quinta-feira, 12 de abril de 2012

História do Sacrifício do Gato Preto na Magia

Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um espaço quente, junto à janela. As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo uma Deusa com a sua forma física, Bast.

Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos. Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território. A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.

A Idade Média ficou marcada pela superstição, magia negra e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de pagãos como cristãos. No paganismo, o gato representa sabedoria e proteção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo.

No tarot, no baralho de Rider Waite , a Rainha de Paus é representada com um gato preto aos
seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada. O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato.

Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristão e inquisidores. A sua associação às práticas pagãs, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato. O fato de o gato ser muitas vezes sacrificado em rituais de feitiçaria tornou-o num símbolo a combater.
Depressa começaram a surgir histórias que ligavam os gatos à magia negra. Reza a lenda que por volta de 1560, em Linconshire, filho e pai foram assuntados por um gato preto que lhes cruzou à frente. O animal coxeava e tinha vários arranhões e dirigiu-se para a casa de uma mulher que os habitantes da região suspeitavam que fosse bruxa. No dia seguinte, a mulher apareceu com uma ligadura no braço e tinha passado a coxear. Outra história relatada conta que um agricultor cortou a orelha de um gato durante a noite. O homem acreditava que o gato estava a assombrar a sua propriedade. No dia seguinte, o agricultor regressou ao local apenas para encontrar parte da orelha de um humano.

 Na Alemanha, as histórias sobre a dualidade bruxa/gato preto são comuns. Uma mulher após ter sido acusada de bruxaria e condenada à fogueira, transformou-se em gato preto enquanto ardia. Foi assim que surgiu o mito de que as bruxas se transformam em gatos pretos durante a noite, e foi também desta forma que se encontrou justificação para perseguir estes animais. Em paralelo com as lendas surgem também outros fatos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas superstições. 


O Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto de estimação. O monarca acreditava que o seu gato lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu um dia antes de Carlos I ter sido preso por Oliver Crommwell. O monarca foi acusado de traição e mais tarde decapitado.

Surpreendentemente, o gato preto sobreviveu ha séculos de perseguição. A sua pelagem negra, pela qual era perseguido, era também uma vantagem quando caçava à noite, fundindo-se com a escuridão. Nestes tempos, não faltava alimento para os gatos, uma vez que os ratos abundavam pelas cidades e campos. Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça aos hereges. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais, e em particular dos gatos com pelagem preta e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos. Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular.


Superstições Comuns

Na Escócia
Um gato preto no alpendre traz prosperidade.

Na Itália
Ouvir um gato preto a espirrar traz boa sorte. Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.

Nos Estados Unidos da América
O gato preto que cruza o nosso caminho traz má sorte

Na Irlanda
O gato preto que cruza o caminho de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.

Na Inglaterra
Na costa de Yorkshire, as mulheres dos pescadores acreditam que os seus maridos regressarão sãos e salvos da faina.
 




Cordialmente,



terça-feira, 10 de abril de 2012

COMBATENDO A PICARETAGEM NA BRUXARIA TRADICIONAL


A vida é um grande teste para o discernimento daquele que procura viver em paz consigo e com os outros. Luz e sombra, verdade e mentira, joio e trigo se misturam a cada instante no agitado mundo humano. Em conseqüência, a confiança cega raramente é uma boa base para as relações humanas e sociais. A qualidade dos relacionamentos só tem a ganhar quando eles se guiam por princípios como a transparência, o controle democrático e o livre acesso à informação. A abertura ao diálogo e ao questionamento é um gesto preventivo que impede o surgimento da hipocrisia, das maldades açucaradas e das mentiras que parecem verdades.
Nenhum grupo ou instituição está livre de enfrentar o desafio da desonestidade. Nem sempre há um grau absoluto de sinceridade na relação de casal, entre amigos, irmãos ou colegas de trabalho. Em qualquer profissão, país ou religião, há gente honesta e boa, mas, ao mesmo tempo, há outras pessoas que se julgam muito espertas. A possibilidade de picaretagem está presente em todas as atividades humanas.

Há também, ilusões e falsidades que envolvem a busca de ideais, a prática espiritual e a vivência do sagrado. Elas afetam diretamente a relação da pessoa com sua alma imortal. Por isso, os líderes comunitários ou espirituais e todos os grupos voltados para o bem comum deveriam ser especialmente cuidadosos com questões como a capacidade de aprender com os próprios erros, a aceitação de opiniões divergentes, a liberdade de pensamento e a coerência entre discurso e prática.

Sempre que a ilusão envolve mais de uma pessoa, a velha lei da oferta e da demanda entra em vigor. Se alguém engana, é porque outra pessoa está aceitando ser enganada, ou, às vezes, até buscando isto inconscientemente. A pessoa que procura desesperadamente um alívio para os seus sofrimentos, mas prefere não assumir responsabilidade direta sobre sua vida acaba criando uma grande oportunidade para a picaretagem.

Uma tarefa dos líderes do século 21 é eliminar da cultura humana aquele messianismo pelo qual se cria a ilusão de que algum salvador providencial principalmente político, religioso, etc. Fará, sozinho, a tarefa que é de todos e de cada um. Não há muletas no processo da libertação, seja ela política, social ou espiritual. O salvador todo-poderoso e o picareta espertalhão são, quase sempre, as duas faces da mesma moeda falsa, aceitada por aquele que pretende alcançar a libertação sem esforço próprio.

A escritora Helena Blavatsky conta que há cerca de 2500 anos o grande rei Prasenajit, amigo e protetor de Gautama Buda, sugeriu ao mestre que ele fizesse milagres públicos. Assim, ele iria demonstrar a todos a força da sua sabedoria. Gautama respondeu: “Grande rei, eu não ensino a Lei aos meus discípulos dizendo-lhes que usem os seus poderes sobrenaturais para fazer, diante dos brâmanes e dos notáveis, os maiores milagres que o homem já viu. Eu lhes digo, quando ensino a Lei: ‘Vivam, ó santos, ocultando suas grandes obras e exibindo seus pecados’.” Este ensinamento não é exclusividade do budismo. No Novo Testamento, Jesus Cristo dá um exemplo de completa humildade pessoal e, em momentos decisivos do evangelho, recusa-se a fazer milagres ou demonstrar os seus poderes, mesmo sabendo que, por isso, será torturado até a morte. Francisco de Assis sempre falou de si como de um pecador: os outros é que o reconheciam como santo. A vida dos grandes místicos das várias religiões mostra atitude semelhante, e não por acaso.

A cura da alma humana é um processo natural: a boa cicatrização ocorre de dentro para fora e só é possível quando a ferida está em contato com o ar livre da verdade. O hipócrita pensa que é esperto e tapa suas feridas, mas isto o faz apodrecer por dentro. Os sentimentos negativos têm o mau costume de esconder sua face, mas quanto mais disfarçado estiver o egoísmo na alma do praticante religioso, maior é o perigo que o ameaça.

Ao abordar o tema da sinceridade em seu livro Meditação Taoísta, Thomas Cleary cita uma antiga escritura chinesa: “Não há nada no mundo que não tenha duas versões, a verdadeira e a falsa”.

A prática do Caminho na Bruxaria também pode ser verdadeira ou falsa, portanto, os estudantes devem primeiro, distinguir as diferenças. A verdadeira prática é a sinceridade total. Não é evitar o mundo ou recitar os versos medievais para abertura de portais. O falso é antagônico ao verdadeiro, assim, se não for eliminado, prejudicará o verdadeiro. Deve-se achar a maneira adequada de adentrar a peregrinação de forma consciente e realista. Se não achar esta maneira o falso não poderá ser eliminado e o verdadeiro certamente ficará prejudicado.

Para a BRUXARIA TRADICIONAL, o POSTULANTE A INICIAÇÃO deve se purificar por dentro antes de se purificar por fora. As religiões autênticas ensinam o desprezo pelas aparências. Partindo do bom senso, discernimento e resistência as fantasias.
O (a) estudante da Bruxaria Tradicional atento, (a) percebe que não existe uma linha divisória clara separando o mundo espiritual do mundo material. Fazer algo “em nome dos Deuses” não lhe dá garantia alguma de que sua ação seja boa ou correta: a história humana está cheia de comprovações deste fato. Também não basta crer em alguma coisa divina para que as causas da dor, dos anseios do ego desapareçam. É necessário que o (a) Iniciado (a) compreenda gradualmente o modo como funciona o egoísmo em sua vida cotidiana, para que possa eliminar aos poucos o egoísmo da sua prática religiosa, da sua militância social ou atividade espiritualista.

A purificação das motivações pessoais é um processo fascinante e sagrado. Tudo depende das intenções, porque elas é que definem o nosso rumo. Mas a mudança para melhor é gradual. Durante muito tempo uma forte devoção espiritual pode servir de fachada para propósitos inconscientemente egoístas. Há pessoas que adoram o objeto da sua devoção com o objetivo de obter algo em troca. Muitas vezes, depois de algum tempo se decepcionam e repetem a tentativa com outro objeto de devoção. Este tipo de praticante existe em todas as grandes religiões do mundo, também nos círculos esotéricos e espiritualistas.

Na Bruxaria Tradicional esse é um processo constante no caminho de alguns iniciados. Os ingênuos e os desinformados buscam estabelecer uma relação de troca comercial com as divindades, com os ancestrais e com os Deuses. Eles desejam um investimento seguro. Querem garantir vantagens materiais, ou lucros espirituais como êxtase, santidade e prestígio. Assim, abrem as portas para os picaretas tirarem proveito da sua ignorância.

Por isso nós Bruxas (o), desenvolvemos ao longo dos séculos a certeza consciente que é preciso eliminar o processo de auto-ilusão. Só a honestidade consigo mesmo dá a alguém o discernimento necessário para identificar corretamente a falsidade no mundo externo. Portanto, uma das principais tarefas do iniciado na BRUXARIA TRADICIONAL é destruir as sementes da ilusão e da hipocrisia dentro de si. É claro que ele só pode fazer isto observando serenamente os seus erros. Mas para manter a serenidade há uma condição prévia central. Todos os sábios tiveram que passar pelo desafio. Ele deve ser indiferente aos desejos do ego em ralação ao “poder da magia”.

A fuga automática e instintiva da própria realidade leva muitos a falsear a verdade, a aceitar a mentira e assim abrir espaço para diferentes formas de desonestidade, consciente e inconsciente. Por este motivo, os grandes sábios e filósofos de todos os tempos têm sido indiferentes as necessidades pessoais de poder induzidas pelo ego. Eles sabem que a graça divina surge de dentro para fora na alma que renuncia a manipular a vida. A bem-aventurança procura fielmente aquele que não foge da sua própria verdade.

Como Detectar a Picaretagem
Em qualquer movimento religioso ou espiritualista, e principalmente nos dias atuais em relação aos muitos "Sacerdotes" da Bruxaria, há de se observar que, quanto mais espírito crítico houver em relação aos processos de liderança, menor será o perigo da vaidade e do amor pelo poder. Os padrões de liderança corretos surgem junto com toda uma nova cultura da solidariedade. Não existe um método infalível para detectar picaretagens. No entanto, aqui estão alguns pontos básicos que permitem avaliar melhor um líder espiritual e aumentar a autenticidade de nossos movimentos e instituições. 

1)O uso da transparência.
O (a) verdadeiro Sacerdote (a) da BRUXARIA TRADICIONAL faz da sua vida um processo aberto e transforma os outros em fiscais do que faz. Ele (a) nunca considera como inimigo quem o (a) questiona de modo sério e leal. Ele (a) aprende, com as críticas a melhorar-se cada vez mais. O (a) picareta (a), por outro lado, é escravo da sua própria esperteza. Ele (a) abusa da astúcia, constrói uma imagem falsa de si e é um (a) manipulador (a) de aparências – até que o feitiço se volta contra ele (a).

2) Os mecanismos de poder.
Os mecanismos de tomada de decisão do grupo ou instituição que se quer avaliar são abertos, ou fechados?
A comunhão espiritual significa, entre outras coisas, confiança na assembléia, livre acesso à informação, avaliação crítica e autocrítica, escolha democrática dos rumos a seguir. O (a) Sacerdote (a) verdadeiro (a) saberá apontar o melhor caminho de modo que todos o reconheçam como legítimo. Já o (a) picareta fará segredo de muitas coisas, alegará que está em contato direto com alguma inteligência divina e inventará desculpas variadas para decidir tudo sozinho (a).

3) A administração do dinheiro.
Para manter a boa saúde ética e espiritual de um grupo humano as questões materiais e que envolvem dinheiro devem ser abertamente discutidas, anotadas e resolvidas com toda clareza. As eventuais doações contribuições à instituição ou ao grupo devem ser feitas de modo claro e impessoal. Mesmo quando há uma liderança fortemente estabelecida, deve haver transparência e controle democrático em relação a tudo o que envolve dinheiro e poder de decisão.

4) A relação entre palavra e ação.
Observe se o (a) Sacerdote (a) tenta honestamente vivenciar o ideal que ele (a) colocou diante de si. O (a) Sacerdote (a) maduro (a) luta consigo mesmo. Cai e levanta inúmeras vezes até unir sentimento, pensamento, ação e palavras com o fio sólido da coerência e da lealdade a si próprio. Como confia em si, não teme o aparecimento dos seus erros. O (a) picareta não acredita no seu próprio don e, por isso, procura viver das aparências. Em alguns casos diz uma coisa, pensa outra, deseja uma terceira coisa e faz algo que nada tem a ver com os itens anteriores. Ou então diz uma coisa para cada pessoa, tentando agradar a todos e causando, assim, grande confusão.

5) O método de tentativa e erro.
Se o (a) Sacerdote (a) se comportar como se fosse infalível ou superior aos demais, mau sinal. Caso coloque a Tradição que segue como única portadora da luz e da sabedoria, o caso é grave. O (a) Sacerdote (a) verdadeiro (a) se protege das suas próprias ilusões estimulando o espírito crítico nos demais. Assim testa os possíveis pontos fracos da sua estratégia.

6) A questão pedagógica.
Para os esquemas de picaretagem, é fundamental vender a ilusão de que alguns sabem e outros não sabem. Assim os (a) picaretas transformam os (a) postulantes a iniciação na BRUXARIA em meros consumidores e ouvintes. O fato é que ninguém sabe tanto que necessite falar o tempo todo, e ninguém sabe tão pouco que não tenha nada de importante a ensinar.
O (a) Sacerdote (a) é apenas um (a) auxiliar do processo autônomo de aprendizagem. Ele (a) se coloca a serviço do aprendiz. Não colocar o aprendiz a seu serviço.

7) Sacerdotisas e Sacerdotes na Bruxaria.
Para a Guiança Sacerdotal na Bruxaria Tradicional é necessário que as mesmas (o) deixem bem claro que são Missionárias (o), e como tais, não são gurus, nem lideres espirituais, são facilitadores dos caminhos, podendo com a prática da Guiança se tornarem bons mestres.



Que assim seja e assim se faça para o bem de todos!
Graça Azevedo / Senhora Telucama
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama
http://www.bruxariatradicional.com.br

sexta-feira, 6 de abril de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: Teses sobre a Páscoa Pagã

Encontramos diversas teses que buscam validar nossas crenças pela ótica pagã, nem todos os costumes podem ser aplicados diretamente a uma origem remota, alguns vieram de época em época traçando o que temos hoje como uma comemoração sagrada.

Nesse grande jogo de puxa-puxa onde na diversidade religiosa, cada um quer dar legitimidade a sua crença, encontraremos de igual modo no paganismo, contudo o Conselho de Bruxaria Tradicional de um modo muito coeso apresenta este artigo no intuito de estudo e probabilidade de teses e não como uma verdade absolutista.

Trataremos por tópicos os assuntos e o envio de teses são bem vindas:

ORIGEM

Aqui devemos entender separar o nome da cerimônia, sendo que a cerimônia pode ter dado a origem do que temos hoje, porém e provavelmente muitas cerimônias antigas se afastam dos costumes do cotidiano e podem se afastar de tal maneira que muito pouco ou quase nada haverá de familiaridade, sendo assim teremos nos povos pré-cristãos algumas boas referência de um culto de consagração à prosperidade, a fertilidade dados pelo simbolismo do coelho e dos ovos.

É de fácil compreensão que coelho não coloca ovos e muito menos de chocolate, tal como em nada tem de concreto com a mitologia cristã no que se refere à história de Jesus, O Cristo, e então teremos a ligação do nome Páscoa com a origem hebraica de Jesus através da comemoração do Pesach, que significa "Passagem". Esta é uma tese até pelo que podemos ver Páscoa é morfologicamente bem diferente de Pesach.

Voltemos ao nosso querido latim para tentar desvendar esse mistério e teremos o termo Pascae, um termo que poderia ter sido assimilado do grego Paska (em tese).

Paska por curiosidade também é um pão consumido no leste europeu e também serve de símbolo para as festividades de base cristã (?), temos um exemplo disto no bolo Colomba Pascal, alguns com desenho de cruzes, deliciosos e recomendo a todos os pagãos experimentarem!

Teremos outras teses com relação à Eostre/ Easter (Páscoa) de origem proto-germânica que pode significar “brilhar” tendo como base o fato dos dias primaveris e a vinda do verão com dias mais claros e regida pela deusa saxônica da alvorada Eostre.


SIMBOLISMO DOS OVOS

 Os ovos deveriam ter muitos significados perante os povos antigos, veremos alguns simbolismos ligados à renovação, a origem, ao nascimento.

Antigamente não se ganhava ovos de chocolate, o costume era pintar ovos de galinha e ofertar como presentes de boa sorte. Hoje os ovos continuam bem coloridos, as cores representam a inspiração para os dias iluminados pela boa estação (verão). Povos que encontramos referências Gregas, Egípcias e Europa Central, mas entendo que aqui haveria a necessidade de se aprofundar no estudo visto termos algumas referências no oriente, porém a título de arte e filosofia e não necessariamente com a cerimônia de Páscoa.


SIMBOLISMO DO COELHO

O coelho é símbolo de fertilidade, é um mamífero que procria muito rápido, também encontraremos o simbolismo deste animal com a Deusa a Eostre, mostrando seu simbolismo com a religiosidade germânica.

Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade, prosperidade e da vida.



CONCLUSÃO

Podemos diante da história, costumes e crença chegarmos a diferentes origens, cada uma delas mostrando uma visão que difere ao mesmo tempo em que aproxima da nossa atual Páscoa, não havendo a necessidade de segmentar religiosamente uma comemoração que se baseia na renovação, na fertilidade e prosperidade, portanto cristãos como pagãos podem comemorar com suas divindades ou não, o tão esperado momento cíclico da natureza.

 




Cordialmente,



quinta-feira, 29 de março de 2012

BRUXARIA TRADICIONAL: A Divina Providência

A Divina Providência

Todos os dias que andamos pelo planeta Terra, imaginamos que o nosso mundo é a única realidade, poucos ou quase ninguém para e pensa será que vivemos em uma realidade feita apenas para nós contendo nossas ilusões diárias, nossas preferências, nossos testes do dia a dia, imaginamos o dinheiro como algo sólido, chamamos de metal o papel e aprendemos a não morder as moedas para saber se são ou não de ouro.

Acredito que o papel do Conselho de Bruxaria Tradicional seja realmente dar esse choque de realidade, quebrando paradigmas das ideias de que Bruxaria seja apenas um compêndio de práticas de malefício e feitiçaria ás margens de alguma religião oficial, nós não buscamos ensinar feiticinhos ou mágicas as pessoas que nos procuram, desejamos dar a elas ferramentas para que tenham soberania sobre seus atos, e assim, terem êxito na maior magia que existe que é o ato mágico da transmutação pessoal, através de alicerces mágicos ancestrais sem dar aos peregrinos uma visão hipócrita e mal preparada com relação a uma liberdade rebelde dada e sim uma consciência libertadora conquistada por um novo observar.

Ontem conversando com uma divindade muito polêmica tive a plena noção do aquário de formigas que são demonstradas nas feiras de ciência, foi muito esclarecedor conversar com potências tão mais divinizadas, o engraçado é que não havia discussões ou agressões, o poder de cada um falava por si só, era como se todos trabalhassem de um modo conjunto mesmo com funções e objetivos diferentes, tudo era um grande tabuleiro espiritual; tiravam um sarro tal como uma pegadinha de faculdade, mas não havia desrespeito e tudo o que vi me pareceu uma grande brincadeira cósmica, fiquei admirado por diversas vezes e uma pergunta me veio à mente como se fosse um pedido de pergunta coletiva da humanidade “- Quem nos salvará?” a entidade riu e me olhou como se eu fosse à criança mais ingênua do universo, como um pai diz ao filho, “-Não existe salvação para a humanidade, você mesmo não acredita nisso, a sobrevivência será caso a caso como a lei da natureza”, lembro que no local eu ainda queria ajudar algumas pessoas, mas não podia falar, pensava e olhava como que querendo que meus olhos dessem a dica, sabem? Daquele jeito que tentamos ajudar alguém quando tem algum ladrão por perto e não podemos falar para não levar um tiro! Das diversas pessoas que eu via e tentava ajudar, pouquíssimas conseguiam entender e levar com elas mais uma ou duas pessoas, o resto ficava lá curtindo o sabor de sua ilusão, rindo daquelas que tinham despertado, fiquei com pena daqueles que tinham se retirado da fila, pois eles eram motivos de chacota, todos riam como hienas e as insultavam como doidos.

O que aprendi com isso? Aprendi que mesmo querendo ajudar, as pessoas não se ajudam e algumas até irão te desrespeitar, aprendi que estamos naquela caixinha de experimento de formigas e não passamos de pequenos insetos para os desígnios do universo e perdemos tempo com coisas desnecessárias e que não vão mudar se a coletividade não mudar. Entendi também que a individualidade pode ser um começo, um pioneirismo duro e ingrato, mas isto já esta previsto, nascer é um processo que demanda um esforço de transmutação dolorido.

Concluindo, por mais triste que eu fique ao ver o gado passando para o matadouro, o que me resta é apenas observar e dar dicas silenciosas para que algo de novo desperte e as pessoas saiam dos seus absolutismos, dos caminhos tortuosos da ilusão; que claro é muito bom falar de mudar e de um monte de coisas belas, mas se você não tiver atos, será como esta sendo agora, mais um texto para ser esquecido nas próximas horas.

Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco

sábado, 24 de março de 2012

A Filosofia do Prazer e o "Castrolicismo" Ascencionado

Hoje falarei sobre o Hedonismo, uma filosofia que me agrada e acredito que todos deveriam parar de se chicotear perante um caminho de dor, sofrimento e muitas vezes ignorância, como gosto de objetividade, pois temos mais coisas a fazer do que perder tempo em parlapatório
totalmente fora de contexto ("patropismo"), vou redigir um pequeno artigo baseado em outros que tenho lido e que a mim, pelo menos, faz muito sentido.

Um texto de Gordon Haddon Clark menciona pensamentos bem interessantes inclusive sobre a origem do termo e sua respectiva definição: A palavra hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma filosofia que conceitua ser o prazer o divino bem da humanidade. Surgiu na Grécia com os pensadores Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo atual procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

O termo tem se disseminado e encontramos indiretamente em muitas sendas os seus princípios, algumas interpretações deturpadas falam da prática egoísta perante os prazeres materiais promovendo uma visão depreciativa e de decadência moral, pois o fato de se focar em ter uma vida prazerosa é totalmente diferente de ser superficial ou querer este prazer unicamente para consigo.

"Segundo Michel Flocker “hedonismo é a doutrina que considera o prazer ou a felicidade como o único ou principal bem da vida.” Sendo assim, o hedonismo é a aplicação dessa máxima levando-se em consideração que apenas o próprio individuo é responsável pela intensidade e qualidade do seu prazer."

Encontrei em uma comunidade algumas diretrizes que todos nos poderíamos aplicar em nossas vidas, e pelo que pude notar, todo mundo tem ou deveria ter um pouco de hedonismo em suas crenças, vejam a baixo:

1°: BUSQUE A FELICIDADE
Ser uma pessoa ativa em busca da sua felicidade, desenvolvendo uma prática agradável no seu cotidiano.

2°: "CARPE DIEM"
“Aproveite o momento” em latim. O termo se tornou conhecido através de um poema de Horácio, e é também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer sem ter medo do futuro.

3°: FALE MENOS E REALIZE MAIS
Despreze a superficialidade da verborragia e meta a mão na massa, se constrói com trabalho e não com abundância de palavras inúteis, que exprimem poucas idéias

4°: NÃO SE LEVE TÃO A SÉRIO AO PONTO DE DESRESPEITAR-SE
Deixe de lado velhas rotinas e evite agredir a si próprio. Melhorar-se é o que de melhor você pode fazer aos outros.

5°: NÃO SE LEVE TÃO A SÉRIO AO PONTO DE DESRESPEITAR AO PRÓXIMO
Ser respeitoso deveria ser um dos primeiros pontos de qualquer caminho.

6°: CRIE O SEU CONFORTO
Aprecie os bons momentos e esteja em situações confortáveis e que exprimam o bem estar.

7°: EVITE VERDADES ABSOLUTAS
Reinvente-se. Reveja conceitos. Mude de idéia. Relaxe e permita que as pessoas e a vida lhe surpreendam a qualquer tempo.

8°: RELACIONE-SE FLUIDICAMENTE COM A NATUREZA
A natureza é nossa casa, tenha hábitos saudáveis e uma consciência ampla sobre os ciclos da vida.

9°: SORRIA MAIS
Não tenha vergonha de rir quando assim o desejar. Seja autêntico e descubra que rir pode ser uma maneira de libertar-se do padrão.

10°: NÃO TENHA PRESSA
O melhor do caminho é a paisagem, reavalie sua lista de pendências e administre as urgências eliminando assim a sensação de frustração 

11°: DESAPEGUE-SE DAS VISÕES DISTORCIDAS
Reflita e medite, reavalie os seus valores e como eles se ajustam a sociedade, por vezes uma quebra de paradigma pode levar a um melhor entendimento sobre a vida.

12°: SIGA SEUS INSTINTOS
Pare de ignorar os sinais que seu corpo emite a todo instante.
Somos animais. Coma quando tiver vontade. Durma quando tiver sono e tente aplacar seus desejos sexuais sempre que possível.

13°: PRESERVE SENTIMENTO
Invista seu tempo cultivando positividade e tranqüilidade. Sentimentos são artigos preciosos e devem ser aplicados ao cultivo do amor, da felicidade e do prazer.

14°: BUSQUE O PRAZER
O prazer pode levar ao autoconhecimento, conhecendo o seu ritmo e reconhecendo os seus limites. Não tenha medo de desfrutar do êxtase profundo latente de sua essência.

15°: ABANDONE A CULPA
A mente é um divino instrumento quando bem usada, você é o único responsável pelas suas atitudes, viva bem se libertando de limites e bloqueios, faça de tudo que esta em sua necessidade pessoal, preservando logicamente pessoas e não tornando os seus atos viciosos.

 Espero que tenham tido o mesmo prazer que tive ao interpretar essas dicas, o que vale é o prazer de se estar completo na realização dos seus atos e seja feliz.

Abraços Fraternos,

Ricardo DRaco


Cordialmente,

quinta-feira, 22 de março de 2012

Arqueólogos descobrem Templo pre-Cristão na Noruega

Arqueólogos descobrem 'incomparável' templo pré-cristã na Noruega 

 Uma descoberta fascinante lança luz sobre a religião pré-cristã escandinava e início das incursões cristãs na Noruega. Na imprensa norueguesa, este importante achado está sendo chamado de "paralelo", "primeiro de seu tipo" e "único", disse ter sido "deliberada e cuidadosamente escondido" - das invasões destruitivas cristãs.

Localizado em Ranheim, cerca de 10 quilômetros ao norte da cidade norueguesa de Trondheim, a descoberta surpreendente foi descoberta durante a escavação de alicerces de casas novas e inclui um "gudehovet" ou "deus do templo." Ocupada a partir do sexto ou quinto século aC até o século 10 AD, o site mostra sinais da prática de sacrifício de animais, uma prática comum entre os diferentes povos da antiguidade. Mais de 1.000 anos atrás, o local foi desmantelado e coberto por uma espessa camada de turfa, evidentemente para protegê-lo dos ataques de invasores cristãos. Estes religiosos nativos nórdicos, aparentemente, em seguida, fugiram para outros lugares, como a Islândia, onde podiam re-erguer os seus altares e restabelecer a velha religião.

Em "santuário pagão inigualável encontrado", o jornal norueguês Aftenposten relata:

O santuário pagão sobreviveu porque as últimas pessoas que o utilizaram mais de 1.000 anos atrás, fizeram o máximo para esconder todo o sistema com uma camada espessa de solo excepcionalmente ....

"A descoberta é única no contexto da Noruega, o primeiro já feito? Em nossas latitudes", diz Preben Rønne do Museu da Ciência / Universidade de Trondheim, que liderou as escavações.

Sacrifício de sangue de animais

O templo pode ter sido construída por volta ou depois do ano 400 dC, portanto, utilizado por centenas de anos até que as pessoas emigraram para evitar "camisa de força" do cristianismo. Ela consistia de um "altar sacrificial" e também vestígios de uma "construção de pólo" que os ídolos provavelmente alojados na forma de bastões com rostos esculpidos de Thor, Odin, Frey e Freya. Parentes falecidos de alto escalão também foram retratados dessa maneira. Nas proximidades, os arqueólogos também descobriram uma rota de procissão.

Graças ao solo, o templo da divindade foi muito bem preservado. O "altar" onde se adoravam os deuses e ofereciam sangue de animais consistiu de uma configuração circular de pedra de cerca de 15 metros de diâmetro e quase um metro de altura. O centro da construção a poucos metros era retangular, com uma planta de 5,3 x 4,5 metros, e foi criado com 12 pólos, cada um tendo uma base de pedra sólida. A construção pode ter sido elevada e, a partir dos resultados, foi muito claramente não utilizada como uma habitação. Entre outras razões, que não tinha lareira. Dentro da "casa" foram encontrados vestígios de quatro pilares que podem ser evidências de um lugar alto, onde os ídolos ficavam entre as cerimônias. A oeste havia uma estrada processional do templo e ia direto para a construção do pólo foi marcada com duas linhas paralelas de pedras grandes, a mais longa seqüência de pelo menos 25 metros de comprimento.

Mais atravé do site: Freethought Nation



Cordialmente,