O Conselho é uma Instituição que objetiva a fraternidade entre grupos que buscam interação, cooperação e conservação das crenças anteriores ao cristianismo na Europa, chamadas assim de Crenças da Floresta. Suas bases são o paganismo, o politeísmo, a conservação e resgate de tradições e consequentemente a ancestralidade. O Conselho não visa lucros, sendo assim uma Sociedade de Mistérios e Filantropia.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
sexta-feira, 9 de março de 2012
Descobertos 500 Contos de Fadas
São príncipes e princesas, animais falantes, heróis e bruxas más prontos a entrar no imaginário. São as histórias nunca antes publicadas.
Diana Martins (www.expresso.pt)
Uma coleção de 500 contos de fadas do século XIX foi descoberta na Alemanha. Os escritos são do historiador Franz Xaver Von Schönwerth e estavam "perdidos" num arquivo da cidade de Regensburg, na Baviera, há cerca de 150 anos. Alguns foram publicados no ano passado, mas muitos ainda se mantêm inéditos.
Todo um novo mundo de príncipes corajosos, donzelas em apuros, animais mágicos e bruxas más veio agora à luz do dia com a descoberta de uma coleção de mitos, lendas e histórias compiladas por Franz Xaver Von Schönwerth, entre 1810 e 1886, por volta da mesma época em os irmãos Grimm colecionavam contos de fadas que ainda fazem as delícias de pequenos e graúdos.
Quando se pensava que nada haveria a acrescentar aos tradicionais contos infantis, como Cinderela ou o Gato das Botas, eis que a fantasia surpreende. Von Schönwerth terá passado várias décadas a questionar as populações rurais sobre os seus hábitos, tradições, costumes e histórias, registando em papel o que até então fazia apenas parte da cultura oral.
O historiador alemão reuniu o que apurou na sua pesquisa num livro intitulado "Aus der Oberpfalz - Sitten und Sagen" ("Da região de Oberpfalz - Costumes e Lendas", tradução livre). A obra chegou a ser publicada na época, mas nunca alcançou qualquer tipo de notoriedade, caindo no esquecimento.
Agora, a fundadora da sociedade Franz Xaver Von Schönwerth, Erika Eichenseer, decidiu publicar o trabalho do historiador e trazer a público muitas histórias nunca antes contadas.
De acordo com a investigadora alemã, Von Schönwerth distingue-se dos irmãos Grimm pelo fato de ter mantido as histórias bastante fiéis às versões que ouviu.
"Não há romanticismo ou uma tentativa por parte de Schönwerth em interpretar aquilo que ouviu e em desenvolver um estilo próprio", explica Erika Eichenseer ao jornal britânico "The Guardian".
No ano passado, Eichenseer publicou, em língua alemã, parte dos contos do historiador, num livro intitulado "Prinz Roßzwifl", uma expressão local alemã para designar besouro. A investigadora está agora ansiosa para que a obra seja traduzida para inglês e os contos sejam reconhecidos internacionalmente.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O Ritual de Beltane - Final - DRaco
...perante o beijo do vento e fogo, e as montanhas nos observavam ao longe, tal como se nos vigiassem, e atrás delas raios vinham e iluminavam a escuridão.
Não relatarei mais profundamente tantas belezas e vivências sendo essa transmissão de sabedoria uma dádiva de peregrinos, mas tenham em mente que um bruxo é um filho da natureza, ele repousa sua mente tal como vislumbra os tempos com seu observar, o olhar do bruxo, a visão que rompe com a ilusão, é o fogo que renasce ao ser transpassado, é o caminho que torneia a montanha é o cheiro que surge dos ventos soprados entre as árvores, é o mundo ancestral e tradicional, é o culto das divindades, o grande e festivo bailado, sem isso não se mergulha na Bruxaria, não se pode renegar as origens, a sabedoria dos antigos.
E assim, no alto da casa da montanha, todos sentaram em círculo, fumaram do bom tabaco bruxo, e os ventos se manifestaram, eles dançavam ao som do trovão e eles dançavam entre as luzes dos raios.
Abraços Fraternos!
DRaco
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domingo, 23 de outubro de 2011
Bruxaria Tradicional analisando o Movimento de Reconstrução
O movimento de reconstrução no Brasil tem se tornado um movimento fragmentado, existem aqueles que se prontificam a criar dispositivos acadêmicos para entender as particulariedades dos povos antigos, observando como estudantes dedicados, contudo também existe uma minoria isolada que desfoca das matérias acadêmicas e se tornam um movimento fundamentalistas esotérico/ religiosos, porém devemos lembrar que a origem e a essência da Reconstrução nasceu com o propósito de reunir matérias de história, antropologia, ciências sociais e demonstrar com humildade teses e não uma visão proselitista religiosa ou mesmo lançar as necessidades pessoais de aceitação ou ego, desalinhando de quem realmente se aplica unicamente a um respaldo sincero acadêmico.
Para alguns de nós, Bruxos Tradicionais, as matérias acadêmicas encontradas dentro do Reconstrucionismo são utilizadas como referência no entendimento dos povos, pois trazem matérias e estudos que venham a favor de uma maior compreensão histórica, portanto tratamos apenas de uma área, de uma matéria e não um segmento religioso, contudo acreditamos que as espiritualidades desses povos possam gerar interesses individuais, mas nunca deveriam desviar do princípio pelo qual foi criado, um movimento de estudo e não um círculo esotérico/ religioso sectario.
Estas manifestações equivocadas tem direcionado seus esforços em tentar depreciar segmentos religiosos, bem como projetos ideológicos pagãos, ou tentam encontrar fama na polêmica anti-ética com críticas e agressões a pessoas e entidades já que não conseguem gerar projetos por estarem limitados em seus dogmas.
Contudo, ainda existem reconstrucionistas que fazem um trabalho benéfico e coeso, pois não fundamentam os seus estudos em religião e sim em matérias academicas deixando que os próprios leitores recebam informações e não induções moldadas a interpretações e criações pessoais.
O Conselho de Bruxaria Tradicional tem uma área dedicada à reconstrução que tem realizado um excelente trabalho em mostrar aos interessados uma linha equilibrada, sincera e humilde, sem distorção de valores, com ética e tem aproximado muitas pessoas pela qualidade de seus trabalhos, projetos e idealismo, fato pelo qual foi convidada e aceita a estar entre outros conselheiros.
Queremos trazer aos peregrinos sinceros e apaixonados pela espiritualidade dos povos antigos o caminho da Bruxaria Tradicional, um caminho pagão, ancestral, mágico baseado no conhecimento popular e campesino, onde existem matérias de reconstrução, contudo aproximando com o culto familiar, com o folclore, com uma espiritualidade verdadeira, clara e dedicada a um caminho de beleza e entendimento sobre a vida.
A Bruxaria Tradicional, os valores pagãos só podem ser compreendidos em eficácia perante àqueles que seguem por este caminho, somente quem vive e recebe esta visão de mundo pode compartilha-la com maestria, portanto opiniões de "entendidos" devem ser relevadas pelo carater simplório e limitado.
Atenciosamente,
Ricardo DRaco
Conselheiro do CBT (Conselho de Bruxaria Tradicional)
CLÁN - Bruxaria Tradicional Ibero-Celta
"Legalize Já a Bruxaria! - Por um culto desmarginalizado, pela tolerância religiosa, pela oficialização religiosa!"
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Sobre a Ritualização por Terence Mckenna
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Crença da Migração da Alma - Metacomorfose
É considerada entre os espiritualistas em geral uma involução.
O termo é encontrado em Pitágoras e Platão. Acredita-se que Pitágoras aprendeu seu significado com os egípcios, que por sua vez aprenderam com os indianos. A problemática desse raciocínio é a divergência entre as crenças. Platão e os indianos não acreditavam na metempsicose. Utilizavam o termo na ausência de outro como sinônimo de reencarnação. Já os Egípcios, estes sim, acreditavam na metempsicose (como ela é descrita aqui). Dessa maneira, sendo o termo grego, há polêmica quanto ao seu significado.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL - Lenda da Fonte do Castro
Tal como acontece a muitas fontes, rochedos, grutas, ruínas, etc., também à Fonte do Crasto, em Navais, anda associada a tradição da Moura Encantada. Situada a nascente da Estrada Nacional nº 13, esta construção foi durante séculos o único ponto de abastecimento de água do lugar. Demitida desta ancestral função viu-se duplamente penalizada; sofreu o abandono “físico” e até o esquecimento no imaginário popular da memória concreta da lenda a ela associada. Hoje para a maioria das suas gentes a recordação da Moura Encantada* é muito ténue, a exemplo destes versos cantados pelo Grupo Folclórico de Navais:
“No tempo dos meus avós
Já a minha avó me contava
Que havia lá um tesouro
E uma moura encantada”
Implacáveis, os Tempos Modernos “mataram” a Moura ferindo-a na sua própria essência, foi apagada do Maravilhoso Popular, do qual era uma das mais poéticas criações. Agora só lhe resta trocar de refúgio, recolhendo-se às páginas dos livros.
A nível nacional era grande a variedade de relatos: um dos mais característicos era o do homem abordado por sedutora mulher de longos cabelos dourados que lhe propunha a passagem, no dia seguinte, para contactos eróticos em troca de objectos preciosos por ela guardados. Se o interpelado acedesse ao convite encontraria uma cobra a quem deveria beijar. Como a quebra do compromisso ou o medo no momento parecia afectar todos os “candidatos a desencantadores de Mouras” as fabulosas riquezas continuavam uma miragem inalcançável. A Moura Encantada assumia, portanto, duas formas: a de cobra e a de gentil donzela que prometia tesouros e riquezas inesgotáveis àquele que lhe quebrasse o fadário.
A esta lenda andam associadas, sobretudo, duas vertentes: a de divindade ou génio feminino das águas (fontes, rios, ribeiros, poços, etc.) e a de guardadora de tesouros encantados. Uma particularidade interessante era a sua paixão pelo leite, o que se explica pela confusão entre as mouras e as cobras, sob cuja forma apareciam. Está “arreigado no nosso povo a crença de que quando há uma criança de mama que está magra, é porque de noite uma cobra vem mamar no peito da mãe, metendo o rabo na boca da criança para a enganar. Também se crê que para apanhar uma cobra basta colocar no sítio onde ela costuma aparecer, um alguidar de leite” (1). Outro elemento curioso era o que supostamente ocorria na noite e madrugada de S. João, momento em que a moura se libertava e, em figura humana, vinha pentear os seus cabelos de ouro.
Para os etnógrafos a esta lenda caberia a função de sacralizar a terra e o trabalho agrícola. A Moura personifica a Mãe Terra e a cobra apresentada como um animal solidário da mulher. Da combinação destas duas simbologias resultaria a valorização do trabalho agrícola (as riquezas douradas da Moura eram ancinhos, cavalos, bois, etc.) e revelar-se-ia o poder da mulher na agricultura.
A identificação de “Moura” como feminino de mouro é errónea. Convém lembrar que os muçulmanos nunca chegaram a dominar o norte do país e era precisamente aquique mais se encontrava implantado este mito. A origem, embora difícil de determinar com segurança, deve-se procurara noutra área: Moira (termo grego) era o nome dado às deusas tecedeiras. Também se pode aproximar a palavra moira de Mairas, dos antigos Germanos, ou ainda de Morgana ou Muriguen, deusa celta.
Mª Jesus (1) Pedroso, Consiglieri – Contribuições para uma mitologia popular portuguesa e outros escritos etnográficos, Lisboa, Dom Quixote, 1988, p. 223
quinta-feira, 14 de abril de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL - A Sua Resposta
Quando nascemos no caminho da Bruxaria Tradicional, quando aceitamos caminhar por esta espiritualidade, recebemos os primeiros conselhos de um orientador, tal como um guia que mostrará algumas placas e cabe a cada um decidir por quais veredas quer conhecer.
Alguns ficam eternamente andando em círculos, falta visão do caminho, param e pensam que afinal o caminho é isso, um movimento eterno circular e uniforme, de tal modo que acreditam conhecerem todo o caminho, quando na verdade conhecem apenas o trecho repetitivo de suas vidas.
A primeira regra básica nesse caminho é, arrume sua mochila, retire o seu ego pesado, deixe de pensar apenas em como você é isto ou aquilo, esqueça de títulos, de iniciações em outros locais, de paradigmas, de regras, de conhecimentos esotéricos, respire, olhe, e vá em frente, sem se preocupar com o passado, com seu nome e sobrenome, com a marca das suas roupas, foque no essencial.
Bruxaria Tradicional prega a simplicidade, a fluidez. Algumas vezes tenho escutado o termo "caminho sem nome", porém a interpretação é que o caminho é independente das necessidades superficiais, a busca é pela essência, pela vivência, tal como um olhar de uma criança conhecendo um mundo novo, claro, direto, límpido se assim você o for, se assim você compreender.
Somos nada mais que peregrinos, então não se preocupe tanto com suas medalhas e diplomas, no caminho uma gentileza vale muito mais que um currículo, uma companhia muito mais que uma roupa de grife, um sorriso e um olhar muito mais que mil palavras.
Ah sim, aprenda a escutar, quem fala muito não pode contemplar o silêncio, não faça perguntas tolas, antes de perguntar a alguém, pergunte a si mesmo e espere a resposta no tramitar pelo caminho, elas chegam, sempre chegam.
Cordialmente,
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Crenças Nativas- Povo Sábio - Magia Européia
Fazendo algumas pesquisas, achamos um texto bem interessante sobre práticas mágicas na Europa, segue abaixo o texto.
Cunning Folk seria algo como povo astuto ou hábil, que numa interpretação seria dito como gente sábia, algo muito próxima à base da Bruxaria Tradicional de raiz ou campesina.
O termo direciona a pessoas ligadas a práticas magistas populares entre o século XV até o começo do século XX.
Em Portugal e Espanha são conhecidos como benzedeiras e curandeiros. Temos autores como Willem de Blécourt, Katherine Briggs e Owen Davies têm focado seus estudos nas práticas e crenças populares, divulgadas e aceitas por historiadores e folcloristas.
Na Escandinávia e Suécia eram conhecidos por serem pessoas mais idosas geralmente membros da comunidade, que atuavam com fitoterapias, medicina alternativa, parteiras e utilizavam de magia popular tal conhecemos como simpatias e o uso de rezas e rimas mágicas.
Tal como em 1600 com os julgamentos por bruxaria, hoje ainda encontramos julgamentos e preconceito dessas técnicas, julgadas como superstições ou charlatanismo. Citamos Brita Biörn de Gotland, disse no tribunal que aprendeu a curar os doentes, quando ela passou algum tempo no submundo , e ela foi condenada à prisão de 1722 e 1737. Apensar da punição de "curandeiros" na Suécia só parecia ter o efeito oposto; cada vez mais pessoas buscam desta medicina popular e mágica.
Existem muitos exemplos conhecidos de "curandeiros", muito além de suas fronteiras regionais de atuação, como Ingeborg de Mjärhult em 1700 e Kisamor e Gota-Lena 1800, na Noruega, algumas mulheres como Sæther Mor (1793-1851), Anna Brandfjeld (1810-1905) e Valborg Valland (1821-1903) alcançaram fama nacional.
No século 19 na Noruega tinham pelo menos um curandeiro por região, tal era a credibilidade nas crenças tradicionais nativas, porém os conhecimentos das mesmas entraram em declínio devido a fatores diversos da sociedade, que vão da falta de pessoas interessadas até a globalização e erradicação cultural/ folclórica.
Na Grã-Bretanha o termo "sábio" ou "esperto" é muito utilizado no sul da Inglaterra, como no País de Gales, outros nomes que são usados em língua nativa são "hysbys dyn" (galês) e "Pellars" (Cornualha) alguns etimologistas mencionam a origem em "expellers", referindo-se à prática de banimento de espíritos malignos.
Algumas práticas magistas e encantos nasceram do politeísmo anglo-saxão e continuaram a serem usadas mesmo após o período de cristianização.
A Lei de Bruxaria em 1542, promulgada sob o reinado de Henrique VIII, que visava tanto bruxas e curandeiros, e que previa a pena de morte para crimes como o uso de invocações e conjurações foi revogada em 1547 aproximadamente, sob o reinado do filho de Henry Edward VI e novamente restabelecida sob Elizabeth I. Em 1563, após a devolução do poder aos anglicanos, um projeto de lei foi aprovado pelo parlamento projetado para ilegalizar "Conjurações, Encantos e BruxariaS", mais uma vez sendo destinadas a ambos os supostos feiticeiros e curandeiros, entretanto esta lei não foi tão dura como a sua antecessora, com a pena de morte.
Com o declínio da caça às bruxas no final do século XVII, em parte devido ao Iluminismo, entra uma nova lei em 1736, diferentemente da legislação anterior, esta não aceitava a existência da magia, e tomou a opinião de que nunca houvera qualquer bruxas retratando como práticas fraudulentas expressamente concebidos para enganar os crédulos a fim de ganhar dinheiro com eles.
Já na Itália estas crenças tradicionais variam de região para região, utilizando nomes que incluem praticos (sábios), guaritori (curandeiros), fattucchiere (bruxas), donne che aiutano (mulheres que ajudam) e mago maga, ou maghiardzha (feiticeiros) e Streghe (bruxas).
A crença folclórica italiana sobrevive até hoje, assim relata a socióloga Sabina Magliocco.
Como no resto da Europa, o principal papel destas pessoas é ligada à cura, tanto através do uso de ervas como também da cura espiritual.
Estas antigas crenças continuam a prevalecer dentro do Catolicismo Romano, que é evidente a partir do uso de amuletos e orações que, muitas vezes apelar à ajuda dos santos.
As ferramentas mágicas geralmente incluem cordas ou cordões para amarrar, facas ou tesouras para cortar a doença, e os espelhos e as armas para refletir ou afastar os espíritos malévolos.
Cordialmente
Conselho de Bruxaria Tradicional
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sexta-feira, 25 de março de 2011
MAGISTAS Versus MÁGICOS - Bruxaria Tradicional
Fazendo nossa peregrinação diária, na vida real, é comum a confusão mental com o termo Magia, se perguntarmos aos mais céticos vão dizer que é ilusão, apesar que é de se concordar no fato de que existe muita ilusão na crença, ilusões pessoais e ilusões de caminho.
E como romper com as ilusões? Fazendo uma análise pessoal verdadeira e direta, é possível acreditar em duas religiões distintas? Ou seria possível acreditar em duas visões antagônicas de crença? Estava lembrando de uma amiga e tutora ocultista, que dizia com palavras simples, que somente temos uma cabeça, repensando nisso, poderíamos nós acreditarmos com fé em todas as visões de mundo, poderíamos andar ao mesmo tempo por caminhos que levam aos diferentes destinos?
Revendo alguns textos, alguns autores escrevem sobre a tese de uma religião primordial e que depois ela se facetou, algumas se tornaram politeístas, outras, panteístas, mas nesse contexto seria sensato tomar como base de verdade absoluta, algo que não tivemos relatos históricos/ arqueológicos dessa argumentação, Mágica ou Ilusão? Se tentarmos caminhar por este caminho, que diria ser frágil e contestador, o que a nós sobrou? Este tipo de informação tem um "Q" apenas de inspirador, mas não são um solo fértil para caminhos que fogem do fictício, é o mesmo que traçar uma linha hereditária com Caim, estas premissas são domínios da fé, embora hereditáriedade esta ligada a genética, e esta sim dá comprovações.
Em uma sociedade moderna, onde as pessoas transferem os seus mundos para o virtual, seria possível a migração de visão para um sistema primordial? Ficaríamos apenas na inspiração e nos títulos tal como algumas pessoas se enquadram, sem se preocupar com a real busca de peregrinação espiritual.
Na semana passada, comentei com um rapaz sobre o rótulo magistas, ele confundiu com mágico, pois a visão que tinha era justamente igual a mágico, que fazemos mágica do tipo tirar coelho da cartola, e parando para pensar, muita gente pensa assim quando o termo é feitiço, acham que vão tirar coelhos da cartola ou que o mundo dos ocultistas é só feitiçaria, um mundo ilusório e de entretenimento.
Tem uma música que diz o seguinte "A minha doutrina é seguir, não é fingir e nem é falar", o seguir aqui é peregrinar, buscando conhecimento e vivência, e nessa peregrinação você encontrará pessoas que pensam e que seguem caminhando em plenitude e em verdade.
Diversas pessoas querem entrar na Bruxaria Tradicional pelos motivos errados, algumas entram na Ibérica, outras na Italiana, outras na Germânica, entre outras tantas do continente Européu, mas antes de entrar é preciso comprometimento, em primeiro momento se auto conhecer e conhecer o caminho que deseja seguir, se existe sintonia de crença, que o levem para as próximas paisagens, não entre pensando em títulos, em iniciações pelo simples fato teatral, analise no quanto você precisa transmutar e quanto isso é realmente importante para você.
Tenho visto muita gente entrando e saindo deste caminho, pois pensam que é algo que você aprende virtualmente, por osmose, lendo livrinhos, gibis, RPG, que depois alguém vai te achar maravilhoso e vai te iniciar, que um dia você vai se auto proclamar como um "hereditário", e vai carregar mais um título que mal tem sentido para você, mais um entre tantos colecionados em sua mochila peregrina e cansado de tudo isso, vai saber que so tem dois caminhos a seguir, se livrar do montante desnecessário ou continuar no além virtual.
Hoje encontro sacerdotes que tem 10, 20 anos e não sabem quem são, não conseguem definir o seu caminho, são arrogantes e mal educados, isto é um caminho viável?
Se desejarem ser bons magistas e não mágicos, entendam com seriedade o caminho que trilham e esqueçam do ego, pois algumas coisas que achamos importantes são apenas pesos extras para dificultar nossa caminhada.
Caso tenham interesse, o Conselho de Bruxaria Tradicional pode mostrar o caminho, mas o comprometimento, os passos cabem somente a seus pés.
Abraços Fraternos,
Ricardo DRaco
sexta-feira, 11 de março de 2011
BRUXARIA TRADICIONAL - LÚCIFER e muito mais....
Diante da superficialidade de crença, encontramos diversos textos que "usam" da palavra Bruxaria Tradicional para fazerem referência simploriamente à feitiçaria.
Observamos uma mescla de deuses utilizados como sistemas psicológicos baseados em arquétipos, misturando Exú como Osíris, Ganesha com Tupã e assim por diante, isso pode ser até cabível para outras linhas de feitiçaria, mas não esta ligada ao caminho da Bruxaria Tradicional, com seus deuses europeus, sim, com seu agregado étnico, com seus costumes e folclores.
Alguns distorcem os termos tal como "bruxa tradicional" Circe (termo correto: feiticeira grega), distorcendo mitos e culturas em favor de sua individualidade "contestadora" (focando terceiros, logicamente).
Por fim acreditamos que o Brasil é um país repleto de magistas analfabetos, e que tantos defendem bravamente o nacionalismo como origem de crença tradicional e passam esquecidos quando não honram pela memória que os antecessores de determinados caminhos lutaram para manter seu agregado cultural e de crença, dando um nome e classificando seu sistema mágico/ religioso, e assim, preferem substituir para um nome de crença importada (bruxaria tradicional), quando deveriam utilizar o termo original ou classificar corretamente suas práticas como feitiçaria.
A única coisa que deveriam lembrar antes de sair escrevendo por blogs e sites é o entendimento básico da língua portuguesa, como também o conhecimento antropológico, antes de citar antropologia, primeiro se precisa estudar e refletir o que realmente os autores querem dizer com suas afirmações e quais são as bases de seus estudos.
Muitos feiticeiros estão preocupados com os anjos caídos, com Lúcifer, com Satã, para nós, bruxos tradicionais, não é base para nossos estudos oficiais e não fazem parte de nossas crenças, pode fazer sentido no contexto historico do período medieval, pois toda feitiçaria ou crença diferente do Catolicismo era tida como Bruxaria, mas como explicamos em nossos textos é preciso ser criterioso para analisar a questão dado o local e data.
Outro fato é que muitos dizem ser feiticeiros, alguns "luciferianos", achamos isso perfeito, encontraram sua real crença, para os que ainda não sabem, mas o luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo.
Entretanto fica a questão, qual a diferença do movimento do luciferianismo com Lúcifer? É que o segundo além de indicar aos cristãos à mesma correspondência que Satan, tem na sua tradução do latim como "portador da luz" que no panteão grego designa uma entidade acompanhante que vai a frente da carruagem de Apolo, a famosa estrela matutina (estrela Vênus) que aparece no céu logo antes do amanhecer, anunciando o Sol ascendente.
Concordamos com um texto que menciona que utilizar de certas imagens, ou roupagem não o torna um budista, um umbandista, do mesmo jeito, concordamos que também não o torna um bruxo tradicional.
O fato é que enquanto não entendermos o nosso idioma, enquanto faltar base para interpretação de texto, enquanto não estudarmos com propriedade os mitos, a teologia, e adquirirmos um amadurecimento pessoal, não haverá um caminho sólido, para que nossa peregrinação seja verdadeira e coesa.
Para bruxos tradicionais, como para budistas, para satanistas, não existe obrigatoriedade de aprender sobre outras crenças ou religiões, dizemos novamente OBRIGATORIEDADE, o que devemos OBRIGATORIAMENTE, já que somos adeptos de um caminho é aprender o mesmo com total maestria.
Acreditamos também que alguns dados "clãs" deveriam ensinar melhor seus aprendizes, principalmente na arrogância e na demonstração de total falta de discernimento, isso só nos causa estranheza e não reconhecimento coletivo de suas práticas.
Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Busca pelo Poder Animal na Bruxaria Tradicional
"Na busca do Poder Animal o qual irá lhe ajudar em sua jornada entre os mundos."
É comum encontrarmos pessoas interessadas na busca pelo seu animal guardião, a maioria é iludida em workshops de um dia ou uma vivência de final de semana, onde encontram o animal que já queriam ter, geralmente encontram águias, grandes felinos, lobos, mas nunca insetos, passarinhos entre
outros menos apresentáveis e que não geram o status de poder.
outros menos apresentáveis e que não geram o status de poder.
Depois que "recebem" guardam em suas mochilas místicas, junto com signo, ascendente, orixá, deus de afinidade, entre muitos outros atributos que favorecem apenas a superficialidade da caminhada.
Existe técnica (fast-food) para encontrar seu animal de poder? Resposta é obvia, não! Não existe, o que existe é um trabalho intenso de conhecer a si próprio, entender a sua essência, a sua aparência, os seus gostos, habitats, resposta a ações, suas fragilidades, seus potenciais, e somente convicto de ser quem realmente você é, encontrará seu animal guardião, e através dele um propósito que se baseia em diversos objetivos, desde cura pessoal até projeção astral.
Dentro dos diversos segmentos da Bruxaria Tradicional encontramos uma diversidade de cultos, porém escrevo específicamente sobre Bruxaria Tradicional Ibero-Celta.
Fundamento, é que não existem animais que não sejam da região da linha mágica, ou seja, animais europeus e do lugar cultuado, em nosso caso, no Brasil. Portanto, não encontraremos elefantes (origem africana).
| Animais Guardiões Em poucas palavras, é sua essência física, é como se age em situações rápidas e instintivas, porte físico, habilidades, clima e local que se sente mais a vontade. | |
|
| Animais Auxiliares São aqueles que nos ajudam em determinado momento de nossa vida, nos emprestam a força, a agilidade, a temperança, a sensibilidade, e geralmente favorecem um bruxo em uma determinada questão. |
| Animais de Poder Um canal direto para a sabedoria em outros planos, são mais etéreos em suas aplicações, mais sutis, e são unicamente encontrados em iniciações ou traumas profundos, tal como voltar de um coma. | |
| Animais Totem Estes expressam uma coletividade, tal como uma representação de brasão de uma cidade, nome de uma tribo, de um povo, e existem em diversas culturas ancestrais no mundo. (veja mais sobre este tópico) |
Encontramos também dentro da mitologia o apanhado de contos (cheios de sabedoria para quem consegue ver além das palavras). Podemos citar a transformação animal, isto de acordo com a vontade pessoal ou através de uma punição.
Há muitas estórias tradicionais relatam a transmutação em animais a fim de que possam aprender uma valiosa lição.
Cada estória nos mostra além da busca pela sabedoria, a intervenção de um protetor ou guardião do local, um deus, um ser do outro mundo pelo qual é encaminhado o peregrino diante de um portal ou nova visão.
Também podemos encontrar animais sagrados fazendo menções diretas a deuses tal como o cavalo para Epona, o corvo para Lugo, o gamo para Taliesin.
As técnicas de êxtase como ferramenta de busca de sabedoria, não visam uma causa superficial do próprio ego. A jornada, seja através do montar de um cervo branco, ou através do som do black bird é um principio que nos leva a crer que existe muito mais do que nossos caprichos pessoais.
Autor: Ricardo DRaco
Conselho de Bruxaria Tradicional
Bruxaria Tradicional Ibero-Celta
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