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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Como se afiliar ao Conselho de Bruxaria Tradicional

Afiliação ao Conselho de Bruxaria Tradicional


PROPOSTA
O Conselho de Bruxaria Tradicional iniciou suas atividades em Julho de 2010 e reuniu em seu conselho pessoas de expressão e ligadas a trabalhos para com a comunidade pagã.
Os membros conselheiros são orientadores de grupos e já realizavam projetos sociais e de divulgação da bruxaria, porém determinam para o CBT base para ampliação de projetos e eventos direcionado para membros e simpatizantes de um caminho espiritual tradicional, de base campesina, politeísta, de magia natural, voltado aos Cultos da Terra.

VANTAGEM
Existem diversos motivos para se associarem ao CBT que serão citados abaixo:
- Envolvimento com pessoas que desejam uma bruxaria desmarginalizada, com equiparação de direito fornecidos pelo governo a outras vertentes religiosas;
- Agregar e participar de projetos divulgados pelo conselho;
- Fraternidade com pessoas que acreditam em elementos religiosos comuns;
- Ter uma referência institucional de linha de crença;
- Ter a possibilidade de apoio em projetos e divulgações;
- Não existem contribuições obrigatórias, inscrições ou taxas para afiliação;
- Divulgação de espaços e facilitadores/ orientadores éticos;
- Receber dicas de leituras, palestras e eventos;
- Poder participar de grupos de estudo e ingressar nos círculos mágicos de conselheiros e parceiros ligados ao segmento tradicional de Bruxaria.

QUEM PODE SE ASSOCIAR?
Todas as pessoas que buscam conhecimento, entretanto para participação de alguns eventos e rituais a necessidade de ter mais de 18 anos ou acompanhado por responsável.
COMO SE ASSOCIAR?
É muito simples, somente enviando um email para nossa lista informativa:
bruxaria-cbt-subscribe@yahoogrupos.com.br e confirmar o email do yahoogrupos.
* Futuramente criaremos um cadastro segmentado por região para facilitar a interação entre os eventos.

Declaramos que:
- Mantemos nossa soberania como instituição, mesmo havendo parcerias com outras instituições;
- Cada conselheiro tem total independência em seu grupo, portanto o CBT não é responsável e nem provê auditoria a círculos mágicos;
- O CBT é uma instituição que regula procedimentos administrativos para afiliados, ou seja, de ordem interna;
- Embora o CBT acredite na legalização da Bruxaria, a instituição se dedica em sua totalidade para criação de projetos e eventos de base social pagã;
- Não estamos envolvidos e não buscamos a centralização religiosa da bruxaria. Acreditamos na diversidade e segmentação religiosa, com transparência em suas práticas e nomes;
- O CBT representa diretamente os conselheiros e exclusivamente os associados;
- Não temos ligação alguma com ordens iniciáticas da década de 60 ou entidades modernas com necessidades por títulos antigos, nosso caminho é direcionado a sabedoria e ao êxtase, em total equilíbrio com as manifestações da Natureza, da Ancestralidade, do Folclore e as Crenças Nativas Tradicionais.

BASE DE CULTO
Nossa base são as crenças antes do cristianismo no continente europeu, buscando assim a essência dos cultos raízes. Veja também os princípios da Bruxaria Tradicional.

Cordialmente,

segunda-feira, 13 de junho de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - O que é um hereditário na Bruxaria

Vamos esclarecer mais um tema que vem se tornando cada vez mais polêmico dentro da Bruxaria, o termo hereditariedade. Antes de darmos qualquer conclusão iremos à origem do termo que pode ser encontrado em qualquer dicionário:

Hereditariedade

Substantivo 
  1. Patrimônio passado por alguém a serem distribuídos entre seus sucessores;
  2. Aquilo que se herda;
  3. Dom transmitido de uma geração para as seguintes;
  4. Características biológicas passadas de um indivíduo para seus descendentes.

Portanto vamos entender que hereditário é aquele que é favorecido por algo material ou abstrato.

Sendo assim, teremos em nossa sociedade um leque amplo de designações, contudo dentro da Bruxaria são pessoas que recebem o conhecimento mágico, o conhecimento de culto.

Somos inclinados a pensar que hereditariedade antes da idade moderna era formada exclusivamente por membros familiares, que chamaremos de Bruxaria Familiar, dado a região européia como fonte destas práticas de culto ancestral. Dependendo da família os agregados (não bruxos) advindos de casamentos não eram aceitos, pois também era costume o casamento entre parentes para a preservação de terras.


Entretanto, após a criação de instituições de base hierárquicas e iniciáticas (Bruxaria Tradicional), estas criaram dispositivos de inclusão de membros. Dando o conceito genético chamado de “sangue de bruxo” menos excludente dentro dos círculos.

E assim temos duas correntes que se entrelaçam na Bruxaria Tradicional, a visão mais conservadora do "sangue bruxo" sendo hereditários diretos destas famílias e por outra agregados e membros que receberam por ligação familiar (casamentos) e membros seguidores de culto (associados).

Também é sabido que este cruzar de correntes geram alguns choques de reconhecimento, visto a quantidade de agregados (parceiros) e aprendizes que destoam do culto mais conservador, por não receberem culturalmente e religiosamente estes conhecimentos de uma prática familiar de raiz (sanguinea).

Este destoar se torna evidente na maneira com que estes observam o mundo, diferente de familiares (bruxos de sangue) que trazem o conservadorismo e as questões de preservação, resumindo de forma simplória o agregado mágico apenas a prática de serviços de feitiçaria.

Também encontramos o cenário de pessoas descederem de famílias ligadas ao paganismo na Europa, porém não terem nenhum lastro de culto ancestral ou práticas familiares e assim introduzirem de forma ocultista elementos de ordens iniciáticas diversas, para estes, embora assegurados de uma descendência, pouco ou nada representam em vista do principal, que é a ligação com o culto ancestral.

O Conselho de Bruxaria Tradicional traz a alternativa, para hereditários como interessados magistas, adentrarem neste agregado mágico religioso, livre de práticas orientais, africanas ou esotéricas advindas da era moderna. Conquistando assim uma religiosidade sóbria e que venha a favor da família, dos costumes, da prática focada na sabedoria e no êxtase, libertando-se das práticas enlatadas, do cerimônialismo excessivo, do teatral, do superficial e da marginalização ligada a demonologia pela influência religiosa cristã.



Cordialmente,