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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL: A Sabedoria dos Ignorantes

Segue uma frase do sábio Confúcio sobre a inteligência e a idiotice, sem dúvida a sabedoria esta em muitas moradas. Mas porquê falar de Confúcio se ele não é Bruxo Tradicional? A resposta é simples, pelo simples prazer da sabedoria.


 

Cordialmente - CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FECHAMENTO DAS ATIVIDADES DO CBT

Estamos fechando oficialmente as atividades para o ano de 2011, contudo já temos parte de nossa agenda montada para 2012, visando sempre parcerias, incentivamento movimentos ideológicos a favor do paganismo e da Bruxaria, divulgando artigos, eventos e palestras.

Desejamos a todos boas festas!


Com o apoio dos Conselheiros do CBT - Conselho de Bruxaria Tradicional - Ricardo DRaco e Wagner Périco, ocorreu no sábado dia 10/12, na cidade de Embu das Artes a nossa confraternização de final de ano.

Em um ambiente descontraído, não faltaram risadas, abraços acolhedores e claro, muita troca de conhecimento.


Aguardem muitas  novidades para 2012!!!
Cordialmente,
CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL
www.bruxariatradicional.com.BR

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

É preciso ser humano antes de se tornar um Bruxo

As questões humanitárias so podem ser realizadas por pessoas que ja possuem uma visão ampliada de consciência, o elo da Magia. Pessoas melhores são bruxos melhores e assim não poderia ser com nossa querida irmã e conselheira do CBT que realiza a vários anos um trabalho de assistência social na Bahia, local onde possui a Casa Telucama.

A diferença do imaginário ao real esta nos atos, na condução da vida e no perfeito entendimento advindo da Grande Arte, da Arte da Vida.

Parabéns pelos atos de fraternidade Graça Azevendo - Senhora Telucama.

http://casatelucama.blogspot.com/2011/12/partilha-os-nossos-criterios-de-acao-na.html

Cordialmente,

CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL
http://www.bruxariatradicional.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VÍDEO - Contos de Senhora Telucama - Palestra em SP

ACESSEM o nosso canal de vídeos!

http://www.youtube.com/user/VideotecaCBT

Palestra da Senhora Telucama (Graça Azevedo) em São Paulo contando um pouco de sua vivência nos 37 anos de caminhada pela Bruxaria Tradicional.


O maior e melhor Canal sobre Bruxaria Tradicional! Palestras, Comunidades, Artigos, Grupos e muito mais! http://www.bruxariatradicional.com.BR


Cordialmente,
CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Dia do Gato Preto

27 DE OUTUBRO - DIA DO GATO PRETO

Você tem um GATO PRETO?

Participe da Campanha de Conscientização sobre o Gato Preto da Ong Cats Protection!  

Os bruxos, tão erroneamente associados a maus tratos cometidos com felinos, aderiram a esta campanha e apoiam esta iniciativa de desmistificação, quebra de preconceitos e proteção animal!

Publique a foto dele e ajude a provar que gato preto é tudo de bom! 


Veja os detalhes no blog  
http://pro-pretinhos.blogspot.com


Para publicar sua história não há data definida, você pode mandar a foto e a historinha do seu pretucho quando quiser que serão publicadas!

Algumas já estão lá, veja o marcador "histórias".

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL: A Evolução de uma Bruxa


 Quando a maioria dos integrantes de um grupo de estudos de Bruxaria Tradicional chega a um nível razoável de harmonia entre si, de realizações pessoais e em grupo, de compreensão aos problemas do cotidiano familiar, os novos passos conseqüentemente serão rumo a um plano mais sutil: a iniciação propriamente dita, o comprometimento com os caminhos dos Deuses.

Antes de qualquer abordagem, devo lembrar-lhes que a sabedoria chega à mulher primeiramente através da sensibilidade e ao homem através do conhecimento. Pelo conhecimento o Bruxo desenvolve a sensibilidade, e a mulher através da sensibilidade desenvolve o conhecimento. Interessante?

As (o) nossas sábias (o) ancestrais há milênios perceberam que a grande e única diferença entre os gêneros é simplesmente uma questão de “útero”. A mulher por uma questão de sensibilidade uterina é induzida a avanços pela sensibilidade, só depois de sentir, se mobilizar emocionalmente, ela naturalmente busca o conhecimento, o homem desenvolve essa mesma sensibilidade primeiro pelo conhecimento, por uma questão simples da noção primitiva de reconhecer “onde está pisando”. 

Finalmente, a sintonia com os valores espirituais e o conhecimento das leis que regem o Universo é o que molda o comportamento da raça humana. O discurso, e a paz da consciência daqueles que almejam servir aos Deuses de forma plena e acolhedora é manifestada pela mudança interior, ou seja, pelo autoconhecimento, através da pureza de sentimentos, da expansão da consciência, da sensibilidade natural e pela simplicidade da vida.
 

Cada Bruxa (o) tem seu próprio ritmo de concentração e assimilação, por isso nos clãs, causa espanto aos menos avisados quando aquela (o) Bruxa (o), de menos tempo e muitas vezes menos graduada (o) é convidada (o) pela Guiança Mestra (o) a exercer funções de grandes responsabilidades, pois o processo evolutivo é intrinsecamente pessoal. Assim, mesmo um grupo de Bruxas (o), que ingressam em uma Tradição em uma mesma data, nunca todas (o) recebem "graal" exatamente iguais. É um processo gradativo, lento e sutil.

Em um Clã a qualidade da meta de cada integrante é muito importante, porque só pela sintonia grupal profunda podem-se estabelecer os caminhos mais sutis das Tradições.

A evolução no Clã age em silêncio de forma muito poderosa. A depender da disponibilidade de cada um, esse processo se dá a olhos nus de todos os componentes. O que mais uma vez determina que se a evolução é uma dádiva dos Deuses é também maior responsabilidade, pessoal e coletiva.

Toda Bruxa (o) que pertence a um Clã de Tradição, deve ter como meta receber e dar impulsos magnéticos em pró da sintonia coletiva para fusão final da sintonia saudável e sábia do grupo. Grupo este que por sua vez deve expandir esse equilíbrio para todos aqueles que se aproxime do mesmo.

As pessoas que se aproximem de grupos de Bruxas (o), devem receber centelhas da luz coletiva e conseqüentemente individual.
Devem perceber acima de tudo: AMOR, HUMILDADE, SINCERIDADE, AFETIVIDADE, SEGURANÇA, RELIGIOSIDADE  e  CONSCIÊNCIA.
 

A plenitude da alma de uma (o) Bruxa (o) saudável é a liberdade das ambições competitivas, que tanto tolhem a expressão verdadeira dos seguidores dos Deuses. Mas para que isso ocorra é preciso que os membros de todo Clã examinem até que ponto ainda acalenta desejos do Ego superficial, projetos egoístas de vida humana comum. E que busquem deliberadamente transcendê-los.

Participar de um Clã Tradicional é uma oportunidade de proporcionar a si mesmo um resgate dos mais profundos valores e atitudes muitas vezes esquecidos.

Por Graça Azevedo - Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama.
Conselheira do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CBT entrevista Senhora Telucama - Polêmicas!


O Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil entrevista Senhora Telucama! Questões polêmicas sobre a Bruxaria Tradicional! Charlatanismo, ética, desrespeito, intolerância e as distorções nacionais e internacionais! Não percam!
http://www.bruxariatradicional.com.br/bruxaria-tradicional-entrevista.htm
"Repórter CBT: A Bruxaria Tradicional poderia estar desvinculada dos ciclos da natureza, do culto politeistas e da fé sobre uma crença religiosa?

RESPOSTA – NUNCA! Seria outro seguimento qualquer jamais Bruxaria. Somos terra, vivemos na terra e para a terra voltaremos. Somos por natural essência politeistas."
 
Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

"Tradição dentro da Bruxaria, um caminho pagão em harmonia com a Floresta"

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - A Arte Macabra da Morte

É pão! Mas você comeria?
 
Trata-se de uma padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi (100 km a oeste de Bangkok).
Eles pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece. Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam em frente da padaria.


Você conseguiria vencer as aparências? Conheça o Conselho de Bruxaria Tradicional e rompa com as ilusões!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Trabalho com Erveiro

O trabalho com ervas é um imenso mar de conhecimento e esta presente na sabedoria popular, dos conhecidos sábios da natureza, conhecimento vindo de geração a geração por gente afastada do meio urbano e que hoje promove fascínio em estudiosos e grandes empresas farmacéuticas. Com o distanciamento dos conhecimentos da mãe Natureza levou a humanidade a acreditar que tudo nasce no estilo fast-food e com isto começou a fase do esquecimento sobre os caminhos da tradição.

A vida não é pronta, ela é construída. A saúde, a família, o trabalho e a busca da essência não estão prontos como muitos desejam.

A magia está em nós enquanto somos capazes de construir. Neste caminho os antigos povos buscaram na Natureza a sabedoria que ela tem para ensinar, na observação dos ciclos, do espiritual até o benefício da saúde do corpo.

Encontramos na medicina erveira algumas formas na criação de remédios naturais, segue abaixo formas de trabalhar os princípios da fitoterapia.
FORMAS DE PREPARAÇÃO

DECOCÇÃO  -  É uma solução obtida através da fervura das ervas em água ou vinho, como se fosse uma sopa, e depois retira-se os sedimentos. Assim temos uma solução medicinal. Adecocção pode ser usada por via oral, cataplasma (aplicado no local) ou usar como uma sopa, e tomar como um chá.

PÓ  -  A erva é moída e transformada em pó. Há duas maneiras para seu uso: via oral ou aplicada externamente.

PÍLULAS  -  A partir do pó ou extrato seco, só que as pílulas são misturadas com água, mel, pasta, farinha, vinho ou vinagre.

EXTRATO LÍQUIDO - As ervas são solvidas em uma solução especial, aquece a uma temperatura baixa e destila-se o preparado, sob a forma de álcool. Um miligrama corresponde a 1 gr de extrato.

EXTRATO SECO  -  Igual ao extrato líquido, só que retira-se o solvente, secando-o. Uma grama de extrato seco equivale a mais ou menos cinco gramas da erva. São utilizados para cápsulas ou tabletes.

UNGÜENTO -  Utiliza-se do extrato seco ou pó, que misturado a um veículo (vaselina/ outro creme), é aplicado sobre a pele.

EMPLASTO  -  Utiliza-se das ervas maceradas em um pano e aplicado sobre a pele.

INJEÇÃO  -  Pode ser muscular ou endovenosa.

XAROPE  -  São ingeridos por via oral. O mel é o veículo mais usado.

LICORES  -  Igual ou semelhante às garrafadas. Coloca-se a planta mergulhada no álcool ou no vinho.


PREPARAÇÕES DOS MEDICAMENTOS

DECOCÇÃO
Processo indicado para cascas, sementes e frutas duras. Colocadas em uma panela contendo água, após a fervura, abaixar o fogo e mantê-la durante quinze minutos. Filtrar e guardar em refrigerador. Pode durar aproximadamente dois dias.

INFUSÃO
As ervas devem ser amassadas em um pilão. A preparação é simples. O objetivo é obter uma bebida mais leve que a decocção, mas igualmente eficaz. A infusão é utilizada para aquelas plantas cujo o cozimento prolongado pode prejudicá-las. Coloca-se as ervas em um recipiente e despeja-se água fervendo sobre a planta, tampe durante dez minutos, filtre e beba morna. Algumas vezes para se obter uma infusão, pode utilizar-se de água, vinho, vinagre, álcool ou leite.

MACERAÇÃO
Para retirar todos os princípios de uma ou mais plantas, colocam-se as mesmas em uma dose estabelecida de água fria, álcool, vinagre ou vinho, e se deixa macerar por algumas horas, ou um dia, ou semanas. Também neste caso, após haver coado ou filtrado o líquido, deve-se espremer o resíduo no coador ou na tela.

CATAPLASMA
Trata-se de envolver a parte lesada do corpo em uma massa ou pano, o remédio é empregado para curar as inflamações da pele, inchaços, contusões, feridas, chagas, ulcerações e dores reumáticas. Para preparar o cataplasma, a erva deve ter passada por uma infusão ou decocção com pouca água, este cataplasma pode ser aplicado quente ou frio. Para que a infusão vire uma massa, é preciso colocar um veículo, que pode ser argila ou farinha, no caso de feridas, coloca-se uma bandagem e depois o cataplasma.

CREME
Mais utilizado na cosmética do que em tratamentos alternativos, os cremes são fáceis defazer e dão ótimos resultados. Podemos preparar um creme da seguinte maneira: coloca-se lanette (cera utilizada como base para cremes) em banho-maria até que derreta, em seguida deve ser misturada aos óleos, decocções ou infusões das ervas indicadas para os fins desejados. Além disso, vale a pena acrescentar ao conteúdo algum tipo de conservante natural, como arovit ou própolis (ambos vendidos em farmácia). Mesmo assim os cremes devem ser mantidos em refrigeração.


TINTURA MÃE
É a maceração de folhas ou outras partes da planta, que se faz a frio em álcool de cereais (milho ou uva). As tinturas mãe extraem as propriedades das ervas com grande eficiência e concentração, mantendo a conservação por um longo período (em média dois anos). Para prepara-la basta misturar três partes de ervas com sete de álcool de cereais, ou, seis partes de álcool de cereais e um de água destilada e três partes de ervas. Depois deixe esta mistura macerar por, no mínimo, trinta dias em um vidro escuro em local seco e escuro. Após trinta dias devemos filtrar.

POMADAS
As pomadas em geral podem ser feitas a partir de tinturas de qualquer erva. Para isso deve-se misturar partes iguais da tintura desejada com vaselina e lanolina, nesta ordem, na proporção de uma medida de tintura para uma de vaselina e uma de lanolina. A pomada chega a durar de um a dois anos, no entanto, para conserva-las o importante é manusear o conteúdo sempre com uma espátula, evitando o contato com as mãos.

UNGÜENTOS
É preparado misturando-se as ervas ou suco de ervas com uma substância gordurosa (gordura hidrogenada). Habitualmente empregua-se a vaselina ou lanolina. Em primeiro lugar, deve-se socar a erva escolhida, em seguida mistura-la a gordura ao vaselina, deixar então o conteúdo em banho-maria por aproximadamente duas horas. A mistura vai estar pronta quando estiver com aparência homogênea.

VINHO MEDICINAL
Costumeiramente  é  diurético  ou  estomáquico.  Vertem-se  as  ervas  estabelecidas naturalmente cortadas em pedaços, ou trituradas e esmagadas. Coloca-se no vinho deixando macerar por um certo período de tempo, filtra-se então o vinho.

* Advertimos procurar profissionais da área, nunca se auto-medique!

Cordialmente,

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Eros e Psique

"Eros e Psique"
(FERNANDO PESSOA)
 
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia

quarta-feira, 29 de junho de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Politeísmo na Religião Gaulesa

          O Politeísmo Naturalista na Religião Gaulesa

G. Roth e F. Guirand
Tradução: Bellovesos /|\


p. 203

Politeístas como todos os primitivos (1), os gauleses veneravam principalmente divindades tópicas (isto é, ligadas a um local determinado) ou regionais.

O Culto das Águas

Os lugares elevados, os picos dos montes, eram por eles divinizados. O pico do Ger ("Garrus deus"), nos Baixos Pirineus, permaneceu nessa condição até o fim da dominação romana, enquanto os outros picos desceram pouco a pouco da posição de deuses para a de moradas de deuses. Por exemplo, "Dumias", nome do deus tutelar de Puy de Dôme, acabou por tornar-se um simples epíteto ligado a "Mercurius", cujo templo e estátua localizavam-se nesse cume.

Contudo, a religião naturalista dos gauleses aparece mais destacadamente no culto das águas (rios, poços, fontes). Diva, Deva, Divona, "a Divina" era uma designação frequente dos rios gauleses, o que ainda testemunham seus nomes atuais: Dive, Divone, Deheune. "Nemausus", deus tutelar da cidade de Nîmes, era o gênio de sua fonte; "Icaunus", o de Yonne, etc. Numerosos eram os gauleses da Bélgica que se orgulhavam do nome "Rhenogenus", "filho do Reno". Borvo, Bormo ou Bormanus ("o Borbulhante"), deus das fontes termais, deu seu nome a muitas de nossas estações onde jorram águas quentes: La Bourboule, Bourbonne, Bourbon-Lancy ou L'Archambault.

A mais característica dessas divindades era a deusa Epona. vista sempre acompanhada de um cavalo, com o qual forma um grupo inseparável. Na maioria das vezes, ela está sentada de lado em sua montaria. Envolta em um manto drapeado e adornada com um diadema, seus atributos são um corno da abundância, uma pátera e frutos. É, portanto, a deusa da abundância agrícola. Contudo, não é a água que traz fertilidade ao solo? Com efeito, Epona é uma divindade das águas, exata correspondente da fonte Hipocrene. Seus dois nomes equivalem [ao grego] (epos, ona = hippos, krêne) e significam "fonte equina" (2). Quanto à presença do cavalo ao lado dessa deusa, é suficiente recordar o lugar que esse animal possui na lenda de Posêidon.

Muito popular na Gália, como o atestam as numerosas representações de Epona que foram conservadas, seu culto foi posteriormente importado pela Itália e pela própria Roma. Seu significado primitivo, no entanto, foi esquecido. Epona tornou-se a deusa protetora dos cavalos; é por isso que se colocavam suas imagens nos estábulos.

Culto das Árvores
As águas fecundam as florestas. Também os gauleses não esqueceram de adorar as árvores e bosques. Vosegus foi o deus tutelar dos "Vosges" silvestres; Arduina, a ninfa das "Ardennes"; Ardnoba, a da Floresta Negra.

Na região dos Pirineus, muitas inscrições latinas dão-nos a conhecer os deuses-árvores: Robur (o carvalho-branco), Fagus (a faia), Tres Arbores (Trois-Arbres [três árvores]), Sex Arbores (Six-Arbres [seis árvores]), Abellio (a macieira; cf. "apple, apfel" nos idiomas germânicos), Buxenus (o buxo).

Respeitado em toda a Gália, o carvalho pôde ser considerado por certos cronistas como o deus supremo dos gauleses. "É nos bosques de carvalhos que que os druidas têm seus santuários", assegura-nos Plínio, o Antigo ("História Natural", XVI, 249), "e não realizam qualquer rito sagrado sem as folhas do carvalho. Acreditam que a presença do visco revela a presença do deus sobre a árvore que o porta... Colhem-no com grande cerimônia. Depois de ter sacrificado dois touros brancos, um sacerdote, vestido com uma túnica branca, sobe na árvore e corta com uma foice áurea o visco, que será recolhido em um manto branco."

A veneração dessa planta deixou traços em nossos costumes (2). Muitas pessoas consideram-na, sincera ou jocosamente, como um amuleto de boa sorte. E a força dessa tradição é ainda mais ativa no outro lado da Mancha (4).

Culto dos Animais
p. 204

Os gauleses igualmente adoravam diversos animais. Cavalo, corvo, touro e javali eram animais sagrados que deram seus nomes a certas cidades (Tarvisium, Lugudunum [de "lugus", corvo]) ou tribos (Taurisci, Brannovices, Eburones) e dos quais encontramos muitas representações em moedas e baixos-relevos. Nas Ardennes venerava-se o javali; os helvécios das proximidades de Berne adoravam a deusa Artio ( = a ursa), na qual seria talvez ousado enxergar a equivalente da Ártemis grega.

Vê-se no museu de Avignon, sob a denominação de "monstro de Noves", um urso sentado sobre as patas traseiras; com suas mandíbulas esmaga um braço humano e cada uma de suas patas dianteiras repousa sobre uma cabeça humana. Concorda-se em reconhecer nesse monstro devorador algum ídolo primitivo.

No número dos deuses zoomórficos podem-se classificar também as serpentes com cabeça de carneiro que aparecem em diversos monumentos. Estão geralmente ligadas a um deus que as agarra pelo pescoço ou as mantém nos joelhos. Essa última postura parece afastar a ideia de uma luta entre o deus e as serpentes. Deve-se, portanto, vê-las como divindades ctônicas. O mesmo aplica-se à serpente chifruda que aparece ao lado do Mercúrio gaulês.

Entre os animais divinizados, o que parece ter sido objeto de um culto bastante difundido é o touro. O fato nada possui de surpreendente, sendo esse animal o símbolo da força e do poder gerador e tendo sido divinizado de forma semelhante em outras mitologias. Pensemos, por exemplo, no touro cretense. O touro gaulês, porém, apresenta-se com certas peculiaridades assaz curiosas.

Em um altar galo-romano exumado do solo de Paris está esculpido um touro em pé próximo de uma árvore; ele traz duas garças no dorso e uma na cabeça; é o Tarvos Trigaranus ("Touro com as Três Garças"). Questiona-se qual poderia ser o significado das três garças associadas ao touro. É verdade que esses mesmos pássaros encontram-se nos relevos do arco do triunfo de Orange e surgem repetidamente nos relatos da epopeia irlandesa. Não obstante, ao nos recordarmos de que há na mitologia gaulesa um deus tricéfalo – a que posteriormente nos referiremos – e que, por outro lado, possuímos figuras de touros com três chifres, pensou-se que o epíteto "trigaranus" não seria mais que uma deformação de "trikaranos", com três cabeças, e que o touro primitivamente adorado seria um touro tricéfalo, relacionado ao deus tricéfalo Cernunnos.

Fonte:
GUIRAND, Félix (direction). Mythologie Générale. Librairie Larousse. Paris (VIe.). 13 a 21, Rue Montparnasse, et Boulevard Raspail, 14. 1935. pp. 203-204.

Notas:
(1) O texto, embora útil, é sob alguns aspectos bastante datado. Igualar "politeísmo" a "primitivismo" é somente um deles (Nota do Tradutor).

(2) Quando esse texto foi escrito, era bem menor do que hoje o conhecimento da antiga língua gaulesa. Sabe-se agora que o sufixo -(o)n- (também encontrado nos nomes de outros deuses, como Map-o-n-os, Vind-o-n-os, Rigant-o-n-a) é um aumentativo que significa "grande e divino". Assim, Epona significa não "fonte [ona] do cavalo [epos]" (a tradução da Hippokrene grega), mas "a grande égua divina". Talvez o entendimento do autor deva-se à lembrança da palavra "onno" do Glossário de Endlicher, que o escriba medieval traduz pelo latim "flumen", i. e., rio (Nota do Tradutor).

(3) Entenda-se: dos franceses (Nota do Tradutor).

(4) Isto é, nas Ilhas Britânicas (Nota do Tradutor).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Palavras de um Corvo


Vivência e Aprendizado em seu relato:

Neste tempo de caminhar tenho aprendido muito com as plantas sagradas, com o mestre e com os irmãos de caminho.

Uma coisa que aprendi é que a magia está a todo momento e sempre conosco. As vezes buscamos formas e modos complicados e ela é muito simples, acontece de acordo com nossa intenção.

Em um domingo desses eu fui ao shopping com meu filho resolver algumas pendências como linha telefônica, etc. Nada dava certo, então eu o chamei para almoçar. Ele já de cara feia por causa dos desacertos.

Eu como bom corvo, ao ver aquela massa quentinha, coberta com molho e queijo derretido, comecei a conversar com ele da magia daquele momento. De nós estarmos juntos, com saúde, de podermos comer, de como os momentos são únicos e não podemos desperdiçar...

Ele foi relaxando, comemos com prazer, brincamos, rimos bastante e depois circulando pelos correrores, no quarto andar achamos uma autorizada da linha telefônica que resolveu o problema, retornamos para o início do que iríamos fazer e deu tudo certo.

Então eu lhe falei sobre como a magia está nas pequenas coisas que nos cerca e como os milagres acontecem na simplicidade, é só permitirmos que aconteça.

Gratidão a todos vocês que me ensinam e me ajudam sempre.
Corvinha

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os elementos analisados por uma peregrina


Quem nunca ouviu falar nos quatro elementos da natureza essenciais para a sobrevivência do ser humano? Quatro elementos é uma expressão que se refere aos elementos naturais: água, terra, fogo e ar. Essa expressão tem origem lá na Grécia antiga com seus grandes pensadores que tentavam descobrir qual o elemento que formava todas as coisas. O grande Thales de Milleto acreditava que a origem estava na água, já Anaxímenes acreditava no Ar e por fim Heráclito incluiu o fogo como agente criador. Mas foi Empédocles de Agrinito que adicionou Terra a esses três conceitos e concluiu que tudo era formado por quatro elementos. Esse conceito perdurou toda a Idade Média até o Renascimento. O conceito de elemento já não é o mesmo na física e química moderna, que considera elemento os diferentes tipos de átomos, átomos esses que formam as moléculas que por sua vez foram a matéria. Atualmente os elementos são associados aos estados da matéria:
                         terra = sólido
                         água = líquido 
                         ar = gasoso

     O fogo é representado pelo plasma que não é matéria, é energia!
Blá blá blá...
AGORA ESQUEÇAM TD ISSO!!!

Essa visão para os Celtas é bem diferente... quero apenas que consigam enxergar a diferença.
Para nós que caminhamos na Bruxaria Tradicional com base Celta, a idéia dos elementos é diferente, pra começar, consideramos três elementos: Céu, Terra e Mar... que foi sistemáticamente colocada no sistema cerimonial como Ar, Terra, e  Água, sendo o fogo um elemento transmutador em nossa cultura.
Dentro do caminho celta, temos o que chamamos de trindade, simboliza o caminho para os três mundos: o mundo inferior (ancestralidade), o mundo médio (onde estamos hj)  e o de cima em direção ao céu (onde se encontram os deuses de devoção). 
Não se esquecendo de ter um olhar meditativo em êxtase profundo que é sinal de religação com outros mundos...
E é daí que começamos a sentir a diferença do que temos de elementos... se baseando nessa idéia de três mundos... pois não há diferenças hierárquicas, o homem e todas as criaturas da natureza... vivem em equilíbrio, onde nenhum é melhor que o outro, mais isso ou aquilo... um é complemento do outro, trabalhando juntos trocando experiências... tudo conforme o respeito às leis naturais.
Da mesma forma é visto os elementos... um complemento do outro... agindo juntamente com o outro... uma junção deles em "formas" da natureza... Não há limite nem regra para classificar os elementos nesse caminho... td que é ligado a natureza é um elemento e mais... pode ser o SEU elemento... e isso vc poderá descobrir conforme o seu comportamento, pois ele traduz exatamente isso... sua forma de agir... se comportar...
Exemplos???? chuva, riacho, nascente... barro, vulcão, espelho d’agua, vento, neblina, cristal de gelo, fogueira, deserto, tempestade e assim vai...  deu pra entender??? Não há como classificá-los.. e sim senti-los! Não esquecemos que esse é um caminho muito empírico, onde a fluência é muito necessária pra entender certos conceitos. Tanto que demorei um tempão tentando recolher material pra escrever um texto simples sobre os elementos...  rsss
Minha maior dificuldade nessa reflexão foi entender que o fogo não entrava aqui como referência de elemento... e sim como um condutor de td... um transmutador de todos os elementos da natureza, ele serve como se fosse uma manifestação dos outros elementos misturados... O fogo seria como uma energia sagrada. Confuso né?   Mas se pensar bem é até bem lógico... E como diz um amigo meu... 
A bruxaria é assim... a diferença dela pras outras “religiões” é que ela é mais “entendida” que “conceituada”...
Lindo né... outra coisa que ele me disse, que gostaria de compartilhar é que os celtas definem o mundo através da observação na natureza, me disse que quando eu tivesse dúvida de alguma coisa, que era pra eu observar a natureza.
Ele tinha razão!! Melhor guia não há!
Outro adendo que posso fazer, é em relação a lógica da coisa... me perguntei muitas vezes... “se tenho em mim a junção de todos elementos... como saber por onde começar a procurar o meu além dos comportamentos??”... afinal... dentro dos quatro elementos (fazendo uma assimilação apenas com o que estamos mais acostumados a ver sobre os elementos) há os mesmos comportamentos... como diferenciar uma tempestade de uma explosão de um vulcão, os dois são intensos, agitados??? Então descobri que podemos nos basear pra ter um ponta pé inicial... nas nossas características... e nas dos elementos... por exemplo... quando se pensa em água... no que ela te faz pensar??? Pureza... vida, reflexos, emoções!! O fogo, agitação...intensidade!!! Terra, solidez... pés no chão, objetividade!!! Ar... liberdade, mais “mente” cabeça...rs!!! E vc, como vc se ve??? e assim vai, lógica mesmo, ideais que carregamos desde berço nessa hora... fazemos uma associação com o que já temos pré concebido até chegar no conhecimento necessário para tirar nossas próprias conclusões a respeito, assim vc vai aprendendo a se conhecer, descobrindo de verdade como vc é, descobrirá como é seu  elemento... quanto mais vc se entender, mais vai entender como ele é reflexo seu e de seus atos!! E o melhor, aos poucos aprenderá como trabalhar com ele... sua utilidade...
No mais, medite... aproxime-se da natureza e seus elementos e reflita...sinta... entre em contato com eles e veja  qual sua sensação ao estar perto dá água... ao vento... tocando o chão de terra descalço... brincando de passar os dedos na chama de uma vela...rs
Sinta! e perceba como td é parte de um todo... e nós como os elementos somos conectados a todo o universo.

"Observe nosso mundo como é Sábio e Simples:
De cima de um grande penhasco, posso sentir o tocar dos meus pés na terra, observar ao olhar para o horizonte a linha que separa céu e mar, tamanha plenitude"



**Agradecimentos especiais ao Gato preto de olhos amarelos, Corujito e à Serpente albina. E é claro, à natureza que rodeando-me permitiu tal explanação.

                          Fonte: http://luabackdoorgirl.blogspot.com/

terça-feira, 26 de abril de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - QUEM NUNCA FOI VILÃO?

O Conselho de Bruxaria Tradicional indica: O blog da Sapinha "Coaxando na lagoa"


"Todos têm certo potencial para ser vilões. Basta uma frase equivocada, não responder a algumas ligações, não corresponder às expectativas dos outros. Pode ter certeza. Você já foi a pessoa má, insensível e ingrata da vida de alguém mesmo sem querer.
Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram. E para quem se sente excluído dessa regra, pode parecer que foi você quem praticou o ato de vilania. Pense nos foras que você já deu, nos amigos que decidiu não ver mais e nas mensagens que nunca respondeu. "

BRUXARIA TRADICIONAL - Lapidação

Conselho de Bruxaria Tradicional indica o novo texto de Lontra Voadora.
Mais do texto no blog: http://lontravoadora.blogspot.com/2011/04/lapidacao.html


"Antigamente quando ouvia os Bruxos mais velhos falar sobre o refinamento pelo qual temos que passar, acreditava ser este apenas um fator coadjuvante em meu aprendizado na bruxaria. Porém, as mudanças têm comparecido com tanta intensidade e frequência que certas vezes levanto como uma pessoa e deito como outra para acordar no outro dia como uma nova."


"Algo me instiga muito quando penso em Bruxaria: Como podemos aprender sobre o universo a fora, quando se quer nos compreendemos em nosso particular? Esta é a catapulta que me estimula a estudar minha própria personalidade interando-se por seu módus operandi à sociedade. De certa forma muito do que escrevo carrega uma parcela do aprendizado que venho recebendo, documentando lapsos de minha peregrinação."


Enterrando os mortos

O
Corvo certa vez me chamou a atenção, dizendo que devo procurar absorver os ensinamentos do Draco em sua essência nas poucas palavras deferidas... Deveria eu então, saboreá-las ao invés de tentar racionalizar encaixando-as nos meus complexos quebra-cabeças que acabam por criar labirintos para os quais não encontro soluções e distorcem o sentido subliminar do que me é passado. Pois bem, constantemente aprendo que devemos enterrar o que está morto. Até um tempo atrás isso me soava algo pouco sem sentido... Mas hoje entendo a importância e percebo que ao enterrar o que está morto você se dá a chance de se deleitar na energia do renascimento, fazendo-a verter com impulso de criação por um gargalo maior e focando-a com maior precisão... O que lhe torna mais centrado, exato e impecável em suas expressões.

Mas porquê temos tanta dificuldade em abandonar o que está morto, sendo que certas vezes apodrece e chega a cheirar mal (numa metáfora a determinados relacionamentos)? À princípio parece difícil, mas se analisar o disperdício de tempo, energia, saúde, dinheiro e possibilidades que se tem ao alimentar aquilo que sabe que não vingará... A insistência converge para uma verdadeira idiotice.

Mais do texto no blog:
http://lontravoadora.blogspot.com/2011/04/lapidacao.html


Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil
http://www.bruxariatradicional.com.br/

terça-feira, 29 de março de 2011

População indígena dá exemplo de respeito às tradições

Segue mais um texto sobre tradições, será que deveríamos dar o nome de bruxaria tradicional as crenças indigenas? Acreditamos que não, afinal de contas, o que eles desejam é preservação da identidade do seu povo, segue o texto para apreciação.

Att.
Ricardo DRaco
Bruxaria Tradicional não é Ecletismo Místico

O respeito pela cultura do seu povo, suas tradições e como passar seus costumes de geração para geração. Esses são alguns dos ensinamentos dos índios que vivem no Brasil.

A população indígena na Bahia vem crescendo 4% ao ano – a média nacional é de 1,4%. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), os povos indígenas vivem em 628 espaços a eles reservados, no total de 12,5% do território nacional. Estima-se que 40 povos indígenas permanecem isolados.
Hoje são quase 2,5 mil escolas em terras indígenas e mais de 174 mil alunos.

O 19 de abril, quando se comemora o Dia do Índio, é uma referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, com a participação de autoridades dos países da América e diversos líderes indígenas. Nessa data, vários eventos são realizados para valorizar a cultura indígena. Mas a busca pela valorização e a inclusão social dos índios no Brasil não se restringe a datas comemorativas, mas inclui ações efetivas dos governos federal, estadual e municipal.

Na Bahia existem atualmente 16.715 índios, divididos em 14 etnias e distribuídos em diversas regiões do estado. O governo vem desenvolvendo programas para melhorar a qualidade de vida e dar oportunidade de trabalho, renda e inclusão social para a população indígena. Entre essas ações estão projetos nas áreas de saúde, educação, trabalho e direitos humanos.

Fonte: http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2009/04/19/populacao-indigena-da-exemplo-de-respeito-e-dedicacao-as-tradicoes

sexta-feira, 25 de março de 2011

MAGISTAS Versus MÁGICOS - Bruxaria Tradicional

Fazendo nossa peregrinação diária, na vida real, é comum a confusão mental com o termo Magia, se perguntarmos aos mais céticos vão dizer que é ilusão, apesar que é de se concordar no fato de que existe muita ilusão na crença, ilusões pessoais e ilusões de caminho.

E como romper com as ilusões? Fazendo uma análise pessoal verdadeira e direta, é possível acreditar em duas religiões distintas? Ou seria possível acreditar em duas visões antagônicas de crença? Estava lembrando de uma amiga e tutora ocultista, que dizia com palavras simples, que somente temos uma cabeça, repensando nisso, poderíamos nós acreditarmos com fé em todas as visões de mundo, poderíamos andar ao mesmo tempo por caminhos que levam aos diferentes destinos?

Revendo alguns textos, alguns autores escrevem sobre a tese de uma religião primordial e que depois ela se facetou, algumas se tornaram politeístas, outras, panteístas, mas nesse contexto seria sensato tomar como base de verdade absoluta, algo que não tivemos relatos históricos/ arqueológicos dessa argumentação, Mágica ou Ilusão? Se tentarmos caminhar por este caminho, que diria ser frágil e contestador, o que a nós sobrou? Este tipo de informação tem um "Q" apenas de inspirador, mas não são um solo fértil para caminhos que fogem do fictício, é o mesmo que traçar uma linha hereditária com Caim, estas premissas são domínios da fé, embora hereditáriedade esta ligada a genética, e esta sim dá comprovações.

Em uma sociedade moderna, onde as pessoas transferem os seus mundos para o virtual, seria possível a migração de visão para um sistema primordial? Ficaríamos apenas na inspiração e nos títulos tal como algumas pessoas se enquadram, sem se preocupar com a real busca de peregrinação espiritual.

Na semana passada, comentei com um rapaz sobre o rótulo magistas, ele confundiu com mágico, pois a visão que tinha era justamente igual a mágico, que fazemos mágica do tipo tirar coelho da cartola, e parando para pensar, muita gente pensa assim quando o termo é feitiço, acham que vão tirar coelhos da cartola ou que o mundo dos ocultistas é só feitiçaria, um mundo ilusório e de entretenimento.

Tem uma música que diz o seguinte "A minha doutrina é seguir, não é fingir e nem é falar", o seguir aqui é peregrinar, buscando conhecimento e vivência, e nessa peregrinação você encontrará pessoas que pensam e que seguem caminhando em plenitude e em verdade.

Diversas pessoas querem entrar na Bruxaria Tradicional pelos motivos errados, algumas entram na Ibérica, outras na Italiana, outras na Germânica, entre outras tantas do continente Européu, mas antes de entrar é preciso comprometimento, em primeiro momento se auto conhecer e conhecer o caminho que deseja seguir, se existe sintonia de crença, que o levem para as próximas paisagens, não entre pensando em títulos, em iniciações pelo simples fato teatral, analise no quanto você precisa transmutar e quanto isso é realmente importante para você.

Tenho visto muita gente entrando e saindo deste caminho, pois pensam que é algo que você aprende virtualmente, por osmose, lendo livrinhos, gibis, RPG, que depois alguém vai te achar maravilhoso e vai te iniciar, que um dia você vai se auto proclamar como um "hereditário", e vai carregar mais um título que mal tem sentido para você, mais um entre tantos colecionados em sua mochila peregrina e cansado de tudo isso, vai saber que so tem dois caminhos a seguir, se livrar do montante desnecessário ou continuar no além virtual.

Hoje encontro sacerdotes que tem 10, 20 anos e não sabem quem são, não conseguem definir o seu caminho, são arrogantes e mal educados, isto é um caminho viável?

Se desejarem ser bons magistas e não mágicos, entendam com seriedade o caminho que trilham e esqueçam do ego, pois algumas coisas que achamos importantes são apenas pesos extras para dificultar nossa caminhada.

Caso tenham interesse, o Conselho de Bruxaria Tradicional pode mostrar o caminho, mas o comprometimento, os passos cabem somente a seus pés.

Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco