
As outras Religiões buscam adeptos para que acreditem nas leis das Igrejas.
A Bruxaria Tradicional busca primeiro acreditar nas suas próprias leis internas, seus limites e qualidade de caráter. Para só depois chegar à religiosidade, só depois vivenciar as leis que regem o Universo.
As outras Religiões seguem os preceitos de um livro sagrado.
A Bruxaria Tradicional busca o sagrado na natureza para só depois escrever seu próprio livro sagrado.
As outras Religiões se alimentam do medo.
A Bruxaria Tradicional se alimenta da Confiança e do Amor.
A Bruxaria Tradicional busca o sagrado na natureza para só depois escrever seu próprio livro sagrado.
As outras Religiões se alimentam do medo.
A Bruxaria Tradicional se alimenta da Confiança e do Amor.
As outras Religiões fazem viver no pensamento.
A Bruxaria Tradicional faz Viver na Consciência.
As outras Religiões se ocupam com fazer acreditar nisso ou naquilo.
A Bruxaria Tradicional faz Viver na Consciência.
As outras Religiões se ocupam com fazer acreditar nisso ou naquilo.
A Bruxaria Tradicional se ocupa com Integridade do Ser.
As outras Religiões alimentam o ego.
A Bruxaria Tradicional busca Transcender as armadilhas do mesmo.
As outras Religiões fazem seus seguidores renunciarem as “coisas” do mundo.
A Bruxaria Tradicional leva a valorizar tudo que possuem com o trabalho honrado, pois não se faz voto de pobreza e sim de prosperidade para todos.
As outras Religiões vivem de adoração.
A Bruxaria Tradicional vive de celebração.
As outras Religiões sonham com a glória e com o paraíso.
A Bruxaria Tradicional faz viver a glória e as conquistas da vida aqui e agora.
As outras Religiões vivem no passado.
A Bruxaria Tradicional vive o presente reverenciando o passado e construindo o futuro.
As outras Religiões enclausuram a memória dos seus adeptos.
A Bruxaria Tradicional liberta e expande a Consciência.
As outras Religiões acreditam na vida eterna.
A Bruxaria Tradicional busca ser consciente da vida em várias dimensões e se fazer responsável por elas.
As outras Religiões prometem um Deus para depois da morte.
A Bruxaria Tradicional encontra vários Deuses em seu Interior durante toda vida.
As outras Religiões prometem um Deus para depois da morte.
A Bruxaria Tradicional encontra vários Deuses em seu Interior durante toda vida.
As outras Religiões negam conhecimentos aos seus seguidores.
A Bruxaria Tradicional vincula a busca pela sabedoria e pelo conhecimento a própria evolução.
As outras Religiões ensinam que a Paz e a felicidade estão em um lugar distante, e dependem da aprovação de um Deus.
A Bruxaria Tradicional ensina a encontrá-las dentro de si mesmo.
VENHA PARA A PALESTRA DA SENHORA TELUCAMA EM SP - MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI!
VENHA PARA A PALESTRA DA SENHORA TELUCAMA EM SP - MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI!
Por Graça Lúcia Azevedo - Senhora Telucama
Conselheira do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional)
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
O Culto dos Gatos nas Mitologias e Folclores Europeus
Segue mais um artigo que mostra a ligação do homem com os felinos, que durante o passar das eras os gatos exibiam um fascinio sobre os homens a ponto de tê-los em suas mitologias e contos folclóricos.Mitologia Germânica:
Freya: Era a mais renomada das Deusas, irmã gêmea de Frey, chamada de “a noiva dos Vanirs”. Freya tinha muitos nomes, sendo conhecida como a Deusa do amor, da sexualidade e da beleza, também é a Deusa da guerra que recebe os heróis que morrem nos campos de batalha, juntamente com Odin. Podia assumir a forma de um falcão e viajar grandes distâncias. Associada a um tipo especial de feitiçaria conhecida como Seidr, às jornadas xamânicas e à adivinhação, geralmente chamada de Volva. Freya viajava numa carruagem puxada por gatos, que sugere que os gatos também estavam entre os espíritos de animais que a auxiliavam em sua viagem sobrenatural.
Mitologia Romana:
Quando surgiu o Império Romano, vários gatos foram contrabandeados do Egito por comerciantes fenícios, e tornaram-se em pouco tempo bastante queridos, por seu auxílio na caça aos animais daninhos.
Na medida em que o Império Romano se expandia, o gato se difundia, tornando-se cada vez mais manso.
Há rumores de que tanto os romanos quanto os gauleses teriam adotado o hábito de enterrarem os gatos com seus donos, como comprovam algumas pedras funerárias encontradas em vários países da Europa.
Mitologia Celta:
Existem muitas referências aos gatos na mitologia celta. Algumas das funções míticas que mais representaram este animal é o serviço de tramitar entre mundos e a de guardião ao qual ajuda a guardar as portas do Outro Mundo.
Segundo a tradição celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que numa das suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.
Diz à lenda que no País de Gales, a Deusa Brigit tinha o gato como companheiro.
Mitologia Grega:
Ártemis ou Artemisa é a patrona dos animais, é a virgem caçadora do Olimpo. Ela tem uma estrutura atlética e é uma arqueira exímia. Irmã gêmea de Apolo. Seus símbolos são: o arco e flecha; tocha; animais em geral, principalmente o cão, gato, leão, corsa e urso.
Folclore Inglês:
Na Inglaterra de 936, os gatos haviam se tornado tão valiosos que a lei estabelecia penas severas para quem os matasse, baseadas nas suas qualidades de caçador.
Assim sendo, um gato adulto tinha um enorme valor.
Ainda teremos Grimalkin, um gato cinza com poderes mágicos. Muitas obras de arte têm sido dedicados ao Grimalkin. É um fato comum ligar os gatos a magia, é interessante notar que mesmo o Grande Bardo (Poeta) Shakespeare recitou sobre Graymalkin em Macbeth.
Folclore Polonês:
A planta "Willow Cona" deriva seu nome de um mito antigo de um gato polonês. O mito é o seguinte: Um dia, a mãe gato estava sentada em um banco perto de um rio, chorando porque seus gatinhos tinham caído na água e mesmo correndo ela não conseguia chegar até eles. Os juncos ouviam os lamentos da mãe gato e sentiram pena que se dobraram para que os filhotes pudessem se agarrar em seus longos caules, salvando-os e dando a gata mãe de volta seus bebês preciosos.
Desde então, dos juncos receberam belas flores aveludadas sobre suas hastes, tanto como uma recompensa e como um lembrete dos gatinhos que se apegaram a eles, a fim de salvar suas vidas. A Willow Cona fazem referencia ao mito dos gatinhos salvos.
Folclore Escoces:
Muitos clãs escoceses adotaram o gato doméstico como seu animal totem, e o clã MacBain utilizava o gato selvagem. Os gatos estavam encarregados pela educação e pelos seus tesouros. Os escoceses contam a lenda do Poderoso Rei dos Gatos que poderia responder a qualquer pergunta, e a dos Sith Cath, o Gato das fadas, com os olhos verde-escuros e as orelhas extremamente longas.
Cordialmente,
terça-feira, 18 de outubro de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL : RELIGIÃO E O CHARLATANISMO
É normal cruzarmos com textos que usam de algumas frases já batidas, que Bruxaria Tradicional é um ofício, que lutam contra preceitos modernos, que falam no diabo como o deus das bruxas, que foi iniciado pela avó, que é a arte paleolítica, que usam frases genéricas, que traduzem errôneamente para a língua portuguesa, que fazem entrevistas comprometidas com interesses comerciais, que colocam os títulos antropológicos e das ciências acadêmicas para justificar as mais malucas convicções sem fundamento algum e que seriam apenas teses.
O nosso objetivo não é desmascarar os charlatões, nossa função é dar base para que o próprio leitor assim o faça, até porque as pessoas têm que viver de alguma forma, algumas buscam os caminhos da distorção, outros usam da fé alheia para vender produtos e assim caminha a humanidade, não é uma questão simples religiosa, é uma questão de maior abrangência em nossa sociedade.
Vamos partir do que existe em termos de divulgação nos dias de hoje, uma imensa confusão onde cada pessoa tem uma idéia muito própria do que seja Bruxaria, temos dois momentos muito interessantes, Bruxos que estão ligados ao conceito paganismo e "Bruxos" ligados historicamente aos relatos medievais da Igreja Católica como sendo figuras que cultuam o Diabo e isso ficou impregnado no conceito agregado de práticas mágicas marginalizadas e de malefício tal como no imaginário popular usado na industria de entretenimento (Disney por exemplo).
A primeira linha trata da ligação de espiritualidade anterior ao cristianismo, chamamos de culto religioso, com base em prestar culto a natureza, as divindades, conectando o nosso ser a egrégora da natureza, estas práticas, mais a espiritualidade, mais as formas de culto chamamos de religiosidade. Temos que entender que a palavra religião tão polêmica é apenas um rótulo que dá significado a ações, ela não tem que estar ligada ou restrita a forma de culto da Igreja Católica, por exemplo, não precisa ter inúmeros seguidores, não precisa ser cultuada na igreja ou templo, pois o que citamos aqui é a manifestação religiosa e não a estrutura física e nem mesmo discutimos ritualísticas, muito embora algumas práticas mágicas, em essência, são voltadas a Magia Cerimonial e portanto podem ser muito mais complexas do que seria um simples culto religioso.
A segunda linha é baseada no que a Igreja Católica conceitua como bruxariaS, ou seja, um
culto demoníaco, imoral, trevoso e portanto pecaminoso, feito por marginais/ criminosos e que representam uma doença à sociedade e por muito tempo foi determinada pela área médica como uma patologia, uma demência tal como meros casos de crendices de gente sem cultura e com intenções ligadas ao charlatanismo usando da fé alheia exercendo o ofício da feitiçaria. Tanto que a própria Inglaterra baixou leis contra BruxariaS tal como temos hoje no Brasil nos artigos do Código Penal:
Art. 283 - Charlatanismo
Art. 284 - Curandeirismo
O nosso objetivo não é desmascarar os charlatões, nossa função é dar base para que o próprio leitor assim o faça, até porque as pessoas têm que viver de alguma forma, algumas buscam os caminhos da distorção, outros usam da fé alheia para vender produtos e assim caminha a humanidade, não é uma questão simples religiosa, é uma questão de maior abrangência em nossa sociedade.
Vamos partir do que existe em termos de divulgação nos dias de hoje, uma imensa confusão onde cada pessoa tem uma idéia muito própria do que seja Bruxaria, temos dois momentos muito interessantes, Bruxos que estão ligados ao conceito paganismo e "Bruxos" ligados historicamente aos relatos medievais da Igreja Católica como sendo figuras que cultuam o Diabo e isso ficou impregnado no conceito agregado de práticas mágicas marginalizadas e de malefício tal como no imaginário popular usado na industria de entretenimento (Disney por exemplo).
A primeira linha trata da ligação de espiritualidade anterior ao cristianismo, chamamos de culto religioso, com base em prestar culto a natureza, as divindades, conectando o nosso ser a egrégora da natureza, estas práticas, mais a espiritualidade, mais as formas de culto chamamos de religiosidade. Temos que entender que a palavra religião tão polêmica é apenas um rótulo que dá significado a ações, ela não tem que estar ligada ou restrita a forma de culto da Igreja Católica, por exemplo, não precisa ter inúmeros seguidores, não precisa ser cultuada na igreja ou templo, pois o que citamos aqui é a manifestação religiosa e não a estrutura física e nem mesmo discutimos ritualísticas, muito embora algumas práticas mágicas, em essência, são voltadas a Magia Cerimonial e portanto podem ser muito mais complexas do que seria um simples culto religioso.A segunda linha é baseada no que a Igreja Católica conceitua como bruxariaS, ou seja, um
culto demoníaco, imoral, trevoso e portanto pecaminoso, feito por marginais/ criminosos e que representam uma doença à sociedade e por muito tempo foi determinada pela área médica como uma patologia, uma demência tal como meros casos de crendices de gente sem cultura e com intenções ligadas ao charlatanismo usando da fé alheia exercendo o ofício da feitiçaria. Tanto que a própria Inglaterra baixou leis contra BruxariaS tal como temos hoje no Brasil nos artigos do Código Penal:Art. 283 - Charlatanismo
Art. 284 - Curandeirismo
Até então estamos nos referindo apenas ao termo Bruxaria, isto complica um pouco mais com o termo Tradicional, e ai temos mais duas visões muito diferentes, a primeira faz menção ao conhecimento passado de forma hereditária, preservando mitologia, folclore, espiritualidade, feitiçaria, costumes, preservação da identidade cultural/ religiosa, contra o sincretismo, entre outras atividades que reforçaremos aqui como religiosidade e temos a segunda versão que trata da Filosofia Perene (Escola Perenialista ou Tradicionalista), que nasceu no Vaticano pelo bibliotecário Agostinho Steuco (1540), que passou por filósofos da idade moderna (Sec. 19) e que acreditam em uma visão de que todos os caminhos irão a favor de Deus e que todas as coisas nasceram de Deus.
Temos visto alguns livros espalhados tanto aqui no Brasil como fora utilizando da segunda visão, muitos escritores que misturam santos católicos, duendes, demônios, fadas, diabo, deus, por fim tudo o que podem, e chamam isto de práticas mágicas, chamam de Bruxaria(?) e Tradicional quando não passam de ecletísmo místico (esoterismo) e feitiçaria generalizada.
Para nós do Conselho de Bruxaria Tradicional entendemos o rótulo "Bruxaria" como sendo um caminho religioso que difere da visão moderna dada por filósofos do século 19, como também não somos a favor da visão cristã para o termo. Se fizermos uma pesquisa nas pessoas que se dizem bruxas elas falarão com indignação dos crimes causados pelo tribunal no Santo Ofício (Santa Inquisição) Idade Média, elas não se identificam com o Deus das igrejas cristãs tal como não nutrem nenhuma ligação com a criação de oposição da figura do Diabo, também são direcionadas a espiritualidade ligada à natureza, as questões ampliadas de consciência, portanto também não são devotas à demonologia cristã ou mesmo com sincretismo com santos, se o fazem serviu como um disfarce que hoje com a abertura religiosa não se faz mais necessário.
Agora podemos até argumentar sobre o Diabo e os demônios serem uma derivação das divindades do mundo pagão, entretanto não é por isso que iremos cultuar a figura do Diabo cristão como um culto de rebeldia, pois a Bruxaria ancestral e não a rotulada pela Igreja Católica não esta ligada ao anti-cristianismo, tal como essa filosofia passa longe de nossas crenças.
Iremos ver no mundo muitas crenças tradicionais, muitos fenômenos de feitiçaria, a palavra witchcraft não é mais uma tradução representativa para a espiritualidade exclusiva dos bruxos, ela se tornou apenas um rótulo que significa feitiçaria; pode ter sido seu significado original, mas hoje diversos grupos a utilizam tal como satanistas ou pessoas ligadas as crenças africanas, é só entrarem em algum dispositivo de busca na internet e verão a distorção do rótulo. Com isso vou demonstrar aos leitores como o termo witchcraft pode ser qualquer coisa ligada à feitiçaria: Voodoo, Satanismo, Wicca, Esoterismo, etc... Dado a quantidade de livros citando o termo e as diferentes crenças.
E tem muito mais por ai!
A grande confusão é que as pessoas confundem o termo Feitiçaria com Bruxaria, para alguns a Bruxaria segue a mesma métrica do termo feitiçaria de malefício dada pela Igreja Católica, podem fazer suas próprias constatações, são os mesmos sujeitos que se vestem de preto e vermelho, que usam com freqüência o termo Diabo ou Demônios, são os mesmos que acreditam que a Bruxaria não esta ligada ao paganismo, afinal de contas, dada à influência Católica, o que fazem é apenas "magia negra", são conhecidos aqui no Brasil como pais e mães de poste ou de encosto!
BRUXARIA TRADICIONAL E O POLITEÍSMO, XAMANISMO E ANIMISMO
Sobre ser politeísta ou não, poli (muitos) teísta (deuses), para nós que seguimos a Antiga Religião, e falamos com propriedade, pois estamos baseados na religiosidade da Era Antiga, sabemos que a maioria dos povos antigos eram politeísta, o animismo conceito que diz que todas as coisas têm alma não diverge do politeísmo, até por que o politeísmo acredita no conceito alma e apenas separou as pequenas das grandes almas (deuses) e esses são a personalização das forças da natureza.
A Bruxaria Tradicional esta ligada ao Xamanismo? Boa questão, primeiro que temos dois conceitos diferentes, o primeiro que o termo nasceu da Sibéria na aldeia Tungusi, portanto xamã somente seria o líder religioso daquela determinada cultura, porém como o termo witchcraft se generalizou tal como shamanism (xamanismo) e qualquer prática de êxtase de base ancestral se tornou xamanismo, a Bruxaria em sua forma tradicional tem práticas de êxtase tal como tem outras ferramentas em sua crença.
Segue um trecho bem interessante sobre Xamanismo:
Xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções – de sacerdote e curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, a músico e poeta, narrador e guardião dos mitos e histórias do seu povo. O termo original saman vem justamente do verbo “conhecer” na língua siberiana manchu-tungus. A definição clássica de xamanismo – “técnicas arcaicas de êxtase” – pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), especialista em História das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduziam identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto Sibéria, Austrália e Amazônia.
A Bruxaria Tradicional esta ligada ao Xamanismo? Boa questão, primeiro que temos dois conceitos diferentes, o primeiro que o termo nasceu da Sibéria na aldeia Tungusi, portanto xamã somente seria o líder religioso daquela determinada cultura, porém como o termo witchcraft se generalizou tal como shamanism (xamanismo) e qualquer prática de êxtase de base ancestral se tornou xamanismo, a Bruxaria em sua forma tradicional tem práticas de êxtase tal como tem outras ferramentas em sua crença.Segue um trecho bem interessante sobre Xamanismo:
Xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções – de sacerdote e curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, a músico e poeta, narrador e guardião dos mitos e histórias do seu povo. O termo original saman vem justamente do verbo “conhecer” na língua siberiana manchu-tungus. A definição clássica de xamanismo – “técnicas arcaicas de êxtase” – pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), especialista em História das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduziam identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto Sibéria, Austrália e Amazônia.
Terminamos mais um artigo para que, você estudante, entenda as diferenças e encontre o caminho que tenha maior afinidade, esqueça os iniciados das fraternidades “ocultas”, pois estas hoje em dia estão mais aparentes do que muito comercio, entenda que quem faz livro é qualquer um que escreve e tem dinheiro para investir na publicação e não por mérito ou notoriedade, veja os tais estudiosos acadêmicos à maioria não sabe diferenciar a idade moderna dos movimentos filosóficos modernistas, saiba que a grande maioria dos bruxos não acreditam na mitologia cristã bem como tem uma religiosidade diferenciada além da prática da feitiçaria (ofício/ trabalho).
Vivemos em um mundo materialista, e tenha certeza que muitos irão distorcer qualquer coisa para venderem seus livretos ou iniciações, ou seja, não foge a nenhum segmento da sociedade tirar proveito de situações e da boa fé alheia, e isto existe hoje como sempre existiu, não é a toa que temos leis contra charlatanismo e curandeirismo até hoje mesmo aqui no Brasil.
Portanto, não seja mais um papagaio que repete tudo, estude, analise, veja os interesses por trás do que é colocado e tenha certeza de seguir um caminho conforme acredita e vai de encontro as suas crenças interiores, a Bruxaria Tradicional não tem papa como também não tem biblia e desconfie em quem se diz bruxo e acredita em santo ou em demônios, pessoas confusas levam a caminhos tortuosos, mas conforme elas mesmos pregam, no final tudo dá certo, pois todos os caminhos levam a Deus ou ao Diabo...
Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional
Conselho de Bruxaria Tradicional
Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria.
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