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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Convite Ritual de Samhain - Morrighan e Ancestrais

Segue divulgação de Círculo Mágico membro do Conselho de Bruxaria Tradicional.
Ritual de Inverno Celta - Samhain, em honra a deusa Morrighan e a Ancestralidade.




Como chegar
Para quem vai de Carro:
Marginal Pinheiros Ponte Eusébio Matoso Av. Francisco Morato Passa o Pedágio (S. Lourenço) Rod. Regis Bitencourt/ BR 116 Ao chegar na cidade de Juquitiba, siga um pouco a frente e terá um retorno sentido
SP (o retorno passa por baixo da pista formando a letra C ) Ao retornar verá um posto de gasolina BR São Leopoldo (Altura do 320), passa o posto e verão logo a sua direita um portal vermelho, entre nessa entrada, siga em frente, em torno de 4 km, segunda travessa a esquerda, siga as placas
do Instituto Árvore Sagrada - Estrada das Marrecas, 5.999.
Para quem vai de ônibus:
Pegar o ônibus que vai para Juquitiba na Rodoviária do Tietê, verifiquem antes os horários!!!! Pedir para PARAR na passarela do PARQUE DO GUGU (Fantasys), passe o portão e siga em frente até encontrar o parque, passe e continue em frente, siga as placas do Instituto Árvore Sagrada - Estrada das Marrecas, 5.999. Ocasionalmente estaremos passando pela estrada e dando carona para peregrinos.

Vagas limitadas! 
Prazo para participar: 09/05/2015.




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segunda-feira, 27 de maio de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mestres X Aprendizes - Quanto custa despertar?


Quanto custa para despertar um Mendigo Espiritual?


Uma das grandes dúvidas que cercam o mundo aprendiz é a questão financeira e algumas dúvidas podem ocorrer nesse processo, ser de graça é referencia para trabalhos sérios? O grande problema que assola a Bruxaria esta na falsa ideia que temos sobre Religião, sobre Trabalho e até mesmo sobre Aprendizado.

Hoje falaremos de Josias, nome fictício, mas uma vivência bem real. Ele buscava entrar num “coven” onde pudesse ser ensinado e ter amigos, muitos amigos alias! Em meio a sua restrita situação financeira começou a faltar nos encontros, contudo seu bom mestre entendia essa questão e até em algumas vezes deixava Josias participar gratuitamente, embora houvessem custos.

Até então temos nesse cenário duas visões bem distintas, uma ressalta a caridade e a outra advinda de outros aprendizes que frequentavam, e pagavam, um desrespeito para com o local e para com eles, afinal de contas, eles tinham pago, conquistaram e por que beneficiar alguém que estava acomodado?

Como podem perceber, Josias não foi em frente, contrariando a visão de quem esta de fora, com aquela velha questão do “mestre comerciante”, quem sabe fora seus “amigos” que o desdenharam ao ponto dele não se sentir bem no local, como muito acontece em muitos outros locais em nossa sociedade.

Também poderíamos concluir outras observações, bem como: Será que Josias tinha real interesse em seguir por este caminho, visto que não tinha força de vontade para garantir suas idas?

Então depois de um tempo Josias encontrou um grupo de estudos que iam de acordo com suas condições financeiras, ou seja, um grupo gratuito, tal era a felicidade que moveu fundos para que a notícia fosse divulgada, o que foi bem aceita por alguns do seu antigo grupo, no começo foram abraços e vivas a irmandade, depois de um tempo perceberam que o local não tinha recursos, não tinha conhecimento e como é comum perceber depois de um tempo, era mais um entre tantos outros que copiavam superficialmente outros lugares, àqueles mesmos que foram rotulados como comerciais, misturando de tudo com Crenças Afro à Ocultismo Genérico.

E então percebemos que algumas pessoas estudam um pouco aqui e um pouco ali, abrem grupos para sustentar suas necessidades emocionais e viram pais e mães em lugar de professores e orientadores, e assim o que era para ser uma Ordem Iniciática passa a ser um refugio e muitas vezes a "casa da mãe Joana".

Josias, provavelmente ainda vá a eventos gratuitos, leia algo gratuitamente pelos diversos sites esotéricos, quem sabe o seu erro possa ter influenciado algumas manadas por ai, mas seria totalmente culpa de Josias? Acredito que não, cada um é responsável pelo que planta e seus frutos estão presentes nas conquistas de cada um.

Na visão do aprendiz, quem já não passou por diversas casas em busca da "Casa Perfeita" e se deu conta que estava na "Casa da Mãe Joana"? Decepção levaram a entender que na inocência buscamos algo ilusório e que devemos rever nossos valores e não exigir das instituições ou do outro apenas.


E eu pergunto aos mestres, quanto custa para despertar um mendigo espiritual? As vezes muito pouco, apenas um artigo.














quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tradicionalidade em Oficinas de Coimbra

Terreiro das Bruxas uma Oficina para crianças em Coimbra, Portugal
bruxas_educao
O Terreiro das Bruxas existe mesmo, é uma aldeia no Sabugal. A Oficina Municipal do Teatro roubou o nome para brincar com as crianças com este lugar onde as bruxas e feiticeiras se juntam para fazer feitiços.
Mais uma etapa do ciclo "Repicar Giacometti", agora numa oficina para crianças, dos 6 aos 9 anos, onde brincam às bruxas que misturam ervas, dizem rezas e cantam ladainhas, que sabem segredos e curas, que conhecem todas as plantas e que podemos encontrar nas encruzilhadas.

Durante 90 minutos brincam com os frascos e o saquinhos que se entornam para o panelão a partir de recolhas feitas um pouco por todo o país.
TERREIRO DAS BRUXAS (PROJETO PEDAGÓGICO)

Ciclo Repicar Giacometti

Oficina Municipal do Teatro | 21 e 28 de abril | 11:00 às 13:00 | 4 euros
Fonte: DN Cartaz

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Conclusão de uma Bruxa Tradicional na Inglaterra

Algumas pesquisas sobre o tema nos levaram a bons artigos e muitas organizações sérias com o mesmo idealismo do Conselho Bruxaria Tradicional no Brasil (CBT) e nem todos apreciam as visões ecléticas modernas de algumas Ordens Iniciáticas.
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O que é Bruxaria Tradicional?
Bruxaria tradicional é um termo que foi introduzido para se referir às tradições indígenas espirituais da Europa. Não há realmente nenhum termo coletivo histórico que poderia ter sido usado para se referir a essas tradições, assim o uso do termo Bruxaria Tradicional se encaixam muito bem. Aqueles que seguem esses caminhos tradicionais são muitas vezes chamados como tradicionalistas.

Infelizmente, em um esforço para os tradicionalistas em definir suas crenças e tradições culturais que variavam drasticamente das propostas dentro do movimento neo-pagão, de alguma forma o termo Bruxaria Tradicional também foi adotado por aqueles que se desencantaram com o Neo-Paganismo e com a Wicca. Outros ainda adotando o termo Bruxaria Tradicional como um movimento rebelde contra a bondade e leveza, tal como se fossem manifestações pagãs. Claro, isso desviou tão incrivelmente da definição de Bruxaria Tradicional e daqueles que realmente são tradicionalistas. Este fórum terá como principal foco Bruxaria Tradicional, uma vez que refere-se a antigas tradições dos antepassados ​​e vai abraçar as tradições familiares, reconstrucionistas, e outros que procuram seguir os caminhos dos ancestrais e honrar a terra de acordo com a tradição.

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A Conclusão de uma Bruxa Tradicional na Inglaterra


Minhas crenças e práticas são do Reino Unido principalmente por conta da minha ligação com a magia popular e feitiçaria. Eu estava atraída e obcecada com a Bruxaria Tradicional desde muito nova, antes da grande quantidade de livros, fóruns, websites que hoje existem. Fui criada com grande influência nos contos de fadas, no folclore, nas lendas e mitologia. Isto significa que eu não estava influenciada por Andrew Chumbley, Sabbati Cultus e nem por Robin Artisson, tal como continuo não sendo influênciada por eles ou interessada neles. Eu não sou atraída pela linguagem cerimonialista e o embelezado de Chumbley e Shulke.

Acho estranho e divertido que, embora eu seja considerada uma bruxa tradicional, não fui influenciada pelas mesmas tradições e escritos que a maioria dos que se dizem "bruxos tradicionais" modernos. Ignorei Xoanon, Pendraig e Fulgur e claro que ja li os escritos de Robert Cochrane, mas resolvi segui os passos de Joe Wilson e me voltar a terra com meu tambor. Minhas heroinas são as folcloristas Dr. Hilda Ellis Davidson e F. Marian McNeill.
Qual é a minha declaração para as pessoas que desejam caminhar pelos caminhos antigos ou modernos? Que você não é o que lê e sim o que faz, o que você tem como caminho. Um autor ou editor não define o nosso caminho ou faz alguem ser mais bruxo que o outro. Não deixe ninguém intimidá-lo dizendo o contrário.

Arrume seus livros e pegue o seu pessoal ou grupo e ritualize e lá tenho certeza que encontrará o seu caminho.

Como podem ver, existem muitos bruxos tradicionais (traditional witchcraft) que não possuem a mesma visão moderna e eclética de algumas instituições mais comentadas nos meios virtuais!


Cordialmente,

CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cultus Sabbati - Ordem Iniciática de Feitiçaria/ Caoismo

Este artigo irá demonstrar a origem do Cultus Sabbati e a sua base de culto, fornecendo dados e revelando a história do falecido Magista Andrew D. Chumbley, que juntou a sua base de Magia do Caos dada a sua forte influência no grande Magista Austin Osman Spare, mais a mescla de conceitos e práticas de outras ordens no final da década de 80, criando assim a irmandade da Cultus Sabbati.

Cultus Sabbati é uma instituição iniciática cerimonial focada em estudos baseados em grande parte no século XIX. A definição do termo é direcionado na visão cristã medieval do "Sabbat das Bruxas" europeias com embasamento na filosofia chamada de Gnose Cainita, onde Caim, o primeiro agricultor do Velho Testamento (Judaísmo) é visto como o Primeiro Feiticeiro.

A Cultus Sabbati também recebeu influências de muitas outras linhas, mostrando, portanto a sua diversidade esotérica tal como colocado pelo site da Xoanon, editora oficial da Cultus Sabbati, revelando o seu envolvimento com o Sufismo, Tantra, Chöd, Zos Kia Cultus (Magia do Caos) como também com o Cristianismo no uso de salmos, adivinhação bíblica, preces, rituais entre outras práticas mágicas.

O atual Magister da Cultus Sabbati é Daniel Alvin Schulke, autor de Ars Philtron e Viridarium Umbris, ambos tratando da Gnose Feiticeira.

Em um sentido amplo, a arte sabática é uma grande colcha de retalhos tendo a magia popular cristã uma grande referência junto das diversas ordens com base em magia cerimonial europeia em um período que se estende do medieval ao moderno (Sec. 19).

Devido ao foco da Cultus Sabbati na Era Medieval é de fácil compreensão o porquê da grande influência do cristianismo e sua contra partida na fusão das concepções teológicas cristãs populares que desencadearam o mito estereotipado do que conhecemos por "O Sabbath das Bruxas" rebatido pelo historiador Carlo Ginzburg (veja o artigo). A partir de uma perspectiva esotérica considera-se que o sábado é a convocação astral ou "sonho ritualístico mágico das almas", considerando que a verdadeira localização do sábado é a "Encruzilhada do acordar dormindo", do despertar - o reino em que a Senhora da Lua e o Sol noturno, o Deus e a Deusa ilumina um mundo além do alcance dos não iniciados.

Os ensinamentos dos feiticeiros vão e vêm, na maior parte da cultura moderna europeia, contudo alguns fragmentos desta sabedoria foram passados ​​até o cotidiano, é através desse trabalho de reconstrução, de juntar esses fragmentos é que o Cultus atual da chamada "tradição sabática" emerge.
A feitiçaria ou Arte Sabática muitas vezes emprega nomes demoníacos e imagens como parte de uma cifra para transmitir uma gnose luciferiana de auto-libertação. Da mesma forma, e conforme dito anteriormente, os rituais podem utilizar de termos cristãos, como parte da intenção de reorientar filosoficamente os magistas. Os aspectos positivos e negativos deste arcano são tratados no livro Azoetia (Xoanon, 1992) sob o nome de "Iconografia de Crença".

É preciso saber discernir o uso de termos demonológico não deve ser interpretado como defesa do "Satanismo" da vulgar "magia negra" ou algo semelhante, nem deve assimilar de forma positiva a filosofia judaico-cristã. A Arte Sabática tem ensinamentos gnósticos que combinam tanto o luciferianismo como o cristianismo adentrando até mesmo no contexto crístico do paganismo.


O FUNDADOR



Andrew D. Chumbley (Essex, Inglaterra em 15/09/67 - 15 /09/04) foi escritor e filósofo inglês da zona rural de Essex onde emergiu no caminho esotérico da feitiçaria popular cristã. Sua posição como o Magista da Cultus Sabbati foi de influência no cenário ocultista como também no legado feiticeiro da magia em geral e ainda que baseado nos trabalhos de Austin O. Spare sua técnica criou uma linha filosófica específica. Em seu trabalho se referia a quintessência mágica como refletida na sabedoria dos “Mistérios Sabáticos” - que é o termo cunhado por Chumbley para a atribuição específica da Arte Feiticeira.


A INFLUÊNCIA DE AUSTIN OSMAN SPARE


Magia do Caos ou Caoismo é uma forma de ritual e magia relativamente nova, utilizando-se de quebras de paradigmas e alterações do estado de consciência, como técnicas gnósticas, meditativas, sufis, orgásticas, ou com uso de substâncias psicoativas.
Austin Osman Spare era inicialmente envolvido com a Ordem da Golden Dawn como também com ordens como a O.T.O e a A.A. (Astrvm Argentvm) de Aleister Crowley.

A Magia praticada pelos ocultistas remanescentes no Reino Unido tendeu a se tornar cada vez mais experimentalista, pessoal, e bem menos ligada às tradições magicas estabelecidas pelas Ordens (negativa as instituições). Reações para isto incluem a disponibilidade pública de informações secretas antes do Século XX (especialmente nos trabalhos publicados por Crowley e Israel Regardie), o Zos Kia Cultus (nome do estilo de magia radicalmente inortodoxa de Austin Osman Spare), a influência do Discordianismo e seu popularizador Robert Anton Wilson, o Dadaísmo, e a grande popularização da magia causada por cultos folcloristas embasados em sistemas mágicos de Crowley e da própria Wicca.

Uma das mais curiosas questões da Magia do Caos é o conceito de Quebra (ou Troca) de Paradigma Mágico, ou "Quebra do Ego" (livro Azoetia?). Usando o termo de Thomas Kuhn, Carroll criou a técnica de arbitrariamente modificar o modelo (ou paradigma) de magia das pessoas uma questão principal na Magia do Caos. Através desta o Magista busca por trocar constantemente a crença em um paradigma (aversão a dogmas), não apenas de forma linear como é visto nas outras pessoas, mas de forma objetiva e proposital, ziguezagueando entre crenças diferentes (e geralmente contraditórias) e "se aproveitando" dos resultados que elas geram sem ficar preso a nenhuma (pragmatismo).

O principal frase da Magia do Caos é: Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido - atribuído a Hassan i Sabbah - O Velho da Montanha, líder da Ordem dos Hashishins que impôs seu poderio no Oriente Médio medieval.



FONTE:
Ordem Iniciática Kaos Brasil
Editora Oficial Xoanon - Cultus Sabbati 
O Culto da Feitiçaria: No Artista e Escritor Austin Osman Spare (Edições Mortas)

Cordiamente,
CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

terça-feira, 18 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL : RELIGIÃO E O CHARLATANISMO

 
É normal cruzarmos com textos que usam de algumas frases já batidas, que Bruxaria Tradicional é um ofício, que lutam contra preceitos modernos, que falam no diabo como o deus das bruxas, que foi iniciado pela avó, que é a arte paleolítica, que usam frases genéricas, que traduzem errôneamente para a língua portuguesa, que fazem entrevistas comprometidas com interesses comerciais, que colocam os títulos antropológicos e das ciências acadêmicas para justificar as mais malucas convicções sem fundamento algum e que seriam apenas teses.

O nosso objetivo não é desmascarar os charlatões, nossa função é dar base para que o próprio leitor assim o faça, até porque as pessoas têm que viver de alguma forma, algumas buscam os caminhos da distorção, outros usam da fé alheia para vender produtos e assim caminha a humanidade, não é uma questão simples religiosa, é uma questão de maior abrangência em nossa sociedade.

Vamos partir do que existe em termos de divulgação nos dias de hoje, uma imensa confusão onde cada pessoa tem uma idéia muito própria do que seja Bruxaria, temos dois momentos muito interessantes, Bruxos que estão ligados ao conceito paganismo e "Bruxos" ligados historicamente aos relatos medievais da Igreja Católica como sendo figuras que cultuam o Diabo e isso ficou impregnado no conceito agregado de práticas mágicas marginalizadas e de malefício tal como no imaginário popular usado na industria de entretenimento (Disney por exemplo).

A primeira linha trata da ligação de espiritualidade anterior ao cristianismo, chamamos de culto religioso, com base em prestar culto a natureza, as divindades, conectando o nosso ser a egrégora da natureza, estas práticas, mais a espiritualidade, mais as formas de culto chamamos de religiosidade. Temos que entender que a palavra religião tão polêmica é apenas um rótulo que dá significado a ações, ela não tem que estar ligada ou restrita a forma de culto da Igreja Católica, por exemplo, não precisa ter inúmeros seguidores, não precisa ser cultuada na igreja ou templo, pois o que citamos aqui é a manifestação religiosa e não a estrutura física e nem mesmo discutimos ritualísticas, muito embora algumas práticas mágicas, em essência, são voltadas a Magia Cerimonial e portanto podem ser muito mais complexas do que seria um simples culto religioso.

A segunda linha é baseada no que a Igreja Católica conceitua como bruxariaS, ou seja, um culto demoníaco, imoral, trevoso e portanto pecaminoso, feito por marginais/ criminosos e que representam uma doença à sociedade e por muito tempo foi determinada pela área médica como uma patologia, uma demência tal como meros casos de crendices de gente sem cultura e com intenções ligadas ao charlatanismo usando da fé alheia exercendo o ofício da feitiçaria. Tanto que a própria Inglaterra baixou leis contra BruxariaS tal como temos hoje no Brasil nos artigos do Código Penal:
Art. 283 - Charlatanismo
Art. 284 - Curandeirismo


Até então estamos nos referindo apenas ao termo Bruxaria, isto complica um pouco mais com o termo Tradicional, e ai temos mais duas visões muito diferentes, a primeira faz menção ao conhecimento passado de forma hereditária, preservando mitologia, folclore, espiritualidade, feitiçaria, costumes, preservação da identidade cultural/ religiosa, contra o sincretismo, entre outras atividades que reforçaremos aqui como religiosidade e temos a segunda versão que trata da Filosofia Perene (Escola Perenialista ou Tradicionalista), que nasceu no Vaticano pelo bibliotecário Agostinho Steuco (1540), que passou por filósofos da idade moderna (Sec. 19) e que acreditam em uma visão de que todos os caminhos irão a favor de Deus e que todas as coisas nasceram de Deus.

Temos visto alguns livros espalhados tanto aqui no Brasil como fora utilizando da segunda visão, muitos escritores que misturam santos católicos, duendes, demônios, fadas, diabo, deus, por fim tudo o que podem, e chamam isto de práticas mágicas, chamam de Bruxaria(?) e Tradicional quando não passam de ecletísmo místico (esoterismo) e feitiçaria generalizada.

Para nós do Conselho de Bruxaria Tradicional entendemos o rótulo "Bruxaria" como sendo um caminho religioso que difere da visão moderna dada por filósofos do século 19, como também não somos a favor da visão cristã para o termo. Se fizermos uma pesquisa nas pessoas que se dizem bruxas elas falarão com indignação dos crimes causados pelo tribunal no Santo Ofício (Santa Inquisição) Idade Média, elas não se identificam com o Deus das igrejas cristãs tal como não nutrem nenhuma ligação com a criação de oposição da figura do Diabo, também são direcionadas a espiritualidade ligada à natureza, as questões ampliadas de consciência, portanto também não são devotas à demonologia cristã ou mesmo com sincretismo com santos, se o fazem serviu como um disfarce que hoje com a abertura religiosa não se faz mais necessário.

Agora podemos até argumentar sobre o Diabo e os demônios serem uma derivação das divindades do mundo pagão, entretanto não é por isso que iremos cultuar a figura do Diabo cristão como um culto de rebeldia, pois a Bruxaria ancestral e não a rotulada pela Igreja Católica não esta ligada ao anti-cristianismo, tal como essa filosofia passa longe de nossas crenças.

Iremos ver no mundo muitas crenças tradicionais, muitos fenômenos de feitiçaria, a palavra witchcraft não é mais uma tradução representativa para a espiritualidade exclusiva dos bruxos, ela se tornou apenas um rótulo que significa feitiçaria; pode ter sido seu significado original, mas hoje diversos grupos a utilizam tal como satanistas ou pessoas ligadas as crenças africanas, é só entrarem em algum dispositivo de busca na internet e verão a distorção do rótulo.
Com isso vou demonstrar aos leitores como o termo witchcraft pode ser qualquer coisa ligada à feitiçaria: Voodoo, Satanismo, Wicca, Esoterismo, etc... Dado a quantidade de livros citando o termo e as diferentes crenças.



E tem muito mais por ai!


A grande confusão é que as pessoas confundem o termo Feitiçaria com Bruxaria, para alguns a Bruxaria segue a mesma métrica do termo feitiçaria de malefício dada pela Igreja Católica, podem fazer suas próprias constatações, são os mesmos sujeitos que se vestem de preto e vermelho, que usam com freqüência o termo Diabo ou Demônios, são os mesmos que acreditam que a Bruxaria não esta ligada ao paganismo, afinal de contas, dada à influência Católica, o que fazem é apenas "magia negra", são conhecidos aqui no Brasil como pais e mães de poste ou de encosto!


BRUXARIA TRADICIONAL E O POLITEÍSMO, XAMANISMO E ANIMISMO
Sobre ser politeísta ou não, poli (muitos) teísta (deuses), para nós que seguimos a Antiga Religião, e falamos com propriedade, pois estamos baseados na religiosidade da Era Antiga, sabemos que a maioria dos povos antigos eram politeísta, o animismo conceito que diz que todas as coisas têm alma não diverge do politeísmo, até por que o politeísmo acredita no conceito alma e apenas separou as pequenas das grandes almas (deuses) e esses são a personalização das forças da natureza.

A Bruxaria Tradicional esta ligada ao Xamanismo? Boa questão, primeiro que temos dois conceitos diferentes, o primeiro que o termo nasceu da Sibéria na aldeia Tungusi, portanto xamã somente seria o líder religioso daquela determinada cultura, porém como o termo witchcraft se generalizou tal como shamanism (xamanismo) e qualquer prática de êxtase de base ancestral se tornou xamanismo, a Bruxaria em sua forma tradicional tem práticas de êxtase tal como tem outras ferramentas em sua crença.

Segue um trecho bem interessante sobre Xamanismo:
Xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções – de sacerdote e curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, a músico e poeta, narrador e guardião dos mitos e histórias do seu povo. O termo original saman vem justamente do verbo “conhecer” na língua siberiana manchu-tungus. A definição clássica de xamanismo – “técnicas arcaicas de êxtase” – pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), especialista em História das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduziam identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto Sibéria, Austrália e Amazônia.

Terminamos mais um artigo para que, você estudante, entenda as diferenças e encontre o caminho que tenha maior afinidade, esqueça os iniciados das fraternidades “ocultas”, pois estas hoje em dia estão mais aparentes do que muito comercio, entenda que quem faz livro é qualquer um que escreve e tem dinheiro para investir na publicação e não por mérito ou notoriedade, veja os tais estudiosos acadêmicos à maioria não sabe diferenciar a idade moderna dos movimentos filosóficos modernistas, saiba que a grande maioria dos bruxos não acreditam na mitologia cristã bem como tem uma religiosidade diferenciada além da prática da feitiçaria (ofício/ trabalho).

Vivemos em um mundo materialista, e tenha certeza que muitos irão distorcer qualquer coisa para venderem seus livretos ou iniciações, ou seja, não foge a nenhum segmento da sociedade tirar proveito de situações e da boa fé alheia, e isto existe hoje como sempre existiu, não é a toa que temos leis contra charlatanismo e curandeirismo até hoje mesmo aqui no Brasil.

Portanto, não seja mais um papagaio que repete tudo, estude, analise, veja os interesses por trás do que é colocado e tenha certeza de seguir um caminho conforme acredita e vai de encontro as suas crenças interiores, a Bruxaria Tradicional não tem papa como também não tem biblia e desconfie em quem se diz bruxo e acredita em santo ou em demônios, pessoas confusas levam a caminhos tortuosos, mas conforme elas mesmos pregam, no final tudo dá certo, pois todos os caminhos levam a Deus ou ao Diabo...
 

Um caminho claro sobre as tradições na Bruxaria.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Definições de Cultos e a Feitiçaria

Encontramos diversas formas de feitiçaria pelo mundo e não apenas na Europa, mas no tocante ao que temos na Europa existem diversas ordens iniciáticas, diversos grupos de magia, alguns focados no paganismo, outros focados na mescla entre paganismo e cristianismo, alguns magos dedicados à magia cristã e alguns que são até ateus.

E o que tem isso de ruim? Podemos dizer sinceramente que nada, viva a diversidade! O fato da Bruxaria estar envolvida com o paganismo ela não a torna o único meio de se cultuar a magia ou desenvolver os trabalhos/ ofícios de feitiçaria.

A Bruxaria em sua forma mais Tradicional nasceu bem antes de movimentos da década de 60/ 70 e muito anterior aos processos constituídos por Robert Cochrane em sua "Traditional Craft", e que alguns insistem em dar o mesmo significado errôneo para a tradução de Craft para Bruxaria. Tal como temos dito "A Bruxaria é mais que a Arte Feiticeira" ela engloba inúmeros valores culturais, folclóricos e de crença.

Quais pontos são comuns à feitiçaria? Uso de conjuros, bênçãos, maldições, aconselhamentos, trabalhos de curas, contato com divindades diversas (elementais, espíritos, deuses, santos, demônios, etc...), entre outras manifestações de prática e crença e isto vai realmente variar conforme o entendimento do grupo, do povo, do magista, ou seja, as manifestações individuais e as coletivas.

Sendo assim encontraremos diversos grupos com suas visões, com seus atributos folclóricos alguns se aproximando mais da visão da Bruxaria Tradicional (Paganismo Tradicionalista) outros até mesmo de religiões conservadoras como o próprio Catolicismo, e diante da diversidade humana mesclas totalmente ecléticas que fogem aos conceitos tradicionais na Bruxaria, porém optando pelo mesmo nome, o que torna tudo mais confuso e ai sim "A Arte se torna sem nome" fica constituída, pois seria impossível conceituar um aglomerado de práticas com um mesmo rótulo.

O que objetivamos dentro do Conselho de Bruxaria Tradicional?
Com certeza não será dizer o que cada um deva fazer de sua visão religiosa e nem regulamentar os ofícios dedicados à feitiçaria. O nosso foco é Bruxaria, não é craft, não é arte, não é apenas feitiçaria simplesmente.

E claro, temos a maior consideração por nossos irmãos magistas feiticeiros, independente se estão na Itália ou na Inglaterra, entretanto a Bruxaria é uma manifestação nascida do Paganismo, e o termo tradição em sua total propriedade se coloca como uma ênfase específica que aborda identidade cultural, crença e um modus operandi próprio.

Sobre a questão do uso witchcraft, a tradução para "Arte Bruxa", isto se tornou mais um termo genérico, tal como é xamanismo, tanto é que teremos tantas e tantas formas feiticeiras que se apropriaram do rótulo que não seria possível termos um significado específico seja para uma prática ou religiosidade.

A grande sacada quem sabe seja identificar o que um bruxo é, pois até então, será muito mais fácil entender as tradições que um bruxo segue, este provavelmente seja o primeiro passo para uma maior contribuição ao termo Bruxaria Tradicional.
Como podemos analisar os termos "Arte sem Nome", "Antiga Arte", "Arte Feiticeira", "Witchcraft" são termos fascinantes, contudo estes termos são representações genéricas, contemplam a Bruxaria Tradicional tal como poderiam servir as feitiçarias de qualquer vertente, de qualquer parte do mundo.

Para nós pagãos tradicionalistas, bruxos com o foco no tradicional, o culto aos santos deveria ficar na Igreja Católica, e se hoje a Stregharia, por exemplo, não tiver o cuidado de conservação, de fazer esse recuo em essência, de realmente manter suas crenças campesinas ela corre o grande risco de se tornar o mesmo processo de extinção que temos com nossas benzedeiras, ser apenas uma expressão católica sem muita relevância, uma sombra do que foi um dia dentro do paganismo, da ancestral religiosidade da Bruxaria na Itália.



Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

Entrevista com Ricardo DRaco na Rádio Transmutando

Confiram a Entrevista de Ricardo DRaco na Rádio Transmutando!


A Bruxaria Tradicional discutida de forma descontraída, entretando objetivando a identidade cultural e mágica deste caminho.






"O caminho não é uma competição, a sabedoria exposta é contemplada pelos sábios, passa desapercebida pelos comuns e criticada pelos ignorantes"






Cordialmente,


Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil
http://www.bruxariatradicional.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL E OS CULTOS AFRO

Por algum tempo temos acompanhado o ecletismo esotérico sem parâmetros que nos trazem mais dúvidas do que esclarecimento, e a ignorância corre solta mesmo nos meios onde deveriam estar somente os mais eruditos, muito embora como é normal acontecer, as margens do conhecimento, sempre estarão os que observam e não entendem, tal como muitas ordens iniciáticas criam dois processos, o círculo interno e o externo, o externo é o que fica a margem do conhecimento e dos processos mais importantes.

Quando colocamos a necessidade de preservação cultural, folclórica e mágico/ religiosa de uma determinada linha dentro da Bruxaria Tradicional, não estamos depreciando outras culturas, o fato da Bruxaria Tradicional ser de base européia, não promove nenhum ponto negativo a cultura brasileira ou mesmo a influência africana que todos nós sabemos existir no Brasil, tal como a cultura indígena.

Podemos dentro de culturas distintas encontrarmos pontos comuns, como é o culto aos deuses no Candomblé e na Bruxaria Tradicional que foca nos povos antigos que eram politeístas, dentro do culto indígena tão comum o trabalho com ervas, assim também de igual forma encontraremos na Bruxaria na sua forma Tradicionalista.

Portanto as afinidades se cruzam, os caminhos não, e não é questão de um ser melhor que o outro, mas é que devemos saber qual é a nossa casa, podemos visitar diversas casas, aprender com tudo e com todos, mas é necessário saber que temos o nosso lar e seus aspectos únicos.

Existe uma grande dificuldade visto os séculos moldados a um entendimento religioso de base cristã que influenciou até mesmo o nosso idioma, hoje seria tão difícil expressar e não mencionar palavras como "diacho" (origem diabo) do tal "vixi" (de virgem Maria) e da menção de bruxarias para artes das trevas, o que nós do Conselho de Bruxaria Tradicional propomos a sociedade é apenas esclarecimento desta religiosidade para que exista tolerância e respeito, mas esta tolerância e respeito devem começar de dentro para fora, com iniciativas agregadoras e motivadoras de uma nova visão, tanto para a Bruxaria, quanto para o Paganismo.

Para quem tem interesse em se aprofundar mais nessas questões, estamos no Programa Transmutando na Rádio Toques de Aruanda, uma rádio dedicada às questões da religião Afro, esperamos você por lá!



Ouçam Ricardo DRaco ao Vivo no Programa Transmutando
28 de setembro às 21h00 na Rádio Toques de Aruanda

www.radiotoquesdearuanda.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Choques de Egrégoras, Espíritos, Ancestrais e Energias


Grandes magistas que conquistaram o reconhecimento da sociedade ocultista estudaram correntes de magia e fizeram sua obra mostrando, em tese, como funcionariam os preceitos do que criou, o interessante é que para esses ilustres ocultistas fica claro o seu empenho, pois não encontramos em seus sistemas o plágio de outros, acrescentando assim, técnicas únicas e diferenciadas que promoveram até a criação de Ordens Iniciáticas.

Para quem conhece profundamente magia e para ser profundo dentro da magia, se procura se especializar, diante de tanto que se deve empenhar de estudos e práticas, o caminho da Bruxaria Tradicional é complexo e exigente, não é possível ser um bruxo tradicional e ser, por exemplo, um umbandista, você é o caminho que escolheu, muito embora as CRENÇAS TRADICIONAIS tenham pontos em comum e em sua maioria se focam no culto ancestral, no culto politeísta, nas práticas que envolvam as forças telúricas.

Para quem cultua genericamente a magia, que chamaremos de feitiçaria baseada em sistemas tradicionais, devem se ater às questões míticas, seria possível cultuar deuses e espíritos que foram inimigos em sua época? Não é possível! Pois entramos na questão dos pactos, tal como seria muito trabalhoso ter locais distintos para práticas específicas, imaginem ter um altar de deuses romanos e em outra casa uma altar de deuses celtas (?).

Devemos entender que a "prática espiritual", e quando dizemos nos referimos aos espíritos, são seres pensantes, com personalidade, imaginem se os mesmos irão ficar restritos ao seu altar, ou ao seu quartinho, não vão! Acreditar que existirá uma harmonia entre você e eles ou entre eles seria o mesmo que acreditar em fada madrinha.

 Portanto quando um bruxo se caracteriza como tradicional, ele é tradicional, pois segue uma linha característica de conduta e magia, segue uma síntese dos costumes e valores de raiz, pois têm em suas crenças seus deuses, seus ancestrais, uma afinidade que lhe é familiar. Esta fé, esse apanhado antropológico, este reconhecer, o conhecimento hereditário é o que reconhecemos como Tradicionalismo, e qualquer um podem discernir o que é uma tradição em sua família, o que torna a bruxaria tradicional é justamente a tradicionalidade na Bruxaria, o fator tradição é dado às muitas crenças, tal como chamamos de crenças "tradicionais", ou seja, crenças nativas, e sendo nativas devemos honrar sua origem, sua raiz, sua regionalidade e não apenas pegar o que todas têm em comum, isto seria apenas generalismo, o tradicionalismo se encontra no terreno da especialidade!

É fato que as crenças tradicionais devem ser honradas em sua identidade mágico/ religiosa, esse apanhado de lembranças, gostos, sensações, dessa energia cognitiva, que muitos chamam de egrégora, deve ser compreendido com clareza, hoje vemos uma confusão de deuses africanos, práticas como voodoo, candomblé, umbanda, quimbanda, catimbó, cultuados conforme interesse e ego, por vezes dizendo que tudo isso  é bruxaria, por outras temos visto um movimento de conscientização e de intelectualização que dizem que alguns movimentos religiosos sofreram influência da bruxaria européia, por fim, um cenário que estamos mudando com a aplicação de conceitos que estavam esquecidos e que o Conselho de Bruxaria Tradicional tem demonstrado com excelência.

Somos da opinião que a segmentação mágico/ religiosa é uma das premissas do bom entendimento, com isso o magista entenderá qual linha ele realmente segue, se pela feitiçaria baseada nas práticas genéricas tradicionais, se na Wicca, na Bruxaria Eclética, na Bruxaria Tradicional ou qualquer outra que sentir um propósito de vida, e quando dizemos isso, é justamente o caminho que mais tem haver contigo, é o tempo de sair da curiosidade, da experimentação, e com sabedoria e maturidade fazer sua peregrinação concreta, seja pela Bruxaria Tradicional ou não.

Queremos levar a esta reflexão, qual o motivo do seu empenho magista? Se dar bem na vida? Ajudar aos outros? Encontrar reconhecimento? Em nosso pensar, tudo isso pode ser conquistado com trabalho, levantando cedo, sendo honesto, digno. Vamos reconhecer um grande magista quando ele retirar a doença dos enfermos, quando ele melhorar a sua vida e de quem tiver a bondade de ajudar, quando ele ensinar com propriedade o real significado de "Ethos", ou seja, ética! Seja justo, pois para fazer a maldade, para machucar ao próximo você não precisa ser um feiticeiro, precisa ser apenas mau caráter.

Mais um ponto de vista para reflexão!


Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BRUXARIA TRADICIONAL - Sobre a Homogeneidade

Em um texto anterior dissemos que não existe uma homogeneidade na Bruxaria Tradicional e vamos explicar sobre esta frase para que fique claro o que foi colocado.

A Europa é formada por 46 países independentes (41 continentais e 5 insulares) e mais 10 territórios, cada um possui seus folclores, seus costumes, viveram povos antigos diferentes, temos diferenças linguísticas, portanto já na questão étnica teremos nossas diferenças quando passamos então as questões religiosas teremos também suas formas específicas, seja pela questão do culto, pela questão mitológica, etc...

No entanto ressaltamos que esses cultos pagãos, politeístas voltados às crenças tradicionais e mágicas formam o que chamamos de Bruxaria Tradicional, entretanto nem todas as práticas que trabalham com magia são Bruxaria Tradicional, um exemplo são as ordens iniciáticas magistas que trabalham feitiçaria sem ligação com as questões mitológicas ou folclóricas.

Como bem sabemos, e qualquer estudioso coeso sabe, feitiçaria é uma operação mágica, cabível a qualquer senda/ religião do mundo, bruxaria são procedimentos não ligados a "magia negra" e sim uma forma cultural/ religiosa européia de origem campesina e, portanto pagã que difere não apenas na ritualística, mas também nos procedimentos mágicos.


Cordialmente,