segunda-feira, 27 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Movimento Ocultista e as Práticas Mágicas do Dia a Dia


Andando agora em passos mais calmos pelo movimento ocultista a gente acaba percebendo que pouco ou nada vemos de espiritualidade de uma forma geral, as associações de um caminho religioso às diversas necessidades que por vezes não fazem nenhum sentido, por quais motivos realmente se busca uma espiritualidade.



Será para reconhecimento perante outros? Para mostrarmos o quanto somos evoluídos? Para conseguir amigos? Para dizer que se esta deixando um legado?



E essa descrença na religião, essa falta de aprofundamento, esta necessidade de direcionamento tem tornado as pessoas vazias e destinadas a incapacidade de romper seus próprios limites bem como se deixam iludir perante o comércio que oferece a cada dia produtos e cursos cada vez com menor qualidade.



Também devemos refletir sobre sustentabilidade das instituições em relação à banalização na venda de filosofias como se fossem produtos de estantes, é pertinente saber a diferenciação bem como preservar os locais que prestam uma continuidade religiosa a peregrinos sinceros em busca de conhecimento; ah sim e como seria muito mais propício contar com doações de valores! Contudo esta mentalidade de contribuição não advém da consciência da grande maioria das pessoas, restando às instituições cobrarem por seus custos operacionais, bem como é de grande relevância manter um caixa de investimento para o seu crescimento/ eventualidade.





VIVEMOS UMA INVERSÃO DE VALORES em termos monetários, hoje passa a ser marginalizado àquele
que contribui mensalmente para uma instituição daquele que prefere gastar valores exorbitantes com workshops e que pouco ou nada trazem de crescimento pessoal aos que frequentaram por algumas horas os espaços ou ate àqueles que acreditam que o certo é viver sem nada contribuir, nem monetariamente, nem em compromisso e na maioria das vezes nem com o respeito pelo que ali provê o conhecimento, idolatrando palestrantes como pop star em vez de apreciarem o trabalho daquele que presta um ensino contínuo diante de um caminho.



Como se todas estas questões citadas não fossem por si mesmas destoantes, ainda existem eventos com palestrantes desconhecidos ou necessitados de visibilidade para balbuciarem sobre algo inventado ou mal qualificado, gerando sempre os mesmos temas que vão do xamanismo, da religião da deusa, do tarô e das receitas mágicas, enaltecendo não mais o conhecimento ou a diversidade de crença e sim um mundo de glamour, ilusão e leviandade.



Devemos entender que não se trata de um mero julgamento, não devemos culpar os outros, devemos culpar a nos mesmos que acabamos por prestigiar diretamente ou indiretamente estas formas simplórias pelo qual se foi colocada à espiritualidade e as instituições, somos culpados por dar crédito a pessoas que fazem da espiritualidade um RPG, somos culpados por nos satisfazermos por tão pouco, somos responsáveis por abrirmos nossas portas para o profano, somos responsáveis por nossa jornada, que embora soubéssemos a todo o momento desta definição, ainda assim nos cegamos, ficamos surdos e seguimos em frente o fluxo da inconsciência coletiva.


Autor: Ricardo DRaco





quinta-feira, 25 de abril de 2013

BRUXARIA TRADICIONAL: UMA HOMENAGEM AO MORTO



Com os finais cheios de atividades recebi um convite que não pude negar de comparecer, era um chá de bebê do filho de um grande mestre, e lá estava eu observando o ritual da vida, ou pelo menos, da espera da vida. Crianças brincavam e lembrei-me das brincadeiras de infância, o gosto por experimentar os doces da mesa e rever os amigos com abraços e sorrisos pela alegria da vinda de mais um membro à coletividade, foi quando recebi um telefonema que me chamava para um cenário totalmente diferente, antes a ritualização da vida e posteriormente a ritualização da morte.
Claro que isto nos faz pensar inevitavelmente sobre o ciclo da vida, e o que antes eram risos e descontração se dera a um novo cenário de pesar e silêncio.

Um dos conhecimentos que nos bruxos aprendemos, pelo menos os que seguem um caminho tradicionalista, é o entendimento sobre o ciclo de vida e que por muitas vezes acontece por observância das estações do ano, um contato, uma ligação tão compassada que se torna natural e se nos emocionamos com as vindas e idas não são pelo sentido da perda e sim pela vontade que temos de ver a todos que gostamos bem.
Estava conversando com uma moça que frequentava um centro kardecista, notadamente abalada começou a disparar sobre sua vida, sentei em uma poltrona confortável do velório e me pus a escutar todo o processo de vida dela.

