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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Liberdade na Bruxaria Tradicional

Revendo alguns textos podemos observar a palavra liberdade sendo colocada a todo o momento, acreditamos que o caminho da Bruxaria Tradicional é liberto, pois ele nos mostra uma peregrinação de auto-conhecimento, ele não nos cobra participarmos com reuniões semanais, ele não implica em uma junção de procedimentos cerimoniais para culto, não existe o pesar tão duro sobre um deus único e benevolente pronto a te deixar em desgraça por algum deslize, não existe o pecado e nem um ser que te faça pecar, não existe o castigo de queimar no inferno, ou o benefício das 40 virgens, existe apenas o caminho e você, e isto, a nós inspira liberdade.

Mas percebam, essa liberdade em nada tem em comum com ecletismo religioso, a bruxaria é um caminho tal como as diversas trilhas (sendas e religiões) que existem e que te levam a lugares conforme seu objetivo, não quer dizer com isso que seja libertino, herege, ou qualquer outra manifestação de rebeldia, pois o que percebemos nesse tramitar é justamente a harmonia de se viver bem, consigo mesmo e com tudo o que lhe cerca; isso não tem haver com “Paz e Amor” tem haver sim com a sincronia perfeita com o universo, o perfeito estado de êxtase, da manifestação da sabedoria.

Muitas pessoas não concordam com esse pensamento, pois estão fixadas em suas crenças pessoais como se isto fosse um caminho a que todos podem ou deveriam seguir e dão o nome de Bruxaria Tradicional, num sistema exclusivo de feitiçaria, geralmente ligada a tudo o que existe em magia, com base na cultura africana, tal como risco de chão com pemba, símbolos pitagóricos, judaicos ou cristãos, com culto a Exu, com o estereotipo de magia negra, no entanto esse mesclado de crenças e feitiçaria é ligado exclusivamente a crenças íntimas e mesmo dentro de grupos, percebemos uma total desfoque de idéias, o que não poderia ser diferente, não é um caminho e muito menos Bruxaria Tradicional.

Existem pessoas que usam do termo tradição para terem notoriedade no assunto, tradição para nós é base de conhecimento, portanto seria impossível aprender o contexto de tradição por livros, ela é apenas passada pela prática, pela vivência, pela forma oral. Podemos ler, por exemplo, sobre culinária portuguesa, entretanto nunca saberemos a receita legítima dos ditos “Pasteizinhos de Belém”, com isso entendam que ninguém irá colocar estes detalhes em livros, tal como até hoje não sabemos a formula da Coca-Cola, embora muitas empresas façam sabores similares.

Oferecemos um caminho amplo e liberto que possibilita a troca de conhecimento, como também o silêncio da peregrinação, cabe a cada um rever suas bases, pois se você consegue separar seus procedimentos mágicos por religiões, esteja certo que o que segue é apenas uma colcha de retalhos e nada mais do que isso.


Cordialmente,
CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Críticas perante Bruxos Tradicionais

O grande desafio do Conselho de Bruxaria Tradicional é gerar projetos de qualidade com gente de qualidade, bem intencionada e capaz de criar algo em favor daqueles que realmente desejam caminhar sobre este senda, nós não objetivamos àqueles que discordam, que são críticos superficiais, pois na maioria das vezes estes são os mesmos que nunca fizeram nada a não ser oposição.
Não existe obrigatoriedade em seguir bruxaria tradicional, como também fazer parte do conselho ou se beneficiar de algum projeto que criamos, que aliás são vários.
Como sempre a grande maioria que se coloca em oposição, em sua maioria tem problemas de identificação de crença, acreditam que tudo que possa ter feitiçaria é bruxaria, pois dão o mesmo sentido de bruxo para feiticeiro, essa deficiência lingüística não é o foco para espiritualidade, pode ser foco para o estudo da língua portuguesa, mas conceituar etimologicamente as palavras e descobrir o sentido delas; consideramos dignos para o ensino médio, quando não primário.
Nós gostaríamos muito que as críticas fossem feitas com nome verdadeiro, com CPF, pois assim ficaria muito mais fácil e legal de acertarmos os ponteiros, visto que as agressões a pessoas e entidades estão prescritas em lei, na forma de calúnia e difamação e criminalidade dá punição tanto de retratação pública como indenização financeira.
Fora a questão de lei que esta baseada na constituição federal, nós estamos muito bem focados em nossa linha de atuação, podemos ler livros, podemos comungar de ideais, mas o requisito esta na passagem da tradição, tradição essa que não tem o mesmo significado de ordem iniciática, e sim de passar o conhecimento que foi transmitido, não somente pela oratória, mas pela prática, pelos caminhos que muitos buscam através de livros, de outras religiões, mas que claramente não conseguem obter e ficam nos atos infantis.

O que mais nos diverte é essa corrida maluca por iniciações em diversas correntes místicas, onde se estuda tudo e não se é nada, francamente se ao final de tudo o que gastou com livros, de todas as iniciações que roubaram seu dinheiro, ainda assim menciona a pergunta “O que eu sou?” francamente, a resposta para isso não cabe no texto, mas por isto e por diversas outras charlatanices que fornecemos orientação e não iniciação, iniciação é algo sagrado para nós, e somente a partir do auto-conhecimento, do equilíbrio emocional, da educação, do controle do ego, do saber escutar é que se começa a pensar em iniciação, alias antes de ser bruxo precisa ser gente!
Com relação a outras ordens, tal como Tubal Cain, ABRAWICCA, IBWB, citada por um iniciante, nós respeitamos todas as ordens, podemos não COMPARTILHAR das mesmas crenças, mas respeitamos.
Ou seja, cada macaco no seu galho.
Aos que desejam receber informativos, temos uma excelente lista , envie um email para:
Como o próprio nome diz, é uma lista de informativos e para tirar dúvidas.
Cordialmente,
CBT - Conselho de Bruxaria Tradicional

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Bruxaria Tradicional - E lá vai o Rei da Inglaterra



Caros, incrível como as pessoas distorcem tudo o que tem à mão somente para vender gibis bruxescos, vale mais ler o livro do Harry Potter, do que ficar nessa insensatez com relação a dizer que bruxaria é uma "mistureba" de coisas que só tem sentido na crença pessoal e com intenções comerciais.

Graças aos deuses colocaram a culpa no Rei da Inglaterra! Chegamos na longínqua data de 1538! Tradicionalmente o início estabelecido pelos historiadores franceses que em 1453 conceituaram como Era Moderna. É importante dentro de um debate de idéias, ser no mínimo conhecedor de História, ao criticar conceitos modernos dando exemplos históricos da Era Moderna.

É ótimo pensar nisso, pois já estamos nos aproximando do descobrimento do Brasil e então teremos uma história com base nacional para sair do foco Europa, já que muitos se sentem aborrecidos com esta questão, embora suas fontes sejam do Velho Continente.

Portanto, começamos a nossa história no Brasil e os acontecimentos “anti-cristãos” dados aos “novos cristãos” (judeus), o que é deveras interessante, falar de voodoo como bruxaria pode, só não pode falar que judeu é bruxo, é fascinante essa maneira de conceituar as coisas!

Por fim, queremos falar diretamente aos simpatizantes dessa “linha”, vejam quanto estamos desmistificando a Bruxaria Tradicional, se querem ser “sábios” (sem essa torcida de time de futebol), leiam e reflitam sobre todos os conceitos aqui colocados, nada mais pedimos, nossa intenção é que todos sejam livres em pensamento, provendo apenas conhecimento.

Ovelhinha é quem segue sem sentido e sem conceito!


Ficamos extremamente contentes, quando ouvimos que a confusão vem da Grã-Bretanha, terra de Gardner e tantos outros...

Não entendemos ainda a proposta dita como "algo maior", como algo que venha acrescentar, onde se quer chegar com isso, bom...nós já sabemos, está na livraria junto dos diversos livros de capa bonita e conteúdo questionável, pois até o momento estamos falando de conceitos e não de uma instituição formada por um clero religioso, ou uma instituição antiga de bruxos em eras “paleolíticas”.

A resposta foi clara com relação à teologia, com antropologia, com sensatez, nós concebemos a feitiçaria em qualquer cultura, sabemos que existiam feiticeiros com todos os seus atributos e entendimentos, só não entendemos o porquê afastar todo o universo humano dessas pessoas (com base na crença pessoal de alguns poucos autores), como se as pessoas fossem apenas feiticeiros sem nenhuma ligação com origem, com sua cultura, com sua terra.

Como o leitor pode entender, nós não temos interesse nenhum na idade média, nem na moderna. Pensar que somente bruxos faziam feitiçaria é uma visão muito simplória que duvidamos que qualquer acadêmico, tenha o título que tenha, concorde com essa visão distorcida, com verborragia, com ânsia, com despeito, com muitas coisas que não devem ser citadas, para não sujar o texto.

Se você quer cultuar o diabinho, é um problema pessoal, se você quer vender gibis, problema de quem compra, mas não diga que isto é um fato histórico sem questionamentos, ou que esta linha de pensamento é a única coesa, pois nem coesa ela é.

Estamos já pouco interessados no que as pessoas acham ser bruxaria, para nós, que não temos essa necessidade obscura que alguns têm por títulos, é muita contradição e perca de tempo.

Nós vamos continuar escrevendo, conforme essas fábulas nos chegam, muito embora o público, já não tenha nem interesse, o que também achamos que virou rotina, e não tem sentido debater por algo sem base, sem conhecimento.


Jaime I (1.566–1.625). Rei da Inglaterra e da Irlanda (1.603-1.625), sendo, antes disso, rei da Escócia, com o título de Jaime VI (1.567-1.625).