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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Encontrado Calendário mais antigo do mundo na Escócia


Antes de surgirem os calendários escritos, eram usados monumentos como forma de medir o tempo. Um desses calendários descoberto em Warren Field, na Escócia, sugere que este tipo de técnica pode ter sido desenvolvido muito antes do que se pensava. Os arqueólogos acreditam que este calendário ancestral terá sido criado por caçadores em 8.000 a.C., tornando-se assim no mais antigo do mundo descoberto até agora.

O calendário é composto por 12 fossos – cada um terá contido, provavelmente, um poste de madeira, em representação a cada mês do ano. O monumento foi usado para mapear as fases da lua, a fim de acompanhar o calendário lunar. Para seguir as estações do ano, tendo em conta as diferenças entre os anos lunares e solares, a sequência podia ser calibrada anualmente no nascer do sol do solstício de Dezembro.

Segundo o site Gizmag, acredita-se que o calendário terá sido usado por sociedades de caçadores, como forma de acompanhar as estações do ano, para que soubessem em que alturas os animais migrantes passavam na região.

“A evidência sugere que as sociedades caçadoras e coletoras, na Escócia, tinham a necessidade e sofisticação de controlar o tempo ao longo dos anos, para corrigir o desvio sazonal do ano lunar, e que isso ocorreu cerca de 5.000 anos antes dos primeiros calendários formais conhecidos no Médio Oriente”, disse o líder do projeto, Vince Gaffney, professor de Arqueologia da Paisagem na Universidade de Birmingham.

“Isto fornece novas emocionantes evidências para o início do Mesolítico na Escócia, demonstrando a sofisticação destas sociedades primitivas e revelando que, há 10 mil anos, os caçadores construíram monumentos que os ajudaram a controlar o tempo”, acrescentou Richard Bates, da Universidade de St Andrews.

Trata-se, portanto, do mais antigo exemplo de tal estrutura, não existindo na Grã-Bretanha ou na Europa local comparável a este, mesmo a datar de vários milhares de anos depois.







Cordialmente,


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Europeus colonizaram antes de Indígenas


Livro polêmico diz que europeus colonizaram América antes de indígenas

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BRUXARIA: Descoberta de Estátuas 4500 AC


Perto de 20 estatuetas em marfim, com cerca de 4.500 anos e eventualmente relacionadas com rituais ligados à morte, foram descobertas no Complexo Arqueológico dos Perdigões, da empresa vinícola Esporão S.A., perto de Reguengos de Monsaraz (Évora).

Durante as escavações, «tem aparecido muito marfim e, entre os vários objetos, estão estas estatuetas», datadas de «meados do 3.º milénio antes de Cristo», que «terão à volta de 4.500 anos», revelou esta quarta-feira, à agência Lusa António Valera, da empresa ERA Arqueologia.

De acordo com o arqueólogo, trata-se da «primeira vez que este tipo de peças e com estas caraterísticas aparece em Portugal», havendo objetos idênticos «já conhecidos noutros sítios do género no sul da Península Ibérica».

Foi no Complexo Arqueológico dos Perdigões, da empresa vinícola do EsporãoO responsável da empresa que procede a escavações e campanhas arqueológicas no Complexo dos Perdigões desde 1997 adiantou que as descobertas foram feitas num local, «praticamente no centro do complexo», onde tinham sido «depositados restos de cremações humanas».

«Já identificamos um número mínimo na ordem dos 80 indivíduos e, associado a essas deposições humanas, aparece um conjunto de materiais», como estas «estatuetas em marfim, alguns ídolos em calcário e outros objetos associados a essas cremações», indicou.

De entre as estatuetas, «oito ou nove» destacam-se dos outros objetos por revelarem uma «grande padronização», o que significa que «as figuras representam algo normatizado», já que «aquilo que está representado e como está representado é sempre o mesmo».

«Não podemos ter a certeza do que é, mas há aqui algo que é representado por estas figuras e que estava muito padronizado, ao ponto de serem praticamente idênticas», assim como «a matéria-prima com que são feitas é a mesma», realçou o arqueólogo.

António Valera referiu que «tradicionalmente, estas figuras são tratadas como espécies de ídolos ou representações de uma personagem divina», mas admitiu que as peças poderão ter outro significado.

O arqueólogo revelou que algumas das estatuetas encontradas, que representam um «corpo humano muito realista», têm «uma espécie de bastão» que aparece nas mãos da figura e que existem outras «idênticas» que não têm bastão.

O Complexo Arqueológico dos Perdigões, em 16 hectares de uma herdade da empresa vinícola Esporão S. A., começou a ser escavado em 1997, depois da descoberta de vestígios arqueológicos ter parado a instalação de vinha.

O conjunto pré-histórico, ocupado durante «cerca de 1.500 anos», desde o final do Neolítico e até final do Calcolítico, é reserva arqueológica e, anualmente, acolhe campanhas de escavações arqueológicas.


fonte: Portal IOL







Cordialmente,
http://www.bruxariatradicional.com.br 


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Encontrado o primeiro Retrato da Humanidade.

Dois arqueólogos espanhóis acreditam ter encontrado o primeiro retrato da humanidade.  

Foto: Materia


Trata-se de uma gravura com mais de 23.000 anos encontrada numa parede da gruta de Almeria e representa um rosto humano de perfil, de acordo com seus descobridores. "Este é o mais antigo retrato da pré-história", diz Sergio Ripoll, doutor em pré-história da UNED , e co-descobridor da gravura.

O investigador já demonstrou por várias vezes o seu “olho clínico” para este tipo de descobertas, tendo em 2005 encontrado em Inglaterra cavalos e auroques pintados com 14.000 anos de idade em Crags Creswell. Essas pinturas foram classificadas como as mais antigas do Reino Unido.

À primeira vista, a parede da Gruta de Ambrosio não apresenta mais do que algumas rachaduras. Mas na sua textura Sérgio Ripoll e o seu colega da UNED Francisco Javier Muñoz descobriram gravuras com representações de animais e, pela primeira vez num sitio com estas cronologias, a representação de um rosto humano sem pêlos e com a boca semi-aberta de 25 centímetros de altura e dez de largura.

As linhas "foram feitas com mão firme" e têm uma espessura de menos de três milímetros, de acordo com estes dois investigadores que explicam a descoberta num estudo ainda não publicado, mas cujos resultados essências foram já apresentados numa conferência sobre a arte rupestre em Almeria.

Cientes da descrença que pode causar a sua descoberta, os dois investigadores já decidiram apresentá-la a dezenas de especialistas em arte rupestre. "Vamos colocá-los em frente à parede e perguntar o que eles vêem. Estamos dispostos a aceitar o que eles têm para dizer ", disse Ripoll.

 Desde 1992 esta equipa encontrou 30 figuras rupestres pré-históricas entre gravuras, pinturas de cavalos, aves e gado, na Gruta de Ambrosio, Sítio classificado como de Interesse Cultural desde 1986 .

Dúvidas sobre o achado 
Se for confirmado como válido, o retrato será algo único. "Até agora apenas foram encontradas figuras mescladas, com características humanas e animais , as designadas representações antropomórficas”, explica Muñoz. Os retratos mais antigos conhecidos até agora foram encontrado na gruta de “La Marche” , na França, foram datados de há 15.000 anos e atribuídos à cultura Magdalenense . É dentro dessa ambiência cultural que pertence a representação de Altamira , embora um novo estudo atribua a algumas de suas pinturas uma idade muito mais antiga do que se pensava . Estas novas gravações de Almería correspondem a uma cultura anterior, o designado Solutrense .

 "Eu não posso afirmar claramente que se trata de uma figura humana ", diz o arqueólogo francês Jean Clottes , depois de ver as fotos do suposto retrato. Agora aposentado, Jean Clottes é um dos pré- historiadores e especialistas de arte rupestre mais relevantes de França, tendo estudado, por exemplo, as pinturas rupestres de do Abrigo de “Chauvet” , uma das representações de arte paleolítica mais famosas do mundo.

Embora Jean Clottes tenha consideração pela investigação desenvolvida por Ripoll, é implacável na sua apreciação. "Eu acho que não há nenhuma evidência de traço Paleolítico. O desenho apresentado na foto parece seguir os relevos naturais da rocha”.

 “É difícil ter certeza relativamente a esta figura, pois os traços são pouco claros", diz o especialista em arte rupestre, Denis Vialou , do Museu Nacional de História Nacional da França . "A presença do pigmento depositado na parede parece claro e a leitura de uma cabeça é possível", admite, mas não adianta mais nada até ver o original na gruta com seus próprios olhos.

 Caçadores nómadas
nesta altura um grupo de humanos era constituído por 25 ou 30 membros, todos dedicados à caça e à colecta nómada. Há 23.000 anos atrás, durante o período conhecido como Solutrense superior, Almeria estava coberta com pinheiros, faias e castanheiros e com algas marinhas de grande porte. Sergio Ripoll acredita que os humanos habitavam aqui " da Primavera ao Outono" e depois mudavam-se para áreas mais próximas à costa.

 Naqueles tempos, os momentos mais agradáveis do dia aconteciam à volta do fogo. "As temperaturas eram até 20 graus mais baixas do que agora durante o inverno e verão", diz Javier Muñoz. Os habitantes da caverna faziam grandes fogueiras de "sete ou oito metros de diâmetro" para aquecimento, cozinhar e fabricar armas, especialmente as setas. Tratam-se de peças inconfundíveis, de acordo com Ripoll, já que são feitas com uma variedade de "silex" que só é encontrado nestes vales.

"Eles comiam cabras e muitos coelhos e pensamos que a caça destes últimos era sobretudo realizada por mulheres e crianças, enquanto os adultos estavam envolvidos na caça de animais de maior porte", disse Ripoll.

Pepillo é um enigma
Mais de 23.000 anos medeiam entre a figura agora alegadamnete descoberta e os olhos dos investigadores que hoje a estudam. Quando se pergunta porque desenharam os nossos antepassados estas representações, encolhe-se os ombros. Não sabemos! "É como se hoje se colocasse um homem da Idade Média no meio das ruas de Madrid e visse os sinais de tráfego. Seria impossível para ele entender esses sinais, porque não tem qualquer código para os interpretar ", argumenta Francisco Javier Muñoz.

Os investigadores não sabem quem é a personagem que está imortalizada na gruta de Ambrose, em Almeria, mas acreditam que se trata de um retrato. Por isso  o batizaram de “Pepillo”.

 O objetivo agora é ir em frente. Ripoll e Muñoz desejam publicar as considerações que julgam necessário fazer sobre “Pepillo” e, claro está, continuar a investigar o lugar, devendo para tal pedir ao Conselho de Andaluzia que lhes dê autorização para retomar as escavações.

Fonte: Materia 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Estudos Célticos - Harvard Celtic Colloquium 2012

Harvard Celtic Colloquium 2012 - Call for papers

Está aberto o chamado de trabalhos para o 2012 Harvard Celtic Colloquium. As propostas de trabalhos que se podem presentear-se ao 32º Colóquio Anual organizado pelo departamento de Estudos Célticos da Univ. de Harvard, estarão dedicadas a qualquer dos temas que se relacionam diretamente com o âmbito dos Estudos Célticos nas suas distintas polas (línguas e literaturas celtas -em qualquer das suas fase temporárias, temas de estudos culturais, históricos ou sociais, perspetivas teóricas, etc.), as propostas de tipo interdisciplinar também serão bem recebidas. A participação é gratuita.

O 32 Anual Celtic Colloquium, terá lugar na Universidade de Harvard, entre outubro 5-7, 2012. As apresentações devem ter mais de vinte minutos. Haverá um período breve discussão após cada palestra. Trabalhos apresentados no Colóquio podem ser posteriormente submetidos à apreciação pela comissão editorial para publicação nos Anais do Colóquio.

Os candidatos devem enviar um resumo de 200-250 palavras em Inglês, além de um breve esboço biográfico. As propostas devem ser enviadas por e-mail aos organizadores da conferência, por fax ou postado para o endereço do departamento; prega-se enviarem uma cópia formato Word ou RTF.

Mais informação disponível em breve no website do Colóquio.
Fonte: http://www.hcc.fas.harvard.edu/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Encontrado Esqueleto de uma Bruxa

Um grupo de arqueólogos descobriu em Piombino perto de Lucca, na região central italiana de Toscana, o esqueleto de uma suposta bruxa de 800 anos atrás que havia sido enterrado com sete pinos em sua mandíbula.
Os restos mortais das mulheres estavam sem capa ou caixão. Mais pregos foram encontrados em torno dele, provavelmente porque eles foram incluídos em suas roupas.
Os pesquisadores observaram que a presença dos rebites têm a ver com a crença de que impediria a mulher poderia ser ressuscitada.
Citado pelo jornal britânico The Daily Mail, o arqueólogo Alfonso Forgione, da Universidade de L'Aquila, que chefia a equipe de pesquisa, disse que "é altamente incomum descoberta e, ao mesmo tempo, fascinante. Nunca vi nada parecido. Estou convencido pelos pregos no maxilar e em todo o esqueleto da mulher era uma bruxa. "

Ritual de "exorcismo"
Os restos de uma outra mulher foi encontrado perto do local, cercado por 17 dados. O número 17 é azar na Itália e na Idade Média, proibindo até mulheres de jogarem dados.

Os arqueólogos acreditam que os enterros de mulheres poderiam ter sido relacionado com algum tipo de ritual de exorcismo.
No entanto, o local de descoberta é uma igreja abandonada 800 anos, a questão permanece sobre por que as bruxas alegados foram enterrados ali.

"A única explicação possível é que talvez as duas mulheres eram de famílias influentes e não pertencem à classe camponesa e sua classe e conexões foram enterrados em solo sagrado", disse Forgione. Gáspea

Não é a primeira vez que são encontrados na Itália associado com a crença sobrenatural.

Dois anos atrás, o antropólogo forense Matteo Borrini e arqueólogo descobriu os restos de uma mulher do século XVI com um tijolo na boca, no que tem sido relacionada com a origem das lendas de vampiros.

A descoberta foi feita na ilha de Lazareto Nuovo na lagoa de Veneza que datam da era quando a peste atingiu a cidade.
Borrini disse então à BBC Mundial que existía a crença que segundo o qual os cadáveres que apresentavam sinais de que o estavam comendo o sudario com que haviam sido enterrados deveriam ser tratados como vampiros.

"Sabemos que Phillip Rohr e outros autores que as pessoas realmente faziam essas coisas (enterrar os mortos com tijolos na boca) na época da peste, pois pensavam ter encontrado características de vampiros", disse Borrini.



Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil
 

BRUXARIA TRADICIONAL - Ao Deus Heroi Volund - Achado Acadêmico

Nova imagem de Volund é descoberta na Suécia

Um intrigante objeto foi encontrado nas escavações de Uppåkra, Scania (Suécia) em um sítio datado próximo ao ano mil. Trata-se de uma figura representando um homem portando ou vestindo um traje com asas. Alguns especialistas estão considerando o mesmo uma representação de Volundr, após fugir de seu cativeiro. A figura é muito semelhante com a figuração de Odin na estela gotlandesa de Hammar III (nos detalhes da cauda e formato da asa sobrepondo-se aos pés), mas difere no formato da cabeça – no objeto encontrado em Uppåkra, a cabeça tem formato antrópico, enquanto que em Hammar III é de uma águia. Em Ardre VIII, ao lado da forja e de dois descabeçados, também aparece uma escultura muito semelhante, mas sem cabeça. As imagens tradicionais de Volund-Wieland, tanto entre os germanos continentais quanto na Escandinávia da Era Viking, o retratavam somente de forma humana, associado aos instrumentos de forja.

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As tradições nórdicas se referem a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estabeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga.
 

Sobre o Deus Ferreiro Volund 

Locais como a Ferraria de Wayland em Oxfordshire, nome dado em homenagem a Volund, o herói/deus/ferreiro, não são mais meras curiosidades. Estão começando a ser utilizados como pontos de encontro para pessoas cada vez mais em contato com os antigos costumes e divindades.

Em seu mito ele teria passado parte de sua vida prisioneiro em uma ilha distante, onde prestava serviços como ferreiro e fabricante de armas, até conseguir fugir dali usando asas articiais.

 Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Escavação arqueologia na Gallaecia Bracarense



"O conjunto mineiro romano da Freguesia de Três Minas é talvez caso único na Europa. Trata-se de galerias de grandes dimensões em forma de túneis, que avançam a partir da encosta do monte possibilitando assim um acesso horizontal às jazidas. Os trabalhos mineiros terão sido iniciados no séc. I d.C. na época de Augusto/Tibério, prolongando-se pelo menos até ao séc. III d.C., testemunhada pelo variado espólio exumado do local e envolvente."

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Galiza Pré-romana: O guerreiro galaico de Ralle

Fragmento do guerreiro galaico de Ralle, uma das
peças mais surpreendentes da cultura castreja
(séculos VIIa.C. ao Id.C.)
A cultura castreja galaica é a cultura protohistórica mais comum à área geográfica que abarca toda a Galiza, o norte de Portugal e o ocidente de Astúrias e León. Cronologicamente compreende os séculos VIIIa.C. e Id.C.

Neste vasto contexto geográfico se localizaram uma centena de estátuas esculpidas em forma redonda e de tamanho natural, que representam guerreiros castrejos em posições de guarda, distribuídos pelas entradas principais dos castros.

A escultura em granito do guerreiro galaico de Ralle, encontrada no município de Taboada, em Lugo, é uma das mais importantes deste conjunto. Assim manifestou-se num artigo o arqueólogo Laureano Fernández Carballo, da Universidade de Santiago de Compostela, que vem estudando a obra durante anos. Segundo suas conclusões, a estátua destaca-se por ser a maior de todas as conhecidas (o fragmento estudade mede 82cm de altura, sendo assim, a peça completa poderia chegar aos quatro metros), e por trazer em seu grosso pescoço o que seria uma das maiores representações de um torque celta.


Bibliografia:
ATLAS DE HISTÓRIA - National Geographic, Nº20. Einsa: Espanha, 2005. ISSN 1696-7755

Cordialmente
Conselho de Bruxaria Tradicional
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terça-feira, 3 de maio de 2011

O Castro de Santa Tegra

O Castro de Santa Tecla (ou Castro de Santa Tegra) está localizado no extremo Sul Ocidental da Galiza, ao topo do Monte Santa Tecla na foz do rio Miño, área que pertence à "freguesia de Camposancos" na cidade de Pontevedra à uma altitude aproximada de 341 metros do nível do mar. Consideravelmente próximo a outros ajuntamentos castrejos (Castro de Forca, Castro de Cividans e Castro de Proba). O Forte foi descoberto casualmente durante a abertura de uma estrada até o cume do monte em 1913, perído a partir do qual a Sociedade Pró-Monte tem se dedicado nas campanhas arqueológicas com o intuído de divulgar este que foi um dos primeiros castros conhecidos da Galiza.

Antiguo plano del castro de Santa Tecla hecho por Cayetano de Mergelina, durante las campañas que realizo entre 1928 a 1933, dividiendo el castro en grupos desde el 1 al 7.
Segundo autores clássicos como Plínio, Pomponio Mela, Appiano e Ptolomeu, o extremo sul da Galiza estaria povoado pela comunidade dos Grovii ou Grovios... Antônio de la Peña Santos considerava que devido as características lingüísticas compartilhadas, estes deveriam ser entendidos como povos oriundos de grupos de cultura céltica continental. De qualquer forma o estudo arqueológico demonstra que tratava-se de um povo de política igualitária, com caráter pacífico e economia agrária, condizente com o período de romanização pelo qual passava.

O Castro possuia um posicionamento estratégico para seus aldeões. Com uma área aproximada de 21.000 m2 distribuída entre a costa, braços de floresta, encostas e as margens do rio, a defesa, o cultivo e a pesca tornavam-se tarefas simples para aqueles que o ocupavam. Considerado um dos maiores castros tardios do Noroeste, sua efetiva ocupação corresponde provavelmente ao período de presença Romana na província.

Aparentemente, a área escavada da cidade desenvolveu um urbanismo caótico, verdade até certo ponto, já que se olharmos mas atentamente é possível perceber elementos racionais e comunitários, entre eles, praças e ruas estreitas (algumas de certa forma pavimentadas), escadas subindo as encostas, muros de contenção de terra e áreas para deposição de lixo... Que em conjunto demonstram ter existido um desenho urbano planejado - mesmo que primitivo.

[...] urbanismo indígena, constatando la presencia de un concienzudo y minucioso trabajo de planificación previo a la edificación del poblado. [Antonio de la Peña Santos, conduzindo a campanha de escavações de 1988]

São predomintantes as construções circulares, ovais e quadradas (estas últimas possivelmente influenciadas pelo senso Romano). Assim como em todos os demais Castros encontrados no Noroeste, as habitações de Santa Tecla não possuíam janelas, a ventilação ocorria naturalmente pelas portas - decoradas com os elementos típicos da cultura castreja.

Entre os artefatos encontrados nos períodos de escavação estão os vasos de cerâmica, peças de vidro no estilo mosaico (consideradas entre as melhores encontradas na Península Ibérica), tabuletas de pedra esculpida, pedaços de vasos e facas de bronze. Outro achado foram os dois torques de chapas de ouro decorados com efeitos geométricos em trisquel... Além de joalheria em pingentes, pulseiras, braceletes e anéis de bronze. O armamento encontrado se limita à dardos de ferro, ponteiras de bronze, punhais de ferro e uma espada ferro, entretanto pelo período tardio, mais utilizados como elementos de distinção social do que propriamente como armas. Cita-se ainda uma suposta e desaparecida estátua de Hércules em bronze encontrada próximo ao século XIX nos arredores do santuário.

Representação de Roda em Pedra
Museu Arqueológico do Castro de Santa Tegra, Pontevedra
Torques de Ouro
Museu Arqueológico do Castro de Santa Tegra, Pontevedra
Embora grande parte dos vestígios tenham suas raízes em tempos remotos (como as diversas gravuras rupestres gravadas em rocha), o Castro em si provém de um período próximo ao final da primeira e segunda idades do ferro da região (entre os séculos II a.C. e II d.C.); Época em que já era possível notar as influências da cultura romana que aos poucos absorvia a Península Ibérica, apesar da ausência de dados estratigráficos, esta influência contrasta-se na arquitetura hoje visível.

Espiral, Castro de Santa Tegra, A Guarda, Pontevedra
VÁZQUEZ VARELA, José Manuel (1990) "Petroglifos de Galicia"
É claro e evidente que as gravações rupestres não tem ligação com o Castro, são fruto de uma sociedade que se desenvolveu no final do neolítico gallego (próximo à 2.000 a.C.)

As escavações iniciaram-se em 1914, estendendo-se à 1923, outra grande campanha denominada de "La Campaña de Mergelina" foi engendrada pela Universidad de Valladolid entre 1928 e 1933 período após o qual os serviços foram paralisados até 1979. Entre 1983 e 1988 uma equipe do Museu de Pontevedra dirigida pelo arqueólogo Antônio de la Peña inicia novos trabalhos ao fim dos quais, definitivamente encerram-se as campanhas de escavação. No ano de 1996 o Conselho de Cultura anunciou à imprensa que iniciariam ações de aproveitamento sociocultural deste patrimônio, lançando um plano diretor para a recuperação do Castro, proteção de todo o monte e início de possíveis novas campanhas arqueológicas.


Fontes:
http://www.edu.xunta.es/contidos/premios/p2003/b/tegra/paginategra/Tegra/guia.htm
http://www.aguarda.com/museo/index.htm
http://es.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Santa_Tegra
http://www.megalithic.co.uk/article.php?sid=6340630
BLOT, Maria Luísa B. H. Pinheiro. Os portos na origem dos Centros, Instituto Português de Arqueologia: Lisboa, 2003. ISBN 972-8662-11-4

Cordialmente
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