Ela me dizia que:
"Antes eu estava indo a um Centro Kardecista, mas não me senti muito bem em ter que pedir ajuda novamente àquele local, as pessoas devem estar cansadas de mim, daí recebi uma ligação de uma amiga me convidando a um Terreiro de Umbanda, fiquei com medo, mas embora minha cabeça estivesse em conflito com o local, o meu coração estava em paz e também chegando lá vi uma estátua de Jesus e Nossa Senhora Aparecida, isso tranquilizou meu coração e logo vi que o local era bom, nenhum local que não fosse bom teria uma estátua de Deus...."

E muita gente poderia me dizer: "- Ahhh Draco você deveria ter falado um monte....", mas sentado ali minha cabeça processava diversas visões e entendimentos mais profundos diante da vida, em como as pessoas somente procuram os locais como um local para resolver seus problemas ao qual elas mesmas poderiam resolver fazendo uma simples ação, fazendo suas reflexões. É claro que a gente que tem um espaço religioso pagão e pensa como uma simples estátua pode mudar a percepção das pessoas, daí vão me dizer que os cristãos são superficiais e eu diria que o efeito seria igual aos neo-pagãos que observassem uma estatua de Jesus em um altar bruxo, no fundo pessoas são pessoas e elas vão se apegar a qualquer coisa para tentarem comparar, julgar, ou manter o controle, já vi muito disso acontecer colocando apenas uma música diferente do padrão.

Lembrei-me de um querido mestre, seu nome é Luis, que deu uma palestra em um centro Kardecista e acendeu um simples incenso e recebeu diversas críticas.... Dizia ele: "Se vocês estão aborrecidos com o perfume é por que ainda não escutaram o que tenho a dizer!".
Mas voltemos ao velório, e já estava amanhecendo e no cemitério eu escutava atentamente as palavras da moça. 
"– Mas eu estou contente, agora sou macumbeira mesmo, e minha vontade é colocar logo de manhã um som bem alto de atabaque só para eles saberem com quem estão mexendo, assim que é bom, agora os meus vizinhos vão ter respeito, quero ver eles me chamarem de bruxa!"
Eu pensei comigo mesmo, o que nós bruxos temos haver com as "megerices" dos outros? Bem como percebi que muitas pessoas querem pertencer a caminhos afros ou magistas não para aprender, mas para que estes caminhos além de darem as soluções instantâneas para as suas vidas, ainda gerem um status de medo aos outros.

Tenho a impressão que no geral as pessoas estão mais ignorantes com relação à espiritualidade, usando de tudo como se fossem marcas de roupa e isto não é com relação a pessoas menos privilegiadas na sociedade, pois já tentei ensinar para gente sem dente bem como para membros da alta sociedade, para pessoas de ensino médio como para PhD e percebo que a essência da Bruxaria somente pode fluir perante a um espírito apto, que consiga estabelecer uma sincronia com essa correnteza dentro deste mar cheio de teses, filosofias e religiões.

Uma homenagem ao morto que se vai de olhos fechados, em seu barco em forma de caixão, perante o mar de lágrimas daqueles que deixou, para as profundezas, ao terminar sua transição entre os mundos diante do último tijolo que fechará a entrada do seu túmulo.




quarta-feira, 17 de abril de 2013

BRUXARIA TRADICIONAL Versus WICCA


BRUXARIA TRADICIONAL Versus WICCA

E eis mais um em um zilhões de artigos que falam sobre diferenças, alguns vídeos que mais desinformam do que passam uma informação clara sobre o tema, e claro, se existem zilhões de artigos, poderíamos multiplicar esta questão por uma legião de gente que pergunta, pois tudo o que chega a elas são opiniões, muitas vezes levianas, sobre cada um desses caminhos.


O primeiro ponto a se levar em conta é que a língua portuguesa tem um leque diversificado de palavras, muitas possuem múltiplos sentidos, outras advêm de traduções muito superficiais e a outra demanda vem da necessidade das pessoas inventarem significados novos para antigas palavras.

Um segundo agravante é uma falta completa de definição de algumas “tribos” quanto ao que seguem, ao jargão comum, e um reconhecimento pleno de que X é X e Y é Y.


Confuso? Muito, mas neste artigo vamos dar uma clareza para você que esta chegando ao mundo alternativo de religiões, não que elas sejam propriamente novas, é pelo motivo que não são incorporadas de igual forma a outras de base, por exemplo, cristã.


Esqueça-se de tudo o que viu e escutou, dos vídeos com morcegos, caldeirões e jogadores de taro, esse é o momento de refletir e o primeiro deles tem como início o fundamento religioso, e para não virar um curso de bacharelado, vamos começar a falar sobre fundamento religioso, para quem não sabe é a base de onde se derivam as religiões:





Vamos citar o Cristianismo (fundamento): Catolicismo e as demais igrejas protestantes (religiões)

Paganismo (fundamento): Bruxaria, Romuva, Candomblé, diversas crenças nativas (religiões).


Dentro da questão do fundamento religioso, o Paganismo antigo chega aos dias de hoje como o Paganismo Tradicionalista, por conta da necessidade de preservação e por também se desvincular de outro fundamento advindo da contra cultura do cristianismo, o Neo Paganismo.

Portanto a Bruxaria advinda do Paganismo Tradicionalista, chamamos de Bruxaria Tradicional, e a Wicca advém do conceito Neo-Paganismo.

A Wicca tem sua religiosidade nascida em solo britânico, portanto o termo Witchcraft (Witch=bruxo e craft=arte) pode além de ser traduzido para o contexto de bruxaria é também utilizado para feitiçaria, e ai meus caros leitores é onde a porca torce o rabo, e por qual motivo? Tendo o mesmo rótulo e uma diversidade de significados, o termo pode descrever as práticas feiticeiras de qualquer caminho, até mesmo do cristão (feitiçaria cristã ou em inglês Christian witchcraft), por isso alguns pensadores colocam a Wicca como uma colcha de retalhos feiticeira, pois ela absorveu as diversas seitas inclusive, segundo alguns, até da Bruxaria.

Gosto muito da definição da UWB (União Wicca do Brasil) que seguramente hoje é a associação que mais representa os wiccanos em excelência; e ela cita a seguinte frase:

“A Wicca é uma religião neopagã, mítica, politeísta, iniciática, de culto dualista e orientação matrifocal.”


De igual forma nós do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional) definimos para os que seguem com base em nossas premissas a seguinte definição:

“A Bruxaria Tradicional é uma religião pagã (no sentido etimológico), ancestral, nativa, de culto politeísta, iniciática e hierárquica.”

E com relação à data de fundação? A Wicca nasce no final da década de 50 por Gerald Gardner, já a Bruxaria Tradicional é uma religiosidade que nasce de um processo de transição de uma estrutura familiar e campesina (Bruxaria Familiar) para uma estruturação iniciática existente nas diversas Ordens Iniciáticas.


Publicidade que o leitor deve refletir:

A Bruxaria Tradicional é a Antiga Religião
- Não, a Bruxaria Tradicional é uma das Antigas Religiões, e elas existem aos cachos!

Traditional Witchcraft = Bruxaria Tradicional
- Vamos traduzir corretamente Traditional Witchcraft = Ordem Iniciática Feiticeira, e existem diversas, sendo que a Bruxaria Tradicional é uma delas.

Wicca = Bruxaria Moderna
- O nome chama atenção, mas a tradução mais fidedigna seria algo como Ordem Iniciática de Feitiçaria da Era Moderna, mas o termo pegou tão fortemente no Brasil que haveria comoção publica para quem ousar falar o contrário.

Bruxaria = bruxariaS
- Não preciso dizer que o rótulo a partir da idade média foi se depreciando até designar perante religiões cristãs como uma prática de malfazejo, mas do mesmo modo que eu não faço luteranismos (Igreja Luterana) por ai, eu também não faço bruxarias, parece obvio observando por este lado...
Acredito que estas informações já poderiam lhe dar discernimento sobre cada caminho, mas caso tenha dúvidas, segue mais uma link de outro artigo e caso queira conhecer na prática entre em nosso canal de eventos e participe! Nada melhor que a vivência.










quinta-feira, 4 de abril de 2013

COMUNICADO DE LA PLATAFORMA A FAVOR DE LA LIBERTAD RELIGIOSA DEL PAGANISMO


COMUNICADO

En Madrid, a jueves 4 de abril de 2013
El 22 de marzo de 2013, la Confesión Religiosa Ásatrú Lore Vanatrú Assembly (ALVA), presentó oficialmente la solicitud de inscripción en el Registro de Entidades Religiosas, para ser reconocida legalmente como religión. El 28 de marzo siguiente, cursó la Solicitud provisional de adhesión a la Plataforma a favor de la Libertad Religiosa del Paganismo, y el 3 de abril de 2013 los miembros de la Plataforma deciden aceptar la solicitud provisional de ingreso hasta su aprobación definitiva, una vez sea confirmada su inscripción registral y reconocimiento oficial por el Estado Español. Con la entrada de ALVAla Plataforma queda conformada hasta la fecha por cinco Confesiones religiosas paganas independientes y reconocidas por el Estado, lo que la confirma como un espacio verdaderamente representativo pero sobre todo crisol de nuestras Religiones en la sociedad y ante la Administración.
El esfuerzo que todos nuestros Cultos estamos haciendo para que prevalezcan las reivindicaciones y necesidades, lo que nos une a todos, por encima de nuestra propia idiosincrasia pero respetando nuestra independencia en un complicado equilibrio de deseos y prioridades, es un handicap que deben empezar a valorar con la atención debida en el Estado, como evidencia incuestionable de que ya no vamos a parar hasta que se nos reconozcan todos los derechos y libertades que a día de hoy nos escatiman.
Hemos abierto por primera vez un espacio de comunicación y entendimiento con la Administración, para sensibilizarla y comprometerla en un proyecto común que nos permita ser consideradas personas verdaderamente libres e iguales al resto de una ciudadanía que, por ser fieles a unas religiones mayoritarias, tienen unos derechos que a nosotros se nos niegan.
Somos muy conscientes que no es cosa de un día, pero lo mismo que sabemos que llevamos demasiado tiempo ya, desde el infausto Edicto de Tesalónica esperando pacientemente y más allá de nuestras fuerzas, que amanezca o que oscurezca el día en el que podamos celebrar nuestros ritos, honrar a nuestros Antepasados y devocionar a nuestros Dioses y Diosas con el mismo respeto por parte de la sociedad y de las autoridades, con el que tratan al resto de las creencias y manifestaciones religiosas.
Y ese día estamos seguros que llegará, como estamos seguros que esta unión, cada vez más consolidada, cada vez más fuerte, cada vez más fraternal, pese a los altibajos del tiempo y el desgaste, hará que sea posible.
Damos desde aquí la bienvenida a nuestros hermanos y hermanas de ALVA, conscientes que no nos podemos permitir el lujo de escatimar esfuerzos ni mirar hacia atrás, sino a cada lado, para continuar trabajando con humildad y constancia por nuestros derechos fundamentales, confiados en que este nuevo pilar que suponen, sea un brazo más que represente nuestros intereses comunes y guarde nuestro flanco, con la misma seguridad que afirmamos guardar el suyo. Es cada eslabón lo que nos hace ser cadena.
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Fernando González

quarta-feira, 3 de abril de 2013

CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL - OFICIALIZAÇÃO

O Fruto de um Trabalho Sério e Abençoado pelas Forças da Natureza parabéns a todos nós vitoriosos de um sonho que virou realidade! A Instituição Árvore Sagrada patrocina com espaço sede para o CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL - Parabéns aos bruxos que hoje já tem uma moradia para nossa fé!






Mostramos para muita gente que vive de fantasia o que é realidade e o que é ilusão, demos a nossa resposta com atos de poder. Um grande abraço a todos que puderam auxiliar no processo, aos que estiveram do nosso lado em um processo de luz e verdade, não existe ego, mediocridade que impeça a verdade. Os Deuses abençoam aqueles que são nobres, leais, fraternos e guerreiros!



Que esta Casa
Sempre seja a moradia
A casa da montanha
Que seja um local de prece
Onde a Magia seja Plena
É a casa dos Deuses
É a casa de Nossos Ancestrais
Nesta casa pregamos a Sabedoria
Pregamos o vivenciar pleno
É a casa de espíritos nobres, guerreiros
É a casa dos leais e verdadeiros
Dos fraternos e justos
Dos mestres e aprendizes
Dos peregrinos de uma bela jornada
Iluminada pelas estrelas e pelo bom caminhar
Sejam bem vindos os caminhantes que querem caminhar.










terça-feira, 2 de abril de 2013

Perguntas de quem busca a Bruxaria

Entre os corredores do templo acima das montanhas vejo o Sol expandir sua luz através das nuvens, os corredores e salas de aulas com jovens apreciadores do conhecimento esperam ansiosos por mais entendimento sobre o reino da magia.

Andei com meus pensamentos pelos corredores de pedra, me apoiei perto de uma coluna que dava de frente para a fonte do pátio principal, um ar sereno e harmonioso tocava o local, uma neblina encantadora fez me pensar na aula que daria em alguns minutos.

Reflito sobre a famosa frase "O mestre aparece quando o aluno esta pronto"a cada dia percebo que o mestre aparece quando o aprendiz se torna realmente um aluno, antes disso o aprendiz não é aprendiz, é apenas alguém em busca de um caminho para seguir, buscando desordenadamente atenção, 
religiosidade, idealismo, status ou qualquer outro motivo. Ele com certeza encontrará muitos mestres, mas não reconhecerá nenhum deles por cegueira, por ego, por criar um esteriótipo de como seria um mestre.

Alguns encontram em um dado momento de suas vidas, mas depois desconsideram as palavras sábias em favor das suas ilusões pessoais que o sustentaram por sua jornada em busca do Mestre modelo, aquele mestre que se aparenta como Merlin, que tem palavras bonitas e sempre alimentará suas ilusões, geralmente quando o espelho quebra verão que ali apenas mora a fantasia, cristais, tarôs, runas e capas brilhosas, e eles passaram e em nada acrescentaram, nem mesmo um mero e singelo sentimento, pois eles nunca tocaram a sua alma, mexeram com seus egos, não lhe deram um tapa de realidade, não lhe mostraram um caminho! Você seguirá solitário, apático e vazio com muitos amigos virtuais, pensando novamente na ilusão de ser alguém querido ou amado e seguirá sua vida pensando em não estar preparado, em ser vítima da vida ou serviçal de uma busca que não existe.

Fico pensando em como as pessoas querem seguir um caminho, fazer uma jornada senão desejam andar, conheço muitos que se rotulam como "estudiosos", são aqueles que colecionam livros ao invés de vivências, não sabem caminhar fora de seus domínios pessoais, chamo a isso de uma limitação e um medo de tentar buscar novos horizontes.

Muitos querem conhecer e vivenciar a Bruxaria Tradicional, então fornecemos ferramentas, convidamos a eventos, palestras, cursos e simplesmente o poder pessoal se resume a um simples perguntar "-Como faço para ser um bruxo, aprender e ser iniciado" você promove os meios e verá que aquela pergunta foi um suplício, a última palavra de um moribundo e provavelmente não o escutaremos mais.

Algumas perguntas parecem se eternizar como:
"-Como faço para ser um Bruxo e me iniciar"

Quem sabe ao ler muitos se identificam com essa questão, o que posso dizer é algo bem simples, seja alguém com este propósito firme, ninguém irá até sua casa te pegar pela mão, você esta disposto a fazer a sua jornada? Tenho aprendizes de outros estados, que chegam de avião, pois descobriram um conhecimento que tanto buscavam, e eles trabalham esse conhecimento de forma tão especial que suas vidas mudam para melhor, eles desenvolvem suas vidas de maneira próspera, buscam em cada ensinamento vida e não ficam preocupados em iniciações, feitiços ou poções, pois perceberam que a magia flui de forma viva e verdadeira em suas vidas.

Um verdadeiro iniciado, não aqueles que a gente passa por conta do tempo de casa! Estou me referindo a alguém que realmente adquire os conhecimentos desta senda, sabe do poder manifestado em suas vidas, eles não perdem tempo buscando o caminho nos outros, eles entendem que ao adquirir às ferramentas as mesmas devem ser usadas para a vida, algumas pessoas entram e saem do mesmo jeito, fazem as mesmas coisas que faziam antes do aprendizado, então do que valeu o conhecimento?

Estamos na descida de Outono para Inverno, nessa descida percebemos o momento certo de abandonarmos o que não tem proveito, ferramentas que se enferrujaram pelo não uso, projetos que não vingaram pessoas que não acrescentaram. Estamos chegando ao ano novo celta (Samhain) conforme a tradição deste povo, e creio que este momento seja uma data especial para a introspecção, um momento ao qual daremos um passo para nos conhecermos, para entendermos nossas raízes, para decifrar qual semente somos e a qual árvore nasceremos nessa nova roda que surgirá.

O poder de escolha advém do poder pessoal, sem escolha e sem ação você estará prestes apenas a desejar, a querer, mas nunca a conquistar o seu espaço nessa grande jornada chamada de vida mágica.

Existem empecilhos? Muitos, quem disse que consciência não teria que ser conquistada? Ilusão vem por correio, chega à sua casa, você abre e percebe que ela é como um cobertor, fica quentinha no corpo e logo te joga para o sofá e para a televisão e você ali fica acomodado e feliz, já consciência espiritual é abrir a porta e encontrar o vento gelado, é o portão que não quer abrir, é o dinheiro que sumiu da carteira, é a tremedeira do frio, é sair de madrugada onde a grande maioria esta dormindo e na rua estarão alguns, bem poucos e verdadeiros caminhantes, e ao chegar do Sol você será contemplado com uma grande visão e conhecimento de vida, escutará os primeiros sons dos pássaros, perceberá as mudanças de temperatura, o orvalho das plantas e tudo isto encantará a sua alma, o restante acordará com o despertador terá apenas mais um dia, igual a centenas de outros que serão apagados com a poeira dos tempos.

Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco